"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

SÃO RODRIGO AGUILAR ALEMÁN, mártir Cristero

HOJE É DIA DE SÃO RODRIGO AGUILAR ALEMÁN!

Fonte: Santoral Latino

Tradução e Organização: Morro por Cristo

Rodrigo Aguilar Alemán nasceu em 13 de março de 1875 em Sayula, estado de Jalisco (México). Filho de Buenaventura Aguilar e de Petra Alemán, foi batizado dois dias depois de nascido. Recebeu a confirmação na fé em 3 de abril de 1877 pelas mãos do Sr. Bispo Ignacio Montes de Oca; seu padrinho foi Florentino López.

Rodrigo foi o primogênito de doze irmãos; ainda menino, ingressou em 1888 no Seminário Auxiliar de Zapotlán o Grande, hoje Cidade Guzmán, Jalisco, onde se destacou por seu aproveitamento, talento e aplicação. Na poesia mostrava ter grande talento literário.
 
Seus escritos eram publicados nos jornais de Cidade Guzmán e traziam como temas principais o Santíssimo Sacramento, a Santíssima Virgem, a cultura cristã e o sacerdócio além de acontecimentos paroquiais.
Recebeu o diaconato no dia 1 de janeiro de 1903, no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, em Guadalajara. Foi ordenado sacerdote em 4 de janeiro de 1905 pela imposição das mãos do Arcebispo de Guadalajara, Dom José de Jesús Ortiz. Desempenhou diferentes ministérios, sendo seu primeiro cargo o de Vigário de São Pedro Analco, estado de Jalisco. Na paróquia de La Yesca, Nayarit, empreendeu missões entre índios huicholes e batizou a muitos, dentre os quais alguns anciãos de mais de 100 anos que jamais haviam ouvido falar de Jesus.

Foi designado para diferentes paróquias e seu bom caráter o ajudou a fazer muitos amigos. Em 1909 exerceu seu ministário sacerdotal em Lagos de Moreno, Jalisco; logo depois foi designado capelão da fazenda Las Margaritas, da paróquia de Atotonilco o Alto, Jalisco, onde esteve por 4 anos; também foi capelão das fazendas Palomar e Vizcarra, de Cocula, Jalisco,  região famosa por suas criações de gado, permanecendo alí outros quatro anos. Tempos depois foi enviado a Sayula, Jalisco, como Vigário Cooperador por mais 4 anos e teve sob sua responsabilidade o apostolado da oração.

Após este período passou a residir em Zapotiltic, Jalisco, como Vigário Cooperador mas devido à morte do Reverendo Padre Pomposo M. Carrillo, foi nomeado pároco em 14 de julho de 1923. Alí formou círculos de estudo e revigorou os já fundados.

Peregrinou à Terra Santa e valendo-se de suas experiências e  impressões escreveu um piedoso livro intitulado:
"Minha viagem a Jerusalem"; revelou que alí, no lugar onde segundo a tradição o "Verbo se fez Carne"
, pediu como se estivesse a pedir uma graça, a graça do martírio.
Escreveu várias poesias a Jesus Crucificado:

"Observe alí: pendendo do madeiro
sobre o cume da tremenda Gólgota:
banhado em meio ao vermelho sangue que destila
todo seu corpo pelas veias rompidas".
"Pomba solitária que suspiras
da Gólgota no cume tenebroso,
em meio ao horror e ao espanto,
que a natureza tremebunda
oferece ao vosso olhar vigoroso;
inundada num mar de disabores
e num oceano imenso de tristeza
".
 
Alí contemplou no berço do Divino Menino, o descanso para a alma e o verdadeiro Pão que nunca falta: o Pão Eucarístico anunciado inclusive pelo nome da cidade que O viu nascer: Beth-lehem, "a casa do pão". Deus se esconde neste menino; a divindade se oculta no Pão da vida.

Em 20 de março de 1925 foi designado pároco interino de União de Tula, Jalisco e também neste lugar orou por diversas vezes pedindo essa mesma graça, inclusive pedindo a seus conhecidos que incluíssem em suas orações essa sua intenção.
Implorava, com todo seu coração:


"Senhor, dai-nos a graça de padecer por Teu nome, de selar nossa fé com nosso sangue e coroar nosso sacerdócio com o martírio. "Fiat voluntas tua!" (Que se faça a Vossa vontade!).

Em União de Tula, Padre Aguilar conquistou a simpatia e o respeito de todos os que o conheceram. Paciente e caritativo para com o próximo, preocupava-se em instruir e catequizar seus fiéis, fundando diversas associações de leigos. Celebrava a Santa Missa com fervor e devoção; seu grande amor à Eucaristía lhe fazia visitar com frequência o Santíssimo; sua meditação também era feita diante do Sacrário e em tempos de plena perseguição continuava fazendo fielmente uma hora de adoração ao Santíssimo, das 10h00 as 11h00 da noite. Rezava seu breviário diariamente com recolhimento e devoção, assim como o Santo Rosário para honrar à Santíssima Virgem.
Confiava na Virgem de Guadalupe, de quem era grande devoto:
"Tudo devo à Santíssima Virgem de Guadalupe, a quem num feliz dia tive a graça de consagrar meu sacerdócio. Sob a luz de sua proteção concluí meus estudos, meu período no seminário, celebrei minha primeira Missa e fui a entregar-lhe meu coração no Monte Tepeyac".
 
Pouco tempo pôde estar à frente de sua paróquia. Após ser decretada a suspensão de culto público em agosto de 1926, o Padre Rodrigo Aguilar decidiu permanecer nos limítes de sua paróquia e em 12 de janeiro de 1927, a autoridade civil emitiu uma ordem de prisão contra ele, considerando delito o exercício de seu ministério.
Em 20 de janeiro teve que fugir de Unión de Tula, sendo abrigado num rancho próximo ao limíte municipal, onde passou a noite; porém a mesma pessoa que lhe havia dado abrigo o denunciou, tendo conseguido escapar somente até Ejutla, Jalisco, que pertencia à Diocese de Colima, chegando a este povoado em 26 de janeiro.



Ao ser decretada a suspensão do culto público, o Padre Rodrigo não abandonou seus fiéis e seguiu celebrando a Santa Missa às escondidas.
Numa ocasião, Guadalupe López Bernal que na época tinha apenas 13 anos, ia passando por uma escola que havia sido abandonada devido à mesma Revolução. Foi então que o Padre Aguilar lhe disse:


"Vem, vamos subir por uma das janelas que dá acesso à um dos salões";

Alí celebrou a Eucaristía com algumas pessoas que entraram no local da mesma forma.
Nesse dia e em alguns outros mais, ajudou o Padre Aguilar na Santa Missa pois o conhecia já que seu irmão Luis López era Sacristão, sendo que quando o visitava lhe servia como acólito.
López recorda um dos sermões que ouviu de Padre Aguilar, no qual lhes contou sobre sua viagem a Roma; desde então, passou a admirá-lo bastante, também porque era extremamente amável e excelente pregador.



Refugiou-se no Colégio de São Inácio, das religiosas Adoradoras de Jesus Sacramentado. Mesmo nos corredores do imóvel, sempre que podia celebrava a Santa Missa e administrava os sacramentos. Os fiéis de União de Tula continuavam a procurá-lo para que ele os atendesse em suas necessidades espirituais, renovando a cada semana a Reserva Eucarística, graças à valente cooperação de uma religiosa.
No ponto culminante da perseguição religiosa chegou a dizer:

"Os soldados podem nos tirar a vida, mas a fé? nunca!".
 
