"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Terrível sintoma do agravamento da Crise na Igreja: o caso LIVIERES

ou ainda: "A noite escura da Igreja" - parte 2
 
 
Para a maior parte dos católicos, desde os chamados "católicos de IBGE" (ou "católicos de nome") aos ditos "católicos praticantes", não há nada de errado com a Igreja nos tempos em que vivemos. O próprio Papa Francisco chegou a dizer que:
 
 
 
 "a Igreja nunca esteve tão bem como hoje" (Papa Francisco, 16 de setembro de 2013) 

No entanto, é de conhecimento geral que os últimos papas, predecessores de Francisco, discordavam totalmente desse seu comentário:

 
“por alguma fissura a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus.” (Papa Paulo VI, 29 de junho de 1972)


 
"Temos que admitir realisticamente e com sentimentos de intensa dor que hoje os Cristãos, na sua grande parte, sentem-se perdidos, confusos, perplexos e mesmo desapontados; abundantemente se espalham ideias contrárias à verdade que foi revelada e que sempre foi ensinada; heresias, no sentido lato e próprio da palavra, propagaram-se na área do dogma e da moral, criando dúvidas, confusões e rebelião; a liturgia foi adulterada. Imersos num relativismo intelectual e moral e, portanto, no permissivismo, os Cristãos são tentados pelo ateísmo, pelo agnosticismo, por um iluminismo vagamente moral e por um Cristianismo sociológico desprovido de dogmas definidos ou de uma moralidade objetiva"
(Papa João Paulo II, 07 de fevereiro de 1981)

"vivemos uma apostasia silenciosa" (Papa João Paulo II, 28 de junho de 2003)




"A Igreja está desfigurada" (Papa Bento XVI, 13 de fevereiro de 2013)

Se já nos pontificados anteriores a crise na Igreja se tornara evidente a tal ponto de os Papas sobre ela se pronunciarem, no pontificado de Francisco - ainda que alguns a neguem ou a ignorem - ela atinge seu ápice. Um brevíssimo resumo do que nos motiva a chegar a essa conclusão deveria conter - além da dúvida, perplexidade e confusão dos tempos atuais - os seguintes episódios:
 
  • Deposição de cardeais ortodoxos (o caso mais recente seria o do exemplar cadeal Burke) e a reabilitação ou promoção de clérigos de reputação e doutrina duvidosa.
 
  • A escandalosa, injustíssima e incompreensível perseguição à congregação mais frutuosa da Igreja nas últimas décadas: Os Franciscanos da Imaculada. Vale lembrar, não sem lamentar, que tal perseguição vergonhosa é conduzida pelo ditador, digo, padre Fidenzio Volpi e o não menos vergonhoso cardeal brasileiro Braz de Aviz.
 
  • A defenestração do Bispo da Diocese modelo de Ciudad del Este, Dom Rogelio Livieres.
 
Embora pudéssemos discorrer sobre cada um dos acontecimentos acima apresentados, comentaremos apenas sobre o caso de Dom Livieres, ex Bispo de Ciudad del Este. Já havíamos mencionado em nosso blog este Bispo e sua frutuosa diocese AQUI. Mons. Rogelio Livieres em 10 anos conseguiu fazer um verdadeiro milagre na Diocese de Ciudad del Este, transformando-a de uma diocese quase insignificante em um dos maiores celeiros de vocações da América Latina. Não somente as vocações cresceram, mas toda a vida da Diocese foi verdadeiramente transformada: população presente nas Missas e demais celebrações litúrgicas, nascimento e crescimento de congregações religiosas, comunidades, cursos de formação em todos os âmbitos, criação de capelas de adoração perpétua ao Santíssimo por toda a Diocese, enfim, consequente e visível crescimento em todas as práticas eclesiais e maior participação dos diocesanos na vida sacramental (aumento de conversões, batismos, matrimônios, etc...). Como não poderia ser diferente, Dom Rogelio mostrou-se amigo da Tradição, fomentando o amor, respeito e instrução nas práticas tradicionais e piedosas (inclusive a Missa Tradicional que também ele celebrava).
 
