"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

sábado, 29 de setembro de 2012

DESRESPEITO! E agora cristãos? Ficaremos calados?

Neymar, o Messias.
 
Por Felipe Melo – Juventude Conservadora da UnB
 
Recentemente, uma série de distúrbios seriíssimos estourou no Oriente Médio e cercanias em virtude de um filme caseiro que fazia troça de Maomé e dos muçulmanos. Aproximadamente uma centena de pessoas foram mortas nos protestos que rasgaram o mundo islâmico – inclusive o então embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Chris Stevens –, centenas de milhares de pessoas foram mobilizadas por clérigos islâmicos para mostrar a sua revolta de modo sangrento, e os velhos discursos contra o “Grande Satã” do Ocidente ecoaram novamente com força total. Curiosamente, a tradução e divulgação do filme no mundo islâmico foi promovida justamente por grupos radicais.
A celeuma estava pronta. Diversas lideranças mundiais condenaram tanto o filme (bobo e de muito mau gosto) quanto sua instrumentalização pelos líderes islâmicos, o diretor do filmeco teve o nome e o endereço divulgado pelas autoridades americanas, diversas ações judiciais correram o mundo, inclusive no Brasil, para proibir seu acesso, e, como sói acontecer, a turma de plantão do pluralismo e tolerância rosnou junto com os radicais.
Agora, vejam a imagem abaixo:
 
 
Essa, senhoras e senhores, é a capa da edição de outubro da revista Placar. Para qualquer pessoa com um mínimo de senso das coisas, essa capa parece desnecessariamente apelativa. Por quê? Ela nivela duas figuras essencial e completamente diferentes: endeusa alguém à custa da secularização de Alguém que, para 1/3 do gênero humano, é Deus feito homem. Comparar Neymar a Jesus Cristo, sobretudo da forma como isso foi feito, é, no mínimo, uma maneira bastante discutível de aumentar as vendas de uma revista – o que parece ser o único desejo da editora em questão. Para muitas pessoas, e eu me incluo nessa conta, essa capa não é apenas inadequada, mas despropositadamente ofensiva.
Decerto não veremos o Papa Bento XVI ou qualquer outro líder cristão de importância mundial conclamando uma guerra santa contra a revista, nem haverá aglomerações de pessoas em passeata atirando para o alto e atacando a polícia, muito menos matando qualquer pessoa, por conta dessa capa lamentável. Mas engana-se quem pensa que devemos ficar simplesmente passivos diante de algo aparentemente sem importância: é nosso direito – e, sobretudo àqueles que abraçam a fé cristã, um dever – manifestar nosso repúdio.
Acessem a página da revista Placar em que se encontra a notícia da capa e deixem seu comentário. Divulguem para outras pessoas e peçam que façam o mesmo. Não deixem isso passar em branco. E vamos esperar para ver se nossos amigos politicamente corretos dedicarão suas excelsas atenções a esse fato.
 
 
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ASSINE A PETIÇÃO PÚBLICA CONTRA ESSA AFRONTA À FÉ CRISTÃ! SEGUE ABAIXO O LINK:
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aos MORNOS de hoje em dia... Pe. Pio e o Protestantismo

Vivemos em tempos de Morneza Espiritual, morneza da Fé, onde a atitude tida como mais comum é a de se viver uma fé morna. Quando mencionamos aqueles totalmente frios, isto é, sem crenças definidas ou estabelecidas, geralmente as "pessoas de Fé" se incomodam com a situação destes primeiros, tentam iluminá-los com suas verdades, dizem não ser possível viver neste estado. No entanto, basta que surja alguém QUENTE para que estas mesmas "pessoas  de fé" os condenem como "agressivos", "sem caridade", "sem espírito de Deus" e demais adjetivos negativos.
 
Buscam agradar a gregos e troianos e, embora digam professar uma fé e ter convicção sobre ela, evitam de todas as formas confrontá-la com as "fés" diferentes da sua: "Eu sou católico e ele evangélico, não há diferença, o que importa é buscar a Deus" ; "Não há problema em ser católico e espírita ao mesmo tempo"; "ele é umbandista e eu católico, mas isso pouco importa, o que importa é o amor".
 
Acaba-se sacrificando a verdade em nome de uma falsa paz, de uma falsa união, de um falso amor ou respeito ao próximo.
 
Mas o que pensa Deus Nosso Senhor sobre isso:
 
"Que a sua linguagem seja Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno." (São Mateus, cap. 5 vers. 37)
 
E sobre os mornos, aqueles que preferem o meio termo, para não desagrar a ninguém e agradar a todos ao mesmo tempo:
 

"Mas, como és morno, nem frio nem quente, vomitarte-ei." (Apocalipse, cap. 3 vers. 16)
 
Aquele que possui a Fé deve ser Quente, não morno. Deve buscar agradar a Deus, não aos homens:
 
"Mas, como Deus nos julgou dignos de nos confiar o Evangelho, falamos, não para agradar aos homens, e sim a Deus, que sonda os nossos corações." (1 Tessalonicences, cap. 2 vers. 4)
 
Além dos numerosos exemplos contidos nas Sagradas Escríturas, Sagrada Tradição e no Magistério da Igreja, portanto Palavra de Deus, temos também os exemplos deixados pelos santos, aqueles que viveram perfeitamente o Evangelho de Cristo e O imitaram com perfeição.
 