Na manhã de 27 de outubro de 1927, um agrupamento de aproximadamente seiscentos soldados do exército federal comandados pelo General Brigadier Juan B. Izaguirre, invadiu Ejutla. Os habitantes do povoado, deixando suas casas e suas posses, fugiram em grande parte para as montanhas escondendo-se em covas e cavernas. Vinham também as forças agraristas, entre as que militava Donato Aréchiga.
Conseguiram prender a muitos dos que fugiam e um grupo de soldados avançou diretamente ao convento das adoradoras, cuja madre superiora encontrava-se acamada, gravemente doente. Os sacerdotes Rodrigo Aguilar, Juan de la Mora e Emeterio Covarrubias, se dispuzeram a aplicar um exame de língua latina ao seminarista Jesús Garibay quando foram advertidos sobre a presença de soldados nas imediações do convento e por pouco conseguiram escapar.
O Padre Aguilar, no entanto, antes de fugir, entrou em seu quarto para buscar alguns documentos e se entreteve; destruiu os cadastros dos alunos do Seminario, gastando para isso minutos valiosos. O seminarista Garibay ficou esperando-o e ao perceber que os soldados começavam a atirar nos que fugiam, lhe pediu que se apressa-se.
O  estudante Rodrigo Ramos querendo ajudar o Padre Aguilar em sua tentativa de fuga, pois encontrava-se com os pés machucados não podendo correr nem saltar, tomou-o por um braço e o fez chegar ao estábulo, mas os soldados os encurralaram e ambos foram detidos. O Padre Rodrigo Aguilar, extenuado, disse a seu assistente:


"Chegou minha hora amigo, fuja!".
 
Os soldados, com linguajar grosseiro, perguntaram ao pároco quem era ele, ao que respondeu: "Sou sacerdote". Em meio à injúrias o prenderam. Na operação haviam sido capturados o seminarista Garibay e algumas religiosas. O Padre Aguilar ia sendo conduzido à um lugar diferente dos demais prisioneiros e presentindo seu destino, com ânimo sereno, despediu-se das religiosas dizendo-lhes:

"Nos veremos no Céu".
 
Do estábulo o levaram à casa da Ordem Terceira e às cinco da tarde foi conduzido ao Seminário e mantido no corredor com guardas que o vigiavam. As testemunhas oculares puderam presenciar a grande alegria manifestada pelo Padre Aguilar diante da proximidade de seu encontro com Deus. Seu semblante não manifestava angustia ou pavor, mas serenidade e paz.
Duas religiosas adoradoras acompanhadas de quatro soldados além do chefe dos agraristas puderam trocar algumas palavras com o réu. Os recebeu amávelmente, tranquilo e atento, não obstante o fato de encontrar-se em meio a uma turba maliciosa e feroz, que o ofendia e zombava. Às religiosas, Padre Rodrigo disse:


"Tenho fome, se possível, me tragam uns "taquitos" de feijão. As autoridades me estão exigindo documentos para comprovar minha inoscência por escrito, mas não os possuo".

Encarcerado, Padre Rodrigo passava o dia em oração.
O General quiz libertá-lo, porém Donato Aréchiga - o que liderava o contingente armado - odiava o pároco por este ter impedido um matrimônio irregular, obtendo a pena de morte para o Reverendo Padre  Rodrigo Aguilar.
À meia noite do dia 28 de outubre de 1928, festa de Cristo Rei, o Padre Aguilar foi levado à praça central de Ejutla; tranquilo, aproveitou para orar durante as horas em que aí se manteve. Em um galho de um robusto e imponente pé de manga, os soldados penduraram uma corda, corda essa que teve uma de suas extremidades segurada pelo Padre Aguilar, que a abençoou e em voz alta perdoou a seus algozes, presenteando com seu rosário que continha "terra santa" a um dos que iam executá-lo.
Após lhe colocar a corda em seu pescoço, um dos soldados, pensando colocar à prova sua fé e fortaleza, lhe gritou bem próximo a seu rosto:


"Quem vive?"… (Lhe haviam prometido que não o enforcariam caso gritasse: "Viva o Supremo Governo!").

"Cristo Rei e Santa Maria de Guadalupe!",
respondeu com firmeza o Padre Aguilar.
 
A corda foi puxada com força e a vítima foi suspensa no ar. Quando estava já a ponto de asfixiar-se, o desceram para que pudessem repetir-lhe a pergunta:

"Quem vive?".
Sua resposta foi a mesma:

"Cristo Rei e Santa Maria de Guadalupe!", respondeu sem titubear.

Pela terceira vez a cena se repetiu: novamente foi pendurado pelo pescoço e descido pelos soldados, que entre zombarias e provocações lhes perguntaram de novo:

"Quem vive?".

Com voz debilitada devido à garganta já ferida, arrastando as palavras, manteve a mesma resposta:

"Cristo Rei e Santa Maria de Guadalupe!", repitiu já agonizante.

Novamente erguido, o enforcamento lhe provocou a morte por asfixia, podendo então sua alma voar ao Céu.
Pé de manga onde ocorreu o martírio de São Rodrigo Aguilar Alemán, Jalisco - Mexico 
 
O corpo amanheceu pendurado no pé de manga situado na praça central do povoado. Foi executado sem que ocorresse qualquer proceso. Como permaneceu suspenso até o meio dia, muita gente pôde vê-lo. Trajava camiseta, calças e meias, porém sem sapatos além de trazer um sombrero de palha posto de lado. O nó da corta encontrava-se sobre sua nuca e o corpo quase tocava com os pés ao solo.
Aproximadamente às cinco da tarde,  alguns vizinhos, dentre eles os senhores Juan Ponce e Jesús Silvano García, após receberem autorização do Capitão Mata, retiraram o cadáver que se encontrava ainda pendurado. O sr. Jesús havia levado uma tábua sobre a qual puseram o corpo de São Rodrigo e para que não caísse, o amarraram à tábua com a mesma corda com que havia sido enforcado.
O transportaram ao Cemitério Municipal e o sepultaram superficialmente e sem caixão, colocando sobre seu corpo apenas a tábua em que o haviam transportado, tendo sobre seu túmulo apenas algumas pedras e flores.
O povoado de Ejutla havia se tornado praticamente deserto, uma vez que Izaguirre havia ameaçado incendiar o povoado por ser conhecido como refúgio de cristeros. Os soldados se dedicaram ao saque; do convento foram levados os ornamentos, a custódia e os vasos sagrados. Na praça queimaram imágens sagradas e assentos que tinham levado do convento.
Logo após sua morte o povo o reconheceu como um verdadeiro Mártir de Cristo. Cinco anos depois dos acontecimentos, os restos mortais do Padre Rodrigo Aguilar foram exumados para ser depositados no cruzeiro direito do Templo Paroquial de União de Tula, Jalisco.



Altar onde se encontram as relíquias de São Rodrigo Aguilar Alemán, Santuário do Sagrado Coração em Ejutla, estado de Jalisco
 
 
O Servo de Deus Rodrigo Aguilar Alemán foi beatificado pelo Papa João Paulo II na Festa de Cristo Rei, 22 de novembre de 1992, na Basílica de São Pedro em Roma, junto com seus 24 Companheiros Mártires Mexicanos.
O Beato Rodrigo Aguilar Alemán foi canonizado em 21 de maio de 2000, Ano Jubilar, pelo mesmo Papa João Paulo II. Nessa cerimônia, realizada na Praça de São Pedro e com a presença de milhares de mexicanos.