Como pastor amante da Verdade Católica, defensor da Fé e do Santíssimo Sacramento (basta ler o artigo onde publicamos a carta de Mons. Livieres sobre a Santíssima Eucaristia AQUI), combateu a "Teologia da Libertação" até então seguida de maneira explícita ou velada por grande parte de seus pares (bispos paraguayos), o que lhe rendeu inimizade e diversos inimigos. Além disso, seu modo "tradicionalista" e sua decisão de criar o seminário de sua própria diocese (o que o direito da Igreja lhe permite) enquanto todas as dioceses paraguayas enviavam seus jovens para serem formados em um único seminário nacional fez com que ele fosse verdadeiramente odiado.
 
Poderíamos dar uma série de outros detalhes que completariam os relatos sobre o porquê de Dom Livieres ter se tornado o "bispo odiado" por parte de muitos dos responsáveis pela arrasada Igreja Paraguaya, mas, por ora, ficaremos por aqui. Basta concluirmos com o que aconteceu recentemente: Dom Livieres e sua Diocese foram alvos de uma Visita Apostólica (e isso enquanto centenas de Dioceses clamam por uma intervenção da Santa Sé) que, conforme relatos do próprio site da Diocese (diocesiscde.info), serviria apenas para comprovar o Êxito da vida diocesana e dirimir possíveis dúvidas.
 
Pois bem, Mons. Livieres foi chamado à Roma, lá foi sumariamente "despedido" sem que sequer pudesse se defender. Pediu que lhe apresentassem ao menos os relatórios da Visita Apostólica para que pudesse saber o porquê de sua demissão, sobre o que estava sendo acusado e assim pudesse preparar sua defesa. Isso também lhe foi negado. Por fim pediu para ser recebido pelo Santo Padre para que pudesse lhe esclarecer qualquer coisa ou ao menos receber uma orientação paterna mas, ao que parece, o Papa não quis recebê-lo. Toda a situação pode ser melhor compreendida ao se ler a explêndida e comovente carta escrita por Dom Livieres ao Cardeal Ouellet (AQUI). Enfim, como se já não bastasse a cadeia de injustiças que terminaram pela ainda mais injusta deposição deste grande bispo católico, nem ao menos foi digno de ser recebido pelo Papa (que curiosamente recebe ateus, protestantes, judeus, muçulmanos, amancebados públicos e promotores de erotismo na Argentina).
 
Embora alguns digam que, justo ou não, é o Papa e pode fazer o que quiser, perguntamos: Mas, e quanto aos padres rebeldes que desafiam a doutrina católica? Nem uma chamadazinha de atenção? E às freiras abortistas norteamericanas que se rebelaram contra a Igreja? Nada?
 
Para finalizar: nós católicos não são somos anglicanos ("igreja" da Inglaterra), não somos luteranos ou pentecostas, enfim, não somos protestantes! Não somos independentes! Não seguimos a "igrejas"   nacionais! O catolicismo é universal, até porque é isso o que significa a palabra católico.
 
As conferências episcopais não são de direito Divino! De certa forma, as conferências episcopais usurpam a autoridade do Papa, assim como também a autoridade que possui o Bispo sobre sua diocese.
 
Segundo o que foi informado pela nota do Vaticano, a razão da destituição de Dom Livieres foi "falta de comunhão" com os bispos paraguayos, ou seja, falta de comunhão com a conferência episcopal. Tal razão é profundamente anticatólica, uma vez que a comunhão do Bispo não é com nenhuma Igreja nacional, a comunhão do Bispo deve ser com o Romano Pontífice e, através e juntamente com ele, com a Igreja Universal.
 
Dom Livieres não é hereje, não é cismático, não é um imoral indigno de ser Bispo! É simplesmente um Bispo que exercia sua potestade na sua própria diocese, potestade para ter seu próprio seminário.
 
