"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

sábado, 28 de setembro de 2013

4º PAPA: São Clemente Romano - ano 92 a 101

Papa São Clemente de Roma (4º Papa)
Pontificado: do ano 92 ao ano 101


São Clemente, natural de Roma, era discípulo de São Pedro e São Paulo. Acompanhando a este nas viagens evangelizadoras, com ele dividiu as fadigas, sofrimentos e perseguições da vida apostólica. É a ele que o Apóstolo dos Gentios se refere, quando na Epístola aos Filipenses (4,3) diz: "Peço-vos que auxilieis aqueles também que, como Clemente e outros, comigo trabalharam, cujos nomes estão inscritos no Livro da Vida". Estas palavras lhe documentaram a dedicação e fé, o zelo pelas causas de Deus e das almas. Se a mansidão e caridade lhe mereceram o nome de clemente, foi sem dúvida pela atividade apostólica, que São Pedro lhe conferiu a dignidade episcopal.
 
Os primeiros sucessores de São Pedro, na Sé apostólica e no martírio, foram São Lino e Anacleto (São Cleto). Na quase certeza de perder a vida por Jesus Cristo e a Igreja, São Clemente assumiu o governo da Barca de São Pedro em 92. Eram tempos cheios de apreensões para a jovem Igreja. A Autoridade romana ameaçava com uma nova perseguição e no seio da Igreja mesma reinavam dissenções, que prometiam degenerar em cisma. Era principalmente a Igreja dede Corinto o teatro de graves perturbações. Os ânimos estavam irritadíssimos e tudo indicava a iminência de uma cisão, provocada - assim se acreditava geralmente - pelas paixões que predominavam numa eleição episcopal. São Clemente dirigiu aos Coríntios uma carta apostólica em que documenta ao mesmo tempo grande circunspecção, prudência, caridade e firmeza. Tão boa aceitação teve esta carta, que não só em Corinto, mas também em todas as Igrejas era lida durante muitos anos, juntamente com as epístolas dos Apóstolos.

 
Dividindo a cidade de Roma em sete distritos, determinou para cada distrito um advogado, com a incumbência de ativar conscienciosamente tudo que se relacionava aos cristãos, suas virtudes, os processos judiciários a que haviam de responder, o modo como se haviam perante a autoridade perseguidora, declarações públicas que faziam, o martírio e a morte. Estes protocolos, chamados atos dos mártires, eram lidos nas reuniões dos fiéis. Ao zelo apostólico do Santo Papa abriram-se as portas do próprio palácio imperial. Domitila, irmã do imperador Domiciano, cuja ferocidade contra os cristãos era conhecida, se converteu à Religião de Jesus Cristo. Ainda mais: exemplo foi de todas as virtudes e para os cristãos perseguidos, um anjo de caridade, naqueles tempos aflitivos.
 
O imperador Trajano, vendo na propagação da religião cristã um perigo social e religioso para o império e reconhecendo no Papa rival temível, citou-o perante o tribunal e com ameaças de morte exigiu-lhe a abjuração da fé e o culto dos deuses nacionais. São Clemente não hesitou nem um momento e na presença da suprema autoridade romana, fez uma profissão de fé belíssima, que não deixou o imperador em dúvida sobre a improficuidade do seu tentâmem. Aconteceu o que era de esperar: O Papa foi condenado à morte. O Breviário Romano, diz que o santo Papa foi, com muitos cristãos, desterrado para a península da Criméia, onde haviam de trabalhar nas pedreiras e minas. Se para Clemente era um consolo poder partilhar a escravidão com seus filhos em Cristo, estes mais facilmente se conformavam com a triste sorte, vendo junto de si o Pai querido, o representante de Deus na Terra.
                                               
O que mais atormentava os pobres cristãos, era a falta absoluta de água, no lugar onde trabalhavam. Muito penoso era o transporte deste precioso líquido, que só se achava na distância de seis milhas. Clemente pediu a Deus que se compadecesse do povo, como se compadecera dos israelitas no deserto. Terminada a oração, viu no alto duma montanha um cordeirinho que, com a pata direita levantada, parecia indicar um determinado lugar. O santo Papa dirigiu-se imediatamente ao lugar onde lhe aparecera o cordeirinho e com uma enxada pôs-se a cavar a terra. Qual não lhe foi a alegria, quando logo ao primeiro golpe, viu brotar água, água deliciosa e tão abundante que, desde aquele dia teve termo a aflição dos cristãos. Estes milagre não só contentou a estes; também os pagãos que, vendo em Clemente um enviado do Céu, a ele se dirigiram pedindo fossem aceitos como catecúmenos. Assim muitos idólatras se tornaram adoradores de Jesus Cristo e os templos pagãos, antes antros do mais abjeto culto diabólico, transformaram-se em igrejas cristãs. Este espetáculo grandioso perante Anjos e homens despertou naturalmente o ódio nos corações dos sacerdotes pagãos, que se apressaram em denunciar Clemente.
 
A resposta imperial não se deixou esperar. O governador Aufidiano, autorizado por Trajano a pôr um dique à propaganda cristã, custasse o que custasse, condenou à morte Clemente e intimou os cristãos a que abandonassem a religião de Cristo. Algemado, foi Clemente levado a um navio, que o transportou ao alto mar. Lá chegado, puseram-lhe uma âncora de ferro ao pescoço e precipitaram-no na água. Isto aconteceu a 23 de novembro do seu último ano apostólico. Os cristãos consternados pela perda do seu Pastor, pediram a Deus que não deixasse o corpo do mártir entregue ao jogo das ondas, mas que restituísse ao carinho e à veneração dos filhos espirituais.
 
Aufidiano e sua gente mal se tinham afastado, quando o mar espontaneamente, retrocedeu a uma distância de três milhas, até o lugar onde tinha sido mergulhado o corpo do santo Papa-Mártir. O mais que aconteceu, foi de todo extraordinário. Aos olhos pasmados dos cristãos apresentou-se um pequeno templo de mármore branco. Pressurosos correram para lá e, chegando ao templo, nele encontraram o corpo de São Clemente, colocado num ataúde, tendo ao lado a âncora pesada. Quando se dispuseram a retirar suas santas relíquias, Deus manifestou sua vontade, que não o fizessem; que o deixassem repousar no mesmo lugar e que o mar, anualmente, durante sete dias, franqueasse o acesso ao túmulo. Assim aconteceu.
 
O martírio do Papa São Clemente Romano
 
As relíquias de São Clemente ficaram no fundo do mar, guardadas por santos Anjos, até o século IX, quando, sob o governo do Papa Nicolau I, os santos missionários Cirilo e Metódio as trouxeram para Roma, onde foram depositadas na Igreja de São Clemente, onde se acham até agora.
 
São Clemente de Roma Papa, rogai por nós! Rogai pela Igreja da qual fostes o Pastor! 


Link: Carta do Papa São Clemente Romano aos Coríntios

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Satanismo, Rock in Rio e os católicos mornos...

 
 
Publico abaixo 4 importantes textos que tratam da situação grotesca em que vivemos. Me refiro ao desrespeito blasfemo que diariamente querem nos obrigar a suportar em nome da "tolerância", do "não ao preconceito" e demais chavões politicamente corretos.
 