 
 
São Rodrigo Aguilar Alemán, rogai por nós!

sábado, 26 de outubro de 2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

SALVADORES DE BEAGLES, ADOTEM AS BARATAS DA MINHA CASA!

Reproduzo abaixo um artigo que expressa exatamente aquilo que penso com relação aos "novos incondicionais, ferrenhos e fundamentalistas defensores" dos animais. E não é exagero não, o que conheço (não apenas no mundo virtual) de gente que diz valer mais um animal do que um ser humano não é brincadeira. Ah, e que fique bem claro que gosto muito de animais (principalmente cães, se tivesse espaço em minha casa teria uma porção deles), portanto, antes que me acusem...
 
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Eu assumo: a denúncia que fizeram contra mim é verídica. Eu mato baratas, e mato sem dó. Uso variados métodos: chinelada, inseticida, vassourada e golpe com havaiana de pau. E eu vou continuar matando, sempre que elas invadirem a minha cozinha.
 
Se algum daqueles vândal… ops, nobres ativistas que resgataram os bichinhos do Instituto Royal ler isso, imagino que se comoverá até às lágrimas (pra quem tá por fora, leia aqui sobre o caso). Caso algum deles deseje, pode vir resgatar as baratas da minha casa, antes que eu as aniquile. Eu telefono quando alguma delas aparecer, aí um voluntário vem e a adota. Que tal?
 
Bem, acho que as musas de Kafka continuarão a tombar sob a minha ira, sem ter quem as socorra. Pelo visto, esses ativistas são bastante seletivos quanto aos bichos que defendem. Afinal, ao contrário dos beagles e coelhos fofinhos, os pobres ratos e camundongos foram deixados pra trás na invasão do Instituto Royal.
 
Não, eu não gosto que façam testes com animais. Porém, se esses testes beneficiam pessoas doentes e reduzem a possibilidade de danos no uso de medicamentos, então, são um mal menor, necessário para evitar um mal muito maior.
 
Pra quem diz que existem métodos alternativos que substituem perfeitamente os testes com animais, keep calm e… informe-se melhor. Isso só é verdade para os cosméticos, não para medicamentos. Recomendo o ótimo artigo (ver aqui) de Octávio Menezes de Lima Junior, doutor em Biologia Celular e Molecular.
 
Os cachorros e gatos, em especial, são muito próximos do coração humano. Eles fazem companhia aos solitários, alegram doentes e crianças, guiam cegos, consolam os tristes, animam os deprimidos. Por isso, o grande afeto dos humanos por eles é belo, bem como o desejo de que não sofram. Porém, usando as palavras do meu amigo, o historiador Paulo Ricardo, “prefiro minha espécie a qualquer outra”.
 
Às vezes um remédio previamente testado em animais acaba dando problemas depois em humanos, mas o parecer geral é que esses testes são eficazes na maioria dos casos, garantindo a nossa segurança. E os cientistas que fazem esse precioso trabalho estão sendo injuriados e difamados por uma parcela da crasse artística brasileira, que os coloca no nível de sádicos monstruosos.
 
 
 
 
O roubo dos cães do Instituto Royal afetou testes de medicamentos anticâncer (não, não eram cosméticos). Sobre isso, vejam o comentário do médico Marcos Morales, um dos secretários da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal:
 
“Um trabalho que demorou anos para ser produzido, que tinha resultados promissores para o desenvolvimento do país, foi jogado no lixo. O prejuízo é incalculável para a ciência e para o benefício das pessoas”.Doutor em biofísica, Morales afirma que os cientistas “também não querem trabalhar com animais”, mas que o método é ainda o mais eficaz para testes de tratamentos médicos e vacinas.“Deixamos de usar animais e vamos testar vacinas em nossas crianças?"
Fonte: Folha de São Paulo, 22/10/2013
 
A ação dos invasores Instituto Royal foi criminosa e bocó. Se houve mesmo maus-tratos, o correto seria lutar por uma fiscalização mais rígida, e não agir como bandoleiros. Não havia qualquer prova de maus-tratos aos animais antes disso, e ainda não há. Sim, algumas cobaias podem ter a saúde comprometida, como reação adversa aos medicamentos. Ninguém acha isso bom, mas seria muito pior se tais reações afetassem um ser humano.
 
Mas tem gente que não pensa assim. Na matéria mostrada no Fantástico, no último domingo, uma das invasoras do Instituto Royal disse que É A FAVOR DE QUE OS TESTES EM MEDICAMENTOS SEJAM FEITOS EM SERES HUMANOS (!!!). Não sei se é verdade, mas dizem que essas foram as últimas palavras que essa criatura proferiu. Depois disso, se bestializou tanto que só consegue latir…
 
 
 
É justo desejar que a ciência evolua a ponto de dispensar os animais dos testes. Mas quem é radicalmente contra os testes em animais deve, por coerência, ser a favor da libertação das cobras mantidas em cativeiro em institutos de pesquisa. E aí, se um dia for picado por uma delas, agonize lentamente e MORRA sem soro antiofídico.
 
É justo defender o bem dos animais, mas isso já virou palhaçada faz tempo. As pessoas perderam totalmente a noção do que é prioritário, colocando o bem dos animais acima do bem dos irmãos da mesma espécie. Tal inversão de valores não vem do nada, não ocorre por acaso; é planejada e financiada por agentes multinacionais. Isso é feito principalmente por meio da ONG mais hipócrita do mundo, a PETA; ela recebe em seus abrigos animais “carentes”, mas em vez de destiná-los à adoção, os mata (saiba mais aqui).
 
Deixo vocês com uma das canções mais ácidas e inteligentes dos anos 1980: o “Rock da Cachorra”, de Leo Jaime, na voz de Eduardo Dusek. A letra expressa muito bem o que prega a Igreja: “Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas” (CIC 2418).
 
Seja mais humano; seja menos canino
 
Dê guarita pro cachorro mas também dê pro menino
 
Se não um dia desses você vai amanhecer latindo. Uau! Auuuu!
 
Troque seu cachorro por uma criança pobre!

FONTE
 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A Igreja deve mesmo se adaptar ao mundo?

É incrível como essa homilia do grande cardeal Pie de Poitiers parece ter sido escrita para os tempos em que vivemos... (os destaques são por nossa conta).

(Homilia , 25 de novembro de 1864 )

“Ouvi esta máxima , ó vós católicos cheios de temeridade ,
que adotam tão rapidamente as idéias e a linguagem do seu tempo, católicos que falam de conciliar a fé e reconciliar a Igreja com o espírito mundano e com as nova leis. E vós que aceitais com tanta confiança as atividades mais perigosas que nossa época tão orgulhosamente rotula como “Ciência “! Vejam até que ponto estais desviando do roteiro estabelecido pelo grande Apóstolo :
 
“Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência, ” ( I Tm. 6:20) . Mas tome cuidado, pois tais temeridades levam qualquer um a se desviar mais do que poderiam imaginar. E por se colocar à mercê dessas novidades profanas- obedecendo às correntes da assim chamada “ciência”- muitos acabaram por perder a fé.
 
Quem de vós meus veneráveis irmãos, que nunca ficaram tristes ou assustados ao ouvir a linguagem de certos homens que ainda se julgam ou se dizem ser filhos da Igreja? Homens que ocasionalmente se comportam como católicos e até praticam algumas devoções Católicas como se aproximar com frequência da Mesa do Senhor? Acreditais ainda que eles são filhos? Acreditais ainda que são membros da Igreja , aqueles que , envolvendo -se em frases vagas como “aspirações modernas e a força do progresso e da civilização”, que proclamam a existência de uma “consciência de leigos “, que defendem uma consciência secular e política contra a ” consciência da Igreja “, contra a qual eles assumem o direito de reagir, por sua correção e renovação?
 