Se não havia "entendimento"entre ele e outros bispos de seu país, isso não seria razão para destituí-lo. Outra prova da injustiça dessa destituição. Outra prova da crise na Igreja.

Virgem Santíssima, rogai pela Igreja de Vosso Filho!
 
 
José Santiago Lima


O grande "pecado" de Dom Livieres. Transformar uma pequena diocese em um reduto do catolicismo verdadeiro e frutuoso.
Acima, imagem dos seminaristas da Diocese. Por que se dá um escorpião a quem merecia ser congratulado?

sábado, 30 de agosto de 2014

"Deixemos de maltratar a DEUS na Igreja" - dos sacrilégios à defesa da Santíssima Eucaristia

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
Classifico agosto de 2014 como um mês de tristeza, ainda que, sob a ótica cristã, também, um mês de esperança. Tristeza, em primeiro lugar, pela perseguição implacável promovida pelos seguidores de Maomé aos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tal perseguição, embora já venha ocorrendo há alguns anos, se intensificou nos últimos meses, atingindo seu ápice no mês de agosto presente (conforme pode ser visto AQUI, AQUI, AQUI e AQUI. Outras informações - tanto sobre a perseguição quanto sobre o Islã - podem ser obtidas no blog Thyself o Lord). Outra causa da tristeza estar relacionada ao mês de agosto presente é a divulgação de notícias retratando sacrilégios cometidos contra a Santíssima Eucaristia.
 
A primeira delas foi noticiada em diversos sites e blogs católicos. Trata-se da seguinte profanação: uma mulher entra na Igreja com seu cão, contrariando não apenas as normas do templo (e o próprio bom senso), como também o padre e demais fiéis que se opuseram. Depois da confusão inicial, eis o momento da profanação sacrílega em si: a mulher entrou na fila da Comunhão, recebeu o Santíssimo Sacramento na mão e em seguida, deu-O ao cachorro que prontamente O devorou. Em meio à indignação dos fiéis e do sacerdote, este comunicou a todos o sacrilégio cometido, além de excomungar a mulher - conforme o código de direito canônico. Esta, não só não deu importância, com ficou até o fim da celebração e ainda "posou para fotos". Os detalhes do escabroso acontecimento podem ser vistos AQUI.
 
Dias depois, outro sacrilégio, dessa vez cometido na Paraíba. Inimigos de Cristo invadiram a Igreja durante a noite, arrombaram o Sacrário e atiraram as Santíssimas Hóstias ao chão. Informações sobre esse monstruoso sacrilégio - realizado por ódio explícito ao Santíssimo Sacramento - podem ser lidas AQUI.
 
Pois bem, diante de notícias que nos produzem tamanha tristeza, onde podemos encontrar a esperança mencionada no início deste artigo? Eis que surge ao menos uma boa notícia. Me refiro à magnífica defesa da Santíssima Eucaristia por Dom Rogelio Livieres, Bispo de Ciudad del Este, em sua Carta Aberta à toda a Igreja do Paraguai. Nela, o Bispo condena a falta de respeito para com o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, menciona a Teologia da Libertação, a comunhão na mão e outros males que estariam intimamente ligados às causas da atual crise na Igreja. A carta, embora direcionada à Igreja paraguaia, pode ser estendida a toda a Igreja presente no mundo inteiro. Abaixo traduzo essa carta que de certa forma nos serve de consolo e motivação em meio a tantas tristes notícias.
 
 
Viva Cristo Rey!

José Santiago Lima

*              *              *              *              *              *              *              *              *



Carta aberta de Monsenhor Livieres à Igreja no Paraguai. O mundo sofre uma verdadeira dessacralização e, em nosso país, isso tem forma de Teologia da Libertação. Deve-se buscar e encontrar a comunhão na Igreja pela Eucaristia, único e verdadeiro sinal de unidade.

Dom Livieres e o Sancta Sanctorum


Nós, Bispos e Sacerdotes, não somos apenas as testemunhas de profundas mudanças, como também somos os atores comprometidos nestes processos de transformação que  afetam os diferentes ambientes de nossa Igreja. E, como já sucedeu por muitas vezes através de tantas épocas e lugares, também a atual crise da Igreja é radicada principalmente na ferida Eucarística, na irreverência e na falta de cuidado no trato para com Jesus Eucarístico.
 
