"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

40 anos de rebelião: Aniversário da "TEOLOGIA" DA LIBERTAÇÃO

Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu assistência perpétua à Sua Santa Igreja. No entanto, em sua história de 2 mil anos a Igreja Católica sempre sofreu investidas por parte de seus inimigos, tanto investidas externas como internas, sendo essas últimas por parte daqueles que conseguiram nela se infiltrar buscando destruí-la de dentro para fora.
Nos últimos séculos, um dos maiores responsáveis por essa tentativa de destruição da Santa Igreja, sobretudo na América Latina, é a chamada "Teologia" da Libertação. Embora a Igreja de Cristo já a tenha condenado, muitos ainda a defendem, seja entre os leigos como também entre membros do clero.
Grande parte destes que a defendem não o fazem tendo consciência de estar andando em contramão do Ensino da Igreja,  mas sim devido à sua formação embebida dos escritos e ensinamentos desta condenada "teologia". Sabe-se que até hoje ainda se utilizam diversos textos e autores desta anti católica teologia na formação sacerdotal oferecida em muitos seminários brasileiros.
Abaixo reproduzo um texto do Professor Felipe Aquino, texto este que além de comentar sobre os 40 anos deste movimento que - graças a Deus - vem dando lugar ao retorno do verdadeiro catolicismo em terras brasileiras também demonstra, de maneira clara e objetiva, alguns dos diversos erros propagados por tal movimento ideológico.
Aproveitamos para desejar a todos os católicos que, neste Ano da Fé proclamado pelo Santo Padre Bento XVI, busquemos aprender mais sobre o que a Santa Igreja de Deus nos quer ensinar, deixando de lado nossos caprichos, opiniões pessoais ou de "gurus iluminados" e passemos a ser mais fiéis ao Santo Padre e aos ensinamentos da Esposa de Cristo, Una, Santa, Católica e Apostólica.

¡Viva Cristo Rey!
 
*     *     *     *     *
 
 

Leonardo Boff, escreveu um artigo publicado na internet falando dos 40 anos da TL de cunho marxista, com orgulho e satisfação, mesmo com as reincidentes condenações da mesma pelos papas João Paulo II e Bento XVI.

Leonardo (Genésio) Boff
O teólogo da TL fala com euforia que entre os dias 7-10 de outubro aconteceu em São Leopoldo, RS, junto ao Instituto Humanitas, da Unisinos dos Jesuitas - infelizmente dominado pela TL - , a celebração dos 40 anos do surgimento da Teologia da Libertação, onde estiveram os principais representantes da América Latina, seu primeiro formulador, o peruano Gustavo Gutiérrez, Hugo Assman (Bolívia), Juan Luiz Segundo (Uruguai) e outros.

Em 1971 Boff teve seu livro "Jesus Cristo Libertador" condenado pela Congregação da Fé do Vaticano. Intimado a modificar as heresias que apareciam no livro, sobre Jesus, não aceitou mudar nada; acabou sendo punido em 1984 com "silencio obsequioso" e proibido de ensinar como teólogo católico. Tinha escrito um livro, "Igreja carisma e poder", que muda todas as bases da Igreja conforme Jesus a instituiu, e relativiza os dogmas, a hierarquia sagrada, etc. Uma lástima!

Mas como acontece com os hereges recalcitrantes, não mudou em nada e acabou deixando o ministério sacerdotal. Uma pena, pois é um homem inteligente e bom escritor; mas, infelizmente orgulhoso e desobediente à Igreja que o formou e nele investiu tantos anos e tantos recursos. Infelizmente Boff assumiu a direção da Editora Vozes e a destruiu como editora católica.

Há muitos anos essa triste teologia da libertação, hoje anêmica e se apagando cada vez mais, quis criar um novo Cristianismo, revirou a fé no avesso, fez uma releitura política e esvaziante do Evangelho e espalhou o joio no meio do trigo. Como disse Clodovis Boff, fracassou porque "colocou o pobre no lugar de Jesus Cristo" na teologia. O irmão de Leonardo, embora tardiamente, identificou o veneno na raiz da TL.

Em 1984 o cardeal Ratzinger, hoje Bento XVI escreveu o célebre artigo que foi publicado também no livro de entrevista que deu a Vitório Messsori "A fé em crise?"; o artigo foi: "Eu vos explico o que é a teologia da libertação", nele o Papa desvenda, magistralmente, toda a sutileza, erros e o perigo da TL. Entre as afirmações, o então Cardeal Prefeito diz: "A gravidade da teologia da libertação não é avaliada de modo suficiente; não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente; é a subversão radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela".

"A teologia da libertação é uma nova versão do Cristianismo, segundo o racionalismo do teólogo protestante Rudolf Bultmann, e do marxismo, usando "a seu modo", uma linguagem teológica e até dogmática, pertencente ao patrimônio da Igreja, revestindo-se até de uma certa mística, para disfarçar os seus erros". "Com a análise do fenômeno da teologia da libertação torna-se manifesto um perigo fundamental para a fé da Igreja. Sem dúvida, é preciso ter presente que um erro não pode existir se não contém um núcleo de verdade. De fato, um erro é tanto mais perigoso quanto maior for a proporção do núcleo de verdade assumida".

"Essa teologia não pretende constituir-se como um novo tratado teológico ao lado dos outros já existentes; não pretende, por exemplo, elaborar novos aspectos da ética social da Igreja. Ela se concebe, antes, como uma nova hermenêutica da fé cristã, quer dizer, como nova forma de compreensão do Cristianismo na sua totalidade. Por isso mesmo muda todas as formas da vida eclesial; a constituição eclesiástica, a Liturgia, a catequese, as opções morais..."

"A teologia da libertação pretende dar nova interpretação global do Cristianismo; explica o Cristianismo como uma práxis de libertação e pretende constituir-se, ela mesma, um guia para tal práxis. Mas, assim como, segundo essa teologia, toda realidade é política, também a libertação é um conceito político e o guia rumo à libertação deve ser um guia para a ação política".

Mais uma vez, em 2010, o Papa Bento XVI advertiu sobre os perigos da teologia marxista da libertação e pediu aos bispos e aos fiéis a superarem suas graves consequências. Falando aos Bispos do Brasil da região Sul 3 e Sul 4 em visita ad limina, o Santo Padre disse: "Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas sequelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.

Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que "a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente" (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55)".

Apesar de tudo isso Boff e seus asseclas insistem no erro, fazem-se surdos ao Vigário de Cristo na terra e continuam a disseminar o joio no meio do trigo. Por fim, como toda heresia que já houve na história da Igreja, será vencida, mas como sempre, deixando um rastro de erros, divisão e enfraquecimento da Igreja. Sem obediência não há humildade, sem humildade não há santidade, sem santidade não há salvação.


Prof. Felipe Aquino

Título Original: Quarenta anos de Teologia da Libertação e desobediência

domingo, 28 de outubro de 2012

SÃO RODRIGO AGUILAR ALEMÁN, mártir Cristero

HOJE É DIA DE SÃO RODRIGO AGUILAR ALEMÁN!

Fonte: Santoral Latino

Tradução e Organização: Morro por Cristo

Rodrigo Aguilar Alemán nasceu em 13 de março de 1875 em Sayula, estado de Jalisco (México). Filho de Buenaventura Aguilar e de Petra Alemán, foi batizado dois dias depois de nascido. Recebeu a confirmação na fé em 3 de abril de 1877 pelas mãos do Sr. Bispo Ignacio Montes de Oca; seu padrinho foi Florentino López.

Rodrigo foi o primogênito de doze irmãos; ainda menino, ingressou em 1888 no Seminário Auxiliar de Zapotlán o Grande, hoje Cidade Guzmán, Jalisco, onde se destacou por seu aproveitamento, talento e aplicação. Na poesia mostrava ter grande talento literário.
 
