"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Prova de que os primeiros cristãos pediam a intercessão de Nossa Senhora

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Qualquer pessoa séria, que busque a verdade e se proponha descobri-la com sinceridade, não permitindo que paixões e opiniões pré concebidas atrapalhem essa descoberta, enfim, qualquer pessoa realmente interessada na verdade descobrirá ao estudar a história do Cristianismo que a Igreja Católica é a mesma Igreja fundada por Cristo, ao menos no sentido histórico (sucessão ininterrupta de Bispos em Dioceses desde os tempos apostólicos até nossos dias, mútuo reconhecimento da validade e autoridade desses Bispos/Dioceses, além, obviamente, da comunhão de Fé). Não por menos, protestantes históricos tal qual seus "pais" reformadores jamais colocaram em dúvida esse fato, justificando apenas sua separação desta Igreja por acreditar que ela tenha se corrompido, aderido ao erro e abandonado a verdade evangélica.

Sendo assim, afirmações estúpidas do tipo "a Igreja Católica foi criada por Constatino" são normalmente proferidas por protestantes "mais recentes", desprovidos de conhecimento histórico, embora repletos de orgulho. Sim, o orgulho, o mesmo pecado que deu origem ao protestantismo. O orgulho é o pecado pai do protestantismo. Por que digo isso? Ora, basta pensar em Lutero e na maneira como conduziu sua "reforma". A corrupção entre membros da Igreja sempre existiu ao longo de seus - até então - 1500 anos (basta pensar no Apóstolo Judas Iscariotes que roubava da bolsa sob seus cuidados (São João Cap. 12 vers.6) e que por fim traiu o Senhor por 30 dinheiros) e no entanto, por diversas vezes, Deus suscitou santos para condenar tais erros e restabelecer a virtude entre os membros da Igreja. E Lutero, ele mesmo um homem nada virtuoso, o que fez? Buscou consertar a Igreja tal qual haviam feito os santos? Não! Cheio de orgulho e soberba, dela se separou julgando-se acima de tudo e de todos, crendo representar "a vontade de Deus na terra", fundando sua própria seita e iniciando um processo que perdura até nossos dias (a cada dias integrantes de seitas protestantes delas se desvinculam para fundar suas próprias seitas em um movimento que parece não ter fim). 

Esse mesmo orgulho faz com que pessoas sem o mínimo preparo venham até nosso blog atacar a Igreja que é o Corpo místico de Cristo, essa mesma soberba leva verdadeiros coitados a visitar nosso blog para blasfemar contra a Santíssima Virgem, Mãe de Deus, sem perceberem o que fazem, ou o que é pior, acreditando que com isso estão "servindo a Deus". Ora, esse orgulho e essa soberba tal como em Lutero, os impede de ver o que realmente são, os impossibilita de perceber sua real insignificância. E não pense o leitor que os chamo de coitados e insignificantes comparando-os a mim (também coitado e insignificante). Comparo-os à Verdade revelada (que é o próprio Cristo) através de Seu Corpo que é a Igreja, assim como à mais perfeita Criatura feita por Deus, a Virgem Maria.

Uma pobre coitada que aqui veio blasfemar contra Nossa Senhora, dentre outras coisas não muito compreensíveis, disse que "adoramos essa deusa"  porque somos ignorantes e que devemos "estudar mais" e "ler mais a Bíblia". Ora, como alguém que sequer consegue se expressar de uma maneira minimamente compreensível pode se achar superior a uma Instituição com 2 mil anos de existência, composta por santos e doutores cujas virtudes e sabedoria até hoje são reconhecidos mesmo por não crentes? Como tal pessoa orgulhosamente acredita poder julgar uma instituição de 2 mil anos mandando-a "estudar mais" e "ler mais a Bíblia" sendo que essa mesma Instituição foi a que FORMOU a Bíblia (e a estuda há 2 mil anos)?

Para finalizar, tal pessoa afirma que a Virgem Maria é "adorada" na Igreja Católica (por ela chamada "ICAR") porque "o catolicismo é uma mistura de paganismo, espiritismo e macumba" e "da macumba" teria tirado a "adoração" à Nossa Senhora.

Duas coisas devem ser esclarecidas:

A primeira: Nossa Senhora, assim como qualquer outra criatura, não pode ser adorada. Nós amamos a Virgem Maria, a veneramos como Aquela escolhida pelo próprio Deus desde todo o sempre para nos trazer a Salvação ao mundo, isto é, Jesus Cristo Nosso Senhor. Sendo assim, a amamos e veneramos de todo o coração pois o próprio Deus assim o quis (São Lucas cap. 1 vers. 48).

A segunda: Por se tratar de uma afirmação ridícula, nem precisaria ser respondida a acusação de que o Catolicismo e a veneração à Virgem Maria serem retirados "da macumba" uma vez que a "macumba" (talvez ela queira ter se referido a religiões afro-brasileiras como Candomblé e Umbanda) possuem pouco mais de um século (no caso da umbanda, por volta de 100 anos, enquanto o candomblé varia uma vez que alguns alegam ter vindo juntamente com os escravos entre 300 e 400 anos atrás enquanto outros afirmam tratar-se de uma religião fruto da mistura de crenças africanas, não tendo sequer 200 anos de existência) enquanto o Catolicismo, como já mencionado, possui 2000 anos. Só o argumento do tempo já seria suficiente para que tal bobagem não fosse propagada.

Mas a verdadeira intenção deste artigo é demonstrar que a devoção à Santíssima Virgem como intercessora junto à Deus está presente entre os cristãos desde o início do Cristianismo, quando Nosso Senhor fundou a Igreja sobre os Apóstolos. Abaixo reproduzo o artigo publicado no excelente site Thyself, o Lord sobre o papiro que contém a oração mais antiga à Nossa Senhora já encontrado.

Contra fatos não há argumentos, o que dirá mentiras e calúnias.

Viva Cristo Rey!

José Santiago Lima

*              *              *              *              *              *              *              *              *

Papiro Revela A Primeira Oração a Nossa Senhora (do ano 250).



O Terceiro Concílio Ecumênico de Éfeso de 431 definiu que Nossa Senhora era Mãe de Deus. Mas muito antes os cristãos já chamavam Nossa Senhora de Mãe de Deus (theotokos) e pediam intercessão de Nossa Senhora, pedindo auxílios e refúgio em suas dores. O povo cristão estava séculos na frente da determinação da Igreja

Em 1917, a Biblioteca John Rylands de Manchester adquiriu um papiro egípcio escrito em grego koiné (o grego usado nos evangelhos). O papiro foi datado para o ano 250.Nele há uma oração a Nossa Senhora, que diz, na versão original e em inglês.


Traduzindo a Oração a Nossa Senhora para o português seria:

Em sua compaixão, nós tomamos refúgio, Oh Mãe de Deus: Não despreze nossos pedidos em tempos de dificuldades, mas nos salve dos perigos, oh única santa, oh única abençoada. 

Vejam, protestantes e muçulmanos, Nossa Senhora é exaltada pelos cristãos como intercessora a Deus desde sempre e não como deusa.

Mais informações no site Trisagion Films.

O site disponibiliza um vídeo com Oração dita no original em grego cantada.





Rezemos por nós e pela Igreja como fizeram nossos irmãos cristãos dos primeiros séculos.

Fonte: THYSELF, O LORD

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Resposta a comentário de leitor de Juazeiro do Norte - CE em artigo sobre retorno de ex "evangélico" à Igreja de Cristo

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!



Venho através desta breve postagem, responder a um leitor da cidade de Juazeiro do Norte, estado do Ceará, que nos deixou um comentário no artigo " Testemunho de ex "evangélico", agora católico...".


Aliás, antes de responder ao comentário do prezado leitor, gostaria de esclarecer algo sobre o artigo mencionado, artigo esse que é o mais acessado em nosso blog e o que recebe a maior quantidade de comentários. Pelos comentários recebidos, percebo tratar-se em sua maioria (e o mesmo certamente se dá com os acessos ao artigo) de protestantes indignados pelo fato de um "evangélico" ter se convertido ao catolicismo. Embora o artigo seja autoexplicativo, tais protestantes indignados trazem questionamentos os mais torpes sobre pontos exaustivamente refutados e, sem se dar conta, acabam confirmando algo demonstrado - inclusive - no próprio artigo ao qual comentaram. E o que demonstram?


1º - Que enquanto os "católicos" que se convertem às milhares de seitas protestantes jamais foram católicos (no sentido de conhecer a Fé católica), os protestantes convertidos ao Catolicismo assim o fizeram por serem convencidos através do uso da razão. Isso normalmente se dá após buscarem a verdade de boa fé (além de serem - obviamente - auxiliados pela Graça Divina).



2º - Que alguns protestantes permanecem no protestantismo por ignorância (dificuldade ou mesmo incapacidade de compreensão) enquanto outros assim o fazem simplesmente por se manterem nos mesmos pecados que deram origem ao protestantismo: o orgulho e a soberba.



Digo isso pelo seguinte fato: por volta de 70% dos comentários recebidos contrários ao artigo trazem questionamentos já respondidos assim como afirmações já refutadas no próprio artigo. Isso comprova que seus autores provavelmente não leram, e se leram, não entenderam (ou não quiseram entender) aquilo que o autor do artigo diz de forma bastante clara.



Portanto, aos leitores que pretendem continuar comentando aqui no blog, lhes deixo algumas considerações: este é um blog CATÓLICO, de alguém que já "navegou por outros mares" antes de haver encontrado a verdade, isto é, Jesus Cristo e sua única e verdadeira religião. Portanto, caso eu perceba no comentário recebido uma sincera discordância, fruto de ignorância ou mesmo de argumentos contrários mas que transpareça boa fé e busca pela verdade, me esforçarei para responder dentro de meu limitadíssimo tempo. Agora, para comentários soberbos - eivados de argumentos toscos e orgulho cego - cujo único objetivo é "demonstrar estar certo" e não buscar a verdade, estes eu simplesmente descartarei. Simples assim.



Tendo isso bem claro, creio poder prosseguir com o que realmente me motivou a escrever tal artigo: o comentário do leitor. Segue abaixo sua transcrição, tendo omitindo apenas o nome do leitor:



"nome do leitor - 21 de Janeiro de 2016 13:56 Parabéns a tudo que escreveu, não tem exageros, pois, sou evangélico a 3 anos, hoje estou com 41 anos, aceitei a Jesus para os evangélicos por conta de minha esposa que ha 10 anos professa essa fé. Temos 2 filhos e lutei muito pelo nosso casamento acabei sedendo e virei o evangélico, me sinto como um troféu na mão de nosso pastor, pois, morei com um tio que é padre ate os dias de hoje em juazeiro - CE, fui seminarista em Olinda onde morei com esse tio. Quero dizer a vocês que jamais perdi minha acescência de católico apostólico romano que sempre sou, tenho lido vários testemunhos de ex-evangélicos, tenho me aproximado de Maria mãe de Jesus e nossa mãe, que nunca esqueci e jamais desprezeis. Cada dia me convenço mais na nossa igreja, tenho rezado a Deus e a nossa Senhora do desterro que desterre esse fanatismo de minha esposa por esses pastores e essas igrejas evangélicas. Em nosso relacionamento sempre quem cedeu fui eu, abri mão de ser"



Caro irmão em Cristo Jesus, vosso comentário despertou em mim um misto de tristeza e alegria. Tristeza por vê-lo confessar vossa apostasia, ainda que seja por um motivo aparentemente justo ("agradar a esposa" e "preservar o casamento"). Alegria por vê-lo buscando manter um vínculo - ainda que apenas interior - com a real fonte das graças divinas: a Fé Católica. Meu caro, não sou sacerdote e por isso não posso me aventurar como "diretor espiritual" de ninguém, mas creio que como um irmão de Fé que vê seu irmão sofrer e que tem por obrigação de caridade cristã poder lhe aconselhar.

Embora seu relato demonstre que você é uma pessoa séria, temente a Deus e que preza o casamento e a família, saiba que antes de mais nada, sua preocupação deve ser primeiramente para com a sua própria salvação. Somente colocando-a em primeiro plano, poderá pensar na do próximo (sua esposa e filhos). Em relação à esposa, é bom e justo fazer concessões e ceder para agrada-la e manter a união no casamento. Isto, porém, não se aplica quando para preservar o bem-estar e a união se deva pecar, isto é, desobedecer e ofender a Deus. Ora, por melhores que sejam as intenções, nunca serão justificáveis se para alcança-las o cristão deva pecar. E abandonar a Fé verdadeira, nos separando voluntariamente da religião deixada por Jesus Cristo como seu Corpo no qual devemos ser membros para nos unirmos às seitas, isso é um pecado grave.

Sendo assim meu amigo, mesmo que seja com a melhor das intenções, você deve buscar antes agradar a Deus que à sua esposa:
   
"Importa obedecer antes a Deus do que aos homens." (Atos cap.5 vers. 29)

"É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo." (Gálatas cap. 1 vers. 10)

Também eu passo por situação semelhante: minha esposa vem de família protestante (Assembleia de Deus) e, a princípio, tinha aversão à Religião Católica. Depois que me converti, venho travando uma dura batalha para trazê-la para a verdadeira Fé. É difícil, estamos dando um passo de cada vez, mas enquanto isso devemos (tanto eu quanto você) fazer aquilo que São Paulo Apóstolo, em sua primeira epístola aos Coríntios, nos ensina:

"...assim como a mulher que não tem a fé é santificada pelo marido que recebeu a fé" (1 Coríntios, cap. 7 vers. 14)

Portanto, meu amigo, retorne à Verdadeira Fé, e nela se mantenha firme, para que assim também possa santificar sua esposa.

Finalizo lhe deixando um link para que possa aprofundar vossos conhecimentos sobre a Fé Católica. Trata-se da sessão de cartas do site Montfort, cujo responsável era o saudoso professor Orlando Fedeli. Por meio de seu apostolado ele trouxe muitas pessoas para a verdadeira Fé, dentre as quais muitos protestantes (eu mesmo o tenho como um dos responsáveis por meu retorno à Igreja). Acessando o link abaixo, você pode escolher o assunto que quiser conhecer (há uma lista com diversos temas, localizada na lateral esquerda da página):


Me despeço lhe desejando um "bom mergulho" no mar de águas cristalinas que é a Fé Católica. Que você possa sair desse mergulho revigorado, e que Nosso Senhor Jesus Cristo possa recebe-lo de volta o quanto antes em sua verdadeira casa. Que Ele também lhe dê a graça de suportar as dificuldades que certamente virão e que a vossa fidelidade ao Senhor possa trazer também sua esposa para que se santifiquem mutuamente como ramos presos à Única Videira, o Corpo de Cristo, isto é, a Igreja Católica.

Que viva Cristo Rey!

José Santiago Lima

terça-feira, 16 de junho de 2015

Para os leitores protestantes (e para muitos católicos também): "A palavra diz"

Amigos leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
Após longo período sem qualquer publicação, retornamos para - com a graça de Deus - poder dar continuidade ao nosso pequeno apostolado virtual com a esperança de estar sendo útil a alguma alma que busca a Verdade.
 
Em nosso retorno trataremos de publicar um texto/resposta a princípio direcionado aos leitores protestantes que ultimamente têm nos feito diversas indagações, mas que, melhor dizendo, também será útil a muitos católicos que compartilham das mesmas premissas protestantes.
 
E quais seriam elas? Partirei do que me moveu a realizar a presente publicação: comentários de leitores protestantes, quase que todos eles fazendo uso de jargões protestantes do tipo "onde tá na Bíblia que...?", ou "a Bíblia diz que..." ou "A Palavra diz que...", etc. Por ignorância ou confusão, mesmo católicos pensam que essas premissas protestantes estão corretas e o objetivo da presente publicação é mostrar tanto ao protestante quanto ao católico que a Religião de Cristo Jesus NÃO é a religião do livro e, portanto, não APENAS as Sagradas Escrituras (Bíblia) lhe servem de base.
 
Como resposta, reproduzimos abaixo DOIS artigos: o primeiro é de minha autoria e já publicado em nosso blog há alguns anos. O segundo, trata-se de um trecho retirado de uma resposta do excelente site O Fiel Católico a um leitor, onde - dentre outros pontos - é esclarecido essa diferença da Religião de Cristo para o erro da "Sola Scriptura" do protestantismo.

Boa leitura!

José Santiago Lima
 
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"Onde tá escrito na Bíblia que...?"
Na última quarta-feira, estava eu bastante concentrado executando algumas atividades "extra classe" enquanto meus alunos realizavam um trabalho que lhes havia solicitado. Eis que percebo um aumento no tom de voz de alguns integrantes de certo grupo, o que me levou a averiguar sobre o porquê da  discussão.
Para minha surpresa (ou não) o assunto era religião: Um aluno protestante discutia com uma aluna católica enquanto os demais assistiam ao debate. Por vezes o rapaz protestante repetia certo questionamento utilizado com frequência por protestantes contra católicos:

Onde tá escito na Bíblia que...?

Por sorte a garota tinha boa argumentação e era bastante comunicativa, conseguindo sair-se bem da situação, mas nem sempre isso acontece... Diante dessa pergunta, na maioria das vezes os católicos não sabem respondê-la, transmitindo assim a idéia de ignorância e consequentemente dando a idéia de que o protestante tem razão. Ou pior ainda, muitos católicos por desconhecerem sua Fé acabam por concordar com o protestante, sendo essa a causa de muitas "conversões de católicos" para o protestantismo por acreditarem que não seguiam a Bíblia e que a partir de agora a seguirão. Para que isso não aconteça, o católico deve conhecer sua Fé para que possa professá-la de forma íntegra, evitando assim que caia mais neste tipo de armadilha.

Mas então como sair dessa situação? Afinal, e quando nos fizerem essa pergunta? Realmente há crenças ou costumes católicos que não estão descritos na Bíblia, então, o que fazer?

A resposta é simples: o protestante sempre pergunta "onde tá escrito na Bíblia" porque sua sua fé baseia-se na Sola Scriptura (as SOLAS do protestantismo) - invenção do século XVI que afirma ser a Bíblia a única fonte de doutrina e práticas do cristão. Portanto tudo o que deve ser crido ou praticado deve "tá escrito na Bíblia".

Já a Fé Divina e Católica fundamenta-se em 3 COLUNAS e não somente em 1 como a fé protestante. E quais são essas 3 colunas? Vejamos:

BÍBLIA: O conjunto de livros que compõe as Sagradas Escrituras, chamada Bíblia Sagrada, foi reconhecido pela Igreja como de inspiração Divina e portanto constitui UMA das TRÊS colunas que sustentam a Fé Católica.

TRADIÇÃO: A Tradição Apostólica, que é todo o conjunto de crenças ou costumes não escritos na Bíblia mas que, por ter sido transmitido desde o Apóstolos e por seus sucessores ao longo dos 2 milenios da Igreja, é reconhecido como de igual importância e por isso também constitui UMA das três colunas que sustentam a Fé Católica.

MAGISTÉRIO: Por fim temos o Magistério da Igreja que é representado pelo Sumo Pontífice, Bispo de Roma, o Papa, sucessor de Pedro assim como os sucessores dos Apóstolos (Bispos) em comunhão com ele. O Magistério é justamente aquele que guarda a Fé transmitida desde os Apóstolos,  define o que é da Tradição Apostólica e de inspiração divina e que interpreta tanto a Tradição Apostólica como as Sagradas Escrituras. Vale observar que é o Magistério que detem a autoridade para interpretar a Bíblia, inclusive tendo sido ele quem definiu quais livros são de inspiração divina e que portanto deveriam compor a Bíblia. Sendo assim, o Magistério é UMA das TRÊS colunas que sustentam a Fé Católica.

Portanto caros leitores, como católicos devemos ter em mente que nossa Fé não se baseia somente na Bíblia (Sola Scriptura) mas em 3 COLUNAS:

BÍBLIA (os livros sagrados inspirados por Deus, portanto Palavra de Deus).
TRADIÇÃO (a Tradição Apostólica transmitida desde os Apóstolos e portanto também Palavra de Deus).
MAGISTÈRIO (a autoridade dada por Deus à Igreja para interpretar as duas anteriores).

Essa é a diferença entre Nossa Fé Católica e a fé dos protestantes. Ponto! Não devemos provar tudo o que cremos através da Bíblia.

Para um católico que desconhecia essa Verdade, pode parecer algo estranho e difícil de compreender.
Para um protestante pode parecer que estamos mostrando algo ilógico ou dando razão a eles com sua Sola Scriptura.

No entanto, logo postaremos um excelente artigo do site Montfort que mostra de maneira clara e precisa tanto como são falsas e perigosas as crenças protestantes - Sola Scriptura e Livre Exame da Bíblia - quanto como é seguro manter-se na Barca de Pedro, a Igreja de Cristo - sustentada por 3 COLUNAS - colunas estas colocadas pelo próprio DEUS para sustentar aquela que é a "Igreja de Deus Vivo, Coluna e sustentáculo da Verdade" (1 Timóteo, cap 3 vers. 15).

¡Viva Cristo Rey!

Obs: A charge abaixo ilustra de maneira excelente a realidade:
 
 
Fonte: morroporcristo.blogspot.com.br
 

"Onde estiverem dois ou três reunidos em meu Nome"...

O LEITOR BRUNO Queiroz enviou-nos a seguinte pergunta:
Henrique poderia me esclarecer um duvida, a palavra diz que .Jesus disse onde houver dois ou tres reunidos em meu nome ali eu estarei presente, é possível afirmar que jesus esta presente também nos cultos protestantes ou não?


Olá, Bruno Queiroz, Salve Maria!

Em primeiro lugar, eu gostaria de alertá-lo para que tome cuidado com as premissas protestantizadas. Observe bem que você já inicia o seu comentário dizendo "...a palavra diz que...". Vejo aí a insinuação de uma premissa 100% protestante/"evangélica". Não que esteja errado o que você disse; – o problema está no fato de que muitas vezes, querendo encontrar a solução para alguma questão, alguns católicos de hoje dizem: "A palavra diz isso e aquilo", usando a expressão "a palavra" assim, de modo absoluto, no singular, referindo-se à Bíblia Sagrada. – Quando o fazem, estão, inconscientemente, elevando as Escrituras à sua "única regra de fé e prática". E assim, sem perceber, caem na heresia da sola scriptura, possivelmente o mais mortal dos erros trazidos por Lutero, Calvino e companhia.

É fundamental que nós, católicos, compreendamos que a Palavra de Deus, em sentido pleno, é Nosso Senhor Jesus Cristo, o Verbo Encarnado.

Depois disto, num nível diferente (em grau de perfeição), podemos chamar também "Palavra de Deus" às Sagradas Escrituras (Bíblia), e à Tradição Apostólica, como atesta a própria Bíblia (2Ts 2,15; 3,6). Num outro sentido, a Palavra de Deus também se faz "ouvir" (por assim dizer) no Magistério da Igreja divinamente instituída (Mt 16,18). A Igreja, sendo Corpo de Cristo, é a continuação histórica do Cristo na Terra, e é por isso que aqueles que perseguem a Igreja perseguem o próprio Jesus Cristo, como revelou o Senhor mesmo a S. Paulo no caminho para Damasco (At 9,4ss). E como a Igreja se identifica assim tão intimamente com o seu Fundador, – Jesus, que é Deus, – também a palavra da Igreja, por meio do sagrado Magistério, é Palavra de Deus. 

Sendo assim, a Bíblia é Palavra de Deus por escrito. Logo, não está errado dizer que a Bíblia é Palavra de Deus, mas está errado dizer que a Bíblia é "A" Palavra de Deus, insinuando um sentido absoluto, como se o Livro sagrado só e isoladamente pudesse conter tudo o que Deus Todo-Poderoso tem a nos dizer e instruir. A Bíblia, ela mesma, diz que a Escritura é útil para instruir, mas não diz que somente a Escritura, isolada e exclusivamente, é a nossa única regra de fé e prática. Ao contrário, as Escrituras declaram categoricamente que é a Igreja "a coluna e o sustentáculo da Verdade" para o cristão (1Tm 3,15). – A Bíblia foi produzida pela Igreja, e não o contrário. Assim, devemos recorrer à Igreja para entender e interpretar a Bíblia, não o contrário. Dom José Francisco Falcão de Barros, Bispo Auxiliar do Ordinariado Militar do Brasil, falou longamente a esse respeito em suas vídeo-aulas, que você pode assistir aqui e aqui.

Dito isto, passo à sua questão, que, creio, já começa a se aclarar. A Palavra de Deus escrita precisa ser interpretada à luz da Igreja. Se não fosse assim, cairíamos no caos completo, como aconteceu com o protestantismo: hoje existem dezenas de milhares de denominações ditas protestantes/"evangélicas", e cada uma delas prega "uma verdade" diferente da outra, porque cada "pastor", "ancião" ou "reverendo" interpreta a Bíblia "do seu jeito" particular, – algo que está proibido na própria Bíblia (2Pd 1,20).

De modo muito semelhante, eu posso lhe dizer que já vi, pessoalmente, grupos de espíritas reunidos em nome de Jesus. Eles se reúnem, rezam o Pai-Nosso (às vezes até a Ave-Maria e/ou alguma outra oração católica) e invocam o Nome de Jesus. Falam em Nome dEle, citam o Nome dEle a todo instante, recitam passagens dos Evangelhos... Isso quer dizer que Jesus está presente nas seitas espíritas?

Também os membros da seita "santo daime" ou ayahuasca (isto não presenciei in loco, mas vi em diversos documentários e reportagens) invocam o Nome de Jesus, falam em seu Nome, citam passagens dos Evangelhos... Já vi (isto sim, pessoalmente) um membro destas seitas comparando a Eucaristia com o chá alucinógeno que eles consomem! E essa pessoa pronunciou esta blasfêmia "em Nome de Jesus". Será, então, que por se reunirem em Nome do Cristo eles estão em Comunhão com Nosso Senhor?

Poderíamos avançar nessa linha de raciocínio, porque existem inúmeras seitas esotéricas/ocultistas que reúnem pessoas em Nome do Senhor Jesus, e algumas até o reconhecem como Filho de Deus. Seria este um atestado de autenticidade das suas práticas?

Deixo as respostas ao seu encargo. Finalizo dizendo o que sempre digo: a Sagrada Bíblia precisa ser lida à luz da fé da Igreja de Cristo, e entendida como um conjunto coeso e coerente de textos, em que uma passagem não pode contradizer outra. Todos os livros do Novo Testamento são unânimes e insistentes em afirmar a importância de se manter a ortodoxia da fé. Poderia uma passagem isolada afirmar que basta um grupo se reunir "em Nome de Jesus" para que Jesus estivesse com eles, no sentido de que sua doutrina fosse autêntica?

Mais uma vez, você é quem responde...
 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"TEMPLO DE SALOMÃO"? Considerações sobre a inauguração do Templo de Mamón


 
Caríssimos leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
 
Embora tenhamos outros assuntos muito mais importantes a tratar, resolvemos dedicar este post à inauguração do  tal "Templo de Salomão" (ainda que outros nomes lhe seriam mais apropriados, tais como "Templo de Mamón" ou "Edifício do Macedão"). Trata-se do "empreendimento mor" do sr. Edir Macedo, aquele senhor que se autoproclamou "bispo" e que foi flagrado em vídeo ensinando os "pastores" de sua "igreja" a roubar os fiéis (como pode ser visto AQUI)
 
Julgamos importante dedicar uma postagem sobre o tema aqui no blog, não pela inauguração do edifício em si, mas sim por observarmos ter tal evento (a inauguração) alguma influência na vida das pessoas, desde as mais simples e suscetíveis à enganação e atração das seitas, como àqueles que se encontram confusos sobre o quê pensar a respeito.
 
Para isso, reproduzimos abaixo um comentário de Dom Henrique Soares da Costa, Bispo de Palmares - PE, que - de forma simples e direta - nos dá  um direcionamento acerca dessa inauguração megalomaníaca.
 
José Santiago Lima

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Dom Henrique Soares da Costa sobre o "Templo de Salomão"

Só para esclarecer aos católicos, a respeito desse “templo de Salomão” inaugurado em São Paulo, mais uma farsa religiosa do nosso tempo e mais uma punhalada no cristianismo, já tão deturpado pelas seitas…
 
1. Não existe nem poderá existir “Templo de Salomão” algum desde 587 aC, quando o Templo do Senhor, construído pelo Rei Salomão, foi incendiado pelos babilônios. Este era o chamado Primeiro Templo dos judeus.
 
2. Nem mesmo no tempo de Jesus havia um “Templo de Salomão”. Havia sim, o Segundo Templo, construído pelos judeus que voltaram do Exílio de Babilônia entre 537-515 aC. Foi nesse Templo, reformado, ampliado e embelezado por Herodes Magno, que Jesus nosso Senhor pregou. Foi sobre esse Templo que Ele afirmou tratar-se de uma imagem Dele próprio, morto e ressuscitado: “Destruí este Templo e em três dias Eu o edificarei!”.
 
3. O Templo de Salomão em si não tem significado algum para o cristianismo. Também não pode ser reconstruído, pois já não seria o Templo “de Salomão”, mas de outra qualquer pessoa! O que se construiu em São Paulo foi um “Edifício do Edir Macedo”, nem mais nem menos…
 
4. Quanto ao Templo dos judeus, somente pode ser construído sobre o Monte do Templo, chamado Monte Moriá, em Jerusalém. Os judeus nunca reconstruíram o seu Templo por isso: porque ali já estão erguidas duas mesquitas muçulmanas…
 
5. Os cristãos jamais poderão ou deverão reconstruir Templo judaico algum! Isto é negar Nosso Senhor Jesus Cristo, é voltar ao Antigo Testamento! O Segundo Templo era imagem do Corpo do Senhor. Ele mesmo o declarou. Aqui coloco de modo explicado o que Jesus quis dizer: “Vós estais destruindo este Templo! Podeis destruí-lo; ele já cumpriu sua função de figura, de lugar de encontro de Deus com os homens! O verdadeiro Templo é Meu corpo imolado e ressuscitado! Vós destruireis o Meu corpo como estais destruindo este Templo! Mas, dentro de três dias Eu o ressuscitarei, edificando o verdadeiro Templo, lugar de encontro entre Deus e o homem: o Meu corpo, que é a Igreja!”
 
6. Arca, sacrifícios antigos, utensílios do antigo Templo, já não têm sentido algum no cristianismo. Mais ainda: não passam de pura e vazia falsificação que ofendem a resta consciência cristã e desrespeitam os judeus, imitando de modo grosseiro e falseando de modo superficial o real significado dos seus símbolos religiosos.
 
Conclusão: É uma pena ver como o charlatanismo, a ignorância, o grotesco prosperam em certas expressões heterodoxas de cristianismo… E tudo por conta do tripudio sobre a ignorância e falta de bom senso de toda uma população insensata. Só isto.
 

domingo, 27 de abril de 2014

O fundador da igleja pentecostal mais influente da Suécia, anuncia sua conversão ao Catolicismo


Fonte: ACI/EWTN Notícias
Tradução: MorroPorCristo


ESTOCOLMO, 12 Mar. 14 / 07:05 pm (ACI/EWTN Noticias).- Ulf Ekman, o fundador da igreja pentecostal mais influente da Suécia moderna e de toda a Escandinávia, anunciou - perante o espanto de aproximadamente três mil seguidores - em plena assembleia dominical, que ele e sua esposa Birgitta se converteram ao Catolicismo porque “nos demos conta que nossos preconceitos protestantes em muitos casos não possuem base alguma”.
 
Ekman dedicou quase trinta anos ao serviço da congregação “Palavra de Vida”, por ele fundada juntamente com uma escola bíblica com cerca de mil alunos, uma ONG de apoio a crianças na Índia, missionários na Rússia, Cazaquistão e outras zonas ex-soviéticas. É autor de livros traduzidos em 60 idiomas, além de apresentador de um programa televisivo internacional.
 
O ex pastor esclareceu que no decorrer de dez anos dedicados a conhecer mais profundamente a Igreja Católica, se viu atraído pelo Catecismo, a Doutrina Social e o exemplo de vida dos católicos carismáticos, com quem pôde compartilhar momentos em diversas oportunidades e em diferentes partes do mundo.
 
Na Suécia, apenas 1,5% da população é composta por católicos, e destes a grande maioria são imigrantes. Ekman explicou que a confirmação de sua decisão se deu ao conhecer o insólito vídeo que o Papa Francisco gravou para o congresso de pastores pentecostais que aconteceu nos Estados Unidos. Ele, que sempre foi a figura de referência da congregação (apesar de ter deixado de ser o pastor principal em março de 2013), destacou que crer na unidade dos cristãos “deve ter consequências práticas”.



O agora ex pastor ingressará na Igreja Católica na Páscoa deste ano (ndt: domingo passado) e confirmou que ambos “descobrimos um grande amor por Jesus e uma sã teologia, fundada na Bíblia e no dogma clássico. Temos experimentado a riqueza da vida sacramental. Temos visto a lógica em possuir uma estrutura sólida no sacerdócio, que mantem a fé da Igreja e que a transmite à geração seguinte”.
 
Ekman também expressou que na Fé Católica puderam encontrar “uma força ética e moral e uma coerência que pode enfrentar a opinião geral e uma tendência bondosa direcionada aos pobres e aos mais débeis, e por último mas não menos importante, temos estado em contato com representantes de milhões de católicos carismáticos e temos visto sua viva Fé”.
 
O Secretário Geral da Aliança Evangélica Sueca, Stefan Gustavsson, expressou que "Ulf Ekman é sem sombra de dúvida o líder cristão mais dinâmico e influente que tivemos na Suécia no último meio século. Seu significado e expressão internacional vai muito além do que a maioria dos suecos imagina; incontáveis pessoas em todo o mundo dão graças a Deus pelo serviço prestado por Ulf Ekman".
 
Em uma entrevista concedida à revista sueca, Varlden Idag, Ekman - que havia escrito diversos artigos anticatólicos em 1989 durante a visita à Suécia do Papa João Paulo II - afirmou que a figura de um Pontífice - neste caso, o Papa Francisco - "é a máxima expressão de um Magistério". Disse agora reconhecer e inclusive recomenda que para conhecer o catolicismo deve-se ir às fontes, como o Catecismo, o Magistério e a Doutrina Social.
 
Ao referir-se à unidade dos cristãos, disse que “faz muito bem manter uma boa relação com pessoas de diferentes comunidades, superar diferencias, deixar de provocar ou de aborrecermo-nos . Inclusive se não estamos de acordo, podemos buscar uma atitude conciliadora e objetiva. Isso é bom e mesmo necessário. Mas não é suficiente”.
 
Diante dessa resposta o entrevistador lhe perguntou se “Não seria suficiente que nos amássemos uns aos outros?", ao que Ekman respondeu: “Isso é o mesmo que dizem as pessoas que coabitam sem ter se casado! No entanto, Jesus não possui 20 mil esposas nem tem uma parceira de fato, mas sim uma relação interna e externa específica com uma Esposa”, referindo-se à Igreja.
 
 
Citando o Evangelho de São João, cap. 11, vers. 52, disse: "Sim, Jesus não iria morrer apenas pelo povo, mas também para Reunir os filhos dispersos de Deus (…). Jesus morreu por isso (…) Creio firmemente que é muito forte no coração de Deus o desejo de que nos unamos”.
 
A Igreja é o Corpo de Cristo, uma entidade estruturada. É concreta, não é uma "nuvem de gás". O Corpo é visível. O modelo é Jesus, que teve um corpo visível durante 33 anos. Além do mais, como era no princípio? Nós gostamos de dizer que "voltemos ao cristianismo dos Atos dos Apóstolos…" e então só havia uma Igreja!”, enfatizou.

Ekman em seu contato com católicos descobriu “o quão viva é sua crença, os dons que possuem, o bem informados que estão, a força de sua fé. Os cristãos ‘de avivamento’ creem que possuem o monopólio desse ardor, então para mim foi uma experiência confortadora perceber de que não tínhamos este monopólio”.
 
Revelou que também o influenciou sua relação com o único Bispo Católico da Suécia, Mons. Anders Arborius e o Sacerdote e escritor, Rev. Padre Wilfrid Stinissen.
 
Por sua parte, Birgitta recordou que “quando descobri todos esses aspectos positivos (da Fé Católica) pensei: Por quê ninguém me os havia apresentado antes? Pensei: ‘Alguém me os havia ocultado, a mim e a todos os demais não-conformistas (referindo-se aos protestantes fora da igreja luterana estatal).  Foi uma experiência repentina, depois de muita leitura. A expiação, a redenção, a crença nos milagres… tudo isso está de uma maneira forte e bem articulada, e muita gente sequer sabe disso. Me enrubesci de vergonha ao constatar nossa ignorância”.
 
Agora os esposos Ekman - que continuarão com o trabalho de solidariedade para com as crianças da Índia, serão fiéis da Paróquia Católica de Sankt Lars, em Uppsala. “Nos sentimos, um pouco, como Abraão e Sara: dois anciãos entrando em um país desconhecido”, acrescentam. "Porém, guiados por Deus (…).  Mas, isso sim, com vontade de fazer coisas pela evangelização, pela unidade dos cristãos e seu melhor entendimento”, concluíram.



Ulf Ekman e a esposa Birgitta, diante do Papa Francisco


Precisamos daquilo que Jesus constituiu na Igreja Católica. Preciso dos sacramentos, preciso do Magistério, preciso do Papa, preciso da Tradição que administram. Tenho necessidade da Igreja para minha própria salvação, declama Ekman.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A Santa Missa, segundo um protestante convertido



 
A SANTA MISSA , SEGUNDO UM PROTESTANTE CONVERTIDO

NESTA OCASIÃO, TIVE NOTÍCIAS DOS PREJUÍZOS E ESTRAGOS QUE FAZIAM OS LUTERANOS NA FRANÇA, E O QUANTO IA CRESCENDO ESTA DESVENTURADA SEITA .DEU-ME GRANDE AFLIÇÃO, E, COMO SE PUDESSE OU VALESSE ALGUMA COISA, CHORAVA COM O SENHOR, SUPLICANDO-LHE PARA REMEDIAR TANTO MAL. PARECIA-ME QUE MIL VIDAS DARIA EU PARA A SALVAÇÃO DE UMA SÓ ALMA DAS MUITAS QUE ALI SE PERDIAM” – [FONTE : SANTA TERESA D'AVILA , LIVRO “ CAMINHO DE PERFEIÇÃO”]
 
 
 
Um fato que sempre me chama atenção é a qualidade das conversões protestantes ao catolicismo. Os católicos que se “convertem” em protestantes normalmente saem de um imenso vazio teológico ( para muitos o termo “católico” não dizia muita coisa e por isso deixaram o pouco ou nada que tinham pelo muito pouco que receberam.) Quando os protestantes se convertem em católicos o fazem a partir da descoberta da Verdade e da Igreja, o fazem dentro de um processo racional e lógico, são conquistados pela beleza da verdade que ilumina a inteligência e encanta o coração! Talvez isso explique porque nos Estados Unidos, ( terra do Scott), o catolicismo tem crescido tanto pela conversão de protestantes. Cremos que é quase impossível alguém protestante que estude e pesquise a história da Igreja e sua doutrina, compreendendo exatamente o que a Igreja ensina, que não se torne católico. Os exemplos acontecem às centenas
 
 
SEGUE ABAIXO , TEXTO COM O TESTEMUNHO :
 
 
“Ali estava eu, incógnito, um ministro protestante à paisana, esgueirando-me nos fundos de uma capela em Milwaukee para participar pela primeira vez da Santa Missa. A curiosidade me arrastara até lá e eu ainda não tinha certeza de que fosse uma curiosidade saudável. Ao estudar os escritos dos primeiros cristãos, encontrei inúmeras referências à “liturgia”, à “Eucaristia”, ao “sacrifício” . Para aqueles primeiros cristãos, separada do acontecimento que os católicos de hoje denominam “missa”, a Bíblia – o livro que eu mais amava – era incompreensível.
 
Eu queria entender os cristãos primeiros, mas não tinha nenhuma experiência de liturgia. Por isso, persuadi a mim mesmo a ir ver, como uma espécie de exercício acadêmico, mas jurando o tempo todo que não ia me ajoelhar nem participar de idolatria.
 
Sentei-me na obscuridade, em um banco bem no fundo daquela capela no subsolo. À minha frente havia um número considerável de fiéis, homens e mulheres de todas as idades. Impressionaram-me suas reflexões e sua evidente concentração na oração. Então um sino soou e todos se levantaram quando o padre surgiu de uma porta ao lado do altar. Hesitante, permaneci sentado. Durante anos, como calvinista evangélico , fui instruído para acreditar que a missa era o maior sacrilégio que alguém poderia cometer . Tinha aprendido que a missa era um ritual com o propósito de “sacrificar Jesus Cristo outra vez”. Por isso, eu seria um espectador, ficaria sentado, com a Bíblia aberta ao meu lado.
 
Entretanto, è medida que a missa prosseguia , alguma coisa me tocou .A Bíblia não estava só ao meu lado. Estava diante de mim – nas palavras da missa! Um versículo era de Isaías, outro dos Salmos, outro de Paulo. A experiência era prodigiosa. Eu queria interromper tudo e gritar: “Ei! Posso explicar o que está acontecendo a partir das Escrituras? Isso é maravilhoso!” Não obstante, mantive minha posição de espectador à parte até que ouvi o sacerdote pronunciar as palavras da consagração :
 
 
“ISTO É O MEU CORPO… ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE”
 
 
Eu senti todas as minhas dúvidas se esvaírem . Quando vi o sacerdote elevar aquela hóstia branca, percebi que uma prece subiu de meu coração em um sussurro: “Meu Senhor e meu Deus. Sois realmente vós!”.

A partir daquele ponto, fiquei, por assim dizer, tolhido. Não imaginava uma emoção maior que a que aquelas palavras provocaram em mim . Porém a experiência intensificou-se um momento depois, quando ouvi a congregação repetir : “Cordeiro de Deus… Cordeiro de Deus… Cordeiro de Deus”, e o sacerdote responder: “Eis o Cordeiro de Deus…”, enquanto elevava a hóstia.

Em menos de um minuto a frase “Cordeiro de Deus” ressoou quatro vezes. Graças a longos anos de estudos bíblicos, percebi imediatamente onde eu estava. Estava no livro do Apocalipse, no qual Jesus é chamado Cordeiro nada menos que vinte e oito vezes em vinte e dois capítulos. Estava na festa de núpcias que João descreve no final do último livro da Bíblia. Estava diante do trono do céu, onde Jesus é saudado para sempre como o Cordeiro. Entretanto, não estava preparado para isso – eu estava na missa!

Voltei à missa no dia seguinte e no outro dia e no outro. Cada vez que voltava, eu “descobria” mais passagens das Escrituras consumadas diante dos meus olhos . Contudo, naquela capela escura, nenhum livro me era tão visível quanto o da revelação de Jesus Cristo, o Apocalipse, que descreve a adoração dos anjos e santos do céu.

Como nesse livro, vi, naquela capela, sacerdotes paramentados, um altar, uma assembléia que entoava : “santo, santo, santo”. Vi a fumaça de incenso, ouvi a invocação de anjos e santos; eu mesmo entoava os aleluias, pois me sentia cada vez mais atraído a essa adoração. Continuei a me sentar no último banco com minha Bíblia e mal sabia para onde me voltar – para a ação no Apocalipse ou para a ação no altar, que pareciam cada vez mais ser exatamente a mesma.

Mergulhei com vigor renovado em meu estudo do cristianismo antigo e descobri que os primeiros bispos, os Padres da Igreja, tinham feito a mesma “descoberta” que eu fazia a cada manhã. Eles consideravam o livro do Apocalipse a chave da liturgia e a liturgia a chave do livro do Apocalipse. Alguma coisa intensa aconteceu com o estudioso e crente que eu era. O livro da Bíblia que eu achava mais desconcertante – o do Apocalipse – agora elucidava as idéias mais fundamentais de minha fé : a idéia da aliança como elo sagrado da família de Deus. ALÉM DISSO, A AÇÃO QUE EU CONSIDERAVA A MAIOR DAS BLASFÊMIAS – A MISSA – AGORA SE REVELAVA O ACONTECIMENTO QUE RATIFICOU A ALIANÇA DE DEUS : “ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA”.

Eu estava aturdido com a novidade de tudo aquilo. Durante anos tentei compreender o livro do Apocalipse como uma espécie de mensagem codificada a respeito do fim do mundo, a respeito do culto no céu distante, a respeito de algo que, em sua maioria, os cristãos não poderiam experimentar aqui na terra. Agora, depois de duas semanas de comparecimento diário à Missa, eu me via querendo levantar durante a liturgia e dizer : “Ei, pessoal. Quero lhes mostrar onde vocês estão no livro do Apocalipse! Consultem o capítulo 4, versículo 8. Agora mesmo vocês estão no céu”.

No céu agora mesmo! Os Padres da Igreja mostraram que essa descoberta não era minha. Pregaram a respeito há mais de mil anos. Entretanto, eu estava convencido de que merecia o crédito pela redescoberta da relação entre a missa e o livro do Apocalipse . Reflita nestas palavras sobre a Sagrada Liturgia :

Na liturgia terrena, antegozando, participamos da liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos. Lá, Cristo está sentado à direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda a milícia do exército celestial entoamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos Santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, até que ele, nossa vida, se manifeste, e nós apareçamos com ele na glória.

ESPERE UM POUCO. ISSO É CÉU. NÃO, ISSO É A MISSA. NÃO, É O LIVRO DO APOCALIPSE. ESPERE UM POUCO: ISSO É TUDO O QUE ESTÁ ACIMA.

Esforcei-me bastante para ir devagar, cautelosamente, com o cuidado de evitar os perigos aos quais os convertidos são suscetíveis , pois eu estava depressa me convertendo à fé católica . Contudo, essa descoberta não era produto de uma imaginação super excitada ; ERA O ENSINAMENTO SOLENE DE UM CONCÍLIO DA IGREJA CATÓLICA.

O livro do Apocalipse tratava de Alguém que estava por vir. Tratava de Jesus Cristo e sua “segunda vinda”, a forma como, em geral, os cristãos traduziram a palavra grega parousia.

Depois de passar horas e horas naquela capela de Milwaukee, em 1985, aprendi que aquele Alguém era O MESMO JESUS CRISTO QUE O SACERDOTE CATÓLICO ERGUIA NA HÓSTIA . SE OS CRISTÃOS PRIMITIVOS ESTAVAM CERTOS, EU SABIA QUE, NAQUELE EXATO MOMENTO, O CÉU TOCAVA A TERRA. “MEU SENHOR E MEU DEUS. SOIS REALMENTE VÓS!” - [Scott Hahn, O Banquete do Cordeiro, A missa segundo um convertido, Pgs 21-25. São Paulo: Edições Loyola, 2002].

“Nem por um instante, tive a menor vacilação em minha fé na Igreja Católica desde que fui recebido em seu seio. Sustento, e sempre venho sustentando, que o Romano Pontífice é o centro da unidade e o Vigário de Cristo, e… tenho uma fé diáfana em seu Credo e em todos os seus artigos; uma adesão suprema a sua liturgia, sua disciplina e seus ensinamentos; e um ardente desejo e esperança contra toda a esperança de que muitos amigos queridos que deixei no Protestantismo possam participar de minha felicidade.

Sendo este o estado de minhas crenças, seria supérfluo acrescentar que não tenho intenção (nem tive jamais) de deixar a Igreja Católica para voltar ao Protestantismo.

Declaro professar ex animo, com um sentimento absoluto, interno e deliberado, que o Protestantismo é a religião mais desoladora que cabe pensar, que apenas a imagem de um serviço anglicano me provoca calafríos e somente o pensamento dos Trinta e Nove artigos me provoca ondas de suor frio. Voltar a Igreja de Inglaterra? Nunca. ‘Se rompeu as redes e somos livres’. Seria louco se em minha velhice abandonasse a terra que ‘mana leite e mel’ pela cidade da confusão e o reino da escravidão” –
[6 de julho de 1862 , JOHN HENRY NEWMAN, SUYO CON AFECTO: AUTOBIOGRAFIA EPISTOLAR, ediciones ENCUENTRO]

FONTE

domingo, 6 de outubro de 2013

Qual a sua religião? "Evangélica"! Imaginemos um culto de tal religião

A torre de babel, figura clara da confusão protestante
Todos nós já presenciamos em algum momento de nossas vidas alguém, após lhe perguntarem se tem  religião, responder: "evangélica". Quando o assunto é religião, os menos esclarecidos (e nesse grupo se inclui a maior parte da sociedade) acredita existir uma chamada "religião evangélica" ou "igreja evangélica" e é exatamente assim que os protestantes se definem. No entanto, quando se compreende o real significado da palavra religião, a definição de religião e as características da religião, logo se conclui que aquilo que os protestantes chamam "religião evangélica" nada mais é que um aglomerado de diversas religiões, muitas delas com semelhanças e crenças em comum, embora diferentes em pontos essenciais. Traduzindo: a "religião evangélica" é, na verdade, um conjunto de muitas religiões diferentes.
 
Trazemos abaixo dois exemplos interessantes: no primeiro, trata-se de um texto que nos faz imaginar como seria um culto único onde participariam "irmãos" de diversas denominações protestantes. Nós do blog Morro por Cristo tomamos a liberdade de fazer alguns acréscimos ao texto, no entanto sua versão original encontra-se no link logo abaixo do texto. No segundo, trazemos um vídeo onde dois protestantes ("evangélicos", um batista e outro da "deus é amor") discutem aos berros, em praça pública e diante de uma multidão de ouvintes certamente confusos.

Em ambos exemplos fica patente a confusão do protestantismo que pretende ser evangélico. Vale lembrar que o termo evangélico se refere à Evangelho, portanto àquele (ou aquilo) que se baseia no Evangelho e que, sendo assim, somente o catolicismo pode ser chamado verdadeiramente evangélico.

Viva Cristo Rey!


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UNIÃO DOS PROTESTANTES

Missão Impossível:

Imaginem em um culto, todos reunidos, irmãos da Assembléia de Deus, da Metodista, da Batista, da Universal, da Deus é Amor, da Congregação Cristã, da Nova Vida, da Igreja da Graça.Da Igreja do Silas.....

Então no meio do Culto..Os "Irmãos Da Metodista", dizem no Pé do ouvido dos "irmãos batistas": Se vcs não falarem que o Batismo é simbólico, nós também... não falaremos que vcs devem batizar as crianças de vcs, OK?
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Os Batistas dizem que sim, que prometem ficar calados, mas pedem para os Metodistas tbm não falarem que Maria é Mãe de Deus.. pronto, acordo fechado
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Aí um irmão "cai pelo poder de Deus", quem é da Universal vai acreditar que o irmão está endemoninhado.
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Em um outro canto da igreja, um irmão fica em pé, levanta a mão, com uma breve introdução em línguas estranhas, passa a "profetizar", os irmãos da Deus é Amor vão se olhar desconfiados.
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Enquanto um irmão da Universal vai exorcizar o irmão que está caído, outros vão segura-lo dizendo que ele está louco e se levantando contra o Espírito Santo.
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O Missionário David Miranda da Deus é Amor é convidado para uma "breve" palavra, e passa a ensinar que as irmãs não devem se depilar e os irmãos não podem usar tênis e nem roupa Jeans. O que acaba por causar um mal estar em todos ali presentes.
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O Marco Feliciano tem uma oportunidade e com muita arrogância ensina que usar véu durante o culto é pura bobagem, o que faz com que boa parte dos irmãos da Congregação Cristã no Brasil abandonem o "culto".
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Silas Malafaia com socos no ar, berra que a Igreja certa é a que ele fundou agora, e que as Bíblias ditas Evangélicas são dignas de serem queimadas, pois a Bíblia certa é a dele (Silas)de Benção financeira e Batalha espiritual.

 

Valdomiro Santiago toma o microfone e, em um choro copioso, após acusar a outros irmãos de o caluniarem, promete curar toda sorte de doenças por meio da compra de seu "sabonete ungido" e de sua "fronha legitimada". Os irmãos da Assembleia da Deus se perguntam, escandalizados, se aquilo não se trataria de superstição.

RR Soares assume a tribuna e, assim como diz que os irmãos não devem pedir mas sim "determinar" que Deus lhes atenda em seus desejos pois eles "têm o direito à benção", assim também"determina" que Deus intervenha naquela bagunça.

Fim do culto, digo reunião, digo reteté, ou melhor bagunça mesmo.

Todos gritavam ao mesmo tempo. A assembléia era uma grande confusão e a maioria nem sabia por que se achavam ali reunidos. (atos 19,32)

Porquanto Deus não é Deus de confusão, mas de paz. (1Cor 14,33)

De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo (Gálatas 1,7)

DEMAPRO: DESMASCARANDO MANOBRAS PROTESTANTES
 
 
 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ex-protestante se converte à Igreja de Cristo!

Testemunho do ex-protestante Marcos J. Siqueira



Eu era presbiteriano, até me converter ao Catolicismo em 2004. Claro que esta é uma longa história… Não sei se conseguiria contar tudo aqui. Na verdade meu interesse pelo Catolicismo começou quase na mesma época em que comecei a considerar a hipótese de entrar para o seminário (presbiteriano). Sempre gostei muito de teologia, de estudar as Sagradas Escrituras, a História da Igreja e via nisso um sinal, uma espécie de chamado/vocação. Amava com sinceridade minha denominação e lá eu tive contato com muita literatura teológica e a cada dia eu tomava mais gosto pelo estudo, pelo conhecimento e é claro, pela oração.
O Presbiterianismo é basicamente nas doutrinas formuladas por João Calvino, que junto com Martinho Lutero é um dos maiores expoentes da chamada Reforma Protestante. Calvino era virulentamente anti-católico e seus escritos são quase todos voltados ao ataque à Igreja Católica. Eu gostava muito desses escritos, principalmente pelo fato de que, a príncipio, eram todos fielmente baseados na Bíblia, o que mais tarde descobri não ser verdade. Apesar de gostar muito destas leituras, o ataque quase obsessivo ao Catolicismo me incomodava embora nesta época eu ainda nem sonhasse em um dia me tornar católico. Incomodava-me mais, pela obsessão, pela tentativa contumaz de (tentar) destruir as bases sob as quais se assentam a Igreja Católica.
 
Lembro que mais ou menos nesta época (2002/2003) recebi, vindos da Espanha, dezenas de livros para a formação de pastores, todos obviamente escritos em espanhol, o que de certa forma foi ótimo, pois neste período pude aperfeiçoar meus estudos desta língua o que me é extremamente útil hoje em dia. Fiquei encantado, comecei a ler muito e a cada dia crescia em mim a vontade de servir mais e melhor a Deus. Sempre que podia eu dirigia os cultos, pregava, ensinava e tudo isso convencido de que fazia a vontade de Deus. Confesso que eu diferia um pouco dos demais membros do chamado “Conselho de presbíteros”, primeiro porque eu era um simples leigo, nem diácono, nem “presbítero’, era apenas um aspirante ao seminário que estudava muito e que na verdade, modéstia a parte, se interessava mais do que o próprio pastor pelo bem-estar da igreja. Nem preciso dizer que isso começou a gerar um certo desconforto, ciúmes talvez ou talvez inveja, na verdade não sei, nem posso afirmar, já que intenção só quem pode julgar é Deus Nosso Senhor. De qualquer forma dei uma recuada e tentei passar mais desapercebido, mas não consegui. Fomos convidados ( eu e minha família) a ocuparmos o apartamento pertencente à igreja e como na época eu tinha que arcar comas despesas de um aluguel nada barato eu acabei concordando e nos mudamos em seguida. Creio que este episódio foi o começo da grande reviravolta que minha vida sofreria, em todos os aspectos.
No começo tudo correu bem e eu tinha pedido muito a Deus que isso acontecesse, era m novo começo e uma ótima oportunidade de conseguir o que eu mais queria:ingressar no seminário.
Mas as coisas não correram bem como eu esperava, eu faço os planos, mas a palavra final pertence à Deus certo?
Posso afirmar que meus primeiros contatos, ainda muito tímidos, com o Catolicismo começaram depois da Semana Santa do ano de 2003, aliás, o ano de 2003 foi um tanto conturbado para mim em todos os sentidos.
Aos poucos fui percebendo o que não posso deixar de qualificar como certa “má-vontade” por parte do Conselho em relação à minha entrada para o seminário, a alegação era que a igreja não podia arcar com as despesas ( de fato muito altas), mas a verdade era outra e eu a descobriria posteriormente.
Provavelmente não deve haver alguém mais aficcionado em livros e em feiras de livros e “sebos’ do que eu. Na verdade, uma das minhas diversões prediletas é fazer aquilo que eu apelidei de “garimpo literário”, ou seja, procurar exaustivamente, em meio à dezenas, centenas de livros, algo que me interesse. no ano de 2003 minha ‘garimpagem” foi particularmente imensa, já que eu estava de certa forma “de pés e mãos amarrados” aguardando a resposta do “Conselho” quanto à minha ida ou não ao seminário. Aos poucos, fui perdendo a paciência e comecei a ponderar sobre a possibilidade de estudar em outro seminário, não necessariamente ligado à Igreja Presbiteriana, embora eu soubesse que não conseguiria ir muito longe, já que a mesma só aceita (ou pelo menos só aceitava) pastores formados em seu seminário. De qualquer forma, minhas leituras estavam me dando uma visão mais aberta, mais livre do pensamento fechado de Calvino e isso se revelou à mim como uma verdadeira primaverUM
CALVINISTA ECUMÊNICO?

Posso dizer, sem medo de errar, que eu era um verdadeiro presbiteriano e que admirava e aderia com toda a sinceridade às suas doutrinas, tanto que acabava me aborrecendo constantemente na igreja que eu freqüentava, já que a mesma caminhava a passos largos para o que eu posso definir como um “processo de pentecostalização”. eu já freqüentei – por pouco tempo – a Assembléia de Deus e a Igreja Pentecostal de Nova Vida, nas duas passei pouco tempo, não me acostumava com tantos “dons” e para ser sincero não acreditava que todas aquelas manifestações pudessem suportar uma crítica mais profunda, baseada nas Escrituras. Na verdade minha ida para uma “igreja histórica” se deu justamente por estas razões. Eu procurava algo mais fiel às Escrituras e não um festival de pirotecnia pseudo-espiritual. Não era a toa que eu estava me aborrecendo com os rumos que minha igreja ia tomando. Conversava com o pastor, mas este pouco me ouvia, não me censurava, mas também não coibia os abusos que iam cada vez mais se multiplicando. Aos poucos fui amadurecendo a idéia de entrar em outro seminário. A inércia do “Conselho” e a minha sede de conhecimento de Deus me fizeram tomar uma decisão e acabei me matriculando no seminário Peniel que na época (não sei agora) era um seminário interdenominacional, ou seja, poderia ser cursado por “crentes’ de qualquer denominação. Me empolguei mas fiquei um dia só. Meu pastor interveio, primeiro mandou que eu desistisse ( deste e do nosso seminário!) e me sugeriu que fizesse História já que eu havia manifesto à ele este antigo desejo que eu nutria desde minha infância. nossa! que decepção! foi terrível para mim, foi uma espécie de resposta não oficial do conselho e caiu como um balde de água fria sobre a minha cabeça. chorei muito, muitos dias.

Chegou enfim o dia da reunião do Conselho. Aqueles senhores sentados diante de mim e eu meio chateado, meio esperançoso aguardando uma resposta que fosse ela qual fosse, seria para mim um grande alívio. Pois bem, chegou à hora, dentre os presentes: cinco ou seis quase todos se posicionaram contrários à minha reivindicação, sendo que um deles alegou que eu era “muito católico”. Ah! E sabe por que ele disse isso? Bem, é justamente ai que entra a Semana Santa de 2003. na sexta-feira santa deste ano, eu propus ao nosso pastor que realizássemos um culto com “santa ceia” e que fizéssemos uma ‘liturgia’ mais sóbria,sem músicas agitadas e só com o coral e pedi à ele que me deixasse dirigir o culto. ele á princípio titubeou um pouco mas acabei convencendo-o. fiz isso por dois motivos, em primeiro lugar para levar o povo à uma meditação mais profunda na dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e em segundo lugar porque lendo um livro antiqüíssimo chamado “Peregrinação de Etéria”, descobri que a comemoração da chamada Sexta-Feira da Paixão é uma prática que remonta aos primitivos cristãos: séculos III e IV!!! Então, percebi que não era uma ‘invenção” da Igreja Católica mas uma prática bi-milenar! Quem quiser conhecer este livro, aqui está: http://www.veritatis.com.br/article/3805. pois bem, o culto foi realizado. fiquei muito feliz! as pessoas pareciam mais piedosas e o pastor pregou enfim sobre a Paixão e Morte de Nosso Senhor e a santa ceia foi celebrada de forma muito bela. infelizmente poucos gostaram e isso atentou contra mim, até o fim. Depois deste culto senti que não era o mesmo. Claro que ainda lia os “mestres da Reforma’, mas minha mente e meu coração já haviam mudado significativamente.

Até então eu não me referi em momento algum a questões pessoais e nem vou fazê-lo, mesmo porque minha saída da Igreja Presbiteriana não se deu por questões deste porte e muito menos minha conversão ao Catolicismo. Digo isto porque alguns pensam e muitos pensaram à época, que tudo se deu por conta de desavenças pessoais, o que , diante de Deus eu nego, pois simplesmente não foi. Além do que eu poderia ter ido para outra denominação e, bem, vamos continuar: voltando à reunião do Conselho, acabaram, sabe-se lá porque concordando com que eu fizesse a prova e me deram o dinheiro da matrícula no “vestibular”. Sinceramente eu não esperava isso, o clima frio e nada cordial que me cercava na igreja não prenunciava uma decisão como essa, no entanto dei graças a Deus e decidi esperar.

Trabalho aqui no centro do Rio de Janeiro. Um lugar tumultuado e cheio de gente, mas se também muito belo e muito rico em obras de arte.monumentos, museus. Nem preciso dizer o quanto aprecio essas coisas. As igrejas então… Sempre as achei belíssimas ( e de fato são, belíssimas, lindas! mas evitava entrar nelas mas não posso negar que me atraíam.

Ainda nesta época a questão das imagens me incomodava muito, bastante, embora eu já houvesse lido muitos argumentos à favor como por exemplo este, do papa Gregório Magno: “Tu não devias quebrar o que foi colocado nas Igrejas não para ser adorado, mas simplesmente para ser venerado. Uma coisa é adorar uma imagem, outra coisa é aprender, mediante essa imagem, a quem se dirigem as tuas preces. O que a Escritura é para aqueles que sabem ler, a imagem o é para os ignorantes; mediante essas imagens aprendem o caminho a seguir. A imagem é o livro daqueles que não sabem ler” (epist. XI 13 PL 77, 1128c).

Ora, eu havia aprendido no meio evangélico (não só na presbiteriana, mas em todas as igrejas) que o Catolicismo promovia a idolatria e que adoravam imagens e principalmente a Virgem Maria. Resolvi então descobrir por mim mesmo, se assim fosse, isso seria abominável e mesmo satânico. Pois bem, este texto que transcrevi acima é apenas uma pequena amostra dos muitos outros que pouco a pouco foram me fazendo mudar de idéia. Resolvi ler o CIC (Catecismo da Igreja Católica), ensino oficial da mesma sobre o assunto.

Claro que hoje compreendo bem o porquê e o para que das imagens, mas não pense que foi fácil, na verdade, foi uma luta terrível, eu queria – e quero – fazer a vontade de Deus e por isso buscava-O intensamente, precisava saber o que fazer! em relação á este assunto, uma das descobertas mais formidáveis que fiz foi a de que os cristãos, ainda no tempo das grandes perseguições, já utilizavam imagens! Nossa! Isso caiu como uma bomba sobre minha cabeça já um tanto atordoada. Foi uma descoberta que me desconcertou e então resolvi deixar de lutar contra a minha consciência. Claro que não sai correndo e enchi minha casa de imagens de tudo o que é santo, não era essa a questão e isso nem era importante, ter ou não as imagens, mesmo para a Igreja Católica é algo secundário e não fundamental. O que se precisa deixar claro, isso sim, é a finalidade que damos à elas, como a utilizamos. Ah! Aqui está o link com as imagens da Igreja primitiva: http://praelio.blogspot.com/2009/02/igreja-primitiva-x-protestantismo.html

Pois bem, a questão das imagens estava superada. Depois descobri que nem mesmo Lutero dava muita importância para elas, além do que, inúmeras igrejas protestantes possuem imagens em seus templos. Fiquei feliz ao perceber que havia superado esta questão, mas ao mesmo tempo me via cada vez mais desafiado pela Igreja, tantas descobertas feitas e eu ainda sem saber ao certo o que fazer ou como agir, afinal eu tinha uma convicção plena de que queria ser pastor, eu não me imaginava fazendo outra coisa, não me via em outro ofício senão o de cuidar das pessoas e ensinar à elas o caminho para Deus.

MINHA ESPOSA E A MISSA.

Ainda não havia falado sobre minha esposa! Bem, ela me acompanhou em todos os momentos, desde minha crise inicial até a nossa recepção “oficial” na Igreja Católica. Também ela via em mim um potencial, sabia de minha “vocação”, de meu “chamado” e me dava muita força, embora andasse um tanto quanto descontente com a forma como era conduzida a nossa igreja. Eu sempre conversei franca e abertamente com ela e nunca, em momento algum lhe escondi minhas hesitações, ela, no entanto ponderava e pedia que eu refletisse, tivesse muita calma e, sobretudo orasse com sinceridade por uma resposta. Até então a sua opinião acerca da Igreja Católica não diferia em nada da maioria dos evangélicos: idolatria e heresias, adoração à Maria etc.

Lembro bem de quando tive a primeira noção do que era a Santa Missa, a Divina Eucaristia. Até então, tudo o que eu sabia sobre isso era fruto de minhas leituras de Lutero, Calvino e demais autores protestantes: John Stott, Martin Lloyd-Jones e outros não tão conhecidos. Claro que, devido a esta formação eu pensava ser a Santa missa uma blasfêmia, uma sacrílega “repetição” do Sacrifício Único do Calvário, obviamente era uma noção errada ao extremo, mas infelizmente eu não tinha quem me esclarecesse, até então…

Aqui no Centro do Rio de Janeiro, existe uma igreja belíssima dedicada à São Basílio Magno que é um dos chamados “Santos Padres”, primeiros teólogos da Igreja – aqui você pode conhecer um pouco mais sobre eles: http://cocp.veritatis.com.br/

Bem, não sei se você sabe, mas a Igreja Católica possui diversos ritos diferentes e esta pequena igreja adota o rito melquita, que é um rito oriental por isso sua arquitetura é toda ela “orientalizada”, cheia de ícones, turíbulos e um altar belíssimo. Pois bem, certa vez, indo para o meu trabalho resolvi passar por esta igreja para ver se ela estava aberta, já que sempre que eu passava estava fechada, por ser ainda muito cedo. Neste dia, porém – providencialmente – ela estava aberta e dentro havia um padre de batina preta, barba longa, que me olhou curioso ao ver que eu havia entrado na Igreja àquela hora como se procurasse por algo (e bem que eu procurava!). Ele veio então falar comigo, perguntou se eu era católico e eu disse que não, que era presbiteriano e expliquei à ele onde ficava a nossa “catedral”, aliás ali bem perto. Ele me disse já ter entrado lá para apreciar a arquitetura (a catedral presbiteriana é em estilo gótico). Eu confesso que fiquei sem graça, meio sem jeito para conversar com ele até que ele me perguntou se eu não gostaria de ir um dia à Missa ali na sua igreja. Eu fiquei sem reação e disse que sim, que iria sim e ele me disse assim: Venha sim, mas infelizmente você não poderá participar da comunhão. Eu não tinha idéia do quanto aquilo significava mas consenti e fui embora, não sem antes ser abraçado fortemente por este sacerdote e ( devido aos seus costumes orientais – ele não era brasileiro) ter ganho dois beijos no rosto! Achei engraçado e acolhedor, além do que suas palavras mexeram comigo. Pronto: aguçada minha curiosidade e tocado pela Graça de Nosso Senhor fui atrás de uma melhor explicação:

Afinal, o que é a Missa, o que é Eucaristia?

Pode-se dizer que a “santa ceia” celebrada pela grande maioria dos evangélicos e protestantes é na verdade fruto do entendimento daquilo que Lutero ( e ainda mais Calvino) entendiam ter sido a última Ceia de N.S.J.C. com seus apóstolos. Lutero passou boa parte de sua vida tentando “destruir” a Missa e Calvino dizia ser esta um sacrilégio, uma blasfêmia. Veja esta frase de Lutero: “Sim, eu digo: todas as casas de tolerância, que, entretanto Deus condenou severamente, todos os homicídios, mortes, roubos e adultérios, são menos prejudiciais que a abominação da missa papista.” (Werke, t. XV, 773-774)” Pois é, este era o nível de argumentação de Lutero que nunca fez questão de esconder o seu ódio. Entretanto Lutero manteve a “sua missa” que depois ficou comumente conhecida como “santa ceia”. entretanto já não havia a crença no Sacrifício Propiciatório, não havia mais a Presença Real e Substancial de Cristo nas espécies consagradas sob a aparência do pão e do vinho mas sim uma espécie de “empanação”: sim, Cristo estaria presente, mas somente de forma espiritual, junto com o pão e o vinho e assim sendo não se poderia mais adorar a Hóstia Santa. Lutero também suprimiu todas as orações do ofertório ( tudo aquilo que demonstrava claramente ser a Santa Missa um verdadeiro sacrifício) apesar de ter conservado o termo “sacrifício de louvor” , que contudo, não abrange toda a extensão e essência da Santa Missa.

Tudo isso que escrevi acerca da Missa e da Eucaristia era uma novidade para mim. Sempre procurei participar da “santa ceia” da maneira mais digna possível e de preferência tendo “confessado” os meus pecados à Deus. ( sim! vou falar também sobre a Confissão).

Nesta altura dos acontecimentos eu já não me contentava em ler só livros evangélico-protestantes, afinal eu estava prestes a dar um passo importante na minha vida e que seria de certa forma definitivo. Eu não queria aventuras e muito menos justificar tudo como sendo pura e simplesmente “vontade de Deus” apenas para esconder ou disfarçar meu “conformismo”. Claro que eu confio na Providência, claro que sei que é Deus Nosso Senhor que guia as nossas vidas e nos aponta o Caminho certo, afinal de Si mesmo disse Nosso Senhor Jesus: “Ego Sum, Via, Veritas et Vita” , Eu Sou o Caminho, A Verdade e a Vida Jo 14,6. Ora, Ele sendo o próprio Caminho, não haveria de me deixar sem respostas, muito menos desorientado.

Uma coisa importante, aprendi nesta época: a recorrer sempre aos antigos escritores eclesiásticos, àqueles “Pais da Igreja” do qual eu lhe falei em um dos meus últimos e-mails. Ora, tendo muitos deles convivido com os próprios apóstolos, seriam sem dúvida uma fonte fidedigna de informação, mas sinceramente, dentro do meu íntimo eu tinha receio do que encontraria nestes escritos, era como se eu estivesse passando por uma lenta metamorfose. Resolvi então procurar em sebos e mesmo na internet alguma coisa sobre a Missa. Afinal, era uma “invenção” romanista ou uma Verdade maravilhosa que remonta aos primeiros cristãos.

Bem, a resposta que tive não poderia mesmo ser outra: TODA a estrutura da Santa Missa já é encontrada em documentos do I século! Veja por exemplo este breve texto, escrito por São justino, que depois foi morto por causa de sua fé em Cristo Nosso Senhor:

“No chamado dia do Sol,( domingo ) reúnem-se em um mesmo lugar todos os que moram nas cidades ou nos campos. Lêem-se as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, na medida em que o tempo permite. Terminada a leitura, aquele que preside toma a palavra para aconselhar e exortar os presentes à imitação de tão sublimes ensinamentos.

Depois, levantamo-nos todos juntos e elevamos as nossas preces; como já dissemos acima, ao acabarmos de rezar, apresentam-se pão, vinho e água. Então o que preside eleva ao céu, com todo o seu fervor, preces e ações de graças, e o povo aclama: Amém. Em seguida, faz-se entre os presentes a distribuição e a partilha dos alimentos que foram eucaristizados, que são também enviados aos ausentes por meio dos diáconos. Os que possuem muitos bens dão livremente o que lhes agrada. O que se recolhe é colocado à disposição do que preside. “Este socorre os órfãos, as viúvas e os que, por doença ou qualquer outro motivo se acham em dificuldade, bem como os prisioneiros e os hóspedes que chegam de viagem; numa palavra, ele assume o encargo de todos os necessitados” (Justino – I Apologia Cap. 66-67 : PG 6,427 – 431).

Depois de descobertas como esta, resolvi “abrir o jogo” com minha esposa sobre a questão da Eucaristia e tive então uma das maiores surpresas de minha vida. Já era tarde da noite e conversávamos sobre amenidades até que tomei coragem e resolvi falar-lhe sobre o assunto. Não precisei de muito tempo até que ela tomasse a palavra e me confidenciasse que nunca conseguiu se satisfazer plenamente com aquilo que sempre lhe ensinaram ser a “santa ceia’, ela sempre esperou mais, sempre acreditou em algo mais do que aquilo e isso sem que ela NUNCA houvesse estudado uma únical linha do Catecismo Católico e desconhecesse completamente a doutrina Católica da Missa. Obviamente eu perguntei se ela havia lido algo em algum livro meu, mas ela negou, disse apenas que não concordava com “tão pouco”. Eu entendi bem aonde ela queria chegar e então conversamos durante longas horas sobre a Igreja, os sacramentos, sobre Maria Ssmª , o Papa e etc. Claro que não dormimos protestantes e acordamos católicos, mas resolvemos ir à Santa Missa no domingo, mesmo tendo que participar do culto pela manhã.

Esqueci de dizer que pedi dipensa das aulas da EBD, não me sentia mais a vontade ensinando aquilo que eu já não cria mais. No princípio, eu aproveitava as aulas para tentar me convencer que estava errado, que a “Reforma” foi “gloriosa” e que o verdadeiro Cristianismo estava na “igreja evangélica” mas minha resistência foi um verdadeiro fiasco, então para ser coerente e honesto comigo mesmo desisti das aulas.

Passamos então a ir às Missas de 18:00 h numa pequena capela que ficava perto de nossa igreja, Como trabalhávamos ainda na igreja não podíamos ir juntos então minha esposa ia uma semana com minha filha ( então com 04 anos) e eu ia na outra. Foi um período de grandes descobertas e profundas modificações. Confesso que não compreendíamos muita coisa, mas sabíamos que estávamos em casa e pouco a pouco todas as dúvidas foram se dissipando.

Chegou o dia da prova do seminário e eu simplesmente não fui. Achei justo devolver o dinheiro mas não quiseram aceitar, o que para mim foi uma humilhação mas dei graças a Deus, afinal eu já não me importava muito com isso. Nesta época minha esposa descobriu uma gravíssima lesão na coluna cervical e por conta disso ficou em licença médica durante mais ou menos dois meses, justamente quando nossa igreja sediou um congresso de pastores. Até hoje agradeço a Deus pelo seu modo de agir tão paternal, nos livrando de mais constrangimentos.

Neste período em que minha esposa ficou doente, resolvemos pedir demissão, mas eles se anteciparam, já não havia clima para nossa permanência e aqui – infelizmente – preciso falar de algo pessoal, o pastor simplesmente sumiu, se negou a conversar, não quis ouvir nossas razões e simplesmente, até o dia em que fomos embora ele nunca mias se dirigiu a mim. Fiquei muito triste é verdade, mas de certa forma já esperava por isso.

Alugamos uma casa e fomos embora sem maiores satisfações. Sentimos um grande alívio e graças a misericórdia infinda de Nosso Deus estamos até hoje E PELA MISERICÓRDIA DE DEUS NOSSO SENHOR,ESPERAMOS ESTAR ATÉ O DIA DE NOSSA MORTE, na Única Igreja fundada por Cristo onde eu fui batizado aos 29 anos, onde recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, onde batizamos nossa filha e nos unimos verdadeiramente pelo Sacramento do Matrimônio.

Marcos J. Siqueira
FONTE