Ah ! Quantos passageiros e até mesmo os pilotos, que, acreditando-se ainda estar na barca , enquanto jogam com novidades profanas e da ciência estabelecida por seu tempo, não se deram por conta que já afundaram e jazem no abismo.”
 

LOUIS-ÉDOUARD CARDEAL PIE
Bispo de Poitiers

Fonte

sábado, 19 de outubro de 2013

6º PAPA: Santo Alexandre - ano 107 a 116

Papa Santo Alexandre (6º Papa)
Pontificado: do ano 107 ao ano 116

 
Santo Alexandre I, natural de Roma, foi o sexto Papa da Igreja. Sucedeu a Santo Evaristo, no ano 107 e tinha apenas 30 anos de idade quando assumiu a cadeira de São Pedro. Apesar da idade, exercia já grande influência sobre as pessoas, pela sua extrema piedade e reconhecida santidade. É o sexto Papa da Igreja e também o sexto a tombar em defesa da fé.
 
Era com muita força que suas pregações atingiam o coração das pessoas, de forma que foi o responsável pela conversão de muitos senadores e grande parte da nobreza romana, dentre os quais um prefeito de nome Hermes e de seus entes, totalizando a conversão de mil duzentas e cinqüenta pessoas. Isto acabou culminando na sua prisão, por força de mandado expedido pelo governador Aureliano. Trancafiado na cadeia, fez muitos e grandes milagres. Certo dia, estando nela algemado, veio à noite um menino com uma tocha acesa nas mãos e lhe disse: "Siga-me, Alexandre"; e havendo feito uma oração, entendendo que era o menino um Anjo do Senhor, lhe seguiu, sem que as paredes, nem portas, nem guardas lhe impedissem a saída do cárcere. O menino lhe guiou até a casa do tribuno Quirino, onde encontrava-se preso Hermes, que muito desejava ver Santo Alexandre. Hermes havia dito a Quirino que por mais que estivesse preso, Alexandre viria à sua casa.


Chegando esta notícia a Aureliano, encheu-se de furor e ordenou que fossem atormentados os que haviam sido batizados no cárcere, mandando que trouxessem à sua presença Alexandre, com os dois presbíteros Evêncio e Teódulo e disse-lhes: "Deixemos de práticas e vamos direto ao caso"; ordenou que que os carrascos dilacerassem a Alexandre, lhe arrastassem com um potro e lhe atormentassem com golpes sua carne, bem como que queimassem seu costado com chamas acesas. Após estes tormentos, Alexandre permanecia calado. Então, Aureliano perguntou: "Por que te calas? Por que não te queixas?". Respondeu Alexandre: "Quando um cristão cala, com Deus fala".
 
Quando se encontraram, abraçaram-se os santos mártires e derramaram muitas lágrimas de consolo, e animaram-se mutuamente a morrer por Jesus Cristo. Tal fato assombrou o tribuno Quirino, que já havia ouvido alguns argumentos de Hermes e as razões da conversão e da sua fé em Jesus. Ao ser naquele momento, sua filha curada de grave enfermidade com o toque das algemas de Santo Alexandre, Quirino converteu-se também ao cristianismo, com sua filha e todos os presos que estavam no cárcere. Santo Alexandre, assim, mandou que os sacerdotes Evêncio e Teódulo os batizassem naquele dia.
 
Aos mesmos tormentos foram submetidos Evêncio e Teódulo. Evêncio, tinha 81 anos de idade, fora batizado com 11 e ordenado sacerdote aos 20. Os tormentos eram intensificados, mas ao invés de aterrorizá-los, manifestavam cada vez mais fé e amor a Deus. Aureliano, assim, mandou acender um forno e mandou fechar Alexandre e Evêncio, mas deixou Teódulo próximo à abertura da porta, para que vendo como se abrasavam, sacrificasse aos deuses pelo temor de semelhante castigo. Entretanto, Teódulo não espantou-se ao ver a chama cobrindo seus companheiros; pelo contrário, incendiado pelo amor divino, desejou ser lançado com eles que, de dentro do forno, lhe chamavam e diziam que onde estavam não havia dor e nem tormento, senão refrigério e descanso. E assim foi; as chamas não lhes causou mal algum e todos saíram do forno mais resplandescentes do que o ouro.
Não abrandou-se, porém, o coração duro e rebelde do tirano, que mandou degolar Evêncio e Teódulo. Com umas setas de aço muito agudas, mandou que fossem atravessados todos os membros do corpo de Alexandre, para que morresse mais cruelmente, sendo degolado no dia 03 de maio de 116, sob o império de Adriano.

                                              
Prática imposta por Santo Alexandre, mantida até
hoje na celebração da Santa Missa
Durante seu pontificado, Santo Alexandre estabeleceu que durante a celebração da Eucaristia fosse usado na consagração, pão sem fermento. Também decretou que antes da consagração do cálice com vinho, fosse nele mesclado um pouco de água, significando a união de Cristo com sua Igreja e, para representar a água e o Sangue que saiu do seu costado. Pronunciou excomunhão contra todos os que impedissem aos legados apostólicos, de cumprir as ordens do Sumo Pontífice. Consagrou cinco bispos, seis presbíteros e dois diáconos. Escreveu três epístolas, que são conhecidas como o "primeiro tomo dos Concílios", onde constam os aludidos decretos e ordens. Consta também outra regra muito importante, que trata da bênção da água com sal, nas cerimônias que até hoje a Igreja celebra, seu uso nos templos, casas e aposentos, contra as tentações e ciladas dos demônios, que continuamente nos perseguem com seus malignos ataques. Este costume tem sido preservado na Igreja Católica desde os primórdios, e o Senhor tem feito inumeráveis milagres, de muitas e diversas maneiras por meio da água benta, sanando todo o gênero de enfermidades, apagando fogos e incêndios, sossegando as tormentas do mar e tremores de terra, tempestades, furacões, raios do céu, e livrando corpos de demônios.
 
Santo Evaristo Papa, rogai por nós! Rogai pela Igreja da qual fostes o Pastor!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Conversão de mais um ateu à Verdade Católica

Megan Hodder, a moça ateia inglesa que caiu de joelhos diante do catolicismo



Megan Hodder era uma moça padrão. Segundo ela, “a religião era irrelevante na minha vida pessoal”.
Devorava livros de ateus e evolucionistas como Dawkins, Harris e Hitchens, “cujas ideias eram tão parecidas com as minhas que eu empurrava quaisquer dúvidas para o fundo da minha mente”, informa reportagem do jornal “The Catholic Herald”.
Mas ficando um pouco mais culta percebeu que precisava sair da bobice, e começou então a pesquisar as ideias daqueles que ela achava serem os piores inimigos da razão: os católicos. “Foi aqui, ironicamente, que os problemas começaram”.
Quais problemas?
“Eu fiquei colocada diante de um Deus que é o parâmetro de bondade e verdade objetiva e para o qual nossa razão se dirige e no qual ela se completa. Uma entidade que é a fonte de nossa percepção moral, que requer desenvolvimento e formação por meio do exercício consciente do livre arbítrio”.
E iniciou-se nela um debate interno.
Primeiro, a respeito da moralidade. Para ela, a moralidade ateia ou era subjetiva a ponto de ser insignificante ou implicava resultados intuitivamente repulsivos.
Depois, a respeito da metafísica.