Essa "tolerância" toda só é válida quando um cristão se mostra contrário, mesmo apresentando argumentos, às leis, práticas e costumes que afrontam sua fé. Agora, para inimigos de Deus achincalhar a fé e os símbolos sagrados da Igreja não se exige "tolerância" alguma, pelo contrário, lhes é dado total apoio, são admirados e exaltados, inclusive pelos mesmos que dias atrás "exaltavam" a figura do Papa em sua visita ao Brasil.
 
Os textos tratam sobretudo dos grotescos episódios apresentados no festival "Rock in Rio", que vão desde atitudes, discursos e músicas explicitamente satânicas à até mesmo simulação de cultos demoníacos onde se escarnecem de símbolos da Igreja e do próprio Deus.
 
Um dos textos trata do desfecho explicitamente satânico desse festival. Outros dois foram escritos pelos corajosos Bispos da Santa Igreja - Dom Adair José Guimarães e Dom Antônio Carlos Rossi Keller - que denunciam essa perversa prática e os perigos que oferecem às almas. O último é do professor Sidnei Silveira que descreve em detalhes a loucura dessa inversão de valores da sociedade de nosso tempo.
 
Porque citei os católicos mornos no título deste artigo: por saber ser comum (infelizmente) que muitos que se digam católicos estarem entre os fãs que presenciaram as blasfêmias perpetradas no palco, achando se tratar a coisa mais normal do mundo. Falo isso com propriedade: uma aluna minha veio me contar, toda contente, que viajaria ao Rio para assistir ao show de seus ídolos da banda Iron Maiden". Detalhe: a jovem esteve presente na Jornada Mundial da Juventude.
 
Bem, melhor do que tentar explicar a você caro leitor é recomendar que leia os textos abaixo.

E que viva Cristo Rey!

José Santiago Lima


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* Rock in Rio termina com grito de “o mal permanece para sempre” em música do ‘Iron Maiden’.


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O grupo inglês de heavy metal Iron Maiden encerrou o festival Rock in Rio, que teve público total de 600 mil pessoas. Às 0h10 desta segunda, iniciou sua apresentação, que segundo o jornal Estado de São Paulo “parecia anunciar mesmo o Apocalipse”.
 
Na introdução surgiram imagens nos telões mostrando destruição de forças da natureza. Logo depois, apareceu Jesus Cristo em um crucifixo prestes a incendiar. O vocalista, Bruce Dickinson, instigava o público a cantar junto músicas conhecidas como “The number the beast”, cujo letra anuncia “Ai de vós, ó terra e mar/ Pois o demônio envia a besta com ódio/ Porque ele sabe que o tempo é curto/O ritual começou, o trabalho do satanás está feito/ 666, o número da besta/ Está havendo sacrifício esta noite”.
 
Durante mais de uma hora, a banda tocou acompanhada pelo seu famoso “mascote” Eddie, um morto-vivo que aparecia soltando fogo pelo crânio nos telões atrás do palco. Perto das duas da manhã, encerrou-se o Rock in Rio 2013 com o Iron Maiden anunciando na última música “O mal permanece para sempre/ O mal que os homens fazem permanece para sempre!/ Círculo de fogo, meu batismo de alegria parece terminar/ A sétima ovelha morta, o livro da vida está aberto diante de mim”.
 
Mas esse não foi o único momento de trevas no espetáculo. No final da noite de domingo, quem estava no palco era a banda Slayer. Segundo o site Globo.com “O inferno não é mais o mesmo, mas continua cozinhando como sempre. Sem o ídolos Jeff Hanneman (morto este ano), o Slayer aterrorizou os fãs no último dia de Rock in Rio neste domingo com o peso e a velocidade que se esperava”.
 
Entre as músicas mais conhecidas, estava “Disciple”, onde o vocalista grita “God hates us all” (Deus odeia a nós todos). O finalda apresentação que teve o símbolo satanista do pentagrama no telão de fundo quase o tempo todo, foi com “Angel of Death”, que diz “Podre anjo da morte/ Voando livremente/ Monarca do reino dos mortos/ Infame sanguinário/ Anjo da morte”
 
Na quinta, 19, o Rock in Rio já havia mostrado uma noite que teve  invocação satânica e cruzes invertidas, durante uma “missa” negra do grupo Ghost BC.

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ROCK IN RIO
 
Depois das cenas de culto ao demônio no Rock In Rio de ontem [19 de setembro], ficamos a imaginar até que ponto chega a criatura humana na sua degradação espiritual e renúncia à imagem de Deus que ostentamos em nós. Fomos criados por Deus para “sermos elevados à sua glória”, como nos ensinou Santo Irineu no início do Cristianismo. É assustador o crescimento do culto satânico em nossos tempos que produz o caminho inverso no coração da pessoa humana.Há muito tenho alertado nossos jovens do perigo de se contaminarem espiritualmente com este mundo tenebroso de certas bandas de rock que fazem apologia ao satanismo e o praticam de forma ostensiva como vimos na festa do rock no Rio de Janeiro.
 
Satanás odeia a Cristo e sua Igreja. Desta feita não é de se espantar que seus agentes humanos, nesta terra, usem nossos símbolos católicos às avessas para veicular o “die irae” que é da essência do demônio, o ódio a Deus e ao seu Cristo e, consequentemente à sua Igreja.
 
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A Sagrada Escritura e a prática da piedade cristã nos advertem do perigo do contágio dos crentes com estas realidades obscuras e carregadas de perigos para a alma. Quanto mal o rock satânico faz aos nossos jovens que, na falta de discernimento espiritual, acabam mergulhando nesse fosso. É fácil entrar, o difícil é sair e voltar à saúde espiritual de antes. Infelizmente muita gente que está nisso nunca conheceu a luz de Deus.
 
Esses satânicos são afigurados à covardia de quem eles servem. Abusam e escarnecem da Igreja Católica, dos nossos símbolos e das pessoas consagradas. Trata-se de um deboche que nos dói a alma, nos machuca nossa estima de pessoas de fé, pois desejamos a salvação dos jovens e nos custa ver a destruição de tantos que se tornaram presas do mal.
 
Uma vez conversei, no Rio de Janeiro, com um jovem de uma banda deste perfil, a pedido de sua mãe. Nunca antes e nem depois encontrei uma pessoa tão fria e distante. A realidade desses grupos é muito diferente da nossa, seja na linguagem, na compreensão e nos afetos. É um mundo distante da luz. É um mundo simplesmente tenebroso que causa pavor.
São Miguel Arcanjo e todas as Milícias Celestes, vinde em nosso auxílio e auxilia-nos no combate ao mal.

Por Dom Adair José Guimarães, bispo diocesano de Rubiataba - GO
 
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O DIREITO DE TRIPUDIAR A FE.

 


 
O DIREITO DE TRIPUDIAR A FE. 
(ou como se pretende fazer da Igreja e da fé gato e sapato...)

Ultimamente temos assistido, nós pobres ignorantes tapados que temos o dom da fé, a um verdadeiro festival de afrontas, agressões, ridicularizações, ataques, paródias grotescas, enfim, um conjunto de ações que visam a depreciação da fé, apresentada como fanatismo, coisa de gente ignorante...
 
A Igreja de Cristo transformou-se no vaso de escarro chinês daqueles que se julgam no direito de afrontar, com ares de superioridade, o fanatismo religioso católico, destinado a desaparecer da sociedade civilizada e libertária de um futuro já não tão distante. Finalmente, aproximam-se os tempos da verdadeira liberdade, já que está por pouco a influência do catolicismo em nossa terras...
 
