"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Prova de que os primeiros cristãos pediam a intercessão de Nossa Senhora

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Qualquer pessoa séria, que busque a verdade e se proponha descobri-la com sinceridade, não permitindo que paixões e opiniões pré concebidas atrapalhem essa descoberta, enfim, qualquer pessoa realmente interessada na verdade descobrirá ao estudar a história do Cristianismo que a Igreja Católica é a mesma Igreja fundada por Cristo, ao menos no sentido histórico (sucessão ininterrupta de Bispos em Dioceses desde os tempos apostólicos até nossos dias, mútuo reconhecimento da validade e autoridade desses Bispos/Dioceses, além, obviamente, da comunhão de Fé). Não por menos, protestantes históricos tal qual seus "pais" reformadores jamais colocaram em dúvida esse fato, justificando apenas sua separação desta Igreja por acreditar que ela tenha se corrompido, aderido ao erro e abandonado a verdade evangélica.

Sendo assim, afirmações estúpidas do tipo "a Igreja Católica foi criada por Constatino" são normalmente proferidas por protestantes "mais recentes", desprovidos de conhecimento histórico, embora repletos de orgulho. Sim, o orgulho, o mesmo pecado que deu origem ao protestantismo. O orgulho é o pecado pai do protestantismo. Por que digo isso? Ora, basta pensar em Lutero e na maneira como conduziu sua "reforma". A corrupção entre membros da Igreja sempre existiu ao longo de seus - até então - 1500 anos (basta pensar no Apóstolo Judas Iscariotes que roubava da bolsa sob seus cuidados (São João Cap. 12 vers.6) e que por fim traiu o Senhor por 30 dinheiros) e no entanto, por diversas vezes, Deus suscitou santos para condenar tais erros e restabelecer a virtude entre os membros da Igreja. E Lutero, ele mesmo um homem nada virtuoso, o que fez? Buscou consertar a Igreja tal qual haviam feito os santos? Não! Cheio de orgulho e soberba, dela se separou julgando-se acima de tudo e de todos, crendo representar "a vontade de Deus na terra", fundando sua própria seita e iniciando um processo que perdura até nossos dias (a cada dias integrantes de seitas protestantes delas se desvinculam para fundar suas próprias seitas em um movimento que parece não ter fim). 

Esse mesmo orgulho faz com que pessoas sem o mínimo preparo venham até nosso blog atacar a Igreja que é o Corpo místico de Cristo, essa mesma soberba leva verdadeiros coitados a visitar nosso blog para blasfemar contra a Santíssima Virgem, Mãe de Deus, sem perceberem o que fazem, ou o que é pior, acreditando que com isso estão "servindo a Deus". Ora, esse orgulho e essa soberba tal como em Lutero, os impede de ver o que realmente são, os impossibilita de perceber sua real insignificância. E não pense o leitor que os chamo de coitados e insignificantes comparando-os a mim (também coitado e insignificante). Comparo-os à Verdade revelada (que é o próprio Cristo) através de Seu Corpo que é a Igreja, assim como à mais perfeita Criatura feita por Deus, a Virgem Maria.

Uma pobre coitada que aqui veio blasfemar contra Nossa Senhora, dentre outras coisas não muito compreensíveis, disse que "adoramos essa deusa"  porque somos ignorantes e que devemos "estudar mais" e "ler mais a Bíblia". Ora, como alguém que sequer consegue se expressar de uma maneira minimamente compreensível pode se achar superior a uma Instituição com 2 mil anos de existência, composta por santos e doutores cujas virtudes e sabedoria até hoje são reconhecidos mesmo por não crentes? Como tal pessoa orgulhosamente acredita poder julgar uma instituição de 2 mil anos mandando-a "estudar mais" e "ler mais a Bíblia" sendo que essa mesma Instituição foi a que FORMOU a Bíblia (e a estuda há 2 mil anos)?