Eu percebi rapidamente que argumentar contra a existência de Deus era um erro: Dawkins, por exemplo, dá um tratamento superficial a Tomás de Aquino e distorce as provas, para variar.
“Informando-me melhor sobre as ideias aristotélico-tomistas, eu as considerei uma explanação bastante válida do mundo natural, contra a qual os filósofos ateus não tinham conseguido fazer um ataque coerente".
“Eu sempre considerei que a sola scriptura [do protestantismo], mesmo com suas evidentes falácias e deficiências, era de certo modo consistente, acreditando nos cristãos que leem a Bíblia. Então fiquei surpresa ao descobrir que esta visão poderia ser refutada com veemência, tanto do ponto de vista católico – lendo a Bíblia através da Igreja e de sua história, à luz da Tradição – quanto do ateu.”
Mas Megan procurava absurdos e inconsistências na fé católica para tentar enganar-se a si própria e recusar o catolicismo.

Nesse luta ganhou um resto de retidão que havia nela.

A beleza e a autenticidade das partes do catolicismo aparentemente mais difíceis, como a moral sexual, tornaram-se cada vez mais claras para ela.

Megan nunca havia praticado a religião. Nada de oração, hinos ou Missa, tudo lhe soava estranho.

Os livros levaram-na a ver o catolicismo como algo plausível, “mas o catolicismo como uma verdade viva eu só entendi observando aqueles que já serviam a Igreja por meio da vida da graça”.

E o bom exemplo valeu mais do que a montanha de livros.

Na Páscoa de 2013 ela caiu em si.




Na Páscoa “eu não podia mais ficar parada.
Eu fui batizada e confirmada na Igreja Católica.”
“A vida da fé começou a fazer bastante sentido para mim, a ponto de eu não poder mais justificar ficar parada. Eu fui batizada e confirmada na Igreja Católica.”
FONTE

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Por que NÃO se deve comungar na mão

Quando era pequeno (por volta de meus 9 ou 10 anos), durante 2 anos participei aos sábados da catequese para a 1ª Comunhão. Lá nos ensinavam que a forma correta de se receber a Santíssima Eucartistia era a seguinte: ao aproximar-se do sacerdote, fazer uma inclinação, em seguida receber o Santíssimo nas mão. A mão direita deveria estar sob a mão esquerda, na esquerda o sacerdote depositaria a Eucaristia e então eu, com a mão direita deveria pega-la e leva-la à boca, concluindo assim a forma correta de se comungar.
 
Nos últimos anos descobri que essa não é a forma tradicional da Igreja distribuir o Santíssimo Sacramento da Eucaristia aos fiéis, tanto no rito latino como nos ritos orientais (e nas chamadas Igrejas Ortodoxas). Na maneira tradicional os fiéis NÃO tocam no Corpo de Cristo com as mãos, antes se ajoelham e o próprio sacerdote O deposita diretamente na boca do fiel.
 
Descobri que a prática da comunhão na mão foi uma novidade introduzida recentemente (depois do Concílio Vaticano II) e que tampouco foi o Concílio que determinou essa alteração na maneira de se receber o Corpo de Cristo. Verifiquei que se tratava de uma inovação introduzida em uma diocese específica, depois estendida para várias outras, até finalmente ser permitida por Roma. Pronto. De aí em diante passou não só a ser permitida como também incentivada, espalhando-se por todo o mundo até que se chegasse à situação de nossos dias, onde muitos ensinam que essa é a única maneira correta de se comungar.
 
Há diversos argumentos teológicos que demonstram o porquê desta prática ser - no mínimo - indevida (São Tomás de Aquino mesmo nos explica de maneira clara e inequívoca o porquê de o Corpo de Cristo não ser tocado, exceto por mãos consagradas). Também reproduzirei aqui artigos completos que explicam tudo sobre a comunhão na mão (sua origem, difusão, o porquê de se evitar tal prática, etc).
 
Para começo, reproduzo abaixo um vídeo que por sí só demonstra como essa prática deveria ser evitada ou melhor, banida do culto da Igreja de Deus.
 
Por favor, ASSISTA!
 
 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A Igreja deve ser mundanizada ou é o mundo que deve ser Evangelizado pela Igreja?

Nos últimos anos muito se discute sobre como a Igreja deve atuar no mundo moderno. Muitos dizem que ela deve se adaptar ao mundo para assim "atrair os fiéis"... Mas atrair para quê? O que irei buscar na Igreja se ela me oferece aquilo que já encontro no mundo? Não perecebem os defensores dessa teoria de "aproximação" da Igreja com o mundo a tamanha tolice que estão a propor?

Triste é saber que não apenas os inimigos da Igreja e aqueles que estão "de fora" propoem esse tipo de ação por parte da Igreja, mas sim e principalmente membros dela própria. Não quero dizer que a Igreja deva se fechar em si mesma como muitos querem fazer entender. Ao contrário, a Igreja deve sair em busca dos que estão fora, não para confirmá-los em sua situação chancelando as práticas em que vivem e defendem mas sim, levando-lhes a verdade e instando-os à conversão, para que também eles possam "vir para dentro".

Reproduzo abaixo uma reflexão de um dos bispos brasileiros a quem mais admiro, Dom Henrique Soares da Costa, que demonstra de forma clara a maneira como deve agir a Igreja para que a Fé seja novamente "atrativa". Ah se todos pensassem e agissem assim...

¡Qué viva Cristo Rey!

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Por Dom Henrique Soares da Costa
 

Estava pensando em Paulo e Barnabé nos Atos dos Apóstolos, encantando a multidão de judeus de boa vontade e pagãos que se apinhava para ouvir a Palavra de Deus. Podemos nos perguntar que segredo aqueles dois tinham para atrair assim a tantos... Será que possuíam algum método novo, moderníssimo? Será que dançavam ou gritavam como desesperados? Será ainda que faziam uma pregação de “diálogo” com o m...undo romano no sentido de aliviar as exigências do Evangelho, condescendendo com os vícios do Império? Qual o segredo? É preciso descobri-lo para voltarmos a entusiasmar nossos ouvintes, para encher nossas igrejas, para fazer sucesso...

 O primeiro segredo, penso eu, era exatamente não procurar entusiasmar, encher auditórios ou fazer sucesso... Afinal, nem Jesus nosso Senhor nem os Seus Apóstolos nem os santos de todas as épocas nunca procuraram vender o Evangelho como mercadoria fácil e barata... O segredo daqueles dois – e do primitivo cristianismo – estava em outra parte: encontrava-se na convicção de fogo, no radicalismo suave e profundo de quem encontrou de verdade Jesus, de quem perdeu tudo por Ele, de quem apostou Nele a vida! Paulo e Barnabé não pregavam a melhoria das condições sociais para o povo, não estavam preocupados com o problema da escravidão no Império ou com a política imperial; não estavam aperreados com a questão da distribuição de renda... Não! Sejamos sinceros! A preocupação deles era comunicar uma Novidade, uma urgente e inesperada Novidade: Deus amava a humanidade; não se esquecera dela; conhecia as dores de cada homem e, agora, no Seu Filho Jesus, morto e ressuscitado, oferecia a salvação a todos, oferecia um novo sentido de viver, um novo rumo para a existência, um novo gosto de existir! Quem cresse em Jesus, Nele fosse batizado e nos Seus passos caminhasse, Nele encontraria a vida em abundância! Esta era a Novidade, este o Evangelho, este o segredo! Por isso a cidade inteira se reuniu para escutá-los! Eles não pregavam ideias, projetos políticos ou sociais, análises de conjuntura – simplesmente, não era função deles, não tinham autoridade para isso... Eles iam direto ao ponto: Jesus de Nazaré, morto e ressuscitado, quando acolhido, crido, seguido e amado, era capaz de mudar o coração de cada um e da humanidade!