Dentre eles trago o exemplo de São Pio de Pietrelcina, patrono de nosso blog cujo dia foi celebrado no último domingo.
 
São Pio, como fiel discipulo de Cristo e amante da verdade que é o próprio Cristo, sabia unir a serenidade e o fervor, o zelo e a paz. Não tinha dupla linguagem, o seu sim era sim e o seu não era não.
 
Para as mentes modernas de nosso tempo suas palavras podem soar um tanto duras mas o próprio Cristo Nosso Senhor, príncipe da paz, também disse duras palavras aos fariseus.
 
Enfim, vejamos abaixo que disse São Pio com relação ao Protestantismo.
 
¡Viva Cristo Rey!
José Santiago Lima

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O blog Christi Fidei tem a alegria de apresentar, de forma inédita, os relatos acerca de Padre Pio no que se refere ao Protestantismo.



Agradecemos novamente* ao Frei Carlo Maria, do Convento di Santa Marie delle Grazie, em San Giovanni Rotondo, idealizador do projeto Casa di Riposo per frati anziani (Casa de Repouso para frades idosos) por nos presentear com tão belas histórias.



O texto é de Carlos Wolkartt.



* * *



Um dos fatos pouco conhecido relacionado ao Padre Pio é a sua brutal e impiedosa aversão às heresias, em particular ao Protestantismo. Sua repugnância à herança de Lutero era tamanha, que em certa ocasião deixa escapar, comicamente: “Não sabeis que o protestantismo também [1] possui um fundador sobrenatural? Sabeis agora, trata-se de um anjo, e seu nome é Lúcifer”.



É preciso salientar, ademais, que Padre Pio vivia em um convento, e não tinha contato pleno com o mundo externo, e sua ira contra o Protestantismo certamente era movida de alguma forma pela sua misticidade. Isso fica bem claro quando ele diz: “É a Virgem quem chora porque não combatemos este inimigo [o protestantismo]”.



O santo estigmatizado ainda faz duas simples e contundentes analogias – Padre Pio era excelente em fazer comparações – para advertir contra o perigo do Protestantismo:



“O protestantismo é como uma nuvem negra que rapidamente cobre todo o brilho do sol. Sabeis, pois, que uma nuvem não é mais grandiosa que o sol, e que ela não o cobre para sempre. A nuvem passa pelo sol, assim como o protestantismo passará perante a Igreja, sem lhe causar dano algum, pois o que não provém do céu jamais poderá vencer o próprio céu.” [2].



“Olhe para o Protestantismo como um grande hospital, onde os médicos não são verdadeiros médicos, e os remédios não fazem efeito porque não possuem a substância correta. Verás, pois, que se um moribundo adentrar nesse hospital suplicando que lhe cure, sequer ouvirá uma solução para sua doença, ou será atendido de forma desleixada, e a morte será o seu único fim. Assim é o protestantismo: há pastores que não são pastores, e há doutrinas que não salvam, por não serem as doutrinas de Cristo. E seu único fim [do protestante] é a morte eterna, se a misericórdia divina não contrapuser a justiça temerosa.”



Por fim, a forma radical com a qual Padre Pio tratava a heresia protestante deve ser tomada como um exemplo para nós que somos filhos da Igreja de Cristo, pois, como o próprio santo disse, “é impossível amar a Igreja e não lutar para destruir [3] esta heresia”.



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Notas






[1] Padre Pio usa o “também” porque, antes, referiu-se a Nosso Senhor como fundador da Igreja Católica.



[2] Aqui, Padre Pio também afirma que a Igreja é “o próprio céu”.



[3] No original: annientare [aniquilar].


Acesse o Artigo Original: http://blog.christifidei.com/2012/09/padre-pio-e-o-protestantismo.html#ixzz27UopJ1Sl

domingo, 23 de setembro de 2012

SÃO PIO DE PIETRELCINA, rogai por nós!





HOJE É DIA DE SÃO PIO DE PIETRELCINA!!!
 
Padre Pio nasceu em 25 de maio de 1887 na localidade de Pietrelcina, muito próxima à cidade de Benevento. Foi um dos sete filhos de Grazio Forgione e Maria Giuseppa De Nunzio.

Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, que os via constantemente devido a tanta familiaridade. Ainda pequeno havia se tornado amigo do seu anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho. Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu anjo da guarda, estreitando assim a intimidade dos fiés para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.




São Pio de Pietrelcina, ainda jovem
 





 
São Pio, ainda jovem - ECCE AGNUS DEI



Com quinze anos de idade entrou no noviciado em Morcone adotando o nome de "frei Pio"; concluído o ano de noviciado, formulou os votos simples em 1904; em 1907 formulou a profissão dos votos solenes. Frequentou estudos clássicos e filosofia. Foi ordenado padre em 10 de agosto de 1910 no Duomo de Benevento.

Aos casos mais urgentes e complicados o frade de Pitrelcina dizia: "Estes só Nossa Senhora", tamanha era a sua confiança na sua maezinha do céu a quem ele tanto amava e queria obter suas virtudes.

 



Percebendo que a sua missão era de acolher em si o sofrimento do povo, recebe como confirmação do Cristo os sinais da Paixão em seu próprio corpo. Estava aí marcado em si mesmo a sua missão. Deus o queria para aliviar o sofrimento do seu povo. Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por este sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiés e libertá-los das garras do Demônio que era conhecido por ele como "barba azul". Torturado, tentado e testado muitas vezes por este, sabia muito da sua astúcia no seu afã em desviar os filhos de Deus do caminho da fé.