Seus escritos eram publicados nos jornais de Cidade Guzmán e traziam como temas principais o Santíssimo Sacramento, a Santíssima Virgem, a cultura cristã e o sacerdócio além de acontecimentos paroquiais.
Recebeu o diaconato no dia 1 de janeiro de 1903, no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, em Guadalajara. Foi ordenado sacerdote em 4 de janeiro de 1905 pela imposição das mãos do Arcebispo de Guadalajara, Dom José de Jesús Ortiz. Desempenhou diferentes ministérios, sendo seu primeiro cargo o de Vigário de São Pedro Analco, estado de Jalisco. Na paróquia de La Yesca, Nayarit, empreendeu missões entre índios huicholes e batizou a muitos, dentre os quais alguns anciãos de mais de 100 anos que jamais haviam ouvido falar de Jesus.

Foi designado para diferentes paróquias e seu bom caráter o ajudou a fazer muitos amigos. Em 1909 exerceu seu ministário sacerdotal em Lagos de Moreno, Jalisco; logo depois foi designado capelão da fazenda Las Margaritas, da paróquia de Atotonilco o Alto, Jalisco, onde esteve por 4 anos; também foi capelão das fazendas Palomar e Vizcarra, de Cocula, Jalisco,  região famosa por suas criações de gado, permanecendo alí outros quatro anos. Tempos depois foi enviado a Sayula, Jalisco, como Vigário Cooperador por mais 4 anos e teve sob sua responsabilidade o apostolado da oração.

Após este período passou a residir em Zapotiltic, Jalisco, como Vigário Cooperador mas devido à morte do Reverendo Padre Pomposo M. Carrillo, foi nomeado pároco em 14 de julho de 1923. Alí formou círculos de estudo e revigorou os já fundados.

Peregrinou à Terra Santa e valendo-se de suas experiências e  impressões escreveu um piedoso livro intitulado:
"Minha viagem a Jerusalem"; revelou que alí, no lugar onde segundo a tradição o "Verbo se fez Carne"
, pediu como se estivesse a pedir uma graça, a graça do martírio.
Escreveu várias poesias a Jesus Crucificado:

"Observe alí: pendendo do madeiro
sobre o cume da tremenda Gólgota:
banhado em meio ao vermelho sangue que destila
todo seu corpo pelas veias rompidas".
"Pomba solitária que suspiras
da Gólgota no cume tenebroso,
em meio ao horror e ao espanto,
que a natureza tremebunda
oferece ao vosso olhar vigoroso;
inundada num mar de disabores
e num oceano imenso de tristeza
".
 
Alí contemplou no berço do Divino Menino, o descanso para a alma e o verdadeiro Pão que nunca falta: o Pão Eucarístico anunciado inclusive pelo nome da cidade que O viu nascer: Beth-lehem, "a casa do pão". Deus se esconde neste menino; a divindade se oculta no Pão da vida.

Em 20 de março de 1925 foi designado pároco interino de União de Tula, Jalisco e também neste lugar orou por diversas vezes pedindo essa mesma graça, inclusive pedindo a seus conhecidos que incluíssem em suas orações essa sua intenção.
Implorava, com todo seu coração:


"Senhor, dai-nos a graça de padecer por Teu nome, de selar nossa fé com nosso sangue e coroar nosso sacerdócio com o martírio. "Fiat voluntas tua!" (Que se faça a Vossa vontade!).

Em União de Tula, Padre Aguilar conquistou a simpatia e o respeito de todos os que o conheceram. Paciente e caritativo para com o próximo, preocupava-se em instruir e catequizar seus fiéis, fundando diversas associações de leigos. Celebrava a Santa Missa com fervor e devoção; seu grande amor à Eucaristía lhe fazia visitar com frequência o Santíssimo; sua meditação também era feita diante do Sacrário e em tempos de plena perseguição continuava fazendo fielmente uma hora de adoração ao Santíssimo, das 10h00 as 11h00 da noite. Rezava seu breviário diariamente com recolhimento e devoção, assim como o Santo Rosário para honrar à Santíssima Virgem.
Confiava na Virgem de Guadalupe, de quem era grande devoto:
"Tudo devo à Santíssima Virgem de Guadalupe, a quem num feliz dia tive a graça de consagrar meu sacerdócio. Sob a luz de sua proteção concluí meus estudos, meu período no seminário, celebrei minha primeira Missa e fui a entregar-lhe meu coração no Monte Tepeyac".
 
Pouco tempo pôde estar à frente de sua paróquia. Após ser decretada a suspensão de culto público em agosto de 1926, o Padre Rodrigo Aguilar decidiu permanecer nos limítes de sua paróquia e em 12 de janeiro de 1927, a autoridade civil emitiu uma ordem de prisão contra ele, considerando delito o exercício de seu ministério.
Em 20 de janeiro teve que fugir de Unión de Tula, sendo abrigado num rancho próximo ao limíte municipal, onde passou a noite; porém a mesma pessoa que lhe havia dado abrigo o denunciou, tendo conseguido escapar somente até Ejutla, Jalisco, que pertencia à Diocese de Colima, chegando a este povoado em 26 de janeiro.


Ao ser decretada a suspensão do culto público, o Padre Rodrigo não abandonou seus fiéis e seguiu celebrando a Santa Missa às escondidas.
Numa ocasião, Guadalupe López Bernal que na época tinha apenas 13 anos, ia passando por uma escola que havia sido abandonada devido à mesma Revolução. Foi então que o Padre Aguilar lhe disse:


"Vem, vamos subir por uma das janelas que dá acesso à um dos salões";

Alí celebrou a Eucaristía com algumas pessoas que entraram no local da mesma forma.
Nesse dia e em alguns outros mais, ajudou o Padre Aguilar na Santa Missa pois o conhecia já que seu irmão Luis López era Sacristão, sendo que quando o visitava lhe servia como acólito.
López recorda um dos sermões que ouviu de Padre Aguilar, no qual lhes contou sobre sua viagem a Roma; desde então, passou a admirá-lo bastante, também porque era extremamente amável e excelente pregador.



Refugiou-se no Colégio de São Inácio, das religiosas Adoradoras de Jesus Sacramentado. Mesmo nos corredores do imóvel, sempre que podia celebrava a Santa Missa e administrava os sacramentos. Os fiéis de União de Tula continuavam a procurá-lo para que ele os atendesse em suas necessidades espirituais, renovando a cada semana a Reserva Eucarística, graças à valente cooperação de uma religiosa.
No ponto culminante da perseguição religiosa chegou a dizer:

"Os soldados podem nos tirar a vida, mas a fé? nunca!".
 
Na manhã de 27 de outubro de 1927, um agrupamento de aproximadamente seiscentos soldados do exército federal comandados pelo General Brigadier Juan B. Izaguirre, invadiu Ejutla. Os habitantes do povoado, deixando suas casas e suas posses, fugiram em grande parte para as montanhas escondendo-se em covas e cavernas. Vinham também as forças agraristas, entre as que militava Donato Aréchiga.
Conseguiram prender a muitos dos que fugiam e um grupo de soldados avançou diretamente ao convento das adoradoras, cuja madre superiora encontrava-se acamada, gravemente doente. Os sacerdotes Rodrigo Aguilar, Juan de la Mora e Emeterio Covarrubias, se dispuzeram a aplicar um exame de língua latina ao seminarista Jesús Garibay quando foram advertidos sobre a presença de soldados nas imediações do convento e por pouco conseguiram escapar.
O Padre Aguilar, no entanto, antes de fugir, entrou em seu quarto para buscar alguns documentos e se entreteve; destruiu os cadastros dos alunos do Seminario, gastando para isso minutos valiosos. O seminarista Garibay ficou esperando-o e ao perceber que os soldados começavam a atirar nos que fugiam, lhe pediu que se apressa-se.
O  estudante Rodrigo Ramos querendo ajudar o Padre Aguilar em sua tentativa de fuga, pois encontrava-se com os pés machucados não podendo correr nem saltar, tomou-o por um braço e o fez chegar ao estábulo, mas os soldados os encurralaram e ambos foram detidos. O Padre Rodrigo Aguilar, extenuado, disse a seu assistente:


"Chegou minha hora amigo, fuja!".
 