Para finalizar, tal pessoa afirma que a Virgem Maria é "adorada" na Igreja Católica (por ela chamada "ICAR") porque "o catolicismo é uma mistura de paganismo, espiritismo e macumba" e "da macumba" teria tirado a "adoração" à Nossa Senhora.

Duas coisas devem ser esclarecidas:

A primeira: Nossa Senhora, assim como qualquer outra criatura, não pode ser adorada. Nós amamos a Virgem Maria, a veneramos como Aquela escolhida pelo próprio Deus desde todo o sempre para nos trazer a Salvação ao mundo, isto é, Jesus Cristo Nosso Senhor. Sendo assim, a amamos e veneramos de todo o coração pois o próprio Deus assim o quis (São Lucas cap. 1 vers. 48).

A segunda: Por se tratar de uma afirmação ridícula, nem precisaria ser respondida a acusação de que o Catolicismo e a veneração à Virgem Maria serem retirados "da macumba" uma vez que a "macumba" (talvez ela queira ter se referido a religiões afro-brasileiras como Candomblé e Umbanda) possuem pouco mais de um século (no caso da umbanda, por volta de 100 anos, enquanto o candomblé varia uma vez que alguns alegam ter vindo juntamente com os escravos entre 300 e 400 anos atrás enquanto outros afirmam tratar-se de uma religião fruto da mistura de crenças africanas, não tendo sequer 200 anos de existência) enquanto o Catolicismo, como já mencionado, possui 2000 anos. Só o argumento do tempo já seria suficiente para que tal bobagem não fosse propagada.

Mas a verdadeira intenção deste artigo é demonstrar que a devoção à Santíssima Virgem como intercessora junto à Deus está presente entre os cristãos desde o início do Cristianismo, quando Nosso Senhor fundou a Igreja sobre os Apóstolos. Abaixo reproduzo o artigo publicado no excelente site Thyself, o Lord sobre o papiro que contém a oração mais antiga à Nossa Senhora já encontrado.

Contra fatos não há argumentos, o que dirá mentiras e calúnias.

Viva Cristo Rey!

José Santiago Lima

*              *              *              *              *              *              *              *              *

Papiro Revela A Primeira Oração a Nossa Senhora (do ano 250).



O Terceiro Concílio Ecumênico de Éfeso de 431 definiu que Nossa Senhora era Mãe de Deus. Mas muito antes os cristãos já chamavam Nossa Senhora de Mãe de Deus (theotokos) e pediam intercessão de Nossa Senhora, pedindo auxílios e refúgio em suas dores. O povo cristão estava séculos na frente da determinação da Igreja

Em 1917, a Biblioteca John Rylands de Manchester adquiriu um papiro egípcio escrito em grego koiné (o grego usado nos evangelhos). O papiro foi datado para o ano 250.Nele há uma oração a Nossa Senhora, que diz, na versão original e em inglês.


Traduzindo a Oração a Nossa Senhora para o português seria:

Em sua compaixão, nós tomamos refúgio, Oh Mãe de Deus: Não despreze nossos pedidos em tempos de dificuldades, mas nos salve dos perigos, oh única santa, oh única abençoada. 

Vejam, protestantes e muçulmanos, Nossa Senhora é exaltada pelos cristãos como intercessora a Deus desde sempre e não como deusa.

Mais informações no site Trisagion Films.

O site disponibiliza um vídeo com Oração dita no original em grego cantada.





Rezemos por nós e pela Igreja como fizeram nossos irmãos cristãos dos primeiros séculos.

Fonte: THYSELF, O LORD

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Como você trata o Corpo de Cristo (Eucaristia)?

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Inicio esse post com a seguinte pergunta: Como você agiria se Nosso Senhor Jesus Cristo em pessoa descesse do Céu e se colocasse diante de você?

Imagine: Você está na Igreja, rezando, concentrado, e eis que o Céu se abre e desce, na sua frente, o próprio Cristo Jesus. Como você se portaria? Como se colocaria diante da Sua divina presença?

Reflita...