 



 

´'DOMINUS VOBISCUM"



Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de Construir um grande hospital, o tão conhecido "Casa Alívio do Sofrimento", que viria a ser o referência em toda a Europa. Mesmo com o seu ministério sacerdotal vitimado por calúnias injustificáveis, não se arrefeceu o coração para com a Igreja por quem tinha grande apreço e admiração. Sabia muito bem distinguir de onde provinham as calúnias, sendo estas vindas por parte de alguns da Igreja, e não da Igreja mãe e mestra a quem ele tanto amava.

 

A pedido do Santo Padre, devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, cria os grupos de Oração, verdadeiras células catalizadoras do amor e da paz de Deus para serem dispenseiros de tais virtudes no mundo que sofria e angustiáva-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.





Carregando os Estigmas de Cristo
 




Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração celebra-se uma Missa nesta intenção. Seria esta Missa o caminho do seu Calvário definitivo, onde entregaria a alma e o corpo ao seu grande apaixonado; a última vez que os seus filhos espirituais veriam o padre a quem tanto amavam. Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a cruz do Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu. Morte suave de quem havia completado a missão, de quem agora retornaria ao seio do Pai em quem tanto confiou. Hoje são muitas as pessoas que se juntaram a fileira dos seus devotos e filhos espirituais em vários grupos de oração que se espalharam pelo mundo. É o próprio padre Pio que diz: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar".







Entre os sinais milagrosos que lhe são atribuídos encontram-se as estigmas, que duraram cinqüenta anos (20 de setembro de 1918 a 23 de setembro de 1968), e o dom da bilocação. Entre os muitos milagres, está a cura do pequeno Matteo Pio Colella de San Giovanni Rotondo sobre o qual se assentou todo processo canônico que fizeram do frade São Pio.

 

Entre os tantos relatos de bilocação, há o contado por Dom Luigi Orione também proclamado recentemente santo. Santo Orione contou que em 1925, sendo um dos tantos devotos de Santa Teresa de Lisieux, encontrava-se na praça de São Pedro para as celebrações em honra da mística francesa quando apareceu inesperadamente em sua frente Padre Pio. Todavia, segundo o relato de muitas pessoas, Pio nunca saiu do convento onde viveu de 1918 até sua morte.
 
UM SANTO DE NOSSO TEMPO

Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, o Padre Pio de Pietrelcina foi o primeiro sacerdote a ter impresso sobre o seu corpo os estigmas da crucifixão. Ele é conhecido em todo mundo como o "Frei"estigmatizado.
 

Abençoando as crianças após receberem a Primeira Comunhão
 

O Padre Pio, a quem Deus deu dons particulares e carismas, se empenhou com todas as suas forças pela salvação das almas. Os muito testemunhos sobre a grande santidade do Frei, chegam até os nossos dias, acompanhados de sentimentos de gratidão. Suas intercessões providencias junto a Deus foram para muitos homens causa de cura do corpo e motivo de renovação do espírito.

O Padre Pio de Pietrelcina que se chamava Francesco Forgione, nasceu na Pietrelcina, num pequeno povo da Província de Benevento, em 25 de maio de 1887. Pertencia a uma família humilde tendo como pai Grazio Forgione e a mãe Maria Giuseppa Di Nunzio tinham outros filhos. Desde muito menino Francesco experimentou em si o desejo de consagrar-se totalmente a Deus e este desejo o distinguia de seus coetâneos. Tal "diferença" foi observada por seus parentes e amigos. Narra a mamãe Peppa: "Não cometeu nunca nenhuma falta, não tinha caprichos, sempre obedeceu a mim e a seu pai, a cada manhã e a cada tarde ia à igreja visitar a Jesus e a Virgem. Durante o dia não saia nunca com os seus companheiros. Às vezes eu dizia: - "Francì vá um pouco a brincar". Ele se negava dizendo: - "Não quero ir porque eles blasfemam". Do diário do Padre Agostinho de San Marco em Lamis, o qual foi um dos diretores espirituais do Padre Pio, soube que o Padre Pio, desde 1892 quando tinha apenas cinco anos, viveu já suas primeiras experiências místicas espirituais. Os Extasies e as aparições foram freqüentes, mas para o menino pareciam serem absolutamente normais.

Com o passar do tempo, realizou-se para Francesco o que foi o seu maior sonho: consagrar totalmente a sua vida a Deus.

Em 6 de janeiro de 1903, aos dezesseis anos, entrou como clérigo na ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote na Catedral de Benevento, a 10 de agosto de 1910. Teve assim início sua vida sacerdotal que por causa de suas condições precárias de saúde, se passou primeiro em muitos conventos da província de Benevento. Esteve em vários conventos por motivo de saúde, assim, a partir de 4 setembro de 1916 chegou ao convento de San Giovanni Rotondo, sobre o Gargano, onde ficou até 23 de setembro de 1968, dia de seu pranteado falecimento.

Nesse longo tempo o Padre Pio iniciava seus dias despertando-se a noite, muito antes da aurora, se dedicava a oração e com grande fervor aproveitando a solidão e silêncio da noite. Visitava diariamente por longas horas a Jesus Sacramentado, preparando-se à Santa Missa, e daí sempre tirou as forças necessárias, para seu grande trabalho com as almas, levando-as até Deus no Sacramento da Confissão. Atendia confissão por longas horas, até 14 horas diárias, e assim salvou muitas almas.
 