Os soldados, com linguajar grosseiro, perguntaram ao pároco quem era ele, ao que respondeu: "Sou sacerdote". Em meio à injúrias o prenderam. Na operação haviam sido capturados o seminarista Garibay e algumas religiosas. O Padre Aguilar ia sendo conduzido à um lugar diferente dos demais prisioneiros e presentindo seu destino, com ânimo sereno, despediu-se das religiosas dizendo-lhes:

"Nos veremos no Céu".
 
Do estábulo o levaram à casa da Ordem Terceira e às cinco da tarde foi conduzido ao Seminário e mantido no corredor com guardas que o vigiavam. As testemunhas oculares puderam presenciar a grande alegria manifestada pelo Padre Aguilar diante da proximidade de seu encontro com Deus. Seu semblante não manifestava angustia ou pavor, mas serenidade e paz.
Duas religiosas adoradoras acompanhadas de quatro soldados além do chefe dos agraristas puderam trocar algumas palavras com o réu. Os recebeu amávelmente, tranquilo e atento, não obstante o fato de encontrar-se em meio a uma turba maliciosa e feroz, que o ofendia e zombava. Às religiosas, Padre Rodrigo disse:


"Tenho fome, se possível, me tragam uns "taquitos" de feijão. As autoridades me estão exigindo documentos para comprovar minha inoscência por escrito, mas não os possuo".

Encarcerado, Padre Rodrigo passava o dia em oração.
O General quiz libertá-lo, porém Donato Aréchiga - o que liderava o contingente armado - odiava o pároco por este ter impedido um matrimônio irregular, obtendo a pena de morte para o Reverendo Padre  Rodrigo Aguilar.
À meia noite do dia 28 de outubre de 1928, festa de Cristo Rei, o Padre Aguilar foi levado à praça central de Ejutla; tranquilo, aproveitou para orar durante as horas em que aí se manteve. Em um galho de um robusto e imponente pé de manga, os soldados penduraram uma corda, corda essa que teve uma de suas extremidades segurada pelo Padre Aguilar, que a abençoou e em voz alta perdoou a seus algozes, presenteando com seu rosário que continha "terra santa" a um dos que iam executá-lo.
Após lhe colocar a corda em seu pescoço, um dos soldados, pensando colocar à prova sua fé e fortaleza, lhe gritou bem próximo a seu rosto:


"Quem vive?"… (Lhe haviam prometido que não o enforcariam caso gritasse: "Viva o Supremo Governo!").

"Cristo Rei e Santa Maria de Guadalupe!",
respondeu com firmeza o Padre Aguilar.
 
A corda foi puxada com força e a vítima foi suspensa no ar. Quando estava já a ponto de asfixiar-se, o desceram para que pudessem repetir-lhe a pergunta:

"Quem vive?".
Sua resposta foi a mesma:

"Cristo Rei e Santa Maria de Guadalupe!", respondeu sem titubear.

Pela terceira vez a cena se repetiu: novamente foi pendurado pelo pescoço e descido pelos soldados, que entre zombarias e provocações lhes perguntaram de novo:

"Quem vive?".

Com voz debilitada devido à garganta já ferida, arrastando as palavras, manteve a mesma resposta:

"Cristo Rei e Santa Maria de Guadalupe!", repitiu já agonizante.

Novamente erguido, o enforcamento lhe provocou a morte por asfixia, podendo então sua alma voar ao Céu.
Pé de manga onde ocorreu o martírio de São Rodrigo Aguilar Alemán, Jalisco - Mexico 
 
O corpo amanheceu pendurado no pé de manga situado na praça central do povoado. Foi executado sem que ocorresse qualquer proceso. Como permaneceu suspenso até o meio dia, muita gente pôde vê-lo. Trajava camiseta, calças e meias, porém sem sapatos além de trazer um sombrero de palha posto de lado. O nó da corta encontrava-se sobre sua nuca e o corpo quase tocava com os pés ao solo.
Aproximadamente às cinco da tarde,  alguns vizinhos, dentre eles os senhores Juan Ponce e Jesús Silvano García, após receberem autorização do Capitão Mata, retiraram o cadáver que se encontrava ainda pendurado. O sr. Jesús havia levado uma tábua sobre a qual puseram o corpo de São Rodrigo e para que não caísse, o amarraram à tábua com a mesma corda com que havia sido enforcado.
O transportaram ao Cemitério Municipal e o sepultaram superficialmente e sem caixão, colocando sobre seu corpo apenas a tábua em que o haviam transportado, tendo sobre seu túmulo apenas algumas pedras e flores.
O povoado de Ejutla havia se tornado praticamente deserto, uma vez que Izaguirre havia ameaçado incendiar o povoado por ser conhecido como refúgio de cristeros. Os soldados se dedicaram ao saque; do convento foram levados os ornamentos, a custódia e os vasos sagrados. Na praça queimaram imágens sagradas e assentos que tinham levado do convento.
Logo após sua morte o povo o reconheceu como um verdadeiro Mártir de Cristo. Cinco anos depois dos acontecimentos, os restos mortais do Padre Rodrigo Aguilar foram exumados para ser depositados no cruzeiro direito do Templo Paroquial de União de Tula, Jalisco.



Altar onde se encontram as relíquias de São Rodrigo Aguilar Alemán, Santuário do Sagrado Coração em Ejutla, estado de Jalisco
 
 
O Servo de Deus Rodrigo Aguilar Alemán foi beatificado pelo Papa João Paulo II na Festa de Cristo Rei, 22 de novembre de 1992, na Basílica de São Pedro em Roma, junto com seus 24 Companheiros Mártires Mexicanos.
O Beato Rodrigo Aguilar Alemán foi canonizado em 21 de maio de 2000, Ano Jubilar, pelo mesmo Papa João Paulo II. Nessa cerimônia, realizada na Praça de São Pedro e com a presença de milhares de mexicanos.

 
 
São Rodrigo Aguilar Alemán, rogai por nós!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

CRISTIADA - parte 5 - A Igreja e a Guerra


Fonte:ECWiki

Tradução: Morro por Cristo

Aprovações eclesiais quanto à luta armada

O Santo Padre Papa Pio XI
Antes de fazer a crônica desta guerra martirial, devemos nos deter a analizar com cuidado, por tratar-se de uma questão muito delicada: a atitude da hierarquia eclesiástica contemporânea diante dos cristeros. Prestemos atenção nas datas.
 
18 de outubro de 1926 - Em Roma Pio XI recebe uma Comissão de Bispos mexicanos, que lhe informa sobre a situação de perseguição e de resistência armada. Poucos dias depois, havendo proposto ao Cardeal Gasparri a questão de se os prelados poderiam dispor dos bens da Igreja para a defesa armada, responde que "ele, o secretário de Estado de Sua Santidada, se fosse Bispo mexicano, venderia suas jóias para o caso" (Ríus 138).
 

Pio XI e a Encíclica Iniquis afflictisque

 
18 de novembro de 1926 - Um mês depois o Papa publica sua encíclica Iniquis afflictisque, em que denuncia as perseguições sofridas pela Igreja no México:
"Já quase não sobra liberdade alguma à Igreja [no México], e o exercício do ministério sagrado se vê de tal maneira impedido que se castiga, como se fosse um delito capital, com penas severíssimas". O Papa louva com entusiasmo a Liga Nacional Defensora da Liberdade Religiosa, espalhada "por toda a República, onde seus sócios trabalham concordes e assiduamente, com a finalidade de organizar e instruir a todos os católicos, para opor aos adversários uma frente única e sólida". E comove-se diante do heroísmo dos católicos mexicanos: "Alguns destes adolescentes, destes jovens - como conter as lágrimas ao imaginá-lo - têm se lançado à morte, com o rosário em mãos, ao grito de ¡Viva Cristo Rey! Ininarável espectáculo que se oferece ao mundo, aos anjos e aos homens".