Este é, infelizmente, o pensamento de muitos e muitas que outorgam a si mesmos o título de "defensores das liberdades e das minorias". Gente que vomita chavões, slogans, palavras de ordem em defesa de direitos em grande parte absolutamente discutíveis e de escassa consistência. Paródias como a que foi apresentada por uma banda de rock satânico, no último "Rock in Rio", que se utiliza de símbolos católicos invertidos, exatamente para demonstrar a quem seguem e a que princípio servem, encontram espaço de forma absolutamente natural nestas expressões consideradas de fundo cultural. Hoje, a moda é ser contra o catolicismo. Pior ainda, usa-se até mesmo as palavras, gestos, declarações, entrevistas, quem sabe até adivinham-se intenções e pensamentos, do Papa Francisco, mostrando-o como exemplo de aceitação pura e simples da diversidade e do pluralismo, sem os filtros de uma visão moral já ultrapassada, em vias de extinção. Homens e mulheres da Igreja, alguns sobejamente conhecidos por suas posturas dúbias, que encontraram nas instâncias superiores, limites fundados na grande Disciplina da Igreja para serem mantidos em terrenos aceitáveis da autentica fé católica, hoje sentem-se libertados de qualquer tipo de rédeas e de controles. Há quem até se sinta "compreendido"pelo Papa, e em constante diálogo com o mesmo através da esposa de um bispo afastado do Ministério...
 
Há alguns meses, escrevia eu, ingenuamente, que "tempos difíceis estavam se aproximando" para a Igreja e para os católicos. Não serão simplesmente difíceis... Serão mesmo terríveis. Tempos não só de testemunho sofrido, mas tempos de martírio, de perseguição, de incompreensão, de oposição virulenta, fundada no princípio de uma liberdade que conduz à pior escravidão: a escravidão daquele que, sendo escravo, pensa ser livre.
 
Um bispo deve ser anunciador da esperança. Declaro através desta mensagem, prometer seguir adiante na proclamação da Mensagem cristã, fundada antes de tudo, no Mistério Redentor da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus Cristo, único Salvador da humanidade, Mistério este ensinado dentro da Tradição Sagrada, nos séculos pela Santa Igreja, Una, Santa e Católica, fundada na rocha que é o Apóstolo Pedro. 
 
Há uma única arma, a meu ver, de autêntica e poderosa eficácia neste combate: a oração. No início de seu pontificado, o grande Bento XVI propunha-se a escrever e falar menos, e a rezar mais... Quem sabe, dentro do quadro necessário do testemunho que exige também a palavra, principalmente nós, homens do Ministério Sagrado, falemos menos e rezemos mais... Certamente ajudaremos muito mais a Igreja neste combate contra as forças infernais que, mais do que nunca, mostram suas cortantes garras. 

Por Dom Antônio Carlos Rossi Keller, bispo diocesano de Frederico Westphalen - RS


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A simulação “artística” do mal


 

Sidney Silveira
 
Dizer que a cultura contemporânea é difusora de incontáveis anomalias anímicas, mutilações espirituais e traumas psicológicos em escala jamais vista é fazer referência indireta a um princípio aceito por qualquer antropologia digna deste nome: há, no homem, uma aptidão radical a realizar em si mesmo o bem, a começar pelos bens a que tende a vida, os quais, no seu caso, abarcam todas as potências e apetites sensitivos que possui e culminam na esfera volitiva e intelectiva.[1] Do prazer da comida e do sexo ao êxtase místico ou à compreensão de elevadas verdades da ciência e da filosofia; do desejo ou avidez pelas coisas sensíveis, de per si boas, à fruição do inteligível, cujo ápice é o verdadeiro amor, que aguça a inteligência e abrasa a vontade.

Na cultura, passamos de um estágio de maldade a outro, nas últimas décadas: transitamos da hipocrisia ao escracho total, dos malefícios ocultos ou com aparência de bem às maldades escancaradas. Lembremos aqui que o hipócrita ainda possui certa preocupação de parecer bom, sinal de que ainda resta alguma medida moral no seu horizonte de cogitações, resquício de pudor natural que o impede de revelar-se completamente. Já o imoralista escrachado perdeu o vínculo com princípios e valores humanos universais, tal é a inversão das tendências constitutivas de sua psique.

No caso do rock, objeto deste brevíssimo texto, já vai muito longe o tempo em que a adesão ao mal era simulada. Já vai longe a época em que as mensagens satânicas eram mais ou menos cifradas, em músicas como Hotel California, da banda The Eagles, referência à sede da Church of Satan, ou então Sympathy for the Devil, dos Stones. E muitíssimas outras mais! De lá para cá, chegou-se a Marylin Manson, a Lady Gaga e a outros representantes de correntes satanistas absolutamente explícitas.

Pois muito bem: na noite de hoje, no Rock in Rio, foi a vez do grupo Ghost fazer as honras dos devotos da maldade. O show da banda sueca foi a literal simulação de uma missa negra, ou seja, de um culto a Lúcifer — que, na vida real, pode chegar a incluir sacrifícios humanos, embora na maior parte das vezes consista em blasfemar contra Deus e reafirmar ritualisticamente um compromisso com os piores tipos de maldade.

Ver as imagens destes literais pobres-diabos, com cruzes invertidas, máscaras sinistras, cálices, símbolos esotéricos satânicos, etc., não foi o pior. O mais triste foi constatar, uma vez mais, como o jornalismo degradou-se a ponto de abordar a coisa com reportagens em tom de cobertura “cultural”, sem nem sequer perceber o significado macabro de uma pretensa arte que se volta para o mal não mais simulando um bem, mas simulando o próprio mal, o que requer requintes de perversão.

O genial Aristóteles, muito antes de Cristo, já nos ensinava que o homem é um animal que imita, por isso não convém à arte dar destaque a maldades nem caricaturar o bem. Que diria então o grande filósofo grego de uma representação como esta senão que se trata duma espécie de loucura voluntária altamente culpável, signo gritante da mais profunda depravação psicológica?

Pobres jovens, que, se estão ali, adorando esta monstruosidade, já é sinal de não terem tido a providencial fortuna de encontrar quem lhes apresentasse outro caminho.

Pobres vidas que se voltam contra a vida! O seu futuro é a agonia, a angústia existencial, o desespero, o ódio. 

A menos que se dê um milagre.

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1- O tomista argentino Martín Echavarría, psicólogo e filósofo, possui alguns trabalhos em que aponta com grande acerto para o caráter patógeno da cultura contemporânea
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Fonte Texto 1: Blog Carmadelio: Rock in Rio

Fonte texto 2: Fratres in Unum.com/2013/09/23/rock-in-rio/

Fonte texto 3: Encontro com o bispo.org/2013/09/o-direito-de-tripudiar-fe.html

Fonte texto 4: Contra Impugnantes.blogspot.com.br/2013/09/a-simulacao-artistica-do-mal.html

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Imagens: dezenas de mortos e mais de 100 feridos em atentado terrorista na saída de uma Santa Missa, no Paquistão

Domingo, 22 de setembro de 2013

Igreja onde ocorreu o atentado
Um duplo atentado suicida em frente a uma Igreja em Peshawar, no Paquistão, na saída da Missa, provocou ao menos 61 mortos e 120 feridos. É um dos ataques mais sangrentos contra cristãos no país. Até o momento nenhum grupo assumiu a autoria. Os dois terroristas suicidas acionaram seus cinturões de explosivos quando os fiéis saíam da Missa.
 