Um dos acontecimentos que marcou intensamente a vida do Padre Pio foi que se verificou na manhã do 20 de setembro de 1918, quando, rezando diante do Crucifixo do coro da velha e pequena igreja, o Padre Pio recebeu o maravilhoso presente dos estigmas. Os estigmas ou as feridas foram visíveis e ficaram abertas, frescas e sangrentas, por meio século. Este fenômeno extraordinário tornou a chamar, sobre o Padre Pio a atenção dos médicos, dos estudiosos, dos jornalistas, enfim sobre toda a gente comum que, no período de muitas décadas foram a San Giovanni Rotondo para encontrar o santo frade.

Numa carta ao Padre Benedetto, datada de 22 de outubro de 1918, o Padre Pio narra a sua "crucifixão": O que posso dizer aos que me perguntam como é que aconteceu a minha crucifixão? Meu Deus! Que confusão e que humilhação eu tenho o dever de manifestar o que Tu tendes feito nessa mesquinha criatura!"
São Pio compenetrado diante do Cálice do Sangue de Cristo

Foi na manhã do 20 do mês passado ( setembro ) no coro, depois da celebração da Santa Missa, quando fui surpreendido pelo descanso do espírito, pareceu um doce sonho. Toso os sentidos interiores e exteriores, além das mesmas faculdades da alma, se encontraram numa quietude indescritível. Em tudo isso houve um silêncio em torno de mim e dentro de mim; senti em seguida uma grande paz e um abandono na completa privação de tudo e uma disposição na mesma rotina.

Tudo aconteceu num instante. E em quanto isso se passava, eu vi na minha frente um misterioso personagem parecido com aquele que tinha visto na tarde de 5 de agosto. Este era diferente do primeiro, porque tinha as mãos, o pés e o peito emanando sangue. A visão me aterrorizava, o que senti naquele instante em mim não sabia dizê-lo. Senti-me desfalecer e morreria, se Deus não tivesse intervindo sustentar o meu coração, o qual sentia saltar-me do peito. A visão do personagem desapareceu e dei-me conta de que minhas mãos, pés e peito foram feridos e jorravam sangue. Imaginais o suplício que experimentei então e que estou experimentando continuamente todos os dias. A ferida do coração, continuamente, sangra. Começa na quinta feira pela tarde até sábado. Meu pai, eu morro de dor pelo suplício e confusão que experimento no mais íntimo da alma. Temo morre en sangue, se Deus não ouvir os gemidos do meu pobre coração, e ter piedade de retirar de mim está situação..."
 
São Pio por vezes chorava enquanto celebrava o mistério da Santa Missa
 
 

Durante anos, de todas as partes do mundo, os fiéis foram a este sacerdote estigmatizado, para conseguir a sua potente intercessão junto a Deus. Cinqüenta anos passados na oração, na humildade, no sofrimento e no sacrifício, de onde para atuar seu amor, o Padre Pio realizou duas iniciativas em duas direções: uma vertical até Deus com a fundação dos "Grupos de ruego", hoje chamados "grupos de oração"e outra horizontal até os irmãos, com a construção de um moderno hospital: "Casa Alívio do Sofrimento".
 
 
 

Em setembro os 1.968 milhares de devotos e filhos espirituais do Padre Pio se reuniram em um congresso em San Giovanni Rotondo para comemorar o 50 aniversário dos estigmas e celebrar o quarto congresso internacional dos Grupos de Oração. Ninguém imaginou que às 2h30 da madrugada do dia 23 de setembro de 1968, seria o doloroso final da vida do Padre Pio de Pietrelcina. Deste maravilhoso frei, escolhido pro Deus para derramar a sua Divina Misericórdia de uma maneira especial.
 
Décadas após sua morte, ao exumarem seu corpo o encontraram INTACTO!


Nota do Blog MPC: Até hoje o corpo de São Padre Pio de Pietrelcina encontra-se exposto em San Giovanni Rotondo para visita dos fiéis. Cristo o presenteou, além da Glória Celeste, com a incorruptibilidade de seu corpo.
 
O Corpo incorrupto de São Padre Pio de Pietrelcina
 
Fica comigo, Senhor, pois preciso da tua presença para não te esquecer. Sabes quão facilmente posso te abandonar.

Fica comigo, Senhor, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.

Fica comigo, Senhor, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.

Fica comigo, Senhor, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.

Fica comigo, Senhor, para me mostrar tua vontade.

Fica comigo, Senhor, para que ouça tua voz e te siga.

Fica comigo, Senhor, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.

Fica comigo, Senhor, se queres que te seja fiel.

Fica comigo, Senhor, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.

Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho.

Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti.

Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.

Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.

Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!

Fica comigo, Senhor, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais.
Como este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.
 
 
 
 
 

(uma das orações de São Pio)

 
O Santo Sacrifício da Missa, centro da vida de São Pio

 


Os santos Papas reconheceram a santidade e importância do Pe. Pio ao longo da história:

Papa Bento XV disse: "Padre Pio é um daqueles homens extraordinários que Deus envia de vez em quando à terra para converter os homens".

 

Papa Paulo VI: "Veja que fama ele alcançou! Que clientela mundial reuniu em torno de si! Mas por quê? Por que era um filósofo? Por que era um sábio? Por que dispunha de meios? Não, mas porque rezava a Missa humildemente, confessava de manhã à noite; era, difícil de dizer, representante estampado dos estigmas de Jesus. Era um homem de oração e de sofrimento." (20 de fevereiro de 1971).

