"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"MISSA" AFRO? A diferença entre um sacrilégio brazuca e a verdadeira MISSA da Africa

Amigos e leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Vou tratar, ainda que brevemente, de um tema polêmico e que suscita uma diversidade de sentimentos naqueles que com ele se deparam. Em alguns, provoca dúvidas e confusão, em outros, estranheza, em mim, particularmente: indignação e uma pitada de desgosto.

Me refiro à "missa" Afro.

 

Primeiramente, é preciso recordar o que é a Missa em si. Ora, a Santa Missa, antes de mais nada, é a renovação incruenta do Sacrifício Redentor de Cristo, começado na Sua Encarnação e consumado no Calvário.

Bastaria ter isso bem claro e entendido e já se abandonaria uma série de práticas e posturas adotadas nas Missas Brasil (e mundo) afora. Ora, se a Missa é a atualização do mesmo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, concluímos ser impossível ao a assistirmos, cantarmos e nos mexermos de maneira frenética, adotarmos postura irreverente e desrespeitosa, batermos palmas e menos ainda dançarmos enquanto Nosso Senhor (misticamente) está sendo imolado sobre o altar. Isso se estende às demais práticas abusivas introduzidas nas celebrações da Santa Missa (os chamados abusos litúrgicos): Falta de modéstia e respeito no vestir e no falar, músicas e instrumentos profanos com o intuito de "animar" a Missa (rock´n´ rol, bateria, guitarra, etc.), indiferença e desrespeito ao se receber a Sagrada Comunhão, leigos manuseando as Sagradas Espécies, etc...
 
Em segundo lugar, cabe lembrar que a Santa Missa é celebrada por meio de um RITO: conjunto de regras e de cerimônias que determinam os movimentos e ações a ser executados na Santa Missa. A  Igreja de Cristo possui diversos ritos para a celebração da Santa Missa (Romano, Bizantino, Copta, etc.), todos eles - de certa forma - transmitidos desde os Apóstolos, certamente incrementados e moldados ao longo dos séculos até chegarem aos nossos dias. Além dessas características, um rito para ser válido e reconhecido precisa ter sido aprovado pela Santa Sé.
 
O Rito a que estamos acostumados é o chamado Rito Romano, o rito de praticamente toda a Igreja no Ocidente. É certo que até a década de 1960 tinhamos o Rito Romano construído ao longo dos séculos (o que hoje chamamos de "Rito Romano Tradicional", "Missa Tridentina", "Forma Extraordinária", etc.) e após esse período nos foi dada a Missa após reforma do Papa Paulo VI (chamada "Missa de Paulo VI" ou "Missa Nova"). Como a Santa Missa no chamado "Rito Romano Tradicional" é, praticamente, blindada contra abusos, invencionices e sacrilégios, obviamente que os abusos a que nos referimos são cometidos na chamada "Missa Nova", presente em praticamente 100% das paróquias ocidentais.
 
Missas contendo abusos litúrgicos, profanações e sacrilégios dos mais variados - lamentavelmente - ocorrem em todos os países do mundo. Mas o tipo de Missa sacrílega que me motivou a escrever esse artigo é bem brasileiro: a chamada "Missa" Afro.
 
Tal cerimônia surgiu, segundo seus idealizadores, com o intuito de "integrar" a comunidade negra à Igreja, valorizar a raça negra e todas suas manifestações culturais e fazer uma espécie de "mix" entre o cristianismo e a cultura do povo negro, com o objetivo de "inculturar" o cristianismo, promovendo Missas ditas "inculturadas".
 
Grosso modo, trata-se de uma Missa onde sacerdote e fiéis se fantasiam de africanos, alguns de mães/pais de "santo" de religiões afrobrasileiras, ao som de atabaques batem palmas, dançam, gingam, cantam canções cristãs, "africanizadas" ou mesmo sem qualquer conteúdo litúrgico ("um sorriso negro, um abraço negro" etc.), adornam a Igreja com tecidos multicoloridos, folhagens e figuras de personagens nada santos (Zumbi dos Palmares, por exemplo), pessoas entrando com "oferendas" de frutas, farofa, pipoca, além de se cumprimentarem com gestos e palavras ("axé") estranhas à prática cristã.
 
O resultado não poderia ser pior: além da profanação e sacrilégio em si, semear a confusão nos fiéis, tanto naqueles ingênuos e relativistas que passam a acreditar não haver problema em se frequentar a "missa"e o "terreiro" ao mesmo tempo, como naqueles que se escandalizam por pensar ter a Igreja Católica adotado a "macumba". O destino destes, geralmente, é abandonar a Igreja para se refugiar em alguma seita protestante. Além disso, o que eles chamam de "Missa" Afro na verdade trata-se de uma cerimônia repleta de abusos litúrgicos e profanações onde são incorporados diversos elementos retirados ou inspirados na Umbanda e no Candomblé (duas religiões afro-brasileiras), portanto, totalmente estranhos à Fé e à Liturgia Católica. Em suma, trata-se de (mais uma entre muitas espécies de) missa sacrílega.
 
Para ser contrário a esse tipo de celebração, não se é necesssário fazer muito esforço. Além dos argumentos citados mais acima, basta usar um pouco de lógica e bom senso. Vejamos:
 
1º Basta usarmos o exemplo da "missa" afro ao contrário: Imaginemos uma cerimônia de "candomblé cristianizado" - trocando os atabaques por um orgão de tubos, as danças por uma postura contemplativa, os pontos cantados substituídos por um coral de canto gregoriano e... VOILÀ! Temos um candomblé totalmente descaracterizado. Na verdade, nem seria considerada uma cerimônia de candomblé. Os adeptos dessa religião sequer a reconheceriam como tal e, certamente, não permitiriam que isso viesse a acontecer. Ora, isso por si só já deveria ser suficiente para convencer os "católicos" promotores de "missa" afro.
 
2º Seguindo o "critério" usado pelos "católicos" de "missa" afro para legitimar sua prática, os católicos mexicanos deveriam promover a "missa azteca", os peruanos a "missa inca" (ambas regadas a plumas, máscaras e pirâmides), os japoneses e asiáticos a "missa oriental" (com seus quimonos e montes de peixe cru e yakisoba no ofertório), e assim por diante... Alegam que a Missa (com seu Rito) não deve ser imposta ao povo evangelizado, mas antes, esta deve se adaptar ao povo e sua cultura. Ora, mas então também a Missa no Rito Romano não existiria, afinal, imaginem se os Apostólos tivessem que adaptar sua Fé (e Liturgia) aos pagãos que evangelizavam? Imagine se a Missa tivesse que ser adaptada aos costumes dos saxões da Inglaterra, aos Vickings ou aos Bárbaros e demais povos na Europa? 
 
3º Querem impregnar na Liturgia uma cultura negra que sequer é a deles (negros brasileiros), mas sim de algumas regiões africanas específicas (além de outros elementos que nem pertencentes à Africa são - estritamente falando - mas apenas pertencentes à religiões afro brasileiras (algumas nascidas no Brasil como é o caso da Umbanda). O negro e o branco brasileiro, em geral, são fruto de uma mesma cultura: cristã ocidental. Aliás, tal empreendimento - a meu ver - apenas afasta negros e brancos, como se fossem opostos, quando, tanto a miscigenação de nosso país por si só já deveria anular essa idéia (em geral, o negro brasileiro tem algo de branco e o branco brasileiro algo de negro, tanto etnicamente como culturalmente) como - e E PRINCIPALMENTE - o cristianismo, o fato de sermos cristãos e filhos da Igreja, deve nos fazer eliminar as diferenças para que nos sintamos simplesmente cristãos, católicos e portanto, IRMÃOS. 
 
Finalizo apresentando algumas imagens. Primeiramente, imagens tiradas de uma "missa" Afro realizada na Igreja de meu bairro. Isso explica o porquê do desgosto que mencionei no início deste artigo. Logo após, imagens de verdadeiras Missas Afro, isto é, Missas Tradicionais celebradas na Africa (a de verdade). Por que a expressão "verdadeiras  Missas Afro"? Porque a Missa verdadeira é Africana, é Europeia, é Norteamericana, é Sulamericana, é Asiática, é Universal, é CATÓLICA!
 
Viva Cristo Rey!
 
José Santiago Lima



"missa" afro no Brasil é isso:



"Ofertório"


"Procissão de entrada"


"Ofertas" diante do Altar... ou seriam oferendas"?
 
 

Enquanto isso... na AFRICA... Missa Afro é isso:

 

Dom Gregory Ochiagha, Bispo Emérito de Orlu - NIGÉRIA


Celebrou seu Jubileu de Ouro com uma Solene Missa Pontifical na forma extraordinária - Rito Romano Tradicional


Solene Elevação do Santíssimo Corpo do Senhor



E a sacralidade e reverência dde nossos irmãos africanos ao receber o Santíssimo
 
 
Dom Basil Mvé Engone, bispo de Libreville - GABÃO
 

Coral entoando cânticos durante a celebração da Missa Pontifical Solene - Rito Romano Tradicional


Solenidade e sacralidade ao se administrar o Corpo do Senhor


Isntituto Cristo Rey na Africa e o Bispo Dom Basil Mvé Engone.

FSSPX Corpus Christe 2014 - GABÃO

Procissão com o Santíssimo


Tantum Ergo Sacramentum


Nossos irmãos, jovenzinhos preparados para a primeira Comunhão!


Diante dele todo o joelho se dobre... CORPUS CHRISTE!


Princesinhas prontas para a primeira comunhão


Graças e louvores se deem a todo o momento! Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento!


FSSPX - CORPUS CHRISTE - AFRICA - 2014

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