 
O ataque ocorreu ao meio-dia local a principal cidade do nordeste do Paquistão, uma região atingida frequentemente por atentados atribuídos em grande parte aos rebeldes islamitas talibãs.
 
"O número de mortos subiu para 61. Há 120 feridos".
 
Foi o que declarou à AFP Mohamed Iqbal, um médico do hospital Lady Reading. O balanço anterior era de 53 mortos e 100 feridos.
 
 






Trata-se de um dos ataques mais mortíferos cometidos contra cristãos no Paquistão, comunidade que representa 2% da população deste país de 180 milhões de habitantes, em sua maioria muçulmanos.

O funcionário da administração da cidade Sahibzada Annes disse à imprensa que as bombas explodiram logo após o fim da Missa.
 
"A maioria dos feridos está em situação crítica",
 
acrescentou o funcionário.

Nazir Khan, professora de 50 anos, disse que a missa havia terminado e que 400 fiéis estavam saindo da igreja quando ocorreu uma primeira explosão.
 
"Uma enorme explosão me lançou no chão e assim que recuperei meu sentidos uma segunda bomba explodiu", disse Khan à AFP.

As autoridades sabiam que esta igreja poderia ser atacada e mobilizaram forças de segurança ao seu redor, acrescentou Anees.
 

"Estamos em um local que é alvo potencial para os terroristas; foram tomadas medidas especiais para proteger estas igreja. Ainda estamos na fase de socorros, mas quando terminar investigaremos para saber o que falhou", disse.
 

Imagens de televisão mostravam ambulâncias transferindo os feridos a hospitais locais.
 

Familiares das vítimas se aglomeravam em frente à igreja. Alguns gritavam frases hostis à polícia, considerada incapaz de deter as ameaças.
 

O noroeste é uma região onde imperam muitos grupos rebeldes islamitas, entre eles o Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP), autores de inúmeros atentados que já deixaram mais de 6.000 mortos desde 2007.
 

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou firmemente este atentado.
 
"Os terroristas não têm religião. Atacar inocentes é contrário aos preceitos do islã e de todas as outras religiões. Estes atos terroristas mostram o estado de ânimo brutal e desumano dos terroristas", disse em um comunicado.
 
 

A violência entre fanáticos religiosos aumentou nos últimos anos no Paquistão, com uma série de atentados suicidas contra a minoria muçulmana xiita (20% da população) reivindicados pelo grupo armado sectário Lashkar-e-Jhangvi, próximo ao TTP e à Al-Qaeda. Mas até agora os cristãos não haviam sido atacados desta forma sangrenta.
 
 
 


De: RadioVaticano
 
 
Rezemos por estes nossos irmãos que diariamente derramam seu sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo! É o mínimo que podemos fazer neste momento!
 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

SÃO PIO DE PIETRELCINA, rogai por nós!



HOJE É DIA DE SÃO PIO DE PIETRELCINA!!!
Padre Pio nasceu em 25 de maio de 1887 na localidade de Pietrelcina, muito próxima à cidade de Benevento. Foi um dos sete filhos de Grazio Forgione e Maria Giuseppa De Nunzio.


Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, que os via constantemente devido a tanta familiaridade. Ainda pequeno havia se tornado amigo do seu anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho. Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu anjo da guarda, estreitando assim a intimidade dos fiés para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.





São Pio de Pietrelcina, ainda jovem








São Pio, ainda jovem - "ECCE AGNUS DEI"




Com quinze anos de idade entrou no noviciado em Morcone adotando o nome de "frei Pio"; concluído o ano de noviciado, formulou os votos simples em 1904; em 1907 formulou a profissão dos votos solenes. Frequentou estudos clássicos e filosofia. Foi ordenado padre em 10 de agosto de 1910 no Duomo de Benevento.

Aos casos mais urgentes e complicados o frade de Pitrelcina dizia: "Estes só Nossa Senhora", tamanha era a sua confiança na sua maezinha do céu a quem ele tanto amava e queria obter suas virtudes.






Percebendo que a sua missão era de acolher em si o sofrimento do povo, recebe como confirmação do Cristo os sinais da Paixão em seu próprio corpo. Estava aí marcado em si mesmo a sua missão. Deus o queria para aliviar o sofrimento do seu povo. Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por este sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiés e libertá-los das garras do Demônio que era conhecido por ele como "barba azul". Torturado, tentado e testado muitas vezes por este, sabia muito da sua astúcia no seu afã em desviar os filhos de Deus do caminho da fé.








´'DOMINUS VOBISCUM"




Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de Construir um grande hospital, o tão conhecido "Casa Alívio do Sofrimento", que viria a ser o referência em toda a Europa. Mesmo com o seu ministério sacerdotal vitimado por calúnias injustificáveis, não se arrefeceu o coração para com a Igreja por quem tinha grande apreço e admiração. Sabia muito bem distinguir de onde provinham as calúnias, sendo estas vindas por parte de alguns da Igreja, e não da Igreja mãe e mestra a quem ele tanto amava.


A pedido do Santo Padre, devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, cria os grupos de Oração, verdadeiras células catalizadoras do amor e da paz de Deus para serem dispenseiros de tais virtudes no mundo que sofria e angustiáva-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.






Carregando os Estigmas de Cristo





Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração celebra-se uma Missa nesta intenção. Seria esta Missa o caminho do seu Calvário definitivo, onde entregaria a alma e o corpo ao seu grande apaixonado; a última vez que os seus filhos espirituais veriam o padre a quem tanto amavam. Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a cruz do Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu. Morte suave de quem havia completado a missão, de quem agora retornaria ao seio do Pai em quem tanto confiou. Hoje são muitas as pessoas que se juntaram a fileira dos seus devotos e filhos espirituais em vários grupos de oração que se espalharam pelo mundo. É o próprio padre Pio que diz: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar".









Entre os sinais milagrosos que lhe são atribuídos encontram-se as estigmas, que duraram cinqüenta anos (20 de setembro de 1918 a 23 de setembro de 1968), e o dom da bilocação. Entre os muitos milagres, está a cura do pequeno Matteo Pio Colella de San Giovanni Rotondo sobre o qual se assentou todo processo canônico que fizeram do frade São Pio.


Entre os tantos relatos de bilocação, há o contado por Dom Luigi Orione também proclamado recentemente santo. Santo Orione contou que em 1925, sendo um dos tantos devotos de Santa Teresa de Lisieux, encontrava-se na praça de São Pedro para as celebrações em honra da mística francesa quando apareceu inesperadamente em sua frente Padre Pio. Todavia, segundo o relato de muitas pessoas, Pio nunca saiu do convento onde viveu de 1918 até sua morte.
UM SANTO DE NOSSO TEMPO


Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, o Padre Pio de Pietrelcina foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os estigmas da crucifixão. Ele é conhecido em todo mundo como o "Frei"estigmatizado.