 

Papa João Paulo II (Homilia na canonização do Padre Pio de Petrelcina):

 

Domingo, 16 de Junho de 2002: "Padre Pio foi um generoso dispensador da misericórdia divina, estando sempre disponível para todos através do acolhimento, da direcção espiritual, e sobretudo da administração do sacramento da Penitência. O ministério do confessionário, que constitui uma das numerosas características que distinguem o seu apostolado, atraía numerosas multidões de fiéis ao Convento de San Giovanni Rotondo. Mesmo quando aquele singular confessor tratava os peregrinos com severidade aparente, eles, tomando consciência da gravidade do pecado e arrependendo-se sinceramente, voltavam quase sempre atrás para o abraço pacificador do perdão sacramental.

Oxalá o seu exemplo anime os sacerdotes a realizar com alegria e assiduidade este ministério, muito importante também hoje, como desejei recordar na Carta aos Sacerdotes por ocasião da passada Quinta-Feira Santa".

 

16 de junho de 2002, durante o Angelus: "Que Maria pouse a sua mão materna sobre a tua cabeça". Este voto, dirigido a uma filha espiritual, o dirija hoje o Padre Pio a cada um de vós. À protecção materna da Virgem e de São Pio de Pietrelcina confiamos o caminho de santidade de toda a Igreja, no início do novo milénio."

 

São Padre Pio de Pietrelcina, Rogai por nós!

Fonte:



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

CRISTIADA - parte 4 - Levantamentos dos Cristeros

Primeiros levantamentos Cristeros em Zacatecas e Jalisco
Fonte:ECWiki
 
Tradução: Morro por Cristo
 
Em meados de agosto, por ocasião do assassinato do padre de Chalchihuites e de três fiéis católicos (NdT: todos foram canonizados e este blog futuramente contará a história destes santos) levantou-se no estado de Zacatecas o primeiro foco de movimento armado.
Em seguida, no estado Jalisco, mais precisamente em Huejuquilla, em 29 de agosto o povo se levantou ao grito de fidelidade:
¡Viva Cristo Rey!
Entre agosto e dezembro de 1926 se produziram 64 levantamentos armados, espontâneos, isolados, a maior parte em Jalisco, Guanajuato, Guerrero, Michoacán e Zacatecas.
Aqueles, a quem o Governo em tom de deboche chamava CRISTEROS, no início não possuiam armas, exceto facões ou, na melhor das hipóteses, espingardas; mas aos poucos as foram conseguindo dos soldados federais, os "juanes callistas", nas guerrilhas e ataques surpresa. Foi sempre um problema para os cristeros o abastecimento de munições; na realidade, "não tinham outra fonte de munições senão o exército federal, onde ou lhas capturavam o lhas compravam" (Meyer I,210)...
Levantamentos Cristeros em diversos estados
Em Arandas, um povoado de Los Altos, conforme cita J. J. Hernández, compareciam, vindos de todos os lugares, novos contingentes, "alguns se armando até mesmo com foices, machados, e nos ranchos onde soubessem da existência de armas iam pedi-las... A alguns dava pena observá-los, pois além de trazer péssimas armas, traziam até mesmo garras de huaraches [sandálias], seus chapéus desfiados, as roupas todas remendadas, muitos não tinham sela em seus cavalos, alguns não traziam nem freio, outros tantos vinham a pé" (+Meyer I,133).
Boletim da Liga Nacional de Defesa Religiosa
À frente do movimento, para lhe proporcionar unidade de plano e de ação, se colocou a Liga Nacional Defensora da Liberdade Religiosa, fundada em março de 1925 cuja finalidade estava expressa em seu nome e que já havia se extendido, em pouco tempo, por toda a república.
O levantamento vem assim expresso na carta de um cristero camponês, como eram quase todos, Francisco Campos, de Santiago Bayacora, em Durango:
"Em 31 de julho de 1926, certos homens fizeram com que Deus Nosso Senhor se ausentasse de seus templos, de seus altares, dos lares católicos, porém outros homens fizeram com que (Ele) voltasse outra vez; esses homens não se importaram que o governo tivesse muitíssimos soldados, muitíssimo armamento, muitíssimo dinheiro para lhes fazer guerra; isso não lhes importava, o que importava era defender a seu Dios, a sua Religião, a sua Mãe que é a Santa Igreja; isso é o que lhes importava. A esses homens não lhes importou deixar suas casas, seus pais, seus filhos, suas esposas e tudo o que tinham; foram aos campos de batalha buscar a Deus Nosso Senhor. Os arroios, as montanhas, os montes, as colinas, são testemunhas de que aqueles homens lhes falaram a Deus Nosso Senhor com o Santo Nome de VIVA CRISTO REI, VIVA A SANTÍSSIMA VIRGEM DE GUADALUPE, VIVA MÉXICO. Os mesmos lugares são testemunhas de que aqueles homens regaram o solo com seu sangue e, não contentes com isso, deram suas próprias vidas para que Deus Nosso Senhor voltasse outra vez. E vendo Deus Nosso Senhor que aqueles homens verdadeiramente o buscavam, dignou-se retornar outra vez a seus templos, a seus altares, aos lares dos católicos, como estamos vendo ahorita (nesse instante), mostrando aos jóvens de hoje que se no futuro for necessário oferecer outra vez (este sacrifício), que não se esqueçam do exemplo que nos deixaram nossos antepassados" (Meyer I,93).
Dirigentes da LNDR - Liga Nacional de Defesa Religiosa
CONTINUA...
 