Tenho certeza que você, caro irmão, se lançaria aos pés do Senhor, em atitude de adoração... se ajoelharia para demonstrar-Lhe todo o seu respeito, se inclinaria reconhecendo-Lhe a grandeza, enfim, JAMAIS ficaria indiferente diante de Sua presença. 

Agora, após essa reflexão, faço uma nova pergunta, desta vez a mesma do título desta postagem: Como você trata o Corpo de Cristo (a Eucaristia)? Como se porta diante d´Ele?

O que me motiva a fazer essa pergunta, caro irmão, é o fato de observar diariamente a sintomática falta de respeito e indiferença com que tantos irmãos tratam o Santíssimo e Diviníssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo presente nos Sacrários de Nossas Igrejas, quando não durante a celebração da própria Missa. E por que apresentei a "historinha" acima para reflexão? 
Porque trata-se da mesma situação! Todo católico deveria saber, embora isso infelizmente seja ignorado, que na Santíssimo Eucaristia temos presente, não de modo simbólico, mas sim de modo REAL, o mesmo Jesus Cristo que está nos céus.

Assim definiu dogmaticamente o Concílio de Trento:

Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção de que o Sagrado Concílio de novo declara : pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na do Sangue ; e esta mudança, a Igreja Católica chama-lhe, com justeza e exactidão, Transubstanciação. (DS 1642).(cf. CIC 1373).

E assim ensina o Catecismo da Igreja Católica:

1374. - O modo da presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz dela "como que a perfeição da vida espiritual e o fim para que tendem todos os sacramentos" (S.Tomás de Aq. Summa Theol. 3,73,3). No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão "contidos, verdadeira, real e substancialmente, o Corpo e o Sangue, conjuntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo total (Conc.de Trento : DS 16511. "Esta presença chama-se real», não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem “reais”, mas por antonomásia, porque é Substancial, quer dizer, por ela está presente Cristo completo, Deus e homem". (MF 39).

Portanto, aquele que queira ser verdadeiramente católico, deve crer firmemente, sem qualquer sombra de dúvidas ou espaços para outras "interpretações", que a Eucaristia É verdadeiramente o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo assim, quando diante dEla - seja sobre o altar durante a celebração da Santa Missa, seja no Sacrário - como portar-se diferente daquilo que imaginamos caso estivéssemos diante de Cristo descido do Céu?

Como é triste ver pessoas indiferentes ou mesmo com posturas desrespeitosas diante do Senhor Eucarístico, através de trajes indecentes, falta de atenção ou mesmo conversas paralelas e pouco apropriadas para tão importante ambiente. Como é doloroso ver pessoas que se somam à "fila da comunhão" para receber o Santíssimo como se estivessem recebendo um "biscoitinho" qualquer, muitas vezes cometendo sacrilégio por não se encontrarem em estado de graça, recebendo assim a própria condenação (como nos ensina São Paulo). Quantos religiosos, padres e mesmo membros da alta hierarquia que tratam o Santíssimo como se eles mesmos não acreditassem em sua Presença Real, manuseando-O sem qualquer cuidado ou reverência. Quantos católicos que, embora digam crer, minutos depois estão "batendo papo" às gargalhadas enquanto a alguns passos se encontra o Rei dos Reis, ali, esquecido, como se nada fosse.

Enfim, finalizo este pequeno desabafo cujo objetivo principal é provocar uma reflexão, trazendo um pequeno artigo que mostra como nossos irmãos católicos do Oriente, perseguidos pela Fé que muitas vezes desdenhamos, tratam o Corpo de Cristo.

E você? Como trata o Corpo de Cristo?

Viva Cristo Rey!

José Santiago Lima

*                    *                    *                    *                    *                    *                    *                    *

No Oriente mártires adoram a Eucaristia,
a qual é entregue por religiosos à profanação no Ocidente

Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão. Foto cortesia Diácono Roni Momica
Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão.
Foto cortesia Diácono Roni Momica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Dom Francesco Cavina, bispo de Carpi, Itália, visitou o Curdistão iraquiano, no norte de Bagdá. 