Membros da LNDR com faixas do Boicote à economia, uma das ações tomadas pelos católicos antes do levante armado 

30 de novembro de 1926 - Os dirigentes da Liga Nacional, antes de assumir a fundo a direção do movimento cristero, quiseram assegurar-se do apoio do Episcopado, e para isso, dirigiram aos Bispos um Documento em que solicitavam:
 
1- Uma ação negativa, que consista em não condenar o movimento.
2- Uma ação positiva que consista em: a) Sustentar a unidade de ação, pela conformidade de um mesmo plano e um mesmo líder. b) Formar a consciência coletiva, no sentido de que se trata de uma ação lícita, louvável, meritória, de legítima defesa armada. c) Habilitar canônicamente vigários castrenses (vigários gerais para os exércitos) d) Obrigar e patrocinar uma arrecadação em meio aos católicos ricos, para que forneçam fundos que se destinem à luta e que, ao menos uma vez na vida, compreendan a obrigação que têm de contribuir».
Em 30 de novembro os líderes da Liga são recebidos por Dom Ruiz y Flores e por Dom Díaz y Barreto. O primeiro lhes comunica jovialmente que, "como de costume, "se salieron con la suya""; ou seja, que tendo as propostas analisadas pelos Bispos reunidos na Comissão, "os diversos pontos do Documento haviam sido aprovados por unanimidade", menos os dois últimos, isso é, o dos vigários gerais e o dos ricos, não convenientes ou mesmo irrealizáveis.
 
15 de janeiro de 1927 - O Comitê Episcopal, respondendo à declarações incriminatórias do Chefe de Estado Maior de Calles, afirma que o Episcopado é alheio ao levante armado; porém, declara ao mesmo tempo "que há circunstâncias na vida dos povos em que é lícito aos cidadãos defender com armas os direitos legítimos que em vão procuraram defender por meios pacíficos"; e recorda todos os meios pacíficos empreendidos pelos Bispos e pelo povo, e desprezados pelo Governo. "Foi dessa forma que os prelados da hierarquia católica deram sua plena aprovação aos católicos mexicanos para que exercessem seu direito à defesa armada, no qual a Santa Sé previu que aconteceria, como único caminho que lhes sobrava para não ter que se sujeitar à tirania anti-religiosa" (Ríus 135).
 

Dom Pascual Díaz y Barreto
16 de janeiro de 1927 - No início de 1927, no entanto, chegam à Roma notícias da imprensa, em que se informa que Dom Pascual Díaz y Barreto, jesuita, bispo de Tabasco, que havia sido desterrado do México, em diversas declarações feitas no exílio se mostra reservado sobre os cristeros: "Como Bispo e como cidadão, Dom Díaz reprova a Revolução, independente de sua causa ou do que a motive" (Lpz. Beltrán 108).
Imediatamente, em 16 de janeiro, a Comissão de Bispos mexicanos envia uma dura carta a Dom Díaz y Barreto, então residente em Nova York, lamentando com profunda tristeza suas declarações públicas feitas "contra os generosos defensores da liberdade religiosa e algumas favoráveis ao perseguidor, Calles".
Os combatentes "dão o sangue e a vida para cumprir um santo dever, o de conquistar a liberdade da Igreja". Diante do grave e injusto abuso de poder, "existe o direito de resistir e de se defender, já que em vão  foram empregados todos os meios pacíficos possíveis, portanto é justo e devido recorrer à resistência e à defesa armada".
Pe. Arthur Vermeersch, sj
Os Bispos também recordam que "é nisso que crêem a maioria de nossos Irmãos [Bispos] do México", e também o "dos Padres da Companhia, não só no México, mas também na Europa e especialmente aqui em Roma". A propósito lhe citam as declarações feitas alguns dias antes (3-2-1927) pelo famoso moralista da Universidade Gregoriana, Padre Vermeersch, jesuita: "Agem mal aqueles que, pensando defender a doutrina cristã, desaprovam os movimentos armados dos católicos mexicanos. Para a defesa da moral cristã não é necessário recorrer a falsas doutrinas pacifistas. Os católicos mexicanos estão exercendo um direito e cumprindo um dever". Pouco depois chega um telegrama com a resposta de Dom Díaz y Barreto: "Autorizo honorável Comissão negar aquilo que se asegura dito por mim, contrário ao determinado todos nós, aprovado, Bendito Santa Sé. Autorizo honorável Comissão publicar este telegrama, se conveniente" (Lpz. Beltrán 109-110).
 
22 de fevereiro de 1927 - Em Roma, o presidente da Comissão de Bispos mexicanos declara à imprensa: "Os católicos agem bem ou mal pegando em armas? Até agora não haviamos querido falar, para não precipitar os acontecimentos. Mas uma vez que Calles mesmo empurra os cidadãos à defesa armada, devemos dizer: que os católicos do México, como todo ser humano, gozam em toda sua amplitude do direito natural e inalienável de legítima defesa" (107).
 
Alguns membros do Comitê Episcopal e da Liga Nacional de Defesa Religiosa
 
 
CONTINUA...
 
 
                       CRISTIADA - parte 2 - Continuam as perseguições à Igreja
                       CRISTIADA - parte 4 - Levantamentos dos Cristeros
 
 


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Quando a LITURGIA não agrada a DEUS...

Aproveitando o ANO DA FÉ proclamado pelo Santo Padre o Papa Bento XVI, postaremos uma série de artigos que esperamos - com o auxílio da graça divina - possam contribuir para o aumento da FÉ dos católicos que visitam este pequeno blog.
 
A restauração da Fé católica está, em grande parte, intimamente relacionada à restauração da LITURGIA, que atualmente se vê tão desconhecida, ignorada e muitas vezes vilipendiada tanto pelo povo como por aqueles que deveriam ser os primeiros a zelar por Ela. 
 
Esse triste fenômeno, embora mundial, encontra maior representação em nossa Terra de Santa Cruz, portanto, atendendo ao apelo do Santo Padre, de nossa parte iniciaremos ações que possam contribuir para a restauração da Fé em nosso país. Uma destas ações consiste em aprender mais sobre LITURGIA para que assim possamos abandonar erros e abusos litúrgicos, independente da condição em que nos encontramos, desde o último dos leigos até o mais célebre dos Bispos... a Liturgia é divina e nós, muito pequenos para nos crermos senhores d´Ela.

¡Viva Cristo Rey!
 
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RECUPERAR A LITURGIA É DEFENDER A FÉ CATÓLICA

 
Não é de hoje que querem destruir a Igreja de Cristo. Durante a sua história muitos inimigos surgiram e muitos foram derrotados, não por ela que é frágil, mas por Aquele que a sustenta. A Igreja é alicerçada em Jesus Cristo que prometeu que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra ela.
 
Infelizmente a cada investida dos que desejam destruir nossa fé, muitos católicos, sobretudo os menos preparados acabam ficando pelo caminho e perecendo em virtude das ciladas armadas para os amados de Deus.
 
O tempo passa e as armas mudam. Revestem-se de novas roupagens e continuam a nos atormentar. E nós católicos, precisamos aprender as táticas do inimigo para defender a Igreja de Cristo, a nós mesmos e aos irmãos menos fortalecidos na fé, afinal de contas não queremos perder nenhum dos nossos irmãos. A novidade dos tempos atuais é que não querem destruir a igreja de fora para dentro, mas de dentro para fora!
 
Hoje cedo, estava lendo uma postagem do ACI Digital onde o Subsecretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Mons. Juan Miguel Ferrer Grenesche, assinalou que:
 
“…existem alguns grupos que tentam destruir a Igreja porque a vêem como um obstáculo que lhes impede de dominar o mundo com legislações que “atentam contra os fundamentos mesmos da civilização”. (para ler a matéria completa clique aqui)
 
O que me chamou a atenção é que o Monsenhor Miguel Ferrer afirma nesta matéria que para que lutemos contra os inimigos modernos da nossa Igreja, é necessário que os sacerdotes tem a missão de ajudar seus fiéis a retomar a identidade católica que portamos, o desejo de conversão interior, a busca pela vocação e santidade e o desejo a missão. Em outras palavras ele está dizendo que a Igreja Católica precisa resgatar no católico o desejo de viver a fé católica a começar da nossa liturgia que ultimamente está sendo minada por dentro. Destruindo a liturgia, que é Divina, o resto vem…
 
De fato, cabe a todas as dioceses do Brasil e do mundo, investir na formação litúrgica dos seus sacerdotes e também dos fiéis que dela participam. É preciso resgatar a nossa liturgia que anda meio perdida em muitos lugares do nosso país. Infelizmente a
teologia marxista da libertaçãocausou estragos profundos na nossa liturgia que perduram até hoje. É triste participar de missas onde os próprios sacerdotes propõem aos fiéis abusos litúrgicos escabrosos. A liturgia pertence a Deus e não aos homens. Uma liturgia feita como se deve, sem invencionices advindas de leigos ou sacerdotes, além de bela, se constitui em um importante veículo de evangelização.
 