                       CRISTIADA - parte 2 - Continuam as perseguições à Igreja
 
 
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Vídeo O GRITO SILENCIOSO - A Maldição do Aborto

Caros leitores, estamos em período de eleições e na iminência de termos aprovadas (na surdina) certas leis inícuas e abomináveis aos olhos de Deus. Dentre essas leis - maquinadas por comissões de "juristas" e chanceladas por ímpios ministros selecionados pela Presidente Dilma e seus sequazes - podemos citar a nefasta aprovação ao assassinato de inocentes indefesos, popularmente conhecido como aborto. Esse crime brada ao céu e nós como católicos devemos nos POSICIONAR CONTRA!
 
“Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado” (Jr 1,5);
“Sim, fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro, me fizestes repousar em seu seio. Eu vos fui entregue desde o meu nascer, desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus” (Sl 22, 10-11);
“Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Sede bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Cada uma de minhas ações vossos olhos viram, e todas elas foram escritas em vosso livro; cada dia de minha vida foi prefixado, desde antes que um só deles existisse” ( Sl 139, 13-16 );
“Não matarás" (Ex 20.13).
Segue abaixo o Vídeo: O GRITO SILENCIOSO
 
Um documentário produzido por um dos maiores ex-abortistas do mundo, que a partir das imagens do ultrassom e da fetologia, passou a ser um dos maiores ativistas em defesa da vida, revelando inúmeras mentiras que eram passadas para a mídia.

Bernard Nathanson, em seu livro The hand of God, arrola as técnicas utilizadas para tirar a vida de seres humanos no ventre materno. Como médico, ele próprio dirigiu pessoalmente por volta de 75.000 abortos, nos Estados Unidos. Chegou a provocar o aborto de um filho seu, concebido em relação que mantivera com aluna do quinto ano da Faculdade de Medicina. Começou a repensar o assunto em 1974, percebeu que era um homicida de crianças, arrependeu-se e passou a ser, então, um defensor da vida. No oitavo capítulo de seu livro, refere-se, entre os métodos abortivos, ao sistema de aspiração, introduzido por Bykov, em 1927, e difundido no mundo inteiro, como forma de extermínio em massa de nascituros. Conta, inclusive, um episódio que acompanhou, por ultra-som, de aplicação do método da aspiração (sugar o feto), por uma equipe médica americana. No momento em que o aspirador foi introduzido no útero materno, o feto procurou desviar-se e seus batimentos cardíacos quase dobraram, quando o aparelho o encontrou. Assim que seus membros foram arrancados, sua boca abriu-se, o que deu origem ao título de um outro estudo seu: O grito silencioso.
ASSISTA!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

CRISTIADA - parte 3 - A perseguição de Calles, estopim da Guerra Cristera

Fonte: ECWiki                                                         Tradução: Morro por Cristo

Depois da presidência de Juárez (1855-72), o México foi quase sempre governado, conforme vimos, por generais: general Porfirio Díaz (1877-1910), general Huerta (13-14), general Carranza (16-20), general Obregón (20-24). Agora, de maneira ainda mais brutal, será governado pelo general Plutarco Elías Calles (1924-29).
Plutarco Elías Calles
Reformando o Código Penal, a "Lei Calles" de 1926, determina a expulsão dos sacerdotes extrangeiros, sanciona com multas e prisões a quem ministrar ensino religioso ou estabelecer escolas primárias, a quem se vestir como clérigo ou religioso, a quem novamente se reunir após haver sido exclaustrado (retirado do clautro / mosteiro), àqueles que induzirem à vida religiosa, aos que realizarem atos de culto fora dos templos... Repetindo o truque dos tempos de Juárez, também agora uma Secretaria do governo callista empreende a ridícula tentativa de criar uma Igreja cismática mexicana, desta vez em torno de um precário Patriarca Pérez, este último tendo finalmente morrido em comunhão com a Igreja.

Os governadores dos diversos Estados rivalizavam  entre sí, como que para ver quem seria mais implacável na aplicação da lei, assim o de Tabasco -general Garrido Canabal- um déspota corporativista, além de mulherengo, ao estilo mussoliniano passou a exigir aos sacerdotes que se casassem, se quizessem seguir exercendo seu ministerio (+Meyer I,356). Em Chiapas uma Lei de Prevenção Social «contra loucos, degenerados, viciados em tóxicos, ébrios e vagabundos» dispõe: «Poderão ser considerados de má vida e submetidos a medidas de segurança, tais como reclusão em sanatórios, prisões, trabalhos forçados, etc., os mendigos desocupados, as prostitutas, os sacerdotes que exercerem seu ministério sem autorização legal, as pessoas que celebrarem atos religiosos em lugares públicos ou ensinarem dogmas religiosos às crianças, os homosexuais, os fabricantes, distribuídores e vendedores de artigos e imagens religiosas, assim como os responsáveis pela divulgação e comercialização de libros, folhetos ou qualquer impresso pelos quais se pretenda inculcar preconceitos religiosos» (+Rivero del Val 27).