Ele ficou impressionado com a gratidão dos cristãos pela proteção divina, “sobretudo por terem conservado a fé pela qual estão dispostos a morrer, pois não querem perder o verdadeiro tesouro da vida que é Cristo e a pertencença ao seu Corpo Místico que é a Igreja”, segundo narrou o bispo no seu retorno, informou o jornal italiano “Il Foglio”. 

“Os cristãos experimentaram uma profunda sensação de solidão enquanto as milícias jihadistas avançavam. Sentiam-se traídos pelas instituições do governo e, mais dolorosamente ainda, por aqueles que julgavam serem amigos e que não somente os abandonavam, mas os denunciavam” aos fanáticos islâmicos. Após os cristãos abandonarem suas casas, os seguidores de Maomé as invadiram e pilharam todos os seus haveres.

O bispo de Carpi sublinhou “que o Estado islâmico procura eliminar a presença dos cristãos do país constrangendo-os a emigrar. Os cristãos, de fato, não aceitam serem definidos como uma minoria religiosa que no máximo pode ser tolerada”, como impõe o Corão. 




O bispo italiano assistiu a cenas de crianças que tendo perdido tudo participavam de Adorações do Santíssimo Sacramento, uma devoção nobilíssima que parece incrível no Ocidente, onde a fé está cada vez mais entibiada.
“O Santíssimo estava exposto sobre um altar e as crianças estavam dispostas em volta d’Ele formando círculos, com as mãos juntas e ajoelhadas no estilo oriental. Rezavam, cantavam, ficavam em silêncio. Fiquei impressionado com sua compostura e atenção. Muitos rezavam e cantavam com os olhos fechados”, completou Dom Cavina.


O arcebispo católico-siríaco de Mosul, Mons. Yohanna Petros Mouche, pediu “pessoalmente ao governo italiano um reconhecimento oficial do genocídio para nos ajudar a retornar às nossas terras e continuar a viver em nosso país”.


O cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo interreligioso, acrescentou: “Os cristãos estão sendo mortos, ameaçados, reduzidos ao silêncio ou expulsos; suas igrejas estão sendo destruídas ou correm o risco de virarem museus. O cristianismo arrisca desaparecer precisamente na terra em que se expandiu inicialmente a fé de Cristo.
“Em 1910, 20% da população do Oriente Médio eram cristãos. Agora eles são menos de 4%. Evidentemente há um plano de ação para apagar o Cristianismo do Oriente Médio e isso bem pode ser chamado de genocídio.”

Procissão de Nossa Senhora de Lourdes, na Damasco bombardeada, Síria
Procissão de Nossa Senhora de Lourdes, na Damasco bombardeada, Síria

O prelado, porém, nada disse se está cobrando dos islâmicos a indispensável reciprocidade, sem a qual o ecumenismo vira palhaçada, exigência esta que teria efeitos salvadores para as vidas de católicos e para a presença católica no Oriente Médio.


O emocionante relato do bispo de Carpi como que impõe algumas reflexões. Antes de tudo a respeito da fé ardente desses católicos martirizados. 


Hoje, nas cátedras eclesiásticas, nas Missas, na mídia, nas pregações ou nos encontros diocesanos nacionais e internacionais, bispos e sacerdotes podem falar dos sofrimentos materiais e corporais dos nossos irmãos na Fé perseguidos e mortos. 


Mas quantas vezes falam da religião católica atacada com sanha islâmica, que é feroz senão satânica?


Peguemos a Internet ou a mídia convencional. Onde estão os líderes religiosos católicos denunciando o ódio religioso desencadeado contra Cristo, sua Igreja e seus fiéis seguidores pelos discípulos de Maomé?


Onde estão os convites para Adorações do Santíssimo Sacramento, reza do Terço e outras formas de piedade em união de intenções com aquelas crianças, que talvez tenham perdido parte de suas famílias, cruelmente assassinadas por causa de sua Fé e sujeitas elas próprias a sádicos martírios?