O mundo sofre uma profunda dessacralização. No Paraguai, isso tem forma de Teologia da Libertação, no entanto, suas ideias devastadoras tiveram origem em aceitações anteriores. Ideias e percepções que conseguiram alterar o paradigma original da relação do homem para com Deus, até então, de filial correspondência. A pretensão de substituir o sobrenatural pelo natural, a Verdade que nos torna livres por uma falsa libertação socioeconômica, como se essa pudesse realizar-se de maneira efetiva sem sacudir previamente a escravidão do pecado. Uma hecatombe que acabou por despir os altares da Europa, substituindo Deus e erigindo o homem como falso criador de um mundo cada vez mais oposto às coisas sagradas.
 
Agora, após anos de constantes insinuações, a crise (os problemas) na Igreja se faz cada vez mais visível. Uma crise (problemas) que não poderá ser resolvida através de um consenso generalizado sobre um cúmulo de ideias, nascidas justamente em um âmbito de crescente perda de respeito ao mais sagrado de nossa Fé, a Eucaristia. Por isso, é necessário regressar a um dos conceitos fundamentais deste Sacramento,  definido pelo Concílio Vaticano II como “…signo de unidade…” (SC47).
 
O Catecismo nos recorda que a “comunhão de vida divina e a unidade do Povo de Deus, sobre os que a própria Igreja subsiste, se correspondem adequadamente e se realizam de maneira admirável na Eucaristia” (1325). A comunhão se encontra neste Sacramento e não em frágeis acordos sobre ideias.
 
A comunhão na Igreja deve ser procurada e encontrada através deste excelso “signo de unidade”, portanto na Eucaristia. Lamentavelmente, temos percorrido o caminho inverso, cometendo graves agravamentos, verdadeiras “feridas eucarísticas”.
 
Deixemos de maltratar a DEUS em nossa própria Igreja. Devemos advertir sobre as graves consequências de se receber a Eucaristia em situações de imoralidade ou de se recebê-lA  na mão,  facilitando assim o roubo do Santo dos Santos. Se continuarmos assim, faremos perder a Fé Católica na presença real de Jesus na Eucaristia.
 
Na Igreja, muitos são indiferentes em seu trato para com Jesus Eucaristia. Não podemos tomar por bons ou inofensivos abusos que por si só são destrutivos. Não devemos continuar em silêncio:
 
Elevemos nossas vozes e defendamos o mais divino e concreto nesta terra.
 
Não esqueçamos as advertências de Deus por meio de seu Profeta aos que temos responsabilidade sobre o povo:
 
A vós, homem, Eu vos coloquei como sentinela do povo de Israel. Pois bem, se vós não advertis ao malvado para que mude de vida, e ele de fato não o fizer, este morrerá por seu pecado, porém Eu pedirei contas a ti de sua morte. Do contrário, si vós o advertis para que mude de vida, e ele não o fizer, ele morrerá por seu pecado, mas vós salvareis a vossa vida”, (Ez.  33: 7-9).

Fonte: Diocesis de Ciudad del Este
Tradução e destaques: Morro por Cristo

domingo, 26 de janeiro de 2014

O "Bofe da Igreja"

Autor: Paulo Roberto Campos


Segundo Leonardo Boff, a Igreja deveria ser destituída de todo poder. Seria uma "igreja ecológica" (sic) e que vivesse "fora dos palácios e dos símbolos do poder"
No último post tratamos de quanto é contrária à da Igreja Católica a visão de Frei Beto (A concepção de Frei Beto sobre a Igreja é diametralmente oposta à Santa Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo). No mesmo sentido, recebi ontem um artigo de outro “teólogo” da libertação. Trata-se de Leonardo Bof, cujo sobrenome — como fiz em relação ao pseudônimo de Frei Beto — grafo com um só “f”, pois ambos são miserabilistas e contrários ao supérfluo, devendo, portanto, ser “simples” em tudo...