PROIBIÇÃO DO CULTO RELIGIOSO (31/07/1926)

Os Bispos mexicanos, numa enérgica Carta pastoral (25-7-1926), protestaram unânimes, manifestando sua decisão de trabalhar para que "esse Decreto e os Artigos anti-religiosos da Constituição sejam reformados. E não cederemos até havê-lo conseguido". O presidente Calles respondeu friamente: "Nos limitamos a fazer cumprir as leis existentes, uma desde o tempo da Reforma há mais de meio século, e outra desde 1917... Naturalmente que meu Governo não pensa tampouco em suavizar as reformas e adições ao código penal". Era essa a tolerância dos liberais frente ao fanatismo dos católicos. Eles pediam aos católicos somente que obedecessem as leis.

Poucos dias depois, em 31 de julho, após prévia consulta à Santa Sé, o Episcopado ordenou a suspensão do culto público em toda República. Imediatamente, uma dezena de Bispos, entre eles o Arcebispo da Cidade do México, são retirados bruscamente de suas Sedes Episcopais e sem julgamento prévio, são expulsos do país.

É de se supor que os callistas receberam a notícia da suspensão dos cultos religiosos com frieza, inclusive com certa satisfação. Só não esperavam, como tampouco esperava a maioria dos Bispos, a reação do povo cristão ao se encontrar privado da Eucaristía e dos sacramentos, ao ver os altares sem as toalhas e os sacrários vazios, com a portinhola aberta...
Cecilio Valtierra
O cristero Cecilio Valtierra conta aquela experiência cm a eloquência ingênua do povo: "Fecharam o templo, o sacrário ficou deserto, ficou vazio, Deus já não está mais alí, foi hospedar-se com quem gostaria de lhe dar abrigo, já temendo ser prejudicado pelo governo; já não se ouve o badalar dos sinos que chamam o pecador à oração. Só nos restava um consolo: que a porta da Igreja estava aberta e os fiéis pela tarde iam rezar o Rosário e chorar seus pecados. O povo estava de luto, acabou-se a alegria, já não havia bem estar nem tranquilidade, sentia-se o coração oprimido e para completar tudo isso, o governo proibiu reuniões nas ruas: até o comum, ou seja, uma pessoa ficar em pé diante de outra, era considerado um delito grave" (Meyer I,96).


CONTINUA...


Leia também: CRISTIADA - parte 1 - Origens da Guerra Cristera
                       CRISTIADA - parte 2 - Continuam as perseguições à Igreja

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

"Onde tá escrito na Bíblia que...?"

Na última quarta-feira, estava eu bastante concentrado executando algumas atividades "extra classe" enquanto meus alunos realizavam um trabalho que lhes havia solicitado. Eis que percebo um aumento no tom de voz de alguns integrantes de certo grupo, o que me levou a averiguar sobre o porquê da  discussão.
Para minha surpresa (ou não) o assunto era religião: Um aluno protestante discutia com uma aluna católica enquanto os demais assistiam ao debate. Por vezes o rapaz protestante repetia certo questionamento utilizado com frequência por protestantes contra católicos:

Onde tá escito na Bíblia que...?

Por sorte a garota tinha boa argumentação e era bastante comunicativa, conseguindo sair-se bem da situação, mas nem sempre isso acontece... Diante dessa pergunta, na maioria das vezes os católicos não sabem respondê-la, transmitindo assim a idéia de ignorância e consequentemente dando a idéia de que o protestante tem razão. Ou pior ainda, muitos católicos por desconhecerem sua Fé acabam por concordar com o protestante, sendo essa a causa de muitas "conversões de católicos" para o protestantismo por acreditarem que não seguiam a Bíblia e que a partir de agora a seguirão. Para que isso não aconteça, o católico deve conhecer sua Fé para que possa professá-la de forma íntegra, evitando assim que caia mais neste tipo de armadilha.

Mas então como sair dessa situação? Afinal, e quando nos fizerem essa pergunta? Realmente há crenças ou costumes católicos que não estão descritos na Bíblia, então, o que fazer?

A resposta é simples: o protestante sempre pergunta "onde tá escrito na Bíblia" porque sua sua fé baseia-se na Sola Scriptura (as SOLAS do protestantismo) - invenção do século XVI que afirma ser a Bíblia a única fonte de doutrina e práticas do cristão. Portanto tudo o que deve ser crido ou praticado deve "tá escrito na Bíblia".

Já a Fé Divina e Católica fundamenta-se em 3 COLUNAS e não somente em 1 como a fé protestante. E quais são essas 3 colunas? Vejamos:

BÍBLIA: O conjunto de livros que compõe as Sagradas Escrituras, chamada Bíblia Sagrada, foi reconhecido pela Igreja como de inspiração Divina e portanto constitui UMA das TRÊS colunas que sustentam a Fé Católica.

TRADIÇÃO: A Tradição Apostólica, que é todo o conjunto de crenças ou costumes não escritos na Bíblia mas que, por ter sido transmitido desde o Apóstolos e por seus sucessores ao longo dos 2 milenios da Igreja, é reconhecido como de igual importância e por isso também constitui UMA das três colunas que sustentam a Fé Católica.

MAGISTÉRIO: Por fim temos o Magistério da Igreja que é representado pelo Sumo Pontífice, Bispo de Roma, o Papa, sucessor de Pedro assim como os sucessores dos Apóstolos (Bispos) em comunhão com ele. O Magistério é justamente aquele que guarda a Fé transmitida desde os Apóstolos,  define o que é da Tradição Apostólica e de inspiração divina e que interpreta tanto a Tradição Apostólica como as Sagradas Escrituras. Vale observar que é o Magistério que detem a autoridade para interpretar a Bíblia, inclusive tendo sido ele quem definiu quais livros são de inspiração divina e que portanto deveriam compor a Bíblia. Sendo assim, o Magistério é UMA das TRÊS colunas que sustentam a Fé Católica.

Portanto caros leitores, como católicos devemos ter em mente que nossa Fé não se baseia somente na Bíblia (Sola Scriptura) mas em 3 COLUNAS:

BÍBLIA (os livros sagrados inspirados por Deus, portanto Palavra de Deus).
TRADIÇÃO (a Tradição Apostólica transmitida desde os Apóstolos e portanto também Palavra de Deus).
MAGISTÈRIO (a autoridade dada por Deus à Igreja para interpretar as duas anteriores).

Essa é a diferença entre Nossa Fé Católica e a fé dos protestantes. Ponto! Não devemos provar tudo o que cremos através da Bíblia.

Para um católico que desconhecia essa Verdade, pode parecer algo estranho e difícil de compreender.
Para um protestante pode parecer que estamos mostrando algo ilógico ou dando razão a eles com sua Sola Scriptura.

No entanto, logo postaremos um excelente artigo do site Montfort que mostra de maneira clara e precisa tanto como são falsas e perigosas as crenças protestantes - Sola Scriptura e Livre Exame da Bíblia - quanto como é seguro manter-se na Barca de Pedro, a Igreja de Cristo - sustentada por 3 COLUNAS - colunas estas colocadas pelo próprio DEUS para sustentar aquela que é a "Igreja de Deus Vivo, Coluna e sustentáculo da Verdade" (1 Timóteo, cap 3 vers. 15).

¡Viva Cristo Rey!

Obs: A charge abaixo ilustra de maneira excelente a realidade:


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CRISTIADA - parte 2 - Continuam as perseguições à Igreja

Porfírio Díaz
Fonte: ECWiki                   Tradução: Morro por Cristo

Os últimos anos do Porfiriato (período do governo de Porfírio Díaz) e os anos seguintes, em meio à contínuas ingerências dos Estados Unidos, registram inumeráveis conspirações e sublevações, movimentos indígenas de reivindicação agrária e guerras marcadas por crueldades atrozes. A revolução liberal, que tão duramente perseguia os católicos, ia também devorando, um atrás do outro ao seus próprios filhos: é o horror do «processo histórico do liberalismo capitalista, que durante o século XIX e a metade do século XX, conseguiu apoderar-se das consciências de nossos povos e não apenas de suas riquezas» (Vasconcelos, Hª de México 10). Neste período surgem nomes como os do presidente Madero (+1913, assassinado), Emiliano Zapata (+1919, assassinado), presidente Carranza (+1920, assassinado), Pancho Villa (+1923, assassinado), ex presidente Alvaro de Obregón (+1928, assassinado)...
A revolução do general Venustiano Carranza, que o levou à presidência (1916-20), ficou caracterizada pela dureza de sua perseguição à Igreja. Em seu caminho rumo ao poder, suas tropas multiplicavam os incêndios de templos, roubos e violações, atropelamentos de sacerdotes e religiosas. Ainda hoje no México carrancear significa roubar, e um atropelador é um carrancista.
Venustiano Carranza
Já no poder, quando os chefes militares eram definidos como governadores dos Estados libertados, ditavam contra a Igreja leis tirânicas e absurdas: que não houvesse Missa  em outros dias que não os domingos e ainda assim com determinadas condições; que não se celebrasse Missas de difuntos; que não se conservasse a água para os batismos nas pias batismais, mas que se batizasse com água corrente da torneira; que não se administrasse o sacramento da penitência a qualquer pessoa mas somente aos moribundos, e mesmo assim «em voz alta e diante de um funcionário do Governo» (López Beltrán 35).
A orientação anti-cristã do Estado tornou-se finalmente solidificada com a Constituição de 1917, realizada em Querétaro por um Congresso constituinte formado únicamente por representantes carrancistas. Com efeito, naquela medonha Constituição o Estado liberal moderno, agravando as perseguições já iniciadas com Juárez nas Leis de Reforma, estabelecia a educação laica obrigatória (art.3), proibia os votos e o estabelecimento de órdens religiosas (5), assim como todo ato de culto fora dos templos ou das casas particulares (24). E não somente perpetuava o confiscamento dos bens da Igreja, como também proibia a existência de colégios de inspiração religiosa, conventos, seminários, palácios episcopais e casas paroquiais (27). Todas estas e outras tantas barbaridades semelhantes se impuseram no México sem que nenhum liberal ortodoxo do Ocidente sequer pestaneja-se.
Álvaro Obregón
O governo do general Obregón (1920-24), novo presidente, levou adiante o impulso perseguidor da Constituição mexicana: foi colocada uma bomba diante do arcebispado do México; alçaram bandeiras da revolução bolchevique - o que se tinha de mais progressista naqueles anos - sobre as catedrais da cidade do México e Morélia; um empregado da secretaria do Presidente detonou uma bomba ao pé do altar da Virgem de Guadalupe, cuja imagem ficou ilesa; foi expulso Mons. Philippi, Delegado Apostólico, por ter abençoado a primeira pedra colocada no Morro do Cubilete para o monumento a Cristo Rey...