Elas lá, adorando Jesus Sacramentado no que pode ser um dos derradeiros atos de sua curta existência, e nós aqui: o que ouvimos pregar em nossas igrejas?


Mais triste ainda é considerar que multidões de sequazes da furiosa religião de Maomé são acolhidas em nossos países com argumentos humanitários, enquanto esses argumentos de nada valem para as vítimas quando estas são cristãs. 
Adoração do Santíssimo Sacramento, no mês de Maria, na catedral de Aleppo, cidade pesadamente bombardeada
Adoração do Santíssimo Sacramento, no mês de Maria, na catedral de Aleppo,
cidade pesadamente bombardeada
E não é só a mídia convencional ou a Internet, mas são também sacerdotes, bispos – e ficamos por aqui por respeito – que apelam para receber as hostes invasoras do Islã.


E, mais lancinante do que tudo, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiramente presente na Hóstia consagrada com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, é devidamente adorado no Oriente Médio por possíveis futuros mártires de poucos anos de idade.


Entrementes, reúne-se em Roma um Sínodo com representantes de todos os episcopados do mundo, cujas mãos consagram a Hóstia todos os dias na Missa.


Muitos deles postularam nada menos do que a entrega do Santíssimo Sacramento à profanação, pela sua distribuição àqueles em situação matrimonial escandalosa: os “divorciados recasados” e outros estados pecaminosos vituperados pela Escritura e pelo Magistério de dois mil anos da Igreja.


Entramos no centenário de Fátima. Não é bem verdade que os terríveis anúncios de Nossa Senhora para a humanidade pecadora, sensual e orgulhosa, não ficam inteiramente explicáveis e inevitáveis à luz dos fatos descritos?


É de se temer mais pelo Ocidente, onde os muçulmanos ainda não andam chacinando todo o mundo pelas ruas – embora já existam atentados espantosos –, do que pelos heroicos católicos resistentes no Oriente Médio. 


Estes últimos estão mais próximos da misericórdia divina, do amparo de Nossa Senhora e do próprio Céu, do que as línguas farisaicas de nossos países, igrejas e mídias.

Fonte: As cruzadas

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

A religiosa infância de Francisco e a de Bento XVI




Papa Francisco falando de sua infância como coroinha:
"É possível que, sabe, quando eu era criança, a Missa era celebrada de forma diferente. Naquele tempo, o padre olhava em direção ao altar, que se encontrava junto à parede, e não para as pessoas. Então, o livro com o qual dizia a Missa, o missal, era colocado no lado direito do altar. No entanto, antes da leitura do Evangelho, devia ser mudado para o lado esquerdo. Esse era meu trabalho: levá-lo da direita para a esquerda. Era cansativo! O livro era pesado! O segurava com toda minha energia, no entanto, não era muito forte; uma vez o peguei e acabou caindo no chão, pelo  que o sacerdote teve que me ajudar. Que trabalho tive! A Missa tampouco era em italiano. O padre falava mas eu não entendia nada, e menos ainda entendiam meus amigos. Assim que para nos divertir gostávamos de fazer imitações do padre, alterando um pouco as palavras para compor curiosas expressões em espanhol. Nos divertíamos, e realmente aproveitávamos por ajudar nas Missas."


Carta do Papa Bento XVI, quando tinha 7 anos, pedindo ao Menino Jesus seus presentes de Natal: um Coração de Jesus, um missal, uma casula e um Volk-Schott (um missal com  tradução da missa latina e explicações da mesma):
“Querido Menino Jesus: Dentro de pouco tempo descerás sobre a terra. Trarás alegria às crianças. Também a mim me trarás alegria. Gostaria de ganhar o Volks-Schott, uma casula verde e um missal para a Missa e um Coração de Jesus. Serei sempre bom. Saudações, de Joseph Ratzinger.”
 

 TRADUÇÃO: Morro por Cristo

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Nas Cruzadas a "Igreja matou" tanto quanto o Islã?

Caro leitor, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Diante dos recentes atentados, cada vez mais frequentes, perpetrados por radicais islâmicos contra o Ocidente (outrora) cristão, o mínimo que podemos fazer é não mostrar indiferença. Não! São nossos irmãos que estão a verter sangue por depositar sua fé em Nosso Senhor, Salvador e Redentor Jesus Cristo. Para ser mais preciso, deve-se lembrar que mártires assim o fazem há milênios, embora - e isso nos deveria causar extrema vergonha - normalmente não demonstrássemos forte indignação ou sequer nos déssemos conta uma vez que tais martírios ocorressem no Oriente, "longe" de nossas vidas confortáveis. A verdade é que apenas agora começamos a "despertar" de nosso terrível sono devido ao martírio pela Fé em Cristo ter chegado à nossa porta (conforme o martírio do Padre Jacques Hamel ocorrido na França semana passada).

Infelizmente tudo leva a crer que devemos nos preparar pois notícias como essa deverão se tornar cada vez mais comuns. E a raiz de tal mal, ainda que muitos queiram dizer o contrário, está no Islã (ou na interpretação que fazem dele). Ao apontar tal problema, muitos nos questionam dizendo que "a Igreja teria matado" tantas ou mais pessoas que o Islã no decorrer de seus dois milênios e que o exemplo maior seria o das cruzadas. Para refutar tal afirmação, por ora apenas mostraremos a falsidade deste "argumento" através do vídeo abaixo.

Que viva Cristo Rey!


Comparação entre Cruzadas e Jihad


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Blog voltando... e FRASE de SANTO ANTÃO

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Empreendemos hoje - quinta-feira 21/07/2016 - nova tentativa de retomada dos trabalhos deste pequeno blog. Reiniciaremos com a postagem de uma frase de Santo, prática que pretendemos manter todas as quintas-feiras a contar da presente. Iniciaremos com uma frase de

SANTO ANTÃO*   



*Santo Antão do Deserto, também conhecido como Santo Antão do Egito, Santo Antão, o Grande, Santo Antão, o Eremita, Santo Antão, o Anacoreta, ou ainda O Pai de Todos os Monges, foi um santo cristão do Egito, um líder de destaque entre os Padres do Deserto.
Uma vez que o seu nome latino é Antonius, em traduções displicentes de obras onde o seu nome figura para a língua portuguesa, o nome do santo tem sido vertido como António do Deserto, do Egipto, o Grande, … (nome que, de resto, mantém nas demais línguas europeias), mas que tem suscitado confusões, pela homonímia, com o Santo António. Trata-se, pois, de dois santos distintos e, para melhor diferenciá-los, é preferível optar pelo nome - de resto já consagrado pela tradição vernácula -, de Santo Antão.
A sua vida foi relatada por Santo Atanásio de Alexandria, na Vita Antonii cerca de 360. Segundo este, teria nascido em 251, na Tebaida, no Alto Egipto, e falecido em 356, portanto com cento e cinco anos de idade.
Cristão fervoroso, com cerca de vinte anos tomou o Evangelho à letra e distribuiu todos os seus bens pelos pobres, partindo de seguida para viver no deserto. Aí, segundo o relato de Atanásio, e tal como sucedera com Jesus, foi tentado pelo Diabo, mas por muito mais que os quarenta dias que durou a Jesus, não hesitando os demónios em atacá-lo. Porém, Antão resistiu às tentações e não se deixou seduzir pelas tentadoras visões que se multiplicavam à sua volta.
O seu nome começou a ganhar fama, por ser exímio na arte de pastorar e começou a ser venerado por numerosos visitantes, sendo visitado no deserto por inúmeros peregrinos.
Em 311 viajou até a Alexandria para ajudar os cristãos perseguidos por Maximino Daia, e regressou em 355 para impugnar a doutrina ariana. Foi considerado santo em vida, capaz de realizar milagres. Levou muitos à conversão. Morreu centenário no ano de 356.
Os religiosos que, tornando-se monges, adaptaram o modo de vida solitário de Antão, chamaram-se eremitas ou anacoretas, opondo-se aos cenobitas que escolheram viver em comunidades monásticas.
Em 1095, foi fundada uma ordem à qual foi atribuído o seu nome: os Antonianos (Canonici Regulares Sancti Antonii - CRSA).


Santo Antão, Ora pro Nobis!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Resposta a comentário de leitor de Juazeiro do Norte - CE em artigo sobre retorno de ex "evangélico" à Igreja de Cristo

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!



Venho através desta breve postagem, responder a um leitor da cidade de Juazeiro do Norte, estado do Ceará, que nos deixou um comentário no artigo " Testemunho de ex "evangélico", agora católico...".


Aliás, antes de responder ao comentário do prezado leitor, gostaria de esclarecer algo sobre o artigo mencionado, artigo esse que é o mais acessado em nosso blog e o que recebe a maior quantidade de comentários. Pelos comentários recebidos, percebo tratar-se em sua maioria (e o mesmo certamente se dá com os acessos ao artigo) de protestantes indignados pelo fato de um "evangélico" ter se convertido ao catolicismo. Embora o artigo seja autoexplicativo, tais protestantes indignados trazem questionamentos os mais torpes sobre pontos exaustivamente refutados e, sem se dar conta, acabam confirmando algo demonstrado - inclusive - no próprio artigo ao qual comentaram. E o que demonstram?


1º - Que enquanto os "católicos" que se convertem às milhares de seitas protestantes jamais foram católicos (no sentido de conhecer a Fé católica), os protestantes convertidos ao Catolicismo assim o fizeram por serem convencidos através do uso da razão. Isso normalmente se dá após buscarem a verdade de boa fé (além de serem - obviamente - auxiliados pela Graça Divina).



2º - Que alguns protestantes permanecem no protestantismo por ignorância (dificuldade ou mesmo incapacidade de compreensão) enquanto outros assim o fazem simplesmente por se manterem nos mesmos pecados que deram origem ao protestantismo: o orgulho e a soberba.



Digo isso pelo seguinte fato: por volta de 70% dos comentários recebidos contrários ao artigo trazem questionamentos já respondidos assim como afirmações já refutadas no próprio artigo. Isso comprova que seus autores provavelmente não leram, e se leram, não entenderam (ou não quiseram entender) aquilo que o autor do artigo diz de forma bastante clara.



Portanto, aos leitores que pretendem continuar comentando aqui no blog, lhes deixo algumas considerações: este é um blog CATÓLICO, de alguém que já "navegou por outros mares" antes de haver encontrado a verdade, isto é, Jesus Cristo e sua única e verdadeira religião. Portanto, caso eu perceba no comentário recebido uma sincera discordância, fruto de ignorância ou mesmo de argumentos contrários mas que transpareça boa fé e busca pela verdade, me esforçarei para responder dentro de meu limitadíssimo tempo. Agora, para comentários soberbos - eivados de argumentos toscos e orgulho cego - cujo único objetivo é "demonstrar estar certo" e não buscar a verdade, estes eu simplesmente descartarei. Simples assim.



Tendo isso bem claro, creio poder prosseguir com o que realmente me motivou a escrever tal artigo: o comentário do leitor. Segue abaixo sua transcrição, tendo omitindo apenas o nome do leitor:



"nome do leitor - 21 de Janeiro de 2016 13:56 Parabéns a tudo que escreveu, não tem exageros, pois, sou evangélico a 3 anos, hoje estou com 41 anos, aceitei a Jesus para os evangélicos por conta de minha esposa que ha 10 anos professa essa fé. Temos 2 filhos e lutei muito pelo nosso casamento acabei sedendo e virei o evangélico, me sinto como um troféu na mão de nosso pastor, pois, morei com um tio que é padre ate os dias de hoje em juazeiro - CE, fui seminarista em Olinda onde morei com esse tio. Quero dizer a vocês que jamais perdi minha acescência de católico apostólico romano que sempre sou, tenho lido vários testemunhos de ex-evangélicos, tenho me aproximado de Maria mãe de Jesus e nossa mãe, que nunca esqueci e jamais desprezeis. Cada dia me convenço mais na nossa igreja, tenho rezado a Deus e a nossa Senhora do desterro que desterre esse fanatismo de minha esposa por esses pastores e essas igrejas evangélicas. Em nosso relacionamento sempre quem cedeu fui eu, abri mão de ser"



Caro irmão em Cristo Jesus, vosso comentário despertou em mim um misto de tristeza e alegria. Tristeza por vê-lo confessar vossa apostasia, ainda que seja por um motivo aparentemente justo ("agradar a esposa" e "preservar o casamento"). Alegria por vê-lo buscando manter um vínculo - ainda que apenas interior - com a real fonte das graças divinas: a Fé Católica. Meu caro, não sou sacerdote e por isso não posso me aventurar como "diretor espiritual" de ninguém, mas creio que como um irmão de Fé que vê seu irmão sofrer e que tem por obrigação de caridade cristã poder lhe aconselhar.

Embora seu relato demonstre que você é uma pessoa séria, temente a Deus e que preza o casamento e a família, saiba que antes de mais nada, sua preocupação deve ser primeiramente para com a sua própria salvação. Somente colocando-a em primeiro plano, poderá pensar na do próximo (sua esposa e filhos). Em relação à esposa, é bom e justo fazer concessões e ceder para agrada-la e manter a união no casamento. Isto, porém, não se aplica quando para preservar o bem-estar e a união se deva pecar, isto é, desobedecer e ofender a Deus. Ora, por melhores que sejam as intenções, nunca serão justificáveis se para alcança-las o cristão deva pecar. E abandonar a Fé verdadeira, nos separando voluntariamente da religião deixada por Jesus Cristo como seu Corpo no qual devemos ser membros para nos unirmos às seitas, isso é um pecado grave.

Sendo assim meu amigo, mesmo que seja com a melhor das intenções, você deve buscar antes agradar a Deus que à sua esposa:
   
"Importa obedecer antes a Deus do que aos homens." (Atos cap.5 vers. 29)

"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo." (Gálatas cap. 1 vers. 10)

Também eu passo por situação semelhante: minha esposa vem de família protestante (Assembleia de Deus) e, a princípio, tinha aversão à Religião Católica. Depois que me converti, venho travando uma dura batalha para trazê-la para a verdadeira Fé. É difícil, estamos dando um passo de cada vez, mas enquanto isso devemos (tanto eu quanto você) fazer aquilo que São Paulo Apóstolo, em sua primeira epístola aos Coríntios, nos ensina:

"...assim como a mulher que não tem a fé é santificada pelo marido que recebeu a fé" (1 Coríntios, cap. 7 vers. 14)

Portanto, meu amigo, retorne à Verdadeira Fé, e nela se mantenha firme, para que assim também possa santificar sua esposa.

Finalizo lhe deixando um link para que possa aprofundar vossos conhecimentos sobre a Fé Católica. Trata-se da sessão de cartas do site Montfort, cujo responsável era o saudoso professor Orlando Fedeli. Por meio de seu apostolado ele trouxe muitas pessoas para a verdadeira Fé, dentre as quais muitos protestantes (eu mesmo o tenho como um dos responsáveis por meu retorno à Igreja). Acessando o link abaixo, você pode escolher o assunto que quiser conhecer (há uma lista com diversos temas, localizada na lateral esquerda da página):


Me despeço lhe desejando um "bom mergulho" no mar de águas cristalinas que é a Fé Católica. Que você possa sair desse mergulho revigorado, e que Nosso Senhor Jesus Cristo possa recebe-lo de volta o quanto antes em sua verdadeira casa. Que Ele também lhe dê a graça de suportar as dificuldades que certamente virão e que a vossa fidelidade ao Senhor possa trazer também sua esposa para que se santifiquem mutuamente como ramos presos à Única Videira, o Corpo de Cristo, isto é, a Igreja Católica.

Que viva Cristo Rey!

José Santiago Lima