Para lutar contra o inimigo, precisamos formar e fortalecer o nosso exército. E não há alimento mais forte e mais poderoso do que a Santa Eucaristia. Ela é o Pão da Jornada.
Nada mais justo que no Ano da Fé, as dioceses e paróquias revejam a maneira com que estão vivendo a liturgia, abandonem os abusos litúrgicos, corrijam sacerdotes e leigos que participam da liturgia da forma errada e readquiram a normativa correta para celebrar bem a Santa Missa. Faz-se importante também, que nos seminários espalhados no Brasil, os reitores e professores acendam nos seminaristas o amor e o zelo pela Sagrada Liturgia, afinal como a
teologia marxista da libertaçãoé um movimento velho que está agonizando, convém investir na formação dos neo-sacerdotes no sentido de retirar das celebrações litúrgicas todos os abusos que a mesma causou. É bem verdade que outros movimentos católicos contribuíram e contribuem com os abusos litúrgicos nas nossas celebrações, mas a confusão começou mesmo foi na velha TL de Boff e Beto.
 
É justo recordar que durante séculos e mais séculos de história, a Igreja não tinha um veículo de comunicação e sua formação se dava na paróquia, na catequese e na liturgia. A eucaristia e a confissão sempre foram esteios para a fé católica e grandes armas na luta contra os inimigos da nossa Igreja. Portanto, precisamos zelar com afinco para que a Santa Igreja retome a liturgia como se deve. É missão minha, sua e de todos os católicos. Inclusive aqui no blog, estamos criando uma categoria para falar exclusivamente sobre liturgia (para ler os textos já publicados clique aqui).
 
Pax Domini
 
 
Nota do Blog: Embora este blog defenda a Liturgia Romana Tradicional (Forma Extraordinária), publicará artigos como este que auxiliam a correta celebração do Novus Ordu, que é a forma como em geral se celebra a Santa Missa em nosso país.

sábado, 13 de outubro de 2012

9 perguntas sobre o ANO DA FÉ

O Santo Padre, Papa Bento XVI inaugurou na última quinta-feira, dia 11 de outubro, o ANO DA FÉ.
Mas afinal, de que se trata? O que deseja o Santo Padre? O que se pode fazer?
Reproduzimos abaixo o pequeno artigo disposto em 9 perguntas que nos auxiliarão a compreender melhor essa iniciativa do Santo Padre. (os destaques são nossos)

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1. O que é o Ano da Fé?
O Ano da Fé "é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo" (Porta Fidei, 6).

2. Quando se inicia e quando termina?
Inicia-se a 11 de outubro de 2012 e terminará a 24 de novembro de 2013.

3. Por que nessas datas?
Em 11 de outubro coincidem dois aniversários: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de novembro, será a solenidade de Cristo Rei.

4. Por que é que o Papa convocou este ano?
"Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo". O objetivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo".

5. Quais meios assinalou o Santo Padre?
Como expos no Motu Proprio "Porta Fidei": Intensificar a celebração da fé na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da própria fé; e redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo.

6. Onde terá lugar?
Como disse Bento XVI, o alcance será universal. "Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo".

7. Onde encontrar indicações mais precisas?
Numa nota publicada pela Congregação para a doutrina da fé.

Aí se propõe, por exemplo:

- Encorajar as peregrinações dos fiéis à Sede de Pedro;
- Organizar peregrinações, celebrações e reuniões nos principais Santuários.
- Realizar simpósios, congressos e reuniões que favoreçam o conhecimento dos conteúdos da doutrina da Igreja Católica e mantenham aberto o diálogo entre fé e razão.
- Ler ou reler os principais documentos do Concílio Vaticano II.
- Acolher com maior atenção as homilias, catequeses, discursos e outras intervenções do Santo Padre.
- Promover transmissões televisivas ou radiofônicas, filmes e publicações, inclusive a nível popular, acessíveis a um público amplo, sobre o tema da fé.
- Dar a conhecer os santos de cada território, autênticos testemunhos de fé.
- Fomentar o apreço pelo patrimônio artístico religioso.
- Preparar e divulgar material de caráter apologético para ajudar os fiéis a resolver as suas dúvidas.
- Eventos catequéticos para jovens que transmitam a beleza da fé.
- Aproximar-se com maior fé e frequência do sacramento da Penitência.
- Usar nas escolas ou colégios o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
- Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difusão e venda.

8. Que documentos posso ler por agora?
- O motu proprio de Bento XVI "Porta Fidei"
- A nota com indicações pastorais para o Ano da Fé
- O Catecismo da Igreja Católica
- 40 resumos sobre a fé cristã



9. Onde posso obter mais informação?
Visite o site annusfidei.va



FONTE

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Agradar a DEUS e não aos HOMENS...

Estava me preparando para postar um outro artigo aqui no blog quando me deparei com a mais recente postagem do site Fratres in Unum. Trata-se da escandalosa participação do Padre Juarez de Castro no programa "Amor e Sexo" da tv Globo. Já havia ficado, digamos que "chateado" ao saber da participação do referido padre em tal programa, mas após ler a reportagem sobre sua participação não pude deixar de expressar minha indignação postando aqui o artigo mencionado, assim como pedindo aos leitores que após o lerem, atendam ao apelo do site também mandando mensagens a Sua Eminência Reverendíssima o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.
 
 
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Padre Juarez, da Arquidiocese de São Paulo, e as uniões homossexuais: “O último Código Canônico diz que a maior lei será sempre o amor”.

Pusilanimidade e bom-mocismo a serviço da destruição do ensinamento católico sobre a sexualidade humana
 