Leonardo Boff e sua atual companheira
Aliás, Bof também deveria, em razão da “pobreza” e da “simplicidade” que defende, desapegar-se do prenome “Leonardo”, pois este é seu nome religioso, ao qual só tinha direito enquanto foi franciscano. Desde que abandonou sua Ordem religiosa, em 1992, e juntou-se à madame aí do lado, voltou de fato a ser o Genézio Boff constante de seu registro civil.

Mas, voltando ao mencionado artigo, trata-se de uma matéria do Sr. Genézio Bof para o “Jornal do Brasil (on-line), do dia 17 último, intitulada “O papa Francisco chamado a restaurar a Igreja”. Nela não transparece a humildade franciscana — a cujo chamado ele voltou as costas —, mas sim a pretensão de querer dar lições de “Teologia da Libertação” ao próprio Papa. Imaginem só! Vejamos um trecho do artigo:

“Francisco não é um nome. É um projeto de Igreja, pobre, simples, evangélica e destituída de todo o poder. É uma Igreja que anda pelos caminhos, junto com os últimos; que cria as primeiras comunidades de irmãos que rezam o breviário debaixo de árvores junto com os passarinhos. É uma Igreja ecológica (sic) que chama a todos os seres com a doce palavra de ‘irmãos e irmãs’. Francisco se mostrou obediente à Igreja dos papas e, ao mesmo tempo, seguiu seu próprio caminho com o evangelho da pobreza na mão. Escreveu o então teólogo Joseph Ratzinger: ‘O não de São Francisco àquele tipo imperial de Igreja não poderia ser mais radical, é o que chamaríamos de protesto profético’ (em “Zeit Jesu”, Herder 1970, 269). Ele não fala, simplesmente inaugura o novo. Creio que o papa Francisco tem em mente uma Igreja assim, fora dos palácios e dos símbolos do poder”.
Ao ler tal sofisma, uma “bofada”, recordei-me de Joãozinho Trinta. Lembram-se? Com muito conhecimento de causa, o carnavalesco afirmara em 1978: “O povo gosta de luxo. Quem gosta de miséria e intelectual”. É por isso que se vê no carnaval o povo vestido de príncipes, princesas, reis e rainhas, com seus coloridos mantos e coroas douradas.

Por isso também é que se costuma dizer que “a Igreja é o palácio dos pobres”. O povo gosta de pompa e circunstância, de esplendor, de coisas maravilhosas que lembrem o Céu, de belas e ricas cerimônias religiosas como as de antigamente, que faziam superlotar praças e igrejas — hoje esvaziadas por causa das pregações da doutrina miserabilista da “Teologia da Libertação”.

E por que o povo gosta de tudo isso? Simplesmente porque, conforme disse Tertuliano, “a alma humana é naturalmente cristã”, feita à imagem e semelhança de Deus, que é Soberano Todo-Poderoso, Senhor do Céu e da Terra, dos Anjos e dos Homens.

A fim de nos mostrar a verdadeira doutrina católica, segundo a qual não existe contradição entre as grandezas esplendorosas da Igreja e o autêntico espírito de pobreza — refutando assim o sofisma do Sr. Genézio Bof —, recorro novamente ao líder católico brasileiro Plinio Corrêa de Oliveira, de quem reproduzo uma matéria publicada na revista Catolicismo em dezembro/1958. Mais de meio século depois, a mesma se mostra hoje mais atual do que nunca.


Pobreza e fausto: extremos harmônicos no firmamento da Igreja 


Plinio Corrêa de Oliveira (*)


Um aspecto da Santa Igreja


Numa cela cheia de penumbra, ante um crucifixo que relembra a morte mais dolorosa que jamais houve, um monge cartuxo [foto] folheia um devocionário. Revestido de um simples e pobre burel, com uma longa barba, esse Religioso parece a personificação de todos os elementos que impregnam o ambiente que o rodeia: gravidade extrema, resolução varonil de só viver para o que é profundo, verdadeiro, eterno, nobre simplicidade, espírito de renúncia a tudo quanto é da Terra, pobreza material enfim, iluminada pelos reflexos sobrenaturais da mais alta riqueza espiritual.

Outro aspecto da Santa Igreja

Na imensa nave central da Basílica de São Pedro, movimenta-se majestoso o cortejo papal. Na fotografia, percebe-se apenas uma parte dele, isto é, alguns Cardeais e os dignitários eclesiásticos e leigos que precedem imediatamente a sedia gestatória. Nesta, o Sumo Pontífice, ladeado dos famosos flabelli e seguido da Guarda Nobre. Ao fundo, ergue-se o Altar da Confissão, com suas elegantíssimas colunas e seu esplêndido dossel. E bem mais atrás a célebre Glória de Bernini. As altas paredes recobertas de mármores admiráveis e adornadas de relevos, os arcos a um tempo leves e imensos, as luzes que resplandecem como se fossem estrelas ou fulgidíssimos brilhantes, tudo enfim se reveste de uma grandeza, de uma riqueza que é bem o supra-sumo do que a Terra pode apresentar de mais belo. É a maior pompa de que o homem seja capaz, realçada pela magnificência da arte e pelo esplendor dos recursos naturais da pedra.

* * *
O que em um quadro é gravidade recolhida, no outro é glória irradiante. O que em um é pobreza, no outro é fausto. O que em um é simplicidade, no outro é requinte. O que em um é renúncia às criaturas, no outro é a superabundância das mais esplêndidas dentre elas. Contradição? É o que muitos diriam: pode-se, então, amar a um tempo a riqueza e a pobreza, a simplicidade e a pompa, a ostentação e o recolhimento? Pode-se a um tempo louvar o abandono de todas as coisas da Terra, e a reunião de todas elas para a constituição de um quadro em que reluzem os mais altos valores terrenos?

O problema é muito atual, no momento em que Sua Santidade o Papa João XXIII se mostra tão edificantemente zeloso das esplêndidas tradições vaticanas, com manifesto desconcerto de elementos que têm uma mentalidade à Aneurin Bevan (o líder trabalhista que foi paladino na luta contra todas as pompas, e assistiu de costas a uma parte da cerimônia de coroação da Rainha Elizabeth II).


Não, entre uma e outra ordem de valores não existe contradição, senão na mente dos igualitários, servos da Revolução. Pelo contrário, a Igreja se mostra santa, precisamente porque com igual perfeição, com a mesma sobrenatural genialidade, sabe organizar e estimular a prática das virtudes que esplendem na vida obscura do Monge, e das que refulgem no cerimonial sublime do Papado. Mais ainda. Uma coisa se equilibra com a outra. Quase poderíamos dizer que um extremo (no sentido bom da palavra) compensa a outro e com ele se concilia.

O fundo doutrinário no qual estes dois santos extremos se encontram e se harmonizam é muito claro. Deus Nosso Senhor deu-nos as criaturas, a fim de que estas nos sirvam para chegarmos até Ele. Assim, cumpre que a cultura e a arte, inspiradas pela Fé, ponham em evidência todas as belezas da criação irracional e os esplendores de talento e virtude da alma humana. É o que se chama cultura e civilização cristã. Com isto, os homens se formam na verdade e na beleza, no amor da sublimidade, da hierarquia e da ordem que no universo espelham a perfeição d’Aquele que o fez. E assim as criaturas servem, de fato, para a nossa salvação e a glória divina. Mas, de outro lado, elas são contingentes, passageiras; só Deus é absoluto e eterno. Cumpre lembrá-lo. E por isto é bom afastar-se dos seres criados, para no desprezo de todos eles pensar só no Senhor.

Do segundo modo, considerando tudo o que as criaturas são, se sobe até Deus; e do outro modo, se vai até Ele considerando o que elas não são. A Igreja convida seus filhos a irem por uma e outra via simultaneamente, pelo espetáculo sublime de suas pompas, e pela consideração das admiráveis renúncias que só Ela sabe inspirar e fazer realizar efetivamente.

_____________

(*) Catolicismo, Nº 96 – Dezembro/1958.


FONTE

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A diferença entre a FÉ CATÓLICA e a fé de Boff, do protestantismo e do materialismo

Acaba de ser publicada a carta Encíclica Lumen Fidei (Luz da Fé) do Sumo Pontífice Francisco. Esse rico documento, escrito ainda sob o pontificado do Papa Bento XVI que assim finaliza sua trilogia sobre as virtudes teologais, recebeu alguns pequenos acréscimos pelas mãos do Santo Padre Francisco que o promulgou para toda a Igreja.
 
Alguns inimigos da Igreja (tanto os declarados como os infiltrados) manifestaram seu descontentamento pelo fato de tal documento trazer - como era de se esperar em um documento papal - diversos elementos da Fé Católica. Em outras palavras, tais inimigos acharam esse documento "católico demais". Para justificar sua decepção, se utilizam de vários "argumentos" para criticá-lo, como por exemplo ao dizer que tal documento é de "difícil compreensão", "muito doutrinário e pouco pastoral", etc.
 
Um velho (em ambos sentidos) inimigo da Igreja que também "soltou o verbo" contra a encíclica Lumen Fidei é o teólogo "católico" Leonardo Boff, famoso guru da chamada Teologia da Libertação. A notícia do descontentamento de Genésio (Leonardo) foi publicada, dentre diversos meios, no site católico Fratres in Unum, onde acabei encontrando um excelente comentário do leitor Bruno Luís Santana, que de maneira magistral expõe as diferenças entre o pensamento materialista e antropoteísta de Boff - que coloca o homem no lugar de Deus - e a Fé Católica.
 
O comentário me pareceu extremamente valioso pois não só responde à análise do senhor Boff mostrando como a Fé Católica é diferente daquela defendida por esse senhor, como também é muito útil para elucidar àqueles que não compreendem o porquê da Fé Católica ser tão diferente do protestantismo e demais crenças materialistas, tão em moda em nossos dias. Por que o Catolicismo não faz promessas de enriquecimento imediato, curas mirabolantes e demais excentricidades vistas no protestantismo? Por que a Fé Catolica não se adapta aos anseios do mundo moderno, se conformando aos desejos e necessidades da sociedade atual?
 
Creio que a leitura atenciosa do texto será de grande valia para aqueles que queiram compreender essas diferenças. Termino agradecendo ao Bruno Luís Santana por autorizar a publicação de seu comentário neste blog.

Comentário sobre a análise de "Leonardo" (Genésio) Boff publicado no site Fratres in Unum:

Boff não é um herege; é um pagão.

 Sua formação de teólogo não bastou para lhe fazer ver, porque Boff é um cego ao meio-dia. Isso é a prova de que a Graça, quando desprezada pelos homens, não os faz caminhar um só passo sem dar com os burros n’água.

 Do que adianta ser um teólogo incensado, quando se é um cego ao meio-dia, e incapaz de entender até o que é óbvio?

 Ele não pode entender o cristianismo, posto que não é cristão. Boff não crê, e recusa a crer em qualquer coisa que não saia de si próprio.

 Mas não está sozinho. Quem hoje em dia não se rende a esta tentação intelectual que se chama subjetivismo, em que se chega a respostas falsas e erradas, e se crê que o erro é um dogma incontestável? É uma das pragas de hoje.
 
Pois porque Boff, que pergunta como crer depois dos regimes militares, não pergunta como continuar crendo depois de tantas mães abortarem crianças no próprio ventre, muitas vezes com o incentivo rasgado do Estado? Porque Boff não pergunta como crer depois da justiça brasileira obrigar os cartórios a registrar casamentos homossexuais sob coerção, quando toda a Escritura repudia os atos homossexuais como graves desordens?

 Boff não faz essas perguntas (que aliás seriam impróprias) porque Boff é tão antropocêntrico quanto a sociedade maçonizada em que vivemos. Para Boff, Deus e o bel prazer humano são a mesma entidade, e tudo o que se constitui entrave para o prazer total deve ser deposto.

Tão pagão quanto o mundo em que estamos inseridos.

 E tão desprovido de visão sobrenatural quanto o mesmo mundo, que Jesus Cristo mesmo disse estar posto no Maligno (Diabo).
 
Como Boff é radical anarco-comuna-ecológico-esotérico, só pode enxergar as coisas através do materialismo em que vivemos, que impregna a sociedade seja através do consumismo, seja através da cegueira marxista que nega Deus, a alma humana e os Novíssimos.
 
E como a sociedade está paganizada então Boff não acrescenta nenhuma luz, que aliás ele pelo visto detesta. Antes insufla os demais a perder a fé.
 
Ele pergunta como ter fé diante das misérias dos homens (e veja como Boff é tendencioso: ele fala de índios dizimados, de ditaduras militares de décadas passadas, mas não cita exemplos mais grotescos como as ditaduras comunistas que em menos de um século foram responsáveis por perseguições religiosas grotescas e pela morte de centenas de MILHÕES de vidas, afinal quem não se enquadra no admirável mundo novo do marxismo deve deixar de existir).
 
Genésio Boff, a morte o deixa indignado?

Pois saiba que todos os dias morrem milhares de pessoas, de uma maneira ou de outra.

E elas TÊM que morrer, porque esta casa, este mundo, é de aluguel. É para passar a chuva.
Você tem a morte como o maior dos males, porque CRÊ QUE A VIDA FÍSICA É O BEM SUPREMO.

 Prova disso é que você usa a mesma agenda dos que querem fazer de tudo para aproveitar ao máximo a vida física, antes que a mesma chegue ao fim.

 E se você rasga as vestes perguntando como se ter fé diante dos desvarios dos homens, então você já se perguntou como é que o próprio Deus enviou seu Filho ao mundo, e permitiu que o mesmo fosse morto pela injustiça de homens corruptos?
 
Não, Genésio, a sabedoria do mundo não pode desvendar isso. A ciência ou a técnica não podem explicar porque as pessoas simplesmente resolvem ser ruins. Há pessoas que tendem a fazer o mal, e simplesmente optam por não frear seus impulsos. E simplesmente fazem o mal.

 Genésio, se as pessoas se escandalizam com as secas que mataram milhões, com os crimes de Awschvitz-Birkenau, com as torturas militares OU OS GULAGS SOVIÉTICOS, ou com acidentes de carro que ceifam vidas, é porque são tão materialistas quanto você.

 É porque sentem a vida escapar diariamente entre os dedos, e não se conformam com isso, porque nunca lhes falaram sobre Céu, ou porque foram ensinadas a ver isso como fantasias absurdas, mas sobretudo porque são maciçamente convidadas pela poderosa opinião pública a curtir a vida, porque a vida é boa, e porque só haveria esta vida para usufruir, e o que viria depois seria uma incógnita…
Boff.
 
A morte escandaliza porque somos humanos.

 Mas o pior dos males não é a morte. Aliás, para quem se conforma com a Cruz, o morrer é lucro e o viver uma separação penosa.

 O pior dos males, Genésio Boff, é o INFERNO. E segundo N.S.J.C,
“larga é a sua porta, e muitos por ela seguem”.
 
Para que viver?

 Para fazer sexo freneticamente, para viver dos prazeres da bebida e da comida, para viajar nos fins de semana, para dedicar horas se entretendo para coisas que muitas vezes não acrescentam em nada a nossa vida?

 Para que viver?

 Para se matar nas academias, para procurar salões de beleza, para retardar a velhice?
 
A verdade é que as pessoas de nosso tempo não sabem porque vivem, por isso não compreendem porque morrem.

 Se Cristo que não teve nenhuma culpa veio para ser morto, e morto, dar-nos a VIDA, que se adquire, segundo o mesmo Cