"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.
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terça-feira, 28 de abril de 2020

Canal "CATHOLIC CHOLO"



Caros leitores, louvado seja  Nosso  Senhor Jesus Cristo!

Como devem ter percebido, a página "Morro por Cristo" não é atualizada há um bom tempo. Isto se deve ao fato de seu autor estar dedicando o curto tempo vago que lhe sobra em um novo projeto ORIENTE CATÓLICO, presente também no Instagram e Facebook, que visa apresentar aos católicos de língua portuguesa as riquezas (tão desconhecidas) da face oriental da Santa Igreja.

Além disso (e também levando em conta a não atualização da página "Morro por Cristo", que apresentava temas gerais do Catolicismo), buscando contribuir com a evangelização transmitindo conhecimentos relativos à Fé Católica de uma forma mais dinâmica e atrativa, ele está iniciando um canal no youtube, chamado "Catholic Cholo":


Peço a todos que, se possível, acessem e se inscrevam no canal, assistindo aos vídeos e dando uma força para seu crescimento assim como sempre fizeram com esta página!

¡Qué Viva Cristo Rey!


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Prova de que os primeiros cristãos pediam a intercessão de Nossa Senhora

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Qualquer pessoa séria, que busque a verdade e se proponha descobri-la com sinceridade, não permitindo que paixões e opiniões pré concebidas atrapalhem essa descoberta, enfim, qualquer pessoa realmente interessada na verdade descobrirá ao estudar a história do Cristianismo que a Igreja Católica é a mesma Igreja fundada por Cristo, ao menos no sentido histórico (sucessão ininterrupta de Bispos em Dioceses desde os tempos apostólicos até nossos dias, mútuo reconhecimento da validade e autoridade desses Bispos/Dioceses, além, obviamente, da comunhão de Fé). Não por menos, protestantes históricos tal qual seus "pais" reformadores jamais colocaram em dúvida esse fato, justificando apenas sua separação desta Igreja por acreditar que ela tenha se corrompido, aderido ao erro e abandonado a verdade evangélica.

Sendo assim, afirmações estúpidas do tipo "a Igreja Católica foi criada por Constatino" são normalmente proferidas por protestantes "mais recentes", desprovidos de conhecimento histórico, embora repletos de orgulho. Sim, o orgulho, o mesmo pecado que deu origem ao protestantismo. O orgulho é o pecado pai do protestantismo. Por que digo isso? Ora, basta pensar em Lutero e na maneira como conduziu sua "reforma". A corrupção entre membros da Igreja sempre existiu ao longo de seus - até então - 1500 anos (basta pensar no Apóstolo Judas Iscariotes que roubava da bolsa sob seus cuidados (São João Cap. 12 vers.6) e que por fim traiu o Senhor por 30 dinheiros) e no entanto, por diversas vezes, Deus suscitou santos para condenar tais erros e restabelecer a virtude entre os membros da Igreja. E Lutero, ele mesmo um homem nada virtuoso, o que fez? Buscou consertar a Igreja tal qual haviam feito os santos? Não! Cheio de orgulho e soberba, dela se separou julgando-se acima de tudo e de todos, crendo representar "a vontade de Deus na terra", fundando sua própria seita e iniciando um processo que perdura até nossos dias (a cada dias integrantes de seitas protestantes delas se desvinculam para fundar suas próprias seitas em um movimento que parece não ter fim). 

Esse mesmo orgulho faz com que pessoas sem o mínimo preparo venham até nosso blog atacar a Igreja que é o Corpo místico de Cristo, essa mesma soberba leva verdadeiros coitados a visitar nosso blog para blasfemar contra a Santíssima Virgem, Mãe de Deus, sem perceberem o que fazem, ou o que é pior, acreditando que com isso estão "servindo a Deus". Ora, esse orgulho e essa soberba tal como em Lutero, os impede de ver o que realmente são, os impossibilita de perceber sua real insignificância. E não pense o leitor que os chamo de coitados e insignificantes comparando-os a mim (também coitado e insignificante). Comparo-os à Verdade revelada (que é o próprio Cristo) através de Seu Corpo que é a Igreja, assim como à mais perfeita Criatura feita por Deus, a Virgem Maria.

Uma pobre coitada que aqui veio blasfemar contra Nossa Senhora, dentre outras coisas não muito compreensíveis, disse que "adoramos essa deusa"  porque somos ignorantes e que devemos "estudar mais" e "ler mais a Bíblia". Ora, como alguém que sequer consegue se expressar de uma maneira minimamente compreensível pode se achar superior a uma Instituição com 2 mil anos de existência, composta por santos e doutores cujas virtudes e sabedoria até hoje são reconhecidos mesmo por não crentes? Como tal pessoa orgulhosamente acredita poder julgar uma instituição de 2 mil anos mandando-a "estudar mais" e "ler mais a Bíblia" sendo que essa mesma Instituição foi a que FORMOU a Bíblia (e a estuda há 2 mil anos)?

Para finalizar, tal pessoa afirma que a Virgem Maria é "adorada" na Igreja Católica (por ela chamada "ICAR") porque "o catolicismo é uma mistura de paganismo, espiritismo e macumba" e "da macumba" teria tirado a "adoração" à Nossa Senhora.

Duas coisas devem ser esclarecidas:

A primeira: Nossa Senhora, assim como qualquer outra criatura, não pode ser adorada. Nós amamos a Virgem Maria, a veneramos como Aquela escolhida pelo próprio Deus desde todo o sempre para nos trazer a Salvação ao mundo, isto é, Jesus Cristo Nosso Senhor. Sendo assim, a amamos e veneramos de todo o coração pois o próprio Deus assim o quis (São Lucas cap. 1 vers. 48).

A segunda: Por se tratar de uma afirmação ridícula, nem precisaria ser respondida a acusação de que o Catolicismo e a veneração à Virgem Maria serem retirados "da macumba" uma vez que a "macumba" (talvez ela queira ter se referido a religiões afro-brasileiras como Candomblé e Umbanda) possuem pouco mais de um século (no caso da umbanda, por volta de 100 anos, enquanto o candomblé varia uma vez que alguns alegam ter vindo juntamente com os escravos entre 300 e 400 anos atrás enquanto outros afirmam tratar-se de uma religião fruto da mistura de crenças africanas, não tendo sequer 200 anos de existência) enquanto o Catolicismo, como já mencionado, possui 2000 anos. Só o argumento do tempo já seria suficiente para que tal bobagem não fosse propagada.

Mas a verdadeira intenção deste artigo é demonstrar que a devoção à Santíssima Virgem como intercessora junto à Deus está presente entre os cristãos desde o início do Cristianismo, quando Nosso Senhor fundou a Igreja sobre os Apóstolos. Abaixo reproduzo o artigo publicado no excelente site Thyself, o Lord sobre o papiro que contém a oração mais antiga à Nossa Senhora já encontrado.

Contra fatos não há argumentos, o que dirá mentiras e calúnias.

Viva Cristo Rey!

José Santiago Lima

*              *              *              *              *              *              *              *              *

Papiro Revela A Primeira Oração a Nossa Senhora (do ano 250).



O Terceiro Concílio Ecumênico de Éfeso de 431 definiu que Nossa Senhora era Mãe de Deus. Mas muito antes os cristãos já chamavam Nossa Senhora de Mãe de Deus (theotokos) e pediam intercessão de Nossa Senhora, pedindo auxílios e refúgio em suas dores. O povo cristão estava séculos na frente da determinação da Igreja

Em 1917, a Biblioteca John Rylands de Manchester adquiriu um papiro egípcio escrito em grego koiné (o grego usado nos evangelhos). O papiro foi datado para o ano 250.Nele há uma oração a Nossa Senhora, que diz, na versão original e em inglês.


Traduzindo a Oração a Nossa Senhora para o português seria:

Em sua compaixão, nós tomamos refúgio, Oh Mãe de Deus: Não despreze nossos pedidos em tempos de dificuldades, mas nos salve dos perigos, oh única santa, oh única abençoada. 

Vejam, protestantes e muçulmanos, Nossa Senhora é exaltada pelos cristãos como intercessora a Deus desde sempre e não como deusa.

Mais informações no site Trisagion Films.

O site disponibiliza um vídeo com Oração dita no original em grego cantada.





Rezemos por nós e pela Igreja como fizeram nossos irmãos cristãos dos primeiros séculos.

Fonte: THYSELF, O LORD

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Como você trata o Corpo de Cristo (Eucaristia)?

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Inicio esse post com a seguinte pergunta: Como você agiria se Nosso Senhor Jesus Cristo em pessoa descesse do Céu e se colocasse diante de você?

Imagine: Você está na Igreja, rezando, concentrado, e eis que o Céu se abre e desce, na sua frente, o próprio Cristo Jesus. Como você se portaria? Como se colocaria diante da Sua divina presença?

Reflita...

Tenho certeza que você, caro irmão, se lançaria aos pés do Senhor, em atitude de adoração... se ajoelharia para demonstrar-Lhe todo o seu respeito, se inclinaria reconhecendo-Lhe a grandeza, enfim, JAMAIS ficaria indiferente diante de Sua presença. 

Agora, após essa reflexão, faço uma nova pergunta, desta vez a mesma do título desta postagem: Como você trata o Corpo de Cristo (a Eucaristia)? Como se porta diante d´Ele?

O que me motiva a fazer essa pergunta, caro irmão, é o fato de observar diariamente a sintomática falta de respeito e indiferença com que tantos irmãos tratam o Santíssimo e Diviníssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo presente nos Sacrários de Nossas Igrejas, quando não durante a celebração da própria Missa. E por que apresentei a "historinha" acima para reflexão? 
Porque trata-se da mesma situação! Todo católico deveria saber, embora isso infelizmente seja ignorado, que na Santíssimo Eucaristia temos presente, não de modo simbólico, mas sim de modo REAL, o mesmo Jesus Cristo que está nos céus.

Assim definiu dogmaticamente o Concílio de Trento:

Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção de que o Sagrado Concílio de novo declara : pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na do Sangue ; e esta mudança, a Igreja Católica chama-lhe, com justeza e exactidão, Transubstanciação. (DS 1642).(cf. CIC 1373).

E assim ensina o Catecismo da Igreja Católica:

1374. - O modo da presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz dela "como que a perfeição da vida espiritual e o fim para que tendem todos os sacramentos" (S.Tomás de Aq. Summa Theol. 3,73,3). No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão "contidos, verdadeira, real e substancialmente, o Corpo e o Sangue, conjuntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo total (Conc.de Trento : DS 16511. "Esta presença chama-se real», não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem “reais”, mas por antonomásia, porque é Substancial, quer dizer, por ela está presente Cristo completo, Deus e homem". (MF 39).

Portanto, aquele que queira ser verdadeiramente católico, deve crer firmemente, sem qualquer sombra de dúvidas ou espaços para outras "interpretações", que a Eucaristia É verdadeiramente o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo assim, quando diante dEla - seja sobre o altar durante a celebração da Santa Missa, seja no Sacrário - como portar-se diferente daquilo que imaginamos caso estivéssemos diante de Cristo descido do Céu?

Como é triste ver pessoas indiferentes ou mesmo com posturas desrespeitosas diante do Senhor Eucarístico, através de trajes indecentes, falta de atenção ou mesmo conversas paralelas e pouco apropriadas para tão importante ambiente. Como é doloroso ver pessoas que se somam à "fila da comunhão" para receber o Santíssimo como se estivessem recebendo um "biscoitinho" qualquer, muitas vezes cometendo sacrilégio por não se encontrarem em estado de graça, recebendo assim a própria condenação (como nos ensina São Paulo). Quantos religiosos, padres e mesmo membros da alta hierarquia que tratam o Santíssimo como se eles mesmos não acreditassem em sua Presença Real, manuseando-O sem qualquer cuidado ou reverência. Quantos católicos que, embora digam crer, minutos depois estão "batendo papo" às gargalhadas enquanto a alguns passos se encontra o Rei dos Reis, ali, esquecido, como se nada fosse.

Enfim, finalizo este pequeno desabafo cujo objetivo principal é provocar uma reflexão, trazendo um pequeno artigo que mostra como nossos irmãos católicos do Oriente, perseguidos pela Fé que muitas vezes desdenhamos, tratam o Corpo de Cristo.

E você? Como trata o Corpo de Cristo?

Viva Cristo Rey!

José Santiago Lima

*                    *                    *                    *                    *                    *                    *                    *

No Oriente mártires adoram a Eucaristia,
a qual é entregue por religiosos à profanação no Ocidente

Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão. Foto cortesia Diácono Roni Momica
Crianças do campo de refugiados em Erbil (Iraque) na Missa de Primeira Comunhão.
Foto cortesia Diácono Roni Momica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Dom Francesco Cavina, bispo de Carpi, Itália, visitou o Curdistão iraquiano, no norte de Bagdá. 

Ele ficou impressionado com a gratidão dos cristãos pela proteção divina, “sobretudo por terem conservado a fé pela qual estão dispostos a morrer, pois não querem perder o verdadeiro tesouro da vida que é Cristo e a pertencença ao seu Corpo Místico que é a Igreja”, segundo narrou o bispo no seu retorno, informou o jornal italiano “Il Foglio”. 

“Os cristãos experimentaram uma profunda sensação de solidão enquanto as milícias jihadistas avançavam. Sentiam-se traídos pelas instituições do governo e, mais dolorosamente ainda, por aqueles que julgavam serem amigos e que não somente os abandonavam, mas os denunciavam” aos fanáticos islâmicos. Após os cristãos abandonarem suas casas, os seguidores de Maomé as invadiram e pilharam todos os seus haveres.

O bispo de Carpi sublinhou “que o Estado islâmico procura eliminar a presença dos cristãos do país constrangendo-os a emigrar. Os cristãos, de fato, não aceitam serem definidos como uma minoria religiosa que no máximo pode ser tolerada”, como impõe o Corão. 




O bispo italiano assistiu a cenas de crianças que tendo perdido tudo participavam de Adorações do Santíssimo Sacramento, uma devoção nobilíssima que parece incrível no Ocidente, onde a fé está cada vez mais entibiada.
“O Santíssimo estava exposto sobre um altar e as crianças estavam dispostas em volta d’Ele formando círculos, com as mãos juntas e ajoelhadas no estilo oriental. Rezavam, cantavam, ficavam em silêncio. Fiquei impressionado com sua compostura e atenção. Muitos rezavam e cantavam com os olhos fechados”, completou Dom Cavina.


O arcebispo católico-siríaco de Mosul, Mons. Yohanna Petros Mouche, pediu “pessoalmente ao governo italiano um reconhecimento oficial do genocídio para nos ajudar a retornar às nossas terras e continuar a viver em nosso país”.


O cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo interreligioso, acrescentou: “Os cristãos estão sendo mortos, ameaçados, reduzidos ao silêncio ou expulsos; suas igrejas estão sendo destruídas ou correm o risco de virarem museus. O cristianismo arrisca desaparecer precisamente na terra em que se expandiu inicialmente a fé de Cristo.
“Em 1910, 20% da população do Oriente Médio eram cristãos. Agora eles são menos de 4%. Evidentemente há um plano de ação para apagar o Cristianismo do Oriente Médio e isso bem pode ser chamado de genocídio.”

Procissão de Nossa Senhora de Lourdes, na Damasco bombardeada, Síria
Procissão de Nossa Senhora de Lourdes, na Damasco bombardeada, Síria

O prelado, porém, nada disse se está cobrando dos islâmicos a indispensável reciprocidade, sem a qual o ecumenismo vira palhaçada, exigência esta que teria efeitos salvadores para as vidas de católicos e para a presença católica no Oriente Médio.


O emocionante relato do bispo de Carpi como que impõe algumas reflexões. Antes de tudo a respeito da fé ardente desses católicos martirizados. 


Hoje, nas cátedras eclesiásticas, nas Missas, na mídia, nas pregações ou nos encontros diocesanos nacionais e internacionais, bispos e sacerdotes podem falar dos sofrimentos materiais e corporais dos nossos irmãos na Fé perseguidos e mortos. 


Mas quantas vezes falam da religião católica atacada com sanha islâmica, que é feroz senão satânica?


Peguemos a Internet ou a mídia convencional. Onde estão os líderes religiosos católicos denunciando o ódio religioso desencadeado contra Cristo, sua Igreja e seus fiéis seguidores pelos discípulos de Maomé?


Onde estão os convites para Adorações do Santíssimo Sacramento, reza do Terço e outras formas de piedade em união de intenções com aquelas crianças, que talvez tenham perdido parte de suas famílias, cruelmente assassinadas por causa de sua Fé e sujeitas elas próprias a sádicos martírios?


Elas lá, adorando Jesus Sacramentado no que pode ser um dos derradeiros atos de sua curta existência, e nós aqui: o que ouvimos pregar em nossas igrejas?


Mais triste ainda é considerar que multidões de sequazes da furiosa religião de Maomé são acolhidas em nossos países com argumentos humanitários, enquanto esses argumentos de nada valem para as vítimas quando estas são cristãs. 
Adoração do Santíssimo Sacramento, no mês de Maria, na catedral de Aleppo, cidade pesadamente bombardeada
Adoração do Santíssimo Sacramento, no mês de Maria, na catedral de Aleppo,
cidade pesadamente bombardeada
E não é só a mídia convencional ou a Internet, mas são também sacerdotes, bispos – e ficamos por aqui por respeito – que apelam para receber as hostes invasoras do Islã.


E, mais lancinante do que tudo, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiramente presente na Hóstia consagrada com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, é devidamente adorado no Oriente Médio por possíveis futuros mártires de poucos anos de idade.


Entrementes, reúne-se em Roma um Sínodo com representantes de todos os episcopados do mundo, cujas mãos consagram a Hóstia todos os dias na Missa.


Muitos deles postularam nada menos do que a entrega do Santíssimo Sacramento à profanação, pela sua distribuição àqueles em situação matrimonial escandalosa: os “divorciados recasados” e outros estados pecaminosos vituperados pela Escritura e pelo Magistério de dois mil anos da Igreja.


Entramos no centenário de Fátima. Não é bem verdade que os terríveis anúncios de Nossa Senhora para a humanidade pecadora, sensual e orgulhosa, não ficam inteiramente explicáveis e inevitáveis à luz dos fatos descritos?


É de se temer mais pelo Ocidente, onde os muçulmanos ainda não andam chacinando todo o mundo pelas ruas – embora já existam atentados espantosos –, do que pelos heroicos católicos resistentes no Oriente Médio. 


Estes últimos estão mais próximos da misericórdia divina, do amparo de Nossa Senhora e do próprio Céu, do que as línguas farisaicas de nossos países, igrejas e mídias.

Fonte: As cruzadas

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Resposta a comentário de leitor de Juazeiro do Norte - CE em artigo sobre retorno de ex "evangélico" à Igreja de Cristo

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!



Venho através desta breve postagem, responder a um leitor da cidade de Juazeiro do Norte, estado do Ceará, que nos deixou um comentário no artigo " Testemunho de ex "evangélico", agora católico...".


Aliás, antes de responder ao comentário do prezado leitor, gostaria de esclarecer algo sobre o artigo mencionado, artigo esse que é o mais acessado em nosso blog e o que recebe a maior quantidade de comentários. Pelos comentários recebidos, percebo tratar-se em sua maioria (e o mesmo certamente se dá com os acessos ao artigo) de protestantes indignados pelo fato de um "evangélico" ter se convertido ao catolicismo. Embora o artigo seja autoexplicativo, tais protestantes indignados trazem questionamentos os mais torpes sobre pontos exaustivamente refutados e, sem se dar conta, acabam confirmando algo demonstrado - inclusive - no próprio artigo ao qual comentaram. E o que demonstram?


1º - Que enquanto os "católicos" que se convertem às milhares de seitas protestantes jamais foram católicos (no sentido de conhecer a Fé católica), os protestantes convertidos ao Catolicismo assim o fizeram por serem convencidos através do uso da razão. Isso normalmente se dá após buscarem a verdade de boa fé (além de serem - obviamente - auxiliados pela Graça Divina).



2º - Que alguns protestantes permanecem no protestantismo por ignorância (dificuldade ou mesmo incapacidade de compreensão) enquanto outros assim o fazem simplesmente por se manterem nos mesmos pecados que deram origem ao protestantismo: o orgulho e a soberba.



Digo isso pelo seguinte fato: por volta de 70% dos comentários recebidos contrários ao artigo trazem questionamentos já respondidos assim como afirmações já refutadas no próprio artigo. Isso comprova que seus autores provavelmente não leram, e se leram, não entenderam (ou não quiseram entender) aquilo que o autor do artigo diz de forma bastante clara.



Portanto, aos leitores que pretendem continuar comentando aqui no blog, lhes deixo algumas considerações: este é um blog CATÓLICO, de alguém que já "navegou por outros mares" antes de haver encontrado a verdade, isto é, Jesus Cristo e sua única e verdadeira religião. Portanto, caso eu perceba no comentário recebido uma sincera discordância, fruto de ignorância ou mesmo de argumentos contrários mas que transpareça boa fé e busca pela verdade, me esforçarei para responder dentro de meu limitadíssimo tempo. Agora, para comentários soberbos - eivados de argumentos toscos e orgulho cego - cujo único objetivo é "demonstrar estar certo" e não buscar a verdade, estes eu simplesmente descartarei. Simples assim.



Tendo isso bem claro, creio poder prosseguir com o que realmente me motivou a escrever tal artigo: o comentário do leitor. Segue abaixo sua transcrição, tendo omitindo apenas o nome do leitor:



"nome do leitor - 21 de Janeiro de 2016 13:56 Parabéns a tudo que escreveu, não tem exageros, pois, sou evangélico a 3 anos, hoje estou com 41 anos, aceitei a Jesus para os evangélicos por conta de minha esposa que ha 10 anos professa essa fé. Temos 2 filhos e lutei muito pelo nosso casamento acabei sedendo e virei o evangélico, me sinto como um troféu na mão de nosso pastor, pois, morei com um tio que é padre ate os dias de hoje em juazeiro - CE, fui seminarista em Olinda onde morei com esse tio. Quero dizer a vocês que jamais perdi minha acescência de católico apostólico romano que sempre sou, tenho lido vários testemunhos de ex-evangélicos, tenho me aproximado de Maria mãe de Jesus e nossa mãe, que nunca esqueci e jamais desprezeis. Cada dia me convenço mais na nossa igreja, tenho rezado a Deus e a nossa Senhora do desterro que desterre esse fanatismo de minha esposa por esses pastores e essas igrejas evangélicas. Em nosso relacionamento sempre quem cedeu fui eu, abri mão de ser"



Caro irmão em Cristo Jesus, vosso comentário despertou em mim um misto de tristeza e alegria. Tristeza por vê-lo confessar vossa apostasia, ainda que seja por um motivo aparentemente justo ("agradar a esposa" e "preservar o casamento"). Alegria por vê-lo buscando manter um vínculo - ainda que apenas interior - com a real fonte das graças divinas: a Fé Católica. Meu caro, não sou sacerdote e por isso não posso me aventurar como "diretor espiritual" de ninguém, mas creio que como um irmão de Fé que vê seu irmão sofrer e que tem por obrigação de caridade cristã poder lhe aconselhar.

Embora seu relato demonstre que você é uma pessoa séria, temente a Deus e que preza o casamento e a família, saiba que antes de mais nada, sua preocupação deve ser primeiramente para com a sua própria salvação. Somente colocando-a em primeiro plano, poderá pensar na do próximo (sua esposa e filhos). Em relação à esposa, é bom e justo fazer concessões e ceder para agrada-la e manter a união no casamento. Isto, porém, não se aplica quando para preservar o bem-estar e a união se deva pecar, isto é, desobedecer e ofender a Deus. Ora, por melhores que sejam as intenções, nunca serão justificáveis se para alcança-las o cristão deva pecar. E abandonar a Fé verdadeira, nos separando voluntariamente da religião deixada por Jesus Cristo como seu Corpo no qual devemos ser membros para nos unirmos às seitas, isso é um pecado grave.

Sendo assim meu amigo, mesmo que seja com a melhor das intenções, você deve buscar antes agradar a Deus que à sua esposa:
   
"Importa obedecer antes a Deus do que aos homens." (Atos cap.5 vers. 29)

"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo." (Gálatas cap. 1 vers. 10)

Também eu passo por situação semelhante: minha esposa vem de família protestante (Assembleia de Deus) e, a princípio, tinha aversão à Religião Católica. Depois que me converti, venho travando uma dura batalha para trazê-la para a verdadeira Fé. É difícil, estamos dando um passo de cada vez, mas enquanto isso devemos (tanto eu quanto você) fazer aquilo que São Paulo Apóstolo, em sua primeira epístola aos Coríntios, nos ensina:

"...assim como a mulher que não tem a fé é santificada pelo marido que recebeu a fé" (1 Coríntios, cap. 7 vers. 14)

Portanto, meu amigo, retorne à Verdadeira Fé, e nela se mantenha firme, para que assim também possa santificar sua esposa.

Finalizo lhe deixando um link para que possa aprofundar vossos conhecimentos sobre a Fé Católica. Trata-se da sessão de cartas do site Montfort, cujo responsável era o saudoso professor Orlando Fedeli. Por meio de seu apostolado ele trouxe muitas pessoas para a verdadeira Fé, dentre as quais muitos protestantes (eu mesmo o tenho como um dos responsáveis por meu retorno à Igreja). Acessando o link abaixo, você pode escolher o assunto que quiser conhecer (há uma lista com diversos temas, localizada na lateral esquerda da página):


Me despeço lhe desejando um "bom mergulho" no mar de águas cristalinas que é a Fé Católica. Que você possa sair desse mergulho revigorado, e que Nosso Senhor Jesus Cristo possa recebe-lo de volta o quanto antes em sua verdadeira casa. Que Ele também lhe dê a graça de suportar as dificuldades que certamente virão e que a vossa fidelidade ao Senhor possa trazer também sua esposa para que se santifiquem mutuamente como ramos presos à Única Videira, o Corpo de Cristo, isto é, a Igreja Católica.

Que viva Cristo Rey!

José Santiago Lima

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

"UM JESUS TOLERANTE A TUDO NÃO É O VERDADEIRO JESUS"

Um verdadeiro perdão é algo muito diferente de um frágil "deixar correr"

 
"Uma concepção do "evangelho" onde não existe a gravidade da ira de Deus, nada tem a ver com o Evangelho Bíblico".

“Um Jesus, que esteja de acordo com tudo e com todos, um Jesus sem sua santa ira, sem a dureza da verdade e o amor verdadeiro, não é o verdadeiro Jesus, como nos mostra a Escritura, mas somente uma pobre caricatura".

“Um verdadeiro perdão é algo muito diferente de um frágil "deixar correr".


 Porta do Perdão, na Catedral de Sevilla


“O perdão é exigente e exige de ambos - tanto de quem o recebe quanto de quem o dá - uma postura que se refira à totalidade de seu ser. Um Jesus que tudo aprova é um Jesus sem a cruz, porque já não se faz necessária a dor da cruz para sanar o homem".


“E, com efeito, a cruz é cada vez mais excluída da teologia e cada vez mais falsamente interpretada como uma desgraça ou como um assunto puramente político".


“A cruz como expiação, como a "forma" do perdão e da salvação, não se ajusta a um determinado padrão do pensamento moderno".


“Somente quando se enxergue claramente o nexo entre a verdade e o amor, a cruz se fará compreensível em sua real profundidade teológica. O perdão está associado à verdade, e portanto requer a cruz do Filho, assim como exige nossa conversão. O perdão é, precisamente, a restauração da verdade, a renovação do ser e a superação da mentira escondida em cada pecado".


“O pecado é sempre, por sua própria essência, um abandono da verdade do próprio ser e por conseguinte, da verdade querida pelo Criador, Deus”.

Card. Joseph Ratzinger, “Guardare a Cristo”, p. 76, Jaca Book 1986

Fonte: Accion Familia
Tradução: Morro por Cristo

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

JOÃO PAULO II, O CATÓLICO E O ABORTO

Dentre a infinidade de confusões e polêmicas decorrentes da atual crise na Igreja (crise essa que vem se arrastando há 50 anos e que parece ter atingido seu ápice no presente momento) há a que se formou em torno do tema "aborto". Segundo alguns, o Papa Francisco teria mandado que se perdoassem as mulheres que cometeram aborto. Outros afirmam que ele mandou que se perdoe o aborto em si. Outros ainda, que ele não só quer que o aborto fosse perdoado como, mais do que isso, que ele "fosse autorizado pela Igreja".
 
Com esse brevíssimo artigo pretendemos EXTIRPAR qualquer dúvida que o católico possa ter em relação a esse tema.
 
1 - Vejamos o que diz a Sagrada Escritura:
 
"Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi: antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei" (Jr 1, 5).
 
"Vós conhecíeis já a minha alma e nada do meu ser Vos era oculto, quando secretamente era formado, modelado nas profundidades da terra" (Sl 139, 15).
 
Como vimos, justamente por a Igreja crer naquilo que está afirmado nas Sagradas Escrituras, isto é, que a pessoa humana é conhecida e escolhida pelo próprio Deus antes mesmo de ser formada no ventre materno (isso também por obra do próprio Deus), é que a Igreja desde os primeiros séculos se expressa contra esse crime infame hoje proposto como "direito" e sinônimo de "progresso":
 
"Não matarás o embrião por meio do aborto, nem farás que morra o recém-nascido" (Didaké 2, 2: SC 248, 148 (Funk 1, 8); cf. Epistola Pseudo Barnabae 19. 5: SC 172, 202 (Funk 1, 90); Epistola a Diogneto 5, 6: SC 33. 62 (Funk 1. 398): Tertuliano, Apologeticum, 9, 8: CCL 1, 103 (PL 1, 371-372).
 
 
 
O Catecismo da Igreja Católica assim expressa sobre esse pecado:
 
2270. A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida.
 
2271. A Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto directo, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral.
 
2272. A colaboração formal num aborto constitui falta grave. A Igreja pune com a pena canónica da excomunhão este delito contra a vida humana. «Quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito («effectu secuto») incorre em excomunhão latae sententiae (49), isto é, «pelo facto mesmo de se cometer o delito» (50) e nas condições previstas pelo Direito (50). A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade.
 
Como vimos, o aborto consiste falta grave e maliciosa, gravemente contrária à lei moral. O parágrafo acima (2272) serve para esclarecer outro engano:
 
2 - Teria o Papa Francisco permitido o aborto? NÃO! Isso seria impossível, levando-se em conta a própria definição deste pecado dada pela Sagrada Escritura, Tradição e Magistério da Igreja que acabamos de ver acima.
 
Teria então o Papa Francisco ao menos mandado perdoar as mulheres que cometeram este pecado? Ora, tratando a questão dessa forma seria o mesmo que dizer que, primeiro, a Igreja não perdoava esse pecado e que o "misericordioso" Papa Francisco acaba de mudar isso. Segundo, que essas mulheres estão perdoadas no sentido de que não se devem preocupar com os abortos por elas realizados, e mesmo com os que eventualmente ainda venham a realizar, pois "já estão perdoadas". Nada mais falso e enganador.
 
Mas então, o que é que resulta novo ou diferente com a atitude do Papa Francisco?
 
Primeiro, entendamos a doutrina Católica sobre o pecado e o perdão: para que uma pessoa possa ser perdoada de seus pecados, ela - antes de tudo - deve estar sincera e verdadeiramente arrependida de tê-los cometido. Aliado a esse arrependimento, a pessoa deve ter o firme propósito de não mais cometê-los. Só após isso é que a pessoa pode confessá-los a um sacerdote e assim ser deles absolvida. Tendo isso bem entendido, podemos agora compreender o que se deu com a atitude do Papa e, como disse anteriormente, o parágrafo 2272 do Catecismo pode nos ajudar, pois neste parágrafo vemos que aquele que realiza o aborto, incorre (automaticamente) em excomunhão, ou seja, torna-se excomungado pela Igreja. Uma pessoa que comete um aborto, ainda que se arrependa e busque um confessor, não pode ser simplesmente absolvida e readmitida à Comunhão Eucarística, isso só pode ser feito pelo Papa ou um clérigo que tenha dele recebido esse poder. Geralmente, isso já é concedido ao ordinário, isto é, ao Bispo do local onde vive a pessoa que busca a Comunhão com a Igreja. Em outras palavras, a pessoa que abortou e que, verdadeiramente arrependida, busca voltar à comunhão com a Igreja, deve procurar o Bispo para que isso ocorra. Note-se aí a gravidade de tal pecado.
 
O que fez o Papa Francisco foi, durante o ano da Misericórdia, estender esse poder a todo e qualquer sacerdote, de modo que a mulher verdadeiramente arrependida possa obter a absolvição e reintegração à Comunhão com a Igreja diretamente com o sacerdote que a confessar, sem necessidade de recorrer ao Bispo.
 
3 - E que tem a ver o nome do Papa João Paulo II, presente no título desta postagem, com o assunto aqui tratado (aborto)? Bem, diante de todos os ataques sofridos pela Fé Católica, diante de todas as tentativas de mudar sua Doutrina bimilenar, alguns inclusive acreditando ter "chegado a hora" de que essas mudanças ocorram, resolvemos ao invés de trazer uma citação de muitos séculos e que evidenciaria um "possível distanciamento" da Doutrina do passado com a "de hoje", trazer uma citação deste Papa de nossos tempos, cujo conteúdo que deve servir para esclarecer o católico atual qual a posição da Igreja em relação ao pecado do aborto:
 
"com a autoridade que Cristo conferiu a Pedro e a seus sucessores, em comunhão com todos os Bispos - que de várias e repetidas formas condenaram o aborto e que..., apesar de dispersos pelo mundo, afirmaram unânime consenso sobre esta doutrina -, declaro que o aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, constitui sempre uma desordem moral grave, enquanto morte deliberada de um ser humano inocente. Tal doutrina se funda sobre a lei natural e sobre a palavra de Deus escrita, é transmitida pela Tradição da Igreja e ensinada pelo Magistério ordinário e universal. Nenhuma circunstância, nenhum fim, nenhuma lei no mundo poderá tornar lícito um ato que é intrinsecamente ilícito, porque contrário à Lei de Deus, inscrita no coração de cada homem, reconhecível pela própria razão, e proclamada pela Igreja" (João Paulo II, Evangelium Vitae, 62)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"PADRE COM SOGRA?" Reflexão contra os promotores do fim do celibato sacerdotal

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
Dom Claudio Hummes e "Lula"
Nos dias atuais, onde a Igreja se vê submersa naquela que pode ser considerada a sua pior crise em dois mil anos, não faltam aqueles que vislumbram uma oportunidade para atacar ainda mais todo o edifício da Fé Católica, seja em seus dogmas como também em suas práticas, costumes e tradições.
 
Depois dos dias sombrios do chamado "Sínodo da Família" em que se lançaram para discussão pontos básicos e até então intocáveis da Doutrina Católica, eis que agora trazem à tona novamente o tema do celibato sacerdotal. Seu proponente: ninguém menos que um CARDEAL brasileiro: o Arcebispo emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes.
 
Chegaram ao nosso blog alguns questionamentos sobre o quê se pensar sobre tal proposta, uma vez que não se trata propriamente de um Dogma de Fé, mas sim de uma disciplina da Igreja. Melhor do que tentar eu mesmo responde-los, é reproduzir uma resposta escrita pelo saudoso Professor Orlando Fedeli* a um sacerdote que lhe fez o mesmo questionamento.
 
Viva Cristo Rey!
 
José Santiago Lima 
 
*                        *                        *                        *                        *                        *                        * 
 
Faltam padres?
 
“Hoje, querem que os padres se casem;
 
mas que os casados tenham o direito de se divorciar;
 
que os noivos se juntem, sem casar na Igreja;
 
mas que os homossexuais se casem na Igreja.
 
NA REALIDADE, SE QUER SÓ VIOLAR A LEI DE DEUS E PROFANAR OS SACRAMENTOS
 
Quem será que dirige essa campanha contra a Igreja, contra Deus e sua santa lei?
 
Não tendo conseguido abolir o celibato, mas insistindo na propaganda da igualdade entre sacerdote e leigo – o que nega o Sacramento da Ordem e destrói a Hierarquia eclesiática — os modernistas fizeram difundir a distribuição da comunhão por leigos e leigas.
 
Introduziu-se e entronizou-se o abuso dos Ministros Extraordinários da Eucaristia. Título que o Papa João Paulo II acaba de abolir em boa hora.
 
No projeto original do Decreto Redemptionis Sacramentum, esse abuso era completamente abolido e proscrito.
 
Conta-se que foi a intervenção do Cardeal Kasper*, — modernista, portanto herege, pois ele nega que Cristo ressuscitou ou que fez milagres —  e de seus seguidores modernistas, que exigiu e conseguiu a manutenção dos Ministros Extraordinários da Eucaristia com outro nome: o de Ministro Extraordinários da Comunhão.
 
Evitou-se o erro doutrinário maior, graças a Deus, mas se manteve o abuso prático de igualar as mãos de um leigo às mãos consagradas de um sacerdote.
 
Claro que a desculpa é a falta de sacerdotes para atender às numerosíssimas comunhões atuais.
 
Hoje, pouca gente vai à Missa.
 
Mas todo o mundo que vai a Missa, comunga.
 
Isso, de si, seria muito bom.
 
O problema é que quase todo o mundo comunga sem se confessar, sem estar em jejum eucarístico, em muitos casos sem saber sequer a Quem se recebe na hóstia consagrada.
 
Nas igrejas, quase ninguém se confessa.
 
O Papa mandou recolocar os confessionários.
 
Pouquíssimos padres o obedeceram.
 
Cada um faz o que quer.
 
Ninguém obedece ao Papa, pois se acredita na igualdade.
 
Quando falei com um padre, numa cidadezinha do interior paulista, de que o Papa mandara repor os confessionários, e proibir a absolvição coletiva — “comunitária” — o padre me respondeu que quem mandava na Igreja, no Brasil, era a CNBB, e não o Papa. Disse eu a ele que a Igreja era monárquica, e que Papa era a suprema autoridade da Igreja. Ele me contestou que a Igreja não era monárquica coisa nenhuma.
 
Para esse Padre, a Igreja seria democrática. O Papa não precisava ser obedecido. Mas, ái de quem não acatasse o seu palpite!
 
Ái de quem desobedeça à CNBB, que não recebeu as chaves do Reino dos Céus!
 
Em nome da democracia, se desobedece rotundamente ao Papa, mas se impõe a tirania de um simples padre, ou da quase anônima CNBB (quando não se impõe a ditadura de uma senhora “gerente de paróquia!”)
 
A prova mais flagrante da desobediência total ao Papa se vê, hoje, na absoluta indiferença dos Bispos e dos Padres em não acatar, em não dar a mínima importância ao que o Papa João Paulo II decretou na Redemptionis Sacramentum.
 
As escandalosas Show-Missas foram condenadas e proibidas, mas continuam por toda a parte, no Brasil, e no mundo.
 
Vivemos num clima de Cisma Silencioso, pois que — perdoe-me a expressão vulgar – ninguém praticamente “dá a menor bola” ao que o Papa manda.
 
Cisma Silencioso, sim.
 
Silencioso, porque ninguém proclama que se deva desobedecer ao Papa.
 
Cisma, sim, porque, na prática, não se obedece em nada ao Papa, e se vive como se ele não existisse, ou como se seus decretos não precisassem ser obedecidos.
 
Claro, dir-me-á você, os Ministros Extraordinários da Comunhão — nome que não foi dado por mim. Bem longe disso. — seriam necessários, porque há falta de sacerdotes.
 
Os vigários estão muito ocupados…
 
Mas, tempo para assistir a novela das oito, eles o têm.
 
Tempo para ir à praia, muitos o têm.
 
Numa cidade de Minas, contaram-me, que alguns padres, às vésperas do carnaval, avisaram o povo de que, durante o tempo da fuzarca, a igreja estaria fechada, porque eles iam aos bailes de Poços de Caldas, que eram mais animados.
 
E os doentes nos hospitais?
 
Poucos hospitais vêem algum padre
 
E o ensino de religião nas escolas estaduais?
 
Não existe.
 
Praticamente não existem aulas de Catecismo nem em numerosíssimas paróquias. E como existir catecismo paroquial, se se nega qualquer valor à doutrina?
 
Um padre de São Paulo contou-me que há padres, aqui, que nem sabem a fórmula da absolvição sacramental, e que se não tiverem o folhetinho de Missa — esses horrendos folhetinhos dominicais — eles não sabem rezar a Missa.
 
Dei aula quase por 40 anos em Colégios estaduais. Só duas vezes vi padres irem dar aulas de religião.
Antes não tivessem ido.
 
Graças a Deus, as deram bem poucas.
 
Desistiram rapidamente de suas aulas falsamente joviais, cheias de gírias, de piadinhas repetidas, velhas e sem graça, de suas aulas sem Deus e sem Fé.
 
Um desses padres projetava slides pornográficos, à guisa de educação sexual, para os alunos…
 
Esse pobre padre acabou fugindo com uma moçoila de sua paróquia. O que não o impediu de — depois que retornou da …”lua de mel” — continuar a ser Ministro da Eucaristia, aos domingos, em sua ex paróquia, apesar de estar amasiado e de ter largado a batina.
 
O segundo padre que deu — uma ou duas — aulas de religião, logo desapareceu. Não sem antes aconselhar mal, num caso de roubo.
 
Os padres não têm tempo…
 
Os padres são poucos…
 
Os padres santos é que são poucos!
 
Infelizmente, bem poucos.
 
Anchieta e Nóbrega eram poucos, para tantos índios, numa terra imensa. Mas Anchieta os converteu.
E ainda teve tempo de escrever autos para os índios representarem; teve tempo de organizar a luta contra os protestantes que haviam invadido o Rio de Janeiro; teve tempo de escrever uma Gramática da Língua Tupi; teve tempo, quando era refém dos tamoios, de escrever um Poema à Virgem Maria!
 
E note que Anchieta não ia de avião de Santos a São Paulo, de São Paulo ao Rio, e ao Espírito Santo. Ia a pé. Ele que tinha uma grave torção na coluna vertebral. Nem INSS ele tinha. Ia a pé, no meio das matas, das feras e dos antropófagos…
 
Anchieta era um só, aqui, no sul.
 
Mas fazia milagres.
 
Havia falta de padres, também no Brasil, daquele tempo.
 
Mas Anchieta era um padre santo.
 
O que nos falta são padres santos, e não simplesmente padres.
 
O diabo declarou que se houvesse dois padres como São João Maria Vianney, no século XIX, o reino dele estaria perdido.
 
Por isso, São João Maria Vianney foi posto, pela Igreja, como modelo dos sacerdotes…
 
Quem o imita?
 
São João Maria Vianney confessava o povo até durante 20 horas por dia. No confessionário.
 
Quem o imita?
 
São João Maria Vianney comia 3 batatas a cada 15 dias.
 
Quem o imita?
 
São João Maria Vianney se flagelava até o sangue.
 
Quem o imita?
 
Realmente, hoje, faltam padres.
 
Desgraçadamente, nos faltam padres.
 
Padres como Anchieta, como São João Bosco, e como São João Maria Vianney.
 
Hoje, infelizmente, temos padres conhecidos por nomes em diminutivo (padres em diminutivo).
 
Padres que em vez de carregarem a cruz de Cristo, portam a tiracolo, — E na igreja! E na Missa!! — uma guitarra. E cantam cançõezinhas ridículas e profanas. E ainda se julgam artistas!!!
 
Desgraçadamente.
 
Hoje temos padres que gostam de estar sob os holofotes e câmeras de TV…
 
Faltam padres.
 
De fato, faltam padres de verdade.
 
Não que esses padres em diminutivo, de bermudas e de guitarra a tiracolo, e mascando chicletes, não sejam padres realmente ordenados. A desgraça é que eles são padres mesmo.
 
Mas não são santos.
 
Nem sequer piedosos.
 
Você me diz que coordena “a formação para Ministros em toda a minha diocese (Londrina)fazendo parte da coordenação Arquidiocesana dos Ministros da Eucaristia”.
 
Acredito em sua boa intenção, e lhe desejo graças de Deus, em seu esforço.
 
Mas, peço-lhe que note quantas equipes, coordenadorias, comissões, conferências, planos, pastorais, projetos, reuniões do Regional do Leste 2, do Norte 3, quantas animações, TVs, quanta burocracia, quanta papelada, quanta verborréia, quantos manifestos longos, chatos e indigestos, escritos em eclesialês, editados pelas Vozes, Paulinas, Paulus etc, há, por aí, com resultado menos que nulos, mas negativos.
 
Quem se lembra da Campanha da Fraternidade de 1998 ou de não sei quanto?
 
E que significa para Deus, a Campanha da Fraternidade pelas Águas ?
 
Nada.
 
Que significa ela, para o povo?
 
Nada.
 
Amanhã, ela estará esquecida.
 
Meu caro, as águas passam e as Campanhas da Fraternidade passam e são esquecidas mais depressa que as águas e que as brisas, que não deixam rastro.
 
Tudo isso se esvai como fumo.
 
Para quê, então, Ministros Extraordinários da Comunhão ?
 
Para o padre ficar sentado, enquanto leigos e moçoilas distribuem a hóstia consagrada?
 
Para que uma “gerente da paróquia” ler a Epístola de São Paulo aos Gálatas?
 
Para o padre ficar sentado, assistindo, enquanto propicia um momento de vaidade a uma paroquiana que mal sabe ler, e que julga compreender a teologia paulina, que o própio Padre não entende, porque nunca a estudou, no seminário?
 
E lá vai a “gerente da paróquia”, ufana, proclamando:
 
“Epístola de São Paulo aos Gálatas! Irmãos, …”
 
Enquanto os Gálatas, no céu, clamam a Deus por vingança:
 
Amen! Amen! Veni, domine!
 
Para que falar em “realidade da comunidade” se uma paróquia não é, e nem nunca foi, e nem pode ser uma “comunidade”, em sentido próprio?
 
Comunidade existe num convento, ou num mosteiro, onde haja voto de pobreza.
 
Estarei enganado?
 
Nos conventos e mosteiros, não existe mais o voto de pobreza?
 
Numa paróquia não há voto de pobreza. Numa paróquia as coisas não são postas em comum, graças a Deus, e nem devem ser postas em comum.
 
Há um abuso, hoje, da palavra comunidade, e, quando se abusam das palavras, elas se vingam de nós com a realidade.
 
Precisamos de padres realmente dedicados, sacrificados. Como Nosso Senhor.
 
Ele não organizou nenhuma Regional do Leste 2, nenhuma Comissão para a Conversão dos Gentios.
 
Quando Ele foi levantado, atraiu tudo a Si.
 
Jamais os santos se preocuparam com planos e burocracias, como se a vida da Igreja fosse possível de ser planificada como um programa de governo, ou a produção de uma fábrica.
 
Claro que a ação dos santos seguia um plano racional, mas o fundamental não são os planos — muito naturalistas — mas a graça sobrenatural, a oração.
 
Faltam padres, sim.
 
Faltam padres de Fé e de oração.
 
Faltam padres que saibam que 12 Apóstolos conquistaram o mundo. Com Fé, oração e o sangue do martírio.
 
Faltam santos.
 
Faltam mártires.
 
Que Deus o faça um deles.
 
 
 
In Corde Jesu, semper,
 
Orlando Fedeli


*                        *                        *                        *                        *                        *                        * 

Notas do Blog Morro por Cristo
 
*Orlando Fedeli foi o fundador e presidente da Associação Cultural Montfort, entidade composta por leigos católicos. O principal apostolado realizado pelo Prof.º Fedeli era promover cursos e palestras Brasil (e mundo) afora, além de manter um site de apologética (defesa da Fé) onde se dedicava a escrever artigos e responder a cartas contendo dúvidas ou desafios de leitores. Embora não o tenha conhecido pessoalmente - apenas estive próximo a ele por duas vezes em Missas Tridentinas celebradas no Mosteiro de São Bento em São Paulo - lhe serei eternamente grato por ter contribuído para a minha conversão à verdadeira Fé. Essa contribuição se deu através da leitura de seus artigos, cartas e debates onde defendia a Religião Católica com paixão e maestria. Através de seus escritos pude conhecer o verdadeiro catolicismo, ao passo que a obra do professor Fedeli também tinha a característica de desmascarar e denunciar as "caricaturas" e "simulacros" que se nos apresentam como católicas.
Descanse em Paz caro professor. Requiem aeternam dona ei domine
 
 
 
*Cardeal Walter Kasper, o mesmo cardeal que propôs durante o consistório realizado em fevereiro de 2014 a comunhão aos "recasados" ou "casais em segunda união" (divorciados), o mesmo que trouxe escândalo ao propor no último Sínodo a discussão e aceitação de temas até então já definidos pelo Magistério da Igreja, o mesmo acusado de diversas heresias (negação da Ressureição de Cristo, da existência do inferno, etc.).