Padre Juarez de Castro no programa da Tv Globo
Na última quinta-feira, 4, o Padre Juarez de Castro, Secretário-Geral do Vicariato da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo (leia atualização abaixo), conhecido por suas participações em shows e programas, entre outros, da Rede Vida, TV Século XXI e Gazeta, participou do quadro “Vai ter que rebolar” do imoralíssimo programa “Amor e Sexo”, da Rede Globo. Em um dos quadros, um ator convidado, Alexandre Borges, após rodar uma roleta de opções (homossexual, transexual, travesti e etc.), teve que decidir como agiria nas situações propostas, sendo, em seguida, avaliado por quatro representantes de diferentes religiões (um monge budista, um babalorixá, um padre católico e um pastor protestante).
Ao comando da apresentadora, o ator encenou o papel de um homossexual “casado” com um homem há 12 anos, afastado da prática religiosa, mas que ainda conservaria a fé (sic) e que estava adotando um menino junto com seu parceiro. Ao chegar à idade de 6 anos, o menino indaga ao pai adotivo se “Papai do Céu aprovava que ele tivesse dois pais, e não um pai e uma mãe como todo mundo”, e recebe a seguinte explicação do personagem: “Eu falaria para ele que a realidade dele é essa — são dois homens, Deus aprovando ou não. E que ele tem muito amor, que é uma união de dois homens que se gostam, que se amam, e que era um sonho criá-lo, e que nunca se esqueça que esses dois homens fizeram o papel de pai e mãe, mãe e pai, cada um no seu instinto, cada um pedindo ajuda, pedindo conselhos, mas que a realidade dele é essa, independente de religião”.
Então, o tema foi comentado e debatido pelos quatro religiosos, que se posicionaram em relação ao tema de adoção de crianças por pares homossexuais dando nota máxima à resposta do ator.
Precedido do monge Lama Rinchen e do pastor Marcos Amaral, que comentou que “apesar dos nossos dogmas, a igreja não pode se fechar. Uma coisa é a nossa visão confessional e outra coisa é a nossa visão existencial. Não podemos demonizar pessoas”, Padre Juarez de Castro se pronunciou:
Acho muito importante o que o reverendo falou e eu vou reiterar aqui o seguinte: na verdade, a Igreja propõe e propõe a partir da Bíblia que seja um homem e uma mulher, mas há uma realidade. A atitude dele é de não ser hipócrita para o seu filho. Já tem que ser muito hipócrita para a sociedade, porque a sociedade exige que a pessoa finja. E lembrar o seguinte: apesar de todas as leis que existem, com o direito canônico, eu acho muito bonito, o último código canônico diz que a maior lei será sempre o amor. O amor que ele tem para passar para os seus filhos será sempre o mais importante, embora a Igreja, a minha Igreja, a sua igreja, algumas igrejas vão ver sempre o casamento entre um homem e uma mulher e uma família de um homem e uma mulher, isso não pode tirar de maneira alguma a possibilidade dessa criança, dessa família (sic) ser feliz. Seja o que ele fez, vai explicar para o filho e vai fazer com que esse filho cresça no mundo sem intolerância, cresça no mundo onde ele possa aceitar as diferenças e cresça no mundo principalmente sendo amado para que ele possa amar as pessoas.
Cremos que a própria participação de um sacerdote que se preze em um programa de TV dessa categoria já seria, em si, um escândalo para os fiéis e um aval à utilidade dos temas e abordagens que ali se apresentam. Porém, espezinhar a verdade ensinada pela Igreja Católica sobre a moral sexual, a castidade e o matrimônio, em nome do politicamente correto, do bom-mocismo e de uma falsa concepção do amor, no mínimo tem um nome: apostasia.
Reverendíssimo Padre Juarez de Castro, a Igreja Católica sempre nos ensinou que as relações homossexuais constituem pecado grave, e que este tem consequências eternas para a alma se não for devidamente repelido, em espírito de profundo arrependimento, antes da morte. Denunciar as uniões de pessoas do mesmo sexo por serem intrinsecamente desordenadas e, portanto, pecado grave, não significa hipocrisia, mas constitui, antes, o papel de um verdadeiro sacerdote, de um padre que quer cuidar da sua própria alma e das almas dos fiéis sob seus cuidados. A Fé Católica não se baseia “na realidade da sociedade”, mas sim nos mandamentos da Lei de Deus, expressos na Bíblia e na Tradição, e mais precisamente elucidados pelo Magistério da Igreja.
É oportuníssimo, pois, recordar o parecer, de 2003, da Congregação para a Doutrina da Fé, chefiada então pelo Cardeal Joseph Ratzinger:
É imperativo da consciência moral dar, em todas as ocasiões, testemunho da verdade moral integral, contra a qual se opõem tanto a aprovação das relações homossexuais como a injusta discriminação para com as pessoas homossexuais. São úteis, portanto, intervenções discretas e prudentes, cujo conteúdo poderia ser, por exemplo, o seguinte: desmascarar o uso instrumental ou ideológico que se possa fazer de dita tolerância; afirmar com clareza o carácter imoral desse tipo de união; advertir o Estado para a necessidade de conter o fenómeno dentro de limites que não ponham em perigo o tecido da moral pública e que, sobretudo, não exponham as jovens gerações a uma visão errada da sexualidade e do matrimónio, que os privaria das defesas necessárias e, ao mesmo tempo, contribuiria para difundir o próprio fenómeno. Àqueles que, em nome dessa tolerância, entendessem chegar à legitimação de específicos direitos para as pessoas homossexuais conviventes, há que lembrar que a tolerância do mal é muito diferente da aprovação ou legalização do mal. Em presença do reconhecimento legal das uniões homossexuais ou da equiparação legal das mesmas ao matrimónio, com acesso aos direitos próprios deste último, é um dever opor-se-lhe de modo claro e incisivo [...] Como a experiência confirma, a falta da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas no interior dessas uniões. Falta-lhes, de facto, a experiência da maternidade ou paternidade. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adopção significa, na realidade, praticar a violência sobre essas crianças, no sentido que se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes que não favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. Não há dúvida que uma tal prática seria gravemente imoral.
Por fim, fazemos um pedido a Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo: o senhor neste momento participa do Sínodo dos Bispos que pretende implementar a “Nova Evangelização” nos países outrora católicos. O dever primário dos bispos é vigiar a difusão da Fé e da Moral íntegras; quando estas são vilipendiadas por um sacerdote, particularmente quando todos o identificam como porta-voz (ao menos oficioso — leia atualização abaixo) da Arquidiocese de São Paulo, impõe-se ainda mais a necessidade de medidas sérias e urgentes. Os fiéis clamam, Eminência: faça algo, tome alguma providência!
A participação do Padre Juarez no programa pode ser vista aqui. Pedimos a nossos leitores que contatem, respeitosamente, Dom Odilo por e-mail ou Twitter.
[Atualização - 9 de outubro de 2012, às 17:05] Com a falta de informação segura acerca do cargo supostamente ocupado pelo Padre Juarez (em alguns lugares — aqui e aqui — há a informação de que ele ocupa o cargo de Secretário Geral do Vicariato da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, mas não no site oficial da Arquidiocese), decidimos excluir esta informação até que haja confirmação.
 
Fonte: Fratres in Unum

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Chico Xavier, O maior brasileiro de todos os tempos... Será???

Nessa semana, segundo o programa televisivo do SBT, foi escolhido o "maior brasileiro de todos os tempos". O nome do escolhido? CHICO XAVIER.
Para ser considerado como o maior cidadão desta Terra de Santa Cruz, outrora católica e, ainda de certa forma, cristã, é de se supor que a personalidade em questão seja no mínimo exemplar, um modelo a ser seguido.
Ao que tudo indica ou ao menos o que nos mostram os diversos veículos de mídia é que Chico Xavier foi de fato um modelo, digamos que perfeito, praticamente um Santo - inclusive tendo entre seus fãs e admiradores muitos que se auto denominam católicos - a ser venerado.
Mas afinal, será que Chico Xavier realmente pode ser tido como modelo a ser imitado ou santo a ser venerado, sobretudo por católicos?
Posto abaixo o excelente artigo do site Voz da Igreja que traz informações importantes sobre este homem considerado por muitos como "o maior brasileiro de todos os tempos".

Boa leitura!


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Quem foi Chico Xavier?

Santo? Insano? Farsante? Amplie seus conhecimentos sobre o assunto
 
 
 
Em 2010 os espíritas de todo o país comemoraram 100 anos do nascimento deste que consideram o maior "médium" brasileiro. Podemos sem dúvida considerar o Sr. Francisco Cândido Xavier (1910-2002), mais conhecido como "Chico Xavier", uma das personalidades mais populares e também mais polêmicas da história recente do nosso país. E como a nossa mídia (incluindo grandes emissoras de TV, redações dos grandes jornais e revistas e o meio artístico em geral) está repleta de militantes do espiritismo, estamos presenciando atualmente um verdadeiro festival de apologia à figura de Chico Xavier. Filmes nos cinemas, peças de teatro, lançamentos de uma infinidade de livros, especiais de TV, matérias de capa nas revistas...

Mas o fato é que é muito raro a grande mídia abordar as diversas facetas desse controverso personagem: existe uma outra realidade bem diferente dessa que estamos acostumados a ver nos meios de comunicação, e que pode ser comprovada muito facilmente. A revista Voz da Igreja é uma publicação comprometida com a verdade. Longe de querer provocar polêmicas, e com todo o respeito a todos os espíritas, não poderíamos deixar de abordar esses fatos. Para falar de uma personalidade tão conhecida, o bom senso e a boa consciência nos obrigam a abordar o assunto de maneira responsável e imparcial. - Algo bem diferente da tremenda propaganda que temos presenciado nos meios de comunicação.

Apresentamos uma série de fatos a respeito de Chico Xavier que é desconhecida da maioria. Advertimos que todas as questões aqui colocadas são fundamentadas na pesquisa histórica e documentada, e em depoimentos que foram publicados em veículos sérios e respeitados.