Abençoando as crianças após receberem a Primeira Comunhão

O Padre Pio, a quem Deus deu dons particulares e carismas, se empenhou com todas as suas forças pela salvação das almas. Os muito testemunhos sobre a grande santidade do Frei, chegam até os nossos dias, acompanhados de sentimentos de gratidão. Suas intercessões providencias junto a Deus foram para muitos homens causa de cura do corpo e motivo de renovação do espírito.

O Padre Pio de Pietrelcina que se chamava Francesco Forgione, nasceu na Pietrelcina, num pequeno povo da Província de Benevento, em 25 de maio de 1887. Pertencia a uma família humilde tendo como pai Grazio Forgione e a mãe Maria Giuseppa Di Nunzio tinham outros filhos. Desde muito menino Francesco experimentou em si o desejo de consagrar-se totalmente a Deus e este desejo o distinguia de seus coetâneos. Tal "diferença" foi observada por seus parentes e amigos. Narra a mamãe Peppa: "Não cometeu nunca nenhuma falta, não tinha caprichos, sempre obedeceu a mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: - "Francì vá um pouco a brincar". Ele se negava dizendo: - "Não quero ir porque eles blasfemam". Do diário do Padre Agostinho de San Marco em Lamis, o qual foi um dos diretores espirituais do Padre Pio, soube que o Padre Pio, desde 1892 quando tinha apenas cinco anos, viveu já suas primeiras experiências místicas espirituais. Os Extasies e as aparições foram freqüentes, mas para o menino pareciam serem absolutamente normais.

Com o passar do tempo, realizou-se para Francesco o que foi o seu maior sonho: consagrar totalmente a sua vida a Deus.

Em 6 de janeiro de 1903, aos dezesseis anos, entrou como clérigo na ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote na Catedral de Benevento, a 10 de agosto de 1910. Teve assim início sua vida sacerdotal que por causa de suas condições precárias de saúde, se passou primeiro em muitos conventos da província de Benevento. Esteve em vários conventos por motivo de saúde, assim, a partir de 4 setembro de 1916 chegou ao convento de San Giovanni Rotondo, sobre o Gargano, onde ficou até 23 de setembro de 1968, dia de seu pranteado falecimento.

Nesse longo tempo o Padre Pio iniciava seus dias despertando-se a noite, muito antes da aurora, se dedicava a oração e com grande fervor aproveitando a solidão e silêncio da noite. Visitava diariamente por longas horas a Jesus Sacramentado, preparando-se à Santa Missa, e daí sempre tirou as forças necessárias, para seu grande trabalho com as almas, levando-as até Deus no Sacramento da Confissão. Atendia confissão por longas horas, até 14 horas diárias, e assim salvou muitas almas.

Um dos acontecimentos que marcou intensamente a vida do Padre Pio foi que se verificou na manhã do 20 de setembro de 1918, quando, rezando diante do Crucifixo do coro da velha e pequena igreja, o Padre Pio recebeu o maravilhoso presente dos estigmas. Os estigmas ou as feridas foram visíveis e ficaram abertas, frescas e sangrentas, por meio século. Este fenômeno extraordinário tornou a chamar, sobre o Padre Pio a atenção dos médicos, dos estudiosos, dos jornalistas, enfim sobre toda a gente comum que, no período de muitas décadas foram a San Giovanni Rotondo para encontrar o santo frade.

Numa carta ao Padre Benedetto, datada de 22 de outubro de 1918, o Padre Pio narra a sua "crucifixão": O que posso dizer aos que me perguntam como é que aconteceu a minha crucifixão? Meu Deus! Que confusão e que humilhação eu tenho o dever de manifestar o que Tu tendes feito nessa mesquinha criatura!"
São Pio compenetrado diante do Cálice do Sangue de Cristo

Foi na manhã do 20 do mês passado ( setembro ) no coro, depois da celebração da Santa Missa, quando fui surpreendido pelo descanso do espírito, pareceu um doce sonho. Toso os sentidos interiores e exteriores, além das mesmas faculdades da alma, se encontraram numa quietude indescritível. Em tudo isso houve um silêncio em torno de mim e dentro de mim; senti em seguida uma grande paz e um abandono na completa privação de tudo e uma disposição na mesma rotina.

Tudo aconteceu num instante. E em quanto isso se passava, eu vi na minha frente um misterioso personagem parecido com aquele que tinha visto na tarde de 5 de agosto. Este era diferente do primeiro, porque tinha as mãos, o pés e o peito emanando sangue. A visão me aterrorizava, o que senti naquele instante em mim não sabia dizê-lo. Senti-me desfalecer e morreria, se Deus não tivesse intervindo sustentar o meu coração, o qual sentia saltar-me do peito. A visão do personagem desapareceu e dei-me conta de que minhas mãos, pés e peito foram feridos e jorravam sangue. Imaginais o suplício que experimentei então e que estou experimentando continuamente todos os dias. A ferida do coração, continuamente, sangra. Começa na quinta feira pela tarde até sábado. Meu pai, eu morro de dor pelo suplício e confusão que experimento no mais íntimo da alma. Temo morre en sangue, se Deus não ouvir os gemidos do meu pobre coração, e ter piedade de retirar de mim está situação..."
São Pio por vezes chorava enquanto celebrava o mistério da Santa Missa

Durante anos, de todas as partes do mundo, os fiéis foram a este sacerdote estigmatizado, para conseguir a sua potente intercessão junto a Deus. Cinqüenta anos passados na oração, na humildade, no sofrimento e no sacrifício, de onde para atuar seu amor, o Padre Pio realizou duas iniciativas em duas direções: uma vertical até Deus com a fundação dos "Grupos de ruego", hoje chamados "grupos de oração"e outra horizontal até os irmãos, com a construção de um moderno hospital: "Casa Alívio do Sofrimento".

Em setembro os 1.968 milhares de devotos e filhos espirituais do Padre Pio se reuniram em um congresso em San Giovanni Rotondo para comemorar o 50 aniversário dos estigmas e celebrar o quarto congresso internacional dos Grupos de Oração. Ninguém imaginou que às 2h30 da madrugada do dia 23 de setembro de 1968, seria o doloroso final da vida do Padre Pio de Pietrelcina. Deste maravilhoso frei, escolhido pro Deus para derramar a sua Divina Misericórdia de uma maneira especial.
Décadas após sua morte, ao exumarem seu corpo o encontraram INTACTO!


Nota do Blog MPC: Até hoje o corpo de São Padre Pio de Pietrelcina encontra-se exposto em San Giovanni Rotondo para visita dos fiéis. Cristo o presenteou, além da Glória Celeste, com a incorruptibilidade de seu corpo.
O Corpo incorrupto de São Padre Pio de Pietrelcina


Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar.

Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.

Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.

Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.

Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade.

Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga.

Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.

Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel.

Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.

Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho.

Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti.

Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.

Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.

Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!

Fica comigo, Senhor, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais.
Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.


(uma das orações de São Pio)


O Santo Sacrifício da Missa, centro da vida de São Pio





Os santos Papas reconheceram a santidade e importância do Pe. Pio ao longo da história:

Papa Bento XV disse: "Padre Pio é um daqueles homens extraordinários que Deus envia de vez em quando à terra para converter os homens".


Papa Paulo VI: "Veja que fama ele alcançou! Que clientela mundial reuniu em torno de si! Mas por quê? Por que era um filósofo? Por que era um sábio? Por que dispunha de meios? Não, mas porque rezava a Missa humildemente, confessava de manhã à noite; era, difícil de dizer, representante estampado dos estigmas de Jesus. Era um homem de oração e de sofrimento." (20 de fevereiro de 1971).


Papa João Paulo II (Homilia na canonização do Padre Pio de Petrelcina):


Domingo, 16 de Junho de 2002: "Padre Pio foi um generoso dispensador da misericórdia divina, estando sempre disponível para todos através do acolhimento, da direcção espiritual, e sobretudo da administração do sacramento da Penitência. O ministério do confessionário, que constitui uma das numerosas características que distinguem o seu apostolado, atraía numerosas multidões de fiéis ao Convento de San Giovanni Rotondo. Mesmo quando aquele singular confessor tratava os peregrinos com severidade aparente, eles, tomando consciência da gravidade do pecado e arrependendo-se sinceramente, voltavam quase sempre atrás para o abraço pacificador do perdão sacramental.

Oxalá o seu exemplo anime os sacerdotes a realizar com alegria e assiduidade este ministério, muito importante também hoje, como desejei recordar na Carta aos Sacerdotes por ocasião da passada Quinta-Feira Santa".


16 de junho de 2002, durante o Angelus: "Que Maria pouse a sua mão materna sobre a tua cabeça". Este voto, dirigido a uma filha espiritual, o dirija hoje o Padre Pio a cada um de vós. À protecção materna da Virgem e de São Pio de Pietrelcina confiamos o caminho de santidade de toda a Igreja, no início do novo milénio."


São Padre Pio de Pietrelcina, Rogai por nós!

Fonte:



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Refutando o "jogo dos 7 erros" entre Bento e Francisco.

ou "por que não vendem tudo e dão o dinheiro aos pobres?" parte 2 (final)

Como anteriormente já havíamos avisado, publicamos agora nosso pequeno artigo que trata da comparação absurda que alguns (inclusive "católicos") estão compartilhando  nas redes sociais. Trata-se de uma foto-montagem comparando o Papa - agora emérito - Bento XVI e seu sucessor, Papa Francisco onde... bem, antes de tentar explicar as intenções do autor e de quem compartilha é ver diretamente essa "obra genial":

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REPARE NAS 7 DIFERENÇAS:

1. Mudou o trono dourado por uma cadeira de madeira... Algo mais apropriado para o discípulo de um carpinteiro (O Sr. Jesus).
2. Ele não aceitou a estola vermelha bordada a ouro roubada do herdeiro do Império Roman...o, ou a capa vermelha.
3. Usa os mesmos sapatos pretos velhos, não pediu o vermelho clássico.
4. Usa a mesma cruz de metal, nenhuma de rubis e diamantes.
5. Seu anel papal é de prata, não de ouro.
6. Usa sob a batina as mesmas calças pretas, para lembrar-se de que é apenas um sacerdote. Você já descobriu a sétima diferença?

(Retirou o tapete vermelho, Parece que não se interessa tanto pela fama e aplausos.)

EXEMPLO DE HUMILDADE!!!
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A montagem e o texto que a acompanha retratam apenas o ponto de vista de alguém que, no mínimo, desconhece o catolicismo, ponto de vista esse que infelizmente é assimilado e compartilhado por muitos desatentos. Também é evidente que seu autor não refletiu muito bem sobre o que estava a fazer, já que não se faz necessário grande esforço intelectual para perceber o quão frágeis e ridículos são os argumentos e a intenção dessa postagem. Aliás, a comparação tentando mostrar as diferenças entre as fotos como algo positivo acaba por mostrar - para um católico que conheça sua religião - algo na verdade negativo. A explicação principal será suficiente para responder a grande parte das "observações" aí levantadas, sendo necessários apenas pequenos complementos direcionados a pontos específicos. Comecemos por entender o porquê da simbologia na Igreja Católica.

Como sabemos, o ser humano é extremamente visual: sua compreensão é sempre maior quando uma imagem é associada aquilo que se busca compreender apenas por palavras. Por isso, desde criança as imagens se fazem presentes em nosso processo de aprendizagem. Enquanto que precisamos fazer um esforço muito maior para construirmos em nossa mente a imagem daquilo que ouvimos (e essa construção nem sempre é fiel aquilo que as palavras quiseram transmitir), ao observarmos uma imagem podemos dizer que "metade do trabalho está feito": tanto por já estarmos vendo a representação daquilo que deveríamos imaginar como pela fidelidade dessa representação.

Além da facilidade que as imagens proporcionam ao nosso entendimento, muitas vezes elas podem ser não apenas úteis como até mesmo necessárias para a compreensão. Exemplo: os números ou as letras do alfabeto. Imagine como seria difícil (talvez impossível) ordenar quantidades se não existisse esse sistema de símbolos - cada qual com seu significado - para nos ajudar? Sabemos que as imagens (algarismos) em si nada importam... o que realmente importa é o que elas representam. Por isso que muito nos revoltaria, por exemplo, se estivermos falando em dinheiro, merecer 300 e receber 003. Nesse exemplo, importa tanto o símbolo utilizado (poderia estar o algarismo 1 em lugar do 3) como também a ordem em que eles estão dispostos. Também sabemos que para se formar uma palavra é preciso associar as letras de maneira ordenada e pré-estabelecida para que assim adquira significado e represente algo. De nada adiantaria agrupar letras de qualquer maneira e sem seguir regra alguma pois esse aglomerado de letras nada significaria. Resumindo, pouco importa o elemento visual em si (os traços que formam os números ou as letras) mas sim aquilo que eles significam, o que eles representam.

Entendido este princípio, podemos aplicá-lo a praticamente tudo: R$10,00 não é a mesma coisa que R$ 10.000,00 (aqui acrescentamos apenas alguns algarismos), 90.001 não é o mesmo que 10.009 (apenas invertemos a ordem dos algarismos), cocó e cocô são palavras quase idênticas, no entanto, a representação gráfica sobre a última letra o (acento agudo em uma, acento circunflexo em outra) faz com que a primeira palavra represente algo muuuuuiiiiito diferente da outra. Assim também acontece com os símbolos e sinais: são importantes não em si mesmos mas sim pelo que representam.

Uma bandeira, por exemplo, representa um país, uma nação. Se um chefe de estado pisoteia ou queima a bandeira de um outro país, certamente estará dando motivos para que se inicie uma guerra. Literalmente, não fez mal algum a ninguém (apenas a um pedaço de tecido), mas, ao pisotear aquela bandeira, simbolicamente pisoteou a toda uma nação por ela representada. Um policial é tão policial fardado quanto nu, no entanto a farda representa sua dignidade como tal. Um médico não é menos médico nem se torna menos competente por não trajar seu jaleco branco, mesmo assim tal vestimenta o distingue dos demais e - mesmo que de maneira inconsciente - infunde mais confiança em seus pacientes.

Mesma utilidade possuem os troféus e as medalhas. Os participantes de uma competição são reconhecidos por seu desempenho e suas habilidades e como símbolo deste reconhecimento recebem medalhas, também elas distintas entre si, cada qual simbolizando um nível de reconhecimento: do quarto lugar em diante, apenas os cumprimentos. Ao 3º lugar, bronze. Ao 2º, prata. Ao 1º lugar, o tão emblemático ouro. Também entre os militares existem diversos tipos de medalhas onde cada uma simboliza a dignidade e os méritos de quem as ostenta.

E por falar em ouro, sabemos que desde a antiguidade, em diferentes civilizações e culturas este metal precioso foi utilizado como símbolo, tanto de riqueza e poder, como de dignidade e veneração: quanto mais alto fosse um posto - hierarquicamente falando - como mais nobre ou digno fosse algo ou alguém, mais ouro era utilizado para honra-lo ou representa-lo. E como vimos no primeiro artigo deste tema, o próprio Deus sancionou essa prática ao ordenar a construção de objetos e locais sagrados, a exemplo da Arca da Aliança a do Templo de Jerusalém, utilizando ouro.

Também útil é observarmos os Sacramentos. Podemos definir resumidamente um Sacramento como um "sinal visível da graça invisível". Embora a matéria de cada Sacramento não seja apenas um símbolo, eles podem muito bem ilustrar este nosso raciocínio. Se falarmos do batismo: Deus poderia muito bem nos introduzir em sua Igreja infundindo o Espírito Santo e nos purificando de nossos pecados sem recorrer à qualquer símbolo, no entanto estabeleceu que fosse empregada a matéria (água) e as palavras da fórmula batismal para que melhor compreendêssemos o momento em que isso ocorre. Assim acontece com todos os outros Sacramentos.

Até mesmo os pagãos compreendiam a importância e necessidade dos símbolos, tanto os deles como os dos cristãos. Nas grandes perseguições romanas os inimigos da Igreja muitas vezes exigiam aos cristãos por eles aprisionados que cuspissem na cruz de Cristo e queimassem incenso aos ídolos romanos. Cuspindo na cruz, símbolo máximo para o cristão, estaria este comprovando sua apostasia. Queimando incenso ao ídolo, estaria demonstrando sua aderência ao novo "deus" posto no lugar que antes era de Cristo.

A compreensão deste princípio lógico esclarece praticamente todo o restante. Poderíamos dar uma porção de outros exemplos (o símbolo dos times de futebol, as flores para a pessoa amada ou para um ente querido que se foi, etc.) mas acreditamos que o que escrevemos até aqui seja mais que suficiente para fazer entender que símbolos (sejam gestos, posturas ou objetos) são não somente úteis como muitas vezes necessários para expressar situações e sentimentos bem mais complexas como respeito, reconhecimento, aversão ou veneração.

Tendo isso bem entendido, é fácil compreender o porquê da Igreja Católica ir colecionando símbolos ao longo de seus dois mil anos de história. Sobre seus templos e o ouro neles empregado, acreditamos ter ficado esclarecido em nosso artigo anterior intitulado "O escândalo da pompa, do ouro e da riqueza da Igreja".

Se fossemos falar sobre os sacrários que guardam a Eucaristia ou sobre a Missa que proporciona essa mesma Eucaristia (gestos, postura, reverência, altar, paramentos, utensílios, etc) a explicação se torna ainda mais óbvia: se para a Fé Católica a Eucaristia É o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (veja bem, não apenas representa, verdadeiramente É) nada mais lógico do que utilizar aquilo que há de mais nobre, valioso, puro e digno no contato com Aquilo que é o centro da Fé Católica.

Agora... e quanto ao papa? Bem, para responder à essa pergunta utilizaremos o próprio texto do "jogo dos sete erros". Manteremos nosso texto nas cores normais enquanto que o texto maldosamente compartilhado estará destacado em vermelho. Vamos lá:

1. Mudou o trono dourado por uma cadeira de madeira... Algo mais apropriado para o discípulo de um carpinteiro (O Sr. Jesus).

Resposta: A questão do trono já foi introduzida em nosso artigo acima recordado (vide link acima). E qual a razão para o papa utilizar um trono como aquele e não uma cadeira comum? Ora, porque o papa não é um homem comum. Biologicamente o papa é um homem como qualquer outro, sujeito à doenças, a sentir fome, sede e demais necessidades fisiológicas de todo ser humano. Também, por ser homem, como qualquer outro está sujeito a cometer falhas, pecados, a se equivocar, a sentir medo, etc. Mas - repetimos - não é um homem comum, posto que recebeu do próprio Deus o mandato de governar a cristandade, de confirmar na Fé aos seus irmãos. Isso se deu quando Nosso Senhor Jesus Cristo entregou a Pedro essa missão, que se perpetuaria em seus sucessores até o fim dos tempos. Sendo assim, o trono presenteado ao papa há séculos (provavelmente à Alexandre VII por volta de 1660) e usado por todos os seus sucessores desde então se trata de um símbolo que apenas evidencia que o homem ali sentado tem um mandato especial dentre todos os homens, portanto hierarquicamente é sim superior a todos eles. Esse símbolo é semelhante ao de um pai de família, que geralmente senta à ponta da mesa simbolizando sua autoridade sobre a família da qual é o chefe.

2 - Ele não aceitou a estola vermelha bordada a ouro roubada do herdeiro do Império Roman...o, ou a capa vermelha.

Resposta: Essa é uma das afirmações mais ridículas da "grande obra" caluniosa: "Estola vermelha roubada do herdeiro do Império Romano"? Não creio que o autor saiba sequer do que está falando... ou sua intenção foi inventar uma grossa mentira sem fundamento para dar ares de importância à frase que escreveu ou se trata de puro e simples delírio. Além disso, o autor da frase faz questão de mencionar que a estola é bordada a ouro como se isso fosse um escândalo. Ora, novamente nos deparamos com a velha hipocrisia, já que provavelmente nessa estola encontraremos menos ouro do que no dedo - caso use aliança - daquele que escreveu tamanha bobagem.  Abaixo traduzimos uma explicação do porquê do uso da estola papal:

A estola é um ornamento litúrgico utilizado pelos ministros consagrados durante a celebração do culto a Deus e demais ações litúrgicas. É símbolo dos poderes sagrados recebidos de Deus, como pastor que leva suas ovelhas sobre os ombros, como mestre que ensina a seus discípulos, como guia que conduz as almas à vida eterna.

Ao coloca-la sobre os ombros, o sacerdote recita a seguinte oração: "Devolvei-me ó Senhor, a túnica da imortalidade, que perdi pelo pecado de meus primeiros pais; e ainda que me aproxime indignamente de vossos Sagrados Mistérios, fazei com que mereça, não obstante, o gozo eterno".

Pois bem, o sumo pontífice como ministro e pastor universal, usa como corresponde esse paramento que como tal é adornado com diversos motivos que fazem referência a episódios e personagens que são parte da história da salvação, constituindo-se assim mais do que uma simples peça de vestuário mas antes um instrumento de catequese silenciosa. Portanto, que passemos a ver no pontífice cada detalhe, cada ornamento e cada peça que veste não apenas como simples vestimentas mas antes como símbolos que nos remetem a Deus.

*(AQUI em espanhol o original deste trecho em destaque, assim como fotos dos Sumos Pontífices usando suas estolas papais).

Quanto à "capa vermelha", chamada mozzeta, embora poderia resumir os porquês de seu uso em poucas linhas, prefiro deixar aqui o link de um pequeno artigo mais completo e detalhado que explica sua origem e utilização, fazendo com que o leitor tenha uma melhor compreensão deste símbolo.

3 - Usa os mesmos sapatos pretos velhos, não pediu o vermelho clássico.

Resposta: Os sapatos "vermelhos clássicos" são os chamados múleos. A cor vermelha dos múleos papais representa o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e de seus mártires: usá-la no corpo significa estar disposto ao sacrifício. Também representa a completa submissão do papa à autoridade de Jesus Cristo e, novamente, indica que aquele que os usa não é um homem qualquer, mas sim o vigário de Cristo na Terra. Vemos que rica simbologia a cor desses sapatos carrega. Agora, uma pergunta: a tinta vermelha (ou o couro vermelho) são assim tão mais caros que a tinta ou o couro preto dos sapatos que o Papa usa atualmente? É óbvio que não! Além disso, vale lembrar que quando o Santo Padre o Papa Francisco foi eleito já haviam múleos prontos a espera de que ele os calçasse, portanto ele apenas deixa de usar algo que já estava pronto e que agora se encontra sem uso, inutilizado.

4 - Usa a mesma cruz de metal, nenhuma de rubis e diamantes.

Resposta: A cruz peitoral também representa a dignidade de quem a ostenta. No pescoço, podemos usar terço, cruz, medalha, crucifixo, etc. Mas como representantes da Igreja nem os leigos, nem diáconos ou sequer os sacerdotes podem ostentar uma cruz peitoral, essa reservada apenas aos bispos e a algumas posições específicas na hierarquia eclesiática (como o abade de um mosteiro, por exemplo). Quanto ao Santo Padre o Papa, por ser o primeiro entre os pastores, o chefe visível da Igreja, nada mais óbvio que fazer uso de uma cruz peitoral que simbolize essa dignidade. O hipócrita que escreveu esse texto se escandaliza caso o papa use uma cruz banhada em ouro mas certamente acharia a coisa mais normal do mundo presentear a sua amada com um colar de diamantes. É certo que o Santo Padre poderia optar por uma simples cruz de metal, embora seus antecessores sempre tenham utilizado douradas. O que de certa forma soou um pouco sem sentido foi continuar usando sua cruz de arcebispo, uma vez que já não é apenas mais um arcebispo, mas sim o Sumo Pontífice da Igreja Universal. Além disso, novamente se repete o mesmo ocorrido com os múleos: quando o Santo Padre Francisco foi eleito já havia uma cruz peitoral a espera do novo papa, pronta para ser usada, e que agora certamente se encontra sem uso dentro de alguma gaveta vaticana.

5 - Seu anel papal é de prata, não de ouro.

Resposta: Tudo o que foi dito sobre a cruz peitoral pode ser aplicado ao anel do pescador (tanto sobre a dignidade de quem o utiliza, a saber, Pedro, pescador de homens, e apenas seus sucessores, quanto sobre o fato de o Santo Padre se recusar a usar o anel que já havia sido confeccionado para o próximo papa).

6 - Usa sob a batina as mesmas calças pretas, para lembrar-se de que é apenas um sacerdote.

Resposta: Novamente o equívoco em se afirmar que o papa é apenas um sacerdote. Segundo o autor dessas palavras o papa é apenas mais um dentre tantos. De fato, como sacerdote, o papa e o pároco da comunidade onde moro oferecem o mesmo Sacrifício a Deus Nosso Senhor. A eucaristia consagrada por suas mãos na imponente Basílica de São Pedro é o mesmo Corpo de Cristo presente na Eucaristia consagrada na pequena capela localizada em nossa comunidade carente. No entanto, o papa não é apenas mais um... o papa é Pedro, a pedra sobre a qual Nosso Senhor Jesus Cristo edificou sua Igreja. Isso é mais do que suficiente para afastar todos os argumentos que buscam destituir o papado daquilo que ele realmente é.

Por fim o autor apresenta a sétima diferença como:

7 - "retirou o tapete vermelho, parece que não se interessa tanto pela fama e aplausos".

E finaliza sugerindo que tudo isso significa um "exemplo de humildade".

Resposta: Primeiramente, creio que a "essa altura do campeonato" já seja desnecessário explicar que também o tapete vermelho (assim como o degrau sobre o qual estava assentado o trono papal) sirva para simbolizar a dignidade do sucessor de Pedro presente entre os demais. Agora, dizer que isso significa que "não se interessa por fama e aplausos" resume e traduz toda a tentativa do autor no que ela realmente é: uma reflexão infantil. Ora, estamos falando do Papa ou de um participante do Big Brother? Como assim não se interessa por fama e aplausos? Desde quando seja missão ou característica de um papa se interessar por fama e aplausos? Acredito que quem se interesse por fama e aplausos geralmente procure outros meios mais eficazes de obtê-los.

Um papa deve se interessar por seguir à Cristo, confirmar os irmãos na Fé, governar a Igreja, conduzir o rebanho, apascentar as ovelhas, converter o homem à Cristo, denunciar a mentira, carregar a verdade, mesmo que com isso seja odiado pelo mundo e colecione inimigos. Em suma, o papa é amado pelos seus, mas odiado pelos inimigos de Cristo, odiado pelo mundo.

Agora me diga, a não ser entre os verdadeiramente católicos, geralmente qual o sentimento que os demais mantém com relação aos papas? Será de amor, de aplausos, de fama?

E entre os dois últimos papas, Bento XVI e Francisco I... qual dos dois conta com mais "fama" (no sentido popular deste termo)? Qual dos dois obeteve mais aplausos? Qual dos dois foi mais odiado?

A resposta é obvia.

Nos últimos anos, o que assistimos foi algo bem diferente daquilo que o autor da postagem insinuou. O papa que ostentava símbolos criticados pelo autor da montagem e tão caros à Religião Católica jamais obteve "fama", nunca recebia aplausos do mundo, era sempre criticado, caluniado, bombardeado, odiado. Amado por poucos... bem poucos...

Agora, quem se rejubila com as novas atitudes do Papa, com a retirada dos símbolos, com as mudanças de comportamento? Os inimigos da Igreja, os mesmos que sempre a combateram, estes são os que se felicitam com as mudanças operadas em tão pouco tempo.

O católico, aquele que verdadeiramente ama a Igreja e sabe ser ela a única fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, este se preocupa, se angustia, sofre.

Alguns dirão: Mas isso é o mais importante, os símbolos, os gestos? Lógico que não! Devemos ter em mente que, embora extremamente importantes, estes símbolos são acidentais, secundários, se comparados ao fim primário do primado de Pedro... Vale mais que o Santo Padre, mesmo que não fazendo uso deles, consiga tomar uma firme direção da Barca de Pedro conseguindo levá-la por bons mares, afastando-a da tempestade em que se encontra, do que ainda que mantendo toda a simbologia papal, afunda-la ainda mais na crise atual.

Também vale lembrar aos católicos desatentos que a crise a que me refiro não está relacionada aos "escândalos do banco vaticano", aos "vatileaks" ou coisas do tipo... a crise a que me refiro é a crise de fé, crise de identidade, ao modernismo, mazelas que fazem com que a Igreja se encontre na que é talvez a pior crise de seus 2 mil anos.

Portanto, mais do que nunca é hora de orar e jejuar... Oremus pro pontifice nostro, rezemos pelo nosso Santo Padre o Papa Francisco, para que o Divino Espírito Santo o conduza e o fortaleça no governo da Santa Igreja de Deus.

Viva Cristo Rey!