 E, no entanto, o Jesus anunciado por eles era exigente: simplicidade de vida, castidade, piedade, risco de martírio, honestidade, obediência a Deus, fidelidade... E, ainda assim, exatamente pela exigência que a Verdade comporta, que a Novidade requer, a multidão se encantava... E, se não se encantasse? E se não dessem ouvidos? Ainda assim, oportuna e inoportunamente, os Apóstolos insistiam a tempo e contratempo, sem amansar, sem esconder, sem omitir ou falsificar o Evangelho. Eram tão apaixonados, tão convictos, tão coerentes no testemunho, tão inflamados no amor, que estavam prontos a dar a vida pelo que pregavam e por Aquele que anunciavam...

 É só isto e tudo isto que falta tanto hoje! Pregadores descomprometidos; cristãos que gostam de elogiar o mundo e desprezar o Evangelho, piruetas para atrair o povo como quem seduz um bando de crianças ingênuas... Nada disso trará vigor à Igreja! O vigor da Igreja é e será sempre Cristo vivido integralmente, de modo apaixonado e apaixonante! Muitos não aceitarão, muitos zombarão, muitos sequer compreenderão... Mas “todos os que eram destinados à vida eterna, abraçaram a fé”... E “os discípulos ficaram cheios da alegria do Espírito Santo”... O resto é moda, bobagem que distrai do essencial e somente esconde nossa pouca fé, nosso pouco compromisso e entusiasmo com o Senhor Jesus...

 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

5º PAPA: Santo Evaristo - ano 101 a 107

Papa Santo Evaristo (5º Papa)
Pontificado: do ano 101 ao ano 107



É o quinto Papa da Igreja Católica a receber, como seus predecessores, a coroa do Martírio. Foi em Roma, numa época em que as perseguições contra a Santa Igreja de Deus eram implacáveis. Tempos muito aflitivos para os cristãos que pagavam com a própria vida sua recusa em abjurar a fé.
 
Santo Evaristo era judeu-grego de nascimento. Seu pai chamava-se Judas, originário de Belém, mas acabou fixando residência na Grécia. Educou seu filho na doutrina e princípios judaicos. Evaristo manifestou, desde a mais tenra infância, boas disposições pela virtude e pelas letras, fato que seu pai observou e cuidou de cultivar com dedicação. Assim foi progredindo Evaristo nas ciências, de forma que tornou-se pessoa de excelentes talentos, dentro dos seus puros e inocentes costumes.

Não se sabe as circunstâncias e a época em que se converteu ao cristianismo e nem a época precisa em que foi para Roma, mas passou a ser conhecido como um membro do clero que destacou-se rapidamente em santidade, reconhecida por toda a Roma. Era um presbítero conhecido por acender o fervor e devoção no coração dos seus fiéis, pelos seus exemplos de virtude e caridade cristã.


Sucedeu a São Clemente no trono pontifício. Apesar de resistir em assumir o cargo, após declarar publicamente sua indignidade, acabou sendo aclamado pelo clero e pelo povo como merecedor de tão nobre missão. A unanimidade de opiniões, portanto, fez com que fosse consagrado Papa no ano de 101.

Logo que assumiu a cadeira de São Pedro, aplicou todo o seu desvelo para remediar as necessidades da Santa Igreja, perseguida por toda a parte, num calamitoso tempo em que a chama da heresia tentava debelar-se em território sagrado. O espírito das trevas valia-se de todos os artifícios para derramar o veneno de seus erros, particularmente, entre os fiéis de Roma.

Porém, como o Divino Mestre tinha empenhado sua palavra, de que as portas do inferno jamais prevaleceriam contra Sua Igreja, dispôs, em sua amorosa providência, que ocupasse Santo Evaristo a cátedra da verdade, a fim de deter a inundação de iniqüidade e para dissipar esta multidão de inimigos. Com efeito, tão bem cuidou do aprisco que o Senhor lhe havia confiado, que todos os fiéis de Roma, conservaram sempre a pureza da fé. Ainda que a maior parte dos heresiarcas tenham concorrido para perverter a capital, o zelo, as instruções e a solicitude pastoral do Santo Padre foram preservativos tão eficazes, que o veneno do erro jamais pôde seduzir o coração de um só fiel sequer.

Além da luta contra a heresia, empenhou-se também no aperfeiçoamento da disciplina eclesiástica, por meio de prudentíssimas regras e decretos. Foi por sua determinação que Roma foi dividida em paróquias. Essas paróquias, confiadas a diversos presbíteros, não eram na época igrejas públicas, mas oratórios de casas particulares, onde se congregavam os cristãos para ouvir a Palavra de Deus e para assistir à celebração dos divinos mistérios. Nas portas destes oratórios, eram afixadas cruzes para que fossem diferenciados dos locais profanos públicos, que eram distinguidos por estátuas de imperadores. Também, por decreto, definiu que o matrimônio fosse celebrado publicamente pelo sacerdote.

                                            
Seu infatigável zêlo, fazia com que visitasse as paróquias pessoalmente, sempre preocupado com a conservação de seu rebanho na pureza da fé. Laboriosamente cuidava da causa das crianças e dos escravos, com solicitude e empenho.

Ainda que o imperador Trajano fosse um dos melhores príncipes dos gentios, quer por sua paciência como por sua moderação, nem por isto receberam os cristãos melhor tratamento. Apesar de não ter firmado novo edito contra a Santa Religião, nutria mortal aversão aos cristãos, não porque os conhecesse, senão pelos horrorosos retratos que cortesãos idólatras e sacerdotes de ídolos, pintavam na mente do imperador. E bastava esta aversão para excitar contra os cristãos, o povo e os magistrados.

O trabalho apostólico de Santo Evaristo continuava com vigor, de forma que o número de fiéis crescia palpavelmente, para insatisfação dos inimigos de Cristo. A vinha do Senhor era regada com o sangue dos Mártires, ostentando-se cada vez mais florida e fecunda. Os pagãos concluíram que essa fecundidade era efeito do zelo ardentíssimo do Santo Pontífice. Após arquitetarem diversas artimanhas, para pôr têrmo ao crescimento da religião de Cristo, decidiram que o meio mais eficaz para dispersar o rebanho, seria ferir o pastor. E assim foi feito! Fecharam-no com cadeias e conduziram-no ao cárcere para ser julgado. Conduzido ao tribunal, demonstrou tanta alegria ao receber sentença de morte por amor a Jesus Cristo, que os magistrados quedaram atônitos, não conseguindo compreender como cabia tanto valor e tanta constância em um pobre velho, acabrunhado pelo peso dos anos. Enfim, foi condenado à morte como o cabeça dos cristãos, no dia 26 de outubro do ano 107, recebendo a honra de ser mais um mártir da Igreja Universal.
 
Santo Evaristo Papa, rogai por nós! Rogai pela Igreja da qual fostes o Pastor!

domingo, 6 de outubro de 2013

Qual a sua religião? "Evangélica"! Imaginemos um culto de tal religião

A torre de babel, figura clara da confusão protestante
Todos nós já presenciamos em algum momento de nossas vidas alguém, após lhe perguntarem se tem  religião, responder: "evangélica". Quando o assunto é religião, os menos esclarecidos (e nesse grupo se inclui a maior parte da sociedade) acredita existir uma chamada "religião evangélica" ou "igreja evangélica" e é exatamente assim que os protestantes se definem. No entanto, quando se compreende o real significado da palavra religião, a definição de religião e as características da religião, logo se conclui que aquilo que os protestantes chamam "religião evangélica" nada mais é que um aglomerado de diversas religiões, muitas delas com semelhanças e crenças em comum, embora diferentes em pontos essenciais. Traduzindo: a "religião evangélica" é, na verdade, um conjunto de muitas religiões diferentes.
 
Trazemos abaixo dois exemplos interessantes: no primeiro, trata-se de um texto que nos faz imaginar como seria um culto único onde participariam "irmãos" de diversas denominações protestantes. Nós do blog Morro por Cristo tomamos a liberdade de fazer alguns acréscimos ao texto, no entanto sua versão original encontra-se no link logo abaixo do texto. No segundo, trazemos um vídeo onde dois protestantes ("evangélicos", um batista e outro da "deus é amor") discutem aos berros, em praça pública e diante de uma multidão de ouvintes certamente confusos.

Em ambos exemplos fica patente a confusão do protestantismo que pretende ser evangélico. Vale lembrar que o termo evangélico se refere à Evangelho, portanto àquele (ou aquilo) que se baseia no Evangelho e que, sendo assim, somente o catolicismo pode ser chamado verdadeiramente evangélico.

Viva Cristo Rey!


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UNIÃO DOS PROTESTANTES

Missão Impossível:

Imaginem em um culto, todos reunidos, irmãos da Assembléia de Deus, da Metodista, da Batista, da Universal, da Deus é Amor, da Congregação Cristã, da Nova Vida, da Igreja da Graça.Da Igreja do Silas.....

Então no meio do Culto..Os "Irmãos Da Metodista", dizem no Pé do ouvido dos "irmãos batistas": Se vcs não falarem que o Batismo é simbólico, nós também... não falaremos que vcs devem batizar as crianças de vcs, OK?
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Os Batistas dizem que sim, que prometem ficar calados, mas pedem para os Metodistas tbm não falarem que Maria é Mãe de Deus.. pronto, acordo fechado
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Aí um irmão "cai pelo poder de Deus", quem é da Universal vai acreditar que o irmão está endemoninhado.
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Em um outro canto da igreja, um irmão fica em pé, levanta a mão, com uma breve introdução em línguas estranhas, passa a "profetizar", os irmãos da Deus é Amor vão se olhar desconfiados.
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Enquanto um irmão da Universal vai exorcizar o irmão que está caído, outros vão segura-lo dizendo que ele está louco e se levantando contra o Espírito Santo.
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O Missionário David Miranda da Deus é Amor é convidado para uma "breve" palavra, e passa a ensinar que as irmãs não devem se depilar e os irmãos não podem usar tênis e nem roupa Jeans. O que acaba por causar um mal estar em todos ali presentes.
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O Marco Feliciano tem uma oportunidade e com muita arrogância ensina que usar véu durante o culto é pura bobagem, o que faz com que boa parte dos irmãos da Congregação Cristã no Brasil abandonem o "culto".
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Silas Malafaia com socos no ar, berra que a Igreja certa é a que ele fundou agora, e que as Bíblias ditas Evangélicas são dignas de serem queimadas, pois a Bíblia certa é a dele (Silas)de Benção financeira e Batalha espiritual.

 

Valdomiro Santiago toma o microfone e, em um choro copioso, após acusar a outros irmãos de o caluniarem, promete curar toda sorte de doenças por meio da compra de seu "sabonete ungido" e de sua "fronha legitimada". Os irmãos da Assembleia da Deus se perguntam, escandalizados, se aquilo não se trataria de superstição.

RR Soares assume a tribuna e, assim como diz que os irmãos não devem pedir mas sim "determinar" que Deus lhes atenda em seus desejos pois eles "têm o direito à benção", assim também"determina" que Deus intervenha naquela bagunça.

Fim do culto, digo reunião, digo reteté, ou melhor bagunça mesmo.

Todos gritavam ao mesmo tempo. A assembléia era uma grande confusão e a maioria nem sabia por que se achavam ali reunidos. (atos 19,32)

Porquanto Deus não é Deus de confusão, mas de paz. (1Cor 14,33)

De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo (Gálatas 1,7)

DEMAPRO: DESMASCARANDO MANOBRAS PROTESTANTES
 
 
 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

SÃO FRANCISCO DE ASSIS e o sultão

Hoje é dia do gigante São Francisco de Assis, o probrezinho de Assis como é carinhosamente chamado. Já que os leitores poderão encontrar diversas fontes que contam um pouco da história deste grande santo, nos limitamos a compartilhar aqui apenas um trecho de sua gloriosa história (aliás, um trecho que em nosso tempo poderia ser classificado como polêmico). Trata-se de um fragmento do diálogo entre São Francisco e o Sultão Al-Malik al-Kamil, quando de sua visita a este sultão árabe na época das cruzadas.
 
É muito interessante e de grande valia ter a oportunidade de lê-lo, umas vez que a grande maioria das pessoas de nosso tempo apenas tem acesso à uma caricatura do verdadeiro São Francisco, apresentado como uma espécie de "hippie paz e amor" que pouco se interessava pela fé e doutrina.
 
Certa vez, assisti a um dos inúmeros filmes que retratam a vida deste glorioso santo. Nesse filme, o episódio da visita de Francisco ao Sultão (e anteriormente aos cruzados prontos para a batalha) se resume mais ou menos à uma tentativa do santo de fazer o sultão e os católicos abandonarem suas diferenças - que se tratariam apenas de "picuinhas" promovidas por pessoas más, ávidas por poder - para que assim pudessem dar as mãos como amigos. Como o santo não obteve o resultado esperado, se vendo frustrado retornou à Itália.
 
Mas a verdadeira história (do verdadeiro São Francisco) mostra que o Santo  - sabendo estar arriscando a própria vida - visitou o Sultão com um objetivo definido: tentar convertê-lo à Cristo.
 
Segue abaixo o trecho em que São Francisco explica - fundamentando-se nos evangelhos - o porquê daquela luta contra os muçulmanos.

 ¡Viva Cristo Rey!
 
*          *          *           *
 
 
Diálogo entre São Francisco de Assis e o Sultão al-Malik al-Kamil
em 1219, perto de Damieta, Egito.
 
 
São Francisco de Assis diante do sultão al-Malik al-Kamil.
Fra Angelico ca. 1429, Lindenau Museum, Altenberg.
 
 
O sultão lhe apresentou outra questão:

− “Vosso Senhor ensina no Evangelho que vós não deveis retribuir mal com mal, e não deveis recusar o manto que quem vos quer tirar a túnica, etc. Então, vós, cristãos não deveríeis invadir as nossas terras, etc.”.

Respondeu o bem-aventurado Francisco:

− “Me parece que vós não tendes lido todo o Evangelho. Em outra parte, de fato, está dito: Se teu olho te escandaliza, arranca-o e joga-o longe de ti" (Mt. 5,25).

Com isto quis nos ensinar que também no caso de um homem que fosse nosso amigo ou parente, que nos amássemos como a pupila do olho, nós devemos estar dispostos a separa-lo, e afastá-lo de nós, até arrancá-lo de nós, se tenta nos afastar da fé e do amor de nosso Deus".

Exatamente por isto o cristãos agem de acordo com a Justiça quando invadem vossas terras e vos combatem, porque vós blasfemais contra o Nome de Cristo e vos empenhais em afastar de Sua religião todos os homens que podeis".

Se, pelo contrário, vós quiserdes conhecer, confessar e adorar o Criador e Redentor do mundo eles vos amariam como a si próprios”.

Todos os presentes ficaram tomados de admiração pela resposta dele.

 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sermão de São joão Maria Vianney decisivo para minha conversão! LEIAM!

São João Maria Vianney é um dos santos a quem mais admiro. Sua história é apaixonante e não há como manter-se indiferente após ler algum de seus sermões. O Santo Padre Bento XVI, durante o ano sacerdotal, o apontou como o modelo de todo o sacerdote católico. Segue abaixo um breve resumo de sua história e um de seus sermões, provavelmente aquele que mais tenha "mexido comigo", me convidando à conversão. É bastante pertinente, principalmente nos dias em que vivemos, pois nos mostra que a Igreja não exclui ninguém, mas sim é o pecador pertinaz e impenitente que se exclui a si mesmo da comunhão com a Igreja e, consequentemente, da comunhão com Deus. Peço que o LEIAM atentamente:
 
Pequeno resumo da história de São João Maria Vianney, o cura d´Ars
 
 
 
 
Infância e adolescência
 
Jean-Marie Baptiste Vianney nasceu em 8 de maio de 1786, na localidade de Dardilly, dez quilômetros ao noroeste da cidade de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de frequentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.
 
Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que frequentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando aprendeu a língua francesa, pois em sua casa se falava um dialeto regional.
 
Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde surgiram os obstáculos por causa de sua falta de instrução.
 
Seminário e sacerdócio

Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os outros seminaristas, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo.
 
Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém para Deus ele era um homem extraordinário e foi por meio desse apostolado que o dom do Espírito Santo manifestou-se sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja Católica já teve.
 
Durante o seu aprendizado em Écully, o abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, três anos depois, conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi então designado vigário geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isso porque nenhum sacerdote aceitava aquela paróquia ao norte de Lyon, que possuía apenas duzentos e trinta habitantes, todos não-praticantes e afamados pela violência. Por isso a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas.
 
O Santo Cura D'Ars
 
Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: "Me mostras o caminho de Ars e eu te mostrarei o caminho do céu". Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro.
 
Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situação. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam confessar-se, para obter a reconciliação e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo.
 
Na paróquia, fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles.

 A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars com um só objetivo: ver o cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem de esperavam horas ou dias inteiros. Assim, o local tornou-se um centro de peregrinações.
 
O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, já era venerado como santo.
 
Corpo incorrupto de São João Maria Vianney
 
O seu corpo incorrupto, encontra-se na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande santuário de peregrinação. São João Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja Padroeiro dos Sacerdotes e o dia de sua festa, 4 de agosto, escolhido para celebrar o Dia do Padre.
 
Sermão de São João Maria Vianney

“Eles Pertencem ao Mundo”:
 
“Pobres mundanos! Quão infelizes vocês são! Sigam em frente com esse modo de vida e vocês não terão nada a ganhar a não ser o Inferno! Alguns de vocês até gostariam de freqüentar o Sacramento da Confissão, pelo menos uma vez no ano, mas para isso, primeiramente teriam que encontrar um confessor daqueles bem condescendentes. Imagine… até gostariam… se isso fosse todo o problema! Suponhamos que encontrem um confessor que perceba que suas disposições não são boas, ou seja, falta-lhes o arrependimento e a contrição, e que portanto se recuse a dar-lhes a absolvição! Imediatamente se põem a falar mal do confessor, procurando se justificarem a si próprias pelo fato de terem tentado e falhado em obter o Sacramento. Com certeza elas falarão muito mal daquele confessor, apesar de terem pleno conhecimento de seu estado pecaminoso e de saberem muito bem porque o confessor recusou a dar-lhes a absolvição. De todo modo, eles sabem bem que o confessor não pode fazer nada para conceder aquilo que eles querem, ainda assim elas não se dão por satisfeitas em sair espalhando suas mentiras!
 
Continuem assim, filhos deste mundo! Continuem nessa rotina; vocês vão ver um dia aquilo que jamais desejariam ver! Eu sei que vocês gostariam de repartir seus corações em dois! Mas não tem jeito, meus amigos: ou é tudo pra Deus ou é tudo para o mundo. Vocês querem receber com freqüência os Sacramentos? Muito bem, pois então, abram mão das danças, dos cabarés e das diversões pecaminosas! Hoje vocês possuem a graça em grau suficiente para virem até aqui, apresentarem-se voluntariamente no Tribunal da Penitência, ajoelhar-se diante da Mesa Sagrada e partilhar do Pão dos Anjos. Daqui a três ou quatro semanas, talvez até menos, vocês já serão vistos passando as noites ao lado dos bêbados, e o que é pior, se entregando aos mais horríveis atos de impureza! Pois continuem assim, filhos deste mundo! Logo, logo vocês estarão no Inferno! Lá eles ensinarão a vocês tudo que deveriam ter feito para conseguir o Céu, que vocês acabaram perdendo inteiramente por sua própria culpa!
 
Ai de vocês, filhos deste mundo! Continuem assim; sigam o mestre que vocês têm seguido até agora! Muito cedo vocês perceberão o quão errado vocês foram ao seguir esses caminhos. Mas será que isso os fará mais sábios? Infelizmente não. Se alguém nos trai uma vez, nós logo dizemos: – Nunca mais voltarei a confiar nele novamente! E com razão! Mas o mundo nos trai continuamente e mesmo assim continuamos a amá-lo. São João nos adverte em sua Primeira Epístola: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo não está nele o amor do Pai”. Ah! Meus caros filhos, se nós tivéssemos a menor idéia do que é o mundo, passaríamos nossas vidas em dar-lhe adeus. Quando uma pessoa atinge a idade de quinze anos, ela dá adeus aos tempos de sua infância, ela olha para trás e vê como efêmeras e bobas eram as brincadeiras de crianças, como construir castelinhos de areia. Aos trinta, a pessoa começa a deixar de lado os prazeres consumistas da juventude leviana. Aquilo que dava tanto prazer nos dias de juventude, começa a tornar-se aborrecido. Se formos pensar bem, meus amigos, todos os dias estamos dando adeus a este mundo. Somos como viajantes que desfrutam da beleza da paisagem apenas enquanto estão viajando. Mais cedo do que esperamos, veremos o tempo que deixamos para trás. E é exatamente a mesma coisa com os prazeres e bens dos quais nos tornamos tão apegados. Chegará o dia em que a Eternidade jogará todas essas coisas num profundo abismo. E então, meus caros irmãos, o mundo desaparecerá para sempre dos nossos olhos e reconheceremos a nossa loucura em termos sido tão apegados a ele. E a respeito de tudo o que nos foi dito sobre o pecado? Só então veremos que era tudo verdade! Coitado daquele que tiver vivido somente para o mundo! Aquele que não buscou outra coisa senão o mundo em tudo aquilo que fez… De repente todos os prazeres e alegrias do mundo já não mais existem! Tudo estará escapulindo de suas mãos: o mundo, suas alegrias, todos os prazeres que ocupavam seu coração e o que é pior: também sua alma!”