1. Foi comprovado que Chico Xavier usou truques de pirotecnia em "shows de mediunidade" no começo de sua carreira.

As fotos ao final deste texto retratam algumas dessas exibições. Existem muitas outras, que se encontram facilmente na internet: em salões alugados, ele se sentava em frente a uma cortina, diante da plateia. Luzes piscavam por detrás do pano, e um cheiro de éter enchia a sala. Aos poucos, vultos surgiam atrás das cortinas e Xavier, junto com outros "médiuns", diziam que eram espíritos se materializando... Fotos da revista “O Cruzeiro” (1964) mostram claramente que eram pessoas vestindo lençóis brancos e véus cobrindo a cabeça. Mesmo assim, alguns ingênuos pareciam acreditar na farsa. O pesquisador Eurípedes Tahan disse que as pessoas da plateia podiam até tocar as tais "entidades" e tirar fotos! Nessa época, "médiuns" e mágicos costumavam viajar pelo país com seus shows. Chico dizia que usava seus "poderes" para materializar os espíritos. Ele ficava sentado e dizia se concentrar, enquanto as “entidades” saíam de trás do pano. Curioso é que as figuras nunca “apareciam” na frente da plateia, como deveriam, se fossem entidades etéreas se materializando. Convenientemente, elas saiam de trás da cortina, como se vê nos shows de mágica mais rudimentares. Anos mais tarde, a farsa foi definitivamente desmascarada, e Otília Diogo, uma das pessoas que se passava por “espírito” chegou a ser presa. Foi com esses shows que Chico começou a se tornar conhecido.


2. O sobrinho de Chico Xavier, numa entrevista ao jornal "O Diário de Minas", confessou que as psicografias do tio não passavam de farsa.

Amauri Pena Xavier, sobrinho de Chico, também se dizia "médium" e afirmava psicografar textos e cartas de pessoas falecidas. Aos 25 anos de idade, sondado por jornalista do referido jornal, ele declarou, textualmente: "Aquilo que tenho escrito foi criado pela minha própria imaginação". Na ocasião, ele também desmascarou o tio famoso, Chico Xavier, dizendo que as cartas "psicografadas" por ele não passavam de fraude: "Assim como tio Chico, tenho enorme facilidade para fazer versos, imitando qualquer estilo de grandes autores. Com ou sem auxílio de outro mundo, ele vai continuar escrevendo seus versos e seus livros". - O mais incrível é que, depois dessa, tanta gente tenha continuado a acreditar nas psicografias de Chico Xavier. Foi nessa época que ele, acuado pelas investigações, saiu de Pedro Leopoldo e foi para Uberaba, local onde o espiritismo se encontrava em expansão, onde recebeu apoio.

3. Em 1971, o repórter José Hamilton Ribeiro, da revista Realidade, visitou as sessões de psicografia de Chico, e denunciou que ali aconteciam truques para impressionar os mais crédulos.
Declarou o repórter: "Meu fotógrafo viu um dos assessores de Chico levantar o paletó discretamente e borrifar perfume no ar". Chico era famoso pelo perfume que parecia surgir "do nada" em meio às sessões de “psicografia”. - "As pessoas pensavam que o perfume vinha dos espíritos", completou Ribeiro.

4. Em muitos livros de Chico Xavier, especialistas encontraram casos claros de plágio de obras literárias publicadas por diversos autores.
O pesquisador especializado Vitor Moura, criador do website "Obras Psicografadas", comparou trechos dos livros ditos psicografados por Chico com livros de outros autores e descobriu evidências inquestionáveis. Um dos casos mais impressionantes é o da cópia quase literal de trechos da obra "Vida de Jesus", do filósofo Ernest Renan, no livro "Há dois mil anos", que Chico afirmou ter sido psicografado pelo "espírito Emmanuel".

5. Já foi definitivamente comprovado pela pesquisa histórica que o tal “Públio Lentulus”, que Chico descreveu como "procurador da Judéia do tempo de Jesus" em seus livros, e afirmou tratar-se de um dos seus orientadores espirituais, nunca existiu.
Hoje se sabe que, historicamente, não existiu nenhum senador de Jerusalém ou procurador da Judéia cujo nome tenha sido “Públio Lentulus”. Além disso, os nomes, datas e detalhes que constam na obra de Chico são incompatíveis com os fatos históricos. Para saber detalhes, acesse:
http://obraspsicografadas.haaan.com/


6. Apesar de muitos pensarem que Chico Xavier dizia detalhes sobre os entes queridos falecidos das pessoas que o procuravam, que não teria como saber, a verdade é que ele dava um jeito de conseguir esses dados, e sem nenhuma ajuda de espíritos.
O próprio Waldo Vieira, médico que foi uma espécie de sócio de Chico por quase duas décadas (desde o tempo dos ‘shows de mediunidade’), declarou o seguinte: "Funcionários do centro espírita iam às filas pegar detalhes dos mortos. Ou aproveitavam as histórias relatadas por parentes nas cartas em que pediam uma audiência. O que as mensagens de Chico continham eram essas informações". Chico ou seus assessores faziam uma entrevista com as famílias que participariam das sessões de "psicografia". O engenheiro Maurício Lopes conta que quando seu irmão de 9 anos foi morto num atropelamento, sua família procurou Chico atrás de ajuda. Ele diz: "Chico perguntou à minha mãe detalhes da morte e nomes de parentes, e tudo isso foi citado na carta, depois".

7. A teoria de que Chico Xavier, sendo semi-analfabeto, não teria como escrever seus livros, é completamente falsa.
Chico não foi longe na escola, mas era autodidata. Ele sempre estudou muito por conta própria, e lia muitíssimo. Colecionava recortes de textos e poesias, comprava livros e mais livros e montou uma biblioteca particular (preservada até hoje em Uberaba), com obras em inglês, francês e hebraico! Nessa coleção estão os livros dos autores que ele dizia "receber do além” para escrever seus próprios livros, como Castro Alves, Humberto Campos e outros...

8. Apesar de o espiritismo se declarar uma “ciência”, Chico Xavier se recusava a permitir que cientistas estudassem seus alegados poderes. Ele dizia que seu "guia" não permitia. Mas o que ele temia?
Se as suas habilidades fossem verdadeiras, as pesquisas só poderiam demonstrar a veracidade dos fenômenos e ajudar na propagação do espiritismo...

9. Otília Diogo era uma charlatã que se cobria com lençóis para se passar pelo espírito "Irmã Josefa" nos "shows de mediunidade" de Chico Xavier e Waldo Vieira. Ela foi enquadrada e presa anos depois.


10. O repórter Hamilton Ribeiro foi até Uberaba e desmascarou as mensagens ditas psicografadas de Chico, de maneira muito simples:


Ele inventou nome e endereço falsos e os entregou a Chico, se passando por crédulo e pedindo uma psicografia. Na edição de novembro de 1971 da revista Realidade, ele publicou a conclusão do seu experimento: "Receita psicografada: do pedido que fiz hoje, em nome de ‘Pedro Alcântara Rodrigues, da Alameda Barão de Limeira, 1327, apto 82 - São Paulo’ (dados falsos), me veio a orientação espiritual: "Junto aos amigos espirituais que lhe prestam auxílio, buscaremos cooperar espiritualmente em seu favor. Jesus nos abençoe...’”(!) Mas como?? Não existia ninguém com aquele nome, nem naquele endereço, era tudo inventado! Sim, mas os “espíritos de luz” que assistiam ao Chico Xavier se comprometeram a auxiliar essa pessoa de mentira nos planos espirituais.
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** Aí estão alguns dados concretos. São fatos comprovados. Não se tratam de opiniões ou considerações, mas de fatos. Que cada um tire as suas próprias conclusões. Encerramos o assunto com a exortação de nosso Mestre maior: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!” .(Mateus 11, 15) - E quem tem olhos para ver...







Fotos publicadas na revista "O Cruzeiro" e outras, mostram o jovem Chico Xavier ao lado de “espíritos materializados” em shows de mediunidade que promovia no início de sua carreira. Entre estes, o "espírito" de “Irmã Josefa”, que era, na verdade, a charlatã Otília Diogo vestindo panos brancos: ela foi desmascarada e presa em 1970 (publ. ‘O Cruzeiro’). Estes fatos raramente constam nas biografias oficiais, e nunca são retratados nos fimes.
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Fontes e bibliografia:
QUEVEDO, Oscar González. Os mortos interferem no mundo?: tratado; 5 vol. São Paulo: Loyola, 1992, pp. 32-35;
REVISTA SUPERINTERESSANTE. São Paulo: Editora Abril, ed. 277, pp. 50-60, abril 2010;
OBRAS PSICOGRAFADAS. Disponível em:
http://obraspsicografadas.haaan.com/2011/materializaes-de-uberaba-otlia-a-mulher-barbada-fotos-inditas/,
acesso em 04 abril 2010
Fonte: Voz da Igreja

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Já na UTI, querem manter ligada aos aparelhos a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Se a Igreja de Cristo é atacada ou tem seu lugar usurpado por diversos inimigos externos, dentre os quais podemos destacar a heresia protestante, não menos sofre a Santa Igreja por conta de seus inimigos internos. Dentre estes inimigos internos travestidos de católicos podemos mencionar uma heresia que encontra destaque principalmente em nosso continente Latino: A Heresia, digo, Teologia da Libertação.
 
Embora já tenha sido condenada pela Santa Igreja, ainda desperta o interesse de muitos católicos pouco esclarecidos, além dos católicos de má fé e mesmo de membros do clero (religiosos(as), padres e - infelizmente - até mesmo bispos).
 
Já ouvi de meu velho pai, um homem de fé, bastante religioso e de extrema boa vontade quando o assunto trata das "coisas de Deus", que - com suas melhores intenções e sem muito conhecimento de causa - a "Igreja deveria compreender mais a Teologia da Libertação". Claro que sua opinião é compreensível pois o disse devido à sua vontade de ajudar o próximo, sobretudo os mais pobres, aliada à sua ignorância sobre o tema e à grande influência que provavelmente tenha recebido sobre este assunto.
 
Noutra ocasião, minha mãe após participar de um encontro de formação para leigos (creio que encontro setorial dos "Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão") disse ter me trazido um livro de presente. Após a felicidade de saber que seria presenteado com um livro católico, sobreveio a decepção ao constatar que tratava-se de um livro da Teologia da Libertação.
 
Tanto minha mãe como a grande maioria dos presentes em tal encontro desconhecem o que seria Teologia da Libertação, estando portanto, expostos a esse tipo de literatura como se ela fosse fiel transmissora da doutrina e moral católica.
 
Eu mesmo em meus tempos de adolescente/jovem idealista e "revolucionário", quando admirava o comunismo, revolucionários (dentre meus heróis estavam Che e Fidel, sem contar minha grande simpatia por Hugo Chávez), partidos de esquerda e todos os "defensores da classe pobre e trabalhadora". Pois é, também eu estava me simpatizando pela Teologia da Libertação - já que acreditava ser essa uma maneira possível de ser católico e esquerdista ao mesmo tempo - quando pela graça de Deus fui apresentado à Verdadeira Religião de Cristo Nosso Senhor.
 
Por fim, trago abaixo a notícia publicada no Fratres que trata deste problema. Futuramente citarei bons artigos que apresentam a Teologia da Libertação para aqueles que ainda não a conhecem (ou que lidam com ela diariamente mas pensam tratar-se de Catolicismo.

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Teologia da Libertação: o congresso no Brasil que preocupa o Vaticano. 
 
Será de 7 a 11 de outubro, com o pretexto de recordar o Concílio Vaticano II. Embora, na realidade, será uma oportunidade para afinar a agenda do “progressismo católico”.
 
Por Andrés Beltramo Álvarez | Tradução: Fratres in Unum.com
 
O teólogo "Leonardo" (Genésio) Boff
A Teologia da Libertação de corte marxista não está morta na América Latina. Embora suas teses e slogans tenham evoluído, escondem os mesmos objetivos de sempre: demolir o “pensamento único romano” e propor “outra igreja possível”. Seus expoentes mais polêmicos se reunirão de 7 a 11 de outubro no Brasil com o pretexto de recordar o Concílio Vaticano II. Embora, na realidade, será uma oportunidade para afinar a agenda do “progressismo católico”.
Acendeu-se o sinal de alerta na Santa Sé, e não é para menos. O Congresso Continental de Teologia, que será acolhido pelo Instituto Humanitas Unisinos, da Companhia de Jesus, na cidade brasileira de São Leopoldo, pretende também celebrar os 40 anos do livro de Gustavo Gutiérrez “Teologia da Libertação. Perspectivas”. Um texto que foi corrigido em muitas passagens a pedido da Congregação para a Doutrina da Fé.
Entre os oradores se destacam Jon Sobrino e Leonardo Boff, sobre os quais se mantêm vigentes as sanções eclesiásticas por difundir doutrinas contrárias ao magistério da Igreja. Mas também outros teólogos de duvidosa ortodoxia como Andrés Torres Queiruga, quem — no último mês de março — foi convidado pelos bispos espanhóis a esclarecer o seu pensamento que, em vários aspectos, não pode ser considerado católico.
Embora os organizadores tenham se empenhado em afirmar que o congresso não busca provocar um “duelo teológico” com o Vaticano, na prática será assim. Porque ele terá início no mesmo dia da abertura do Sínodo dos Bispos, em Roma, sobre a Nova Evangelização, durante o qual Bento XVI abrirá o Ano da Fé, em uma cerimônia pelos 50 anos do Concílio.
Neste contexto, o encontro da Unisinos reforçará ainda mais o seu caráter dissidente. Não só por uma questão de datas coincidentes, mas, especialmente, pelos assuntos sobre os quais girarão as discussões desses dias.
A Fundação Amerindia, entidade organizadora, incluiu na programação os temas mais defendidos pelos movimentos radicais da esquerda: desde a ideologia de gênero até os direitos humanos, da justiça à migração, da miscigenação até a “releitura libertadora da história latino-americana”, da economia e ecologia até os sistemas políticos emergentes.
Em que pese o discreto número de sacerdotes que assistirão aos trabalhos, não está programada nenhuma celebração religiosa. Não há previsão de missa, nem sequer ao domingo. Tampouco foi considerada uma cerimônia ecumênica. Apenas se reservou meia hora a um “momento de espiritualidade” dedicado, a cada dia, a uma situação distinta: a “entronização da Bíblia”, “o ecumenismo”, o “testemunho dos mártires”, e a “questão indígena”.
O movimento teológico que dará vida ao congresso continental é discreto em seus números e aguerrido em seus postulados. Nenhuma das quatro reuniões preparatórias ao congresso, realizadas em 2011 na Guatemala, México, Chile e Colombia superou a cifra de 300 assistentes. O resultado das mesmas é uma prova das idéias que irão se impor em São Leopoldo.
Por exemplo, na Guatemala, o sacerdote brasileiro Ermanno Alegri, coordenador da agência Adital, defendeu “a necessidade de elaborar uma agenda teológica para o futuro que leve a nos abrirmos a um Deus vivo e livre, contrário à visão de um Deus preso a dogmas, ritos, normas morais e patriarcalismos”. O jesuíta Sobrino esclareceu: “fora dos pobres não há salvação” e “a Igreja traiu Jesus Cristo”.
Em suma: o encontro do Brasil será uma mescla entre algumas idéias teológicas, pensamentos ecléticos diversos e propostas culturais heterogêneas com uma forte matriz política. Tudo acolhido por uma instituição católica, administrada por uma congregação religiosa cujo quarto voto é o de fidelidade ao Papa (os jesuítas).
Uma situação que preocupa a Cúria Romana. Como confirmou Boff através de sua conta no Twitter, em 14 de setembro: “Vejam a vontade persecutória do Vaticano: pressionam para queo Congresso sobre a Teol.da Lib.a se realizar em outubro no Sul não se realize. O Vaticano pensa que com os dois documentos(ruins)que escreveram sobre aTeol da Libertação a mataram e enterraram.Mas os oprimidos continuam. Enquanto houver um oprimido gritando vale se engajar por sua libertação,inspirados pelo Cristo Libertador.Só uma Igreja cínica se faz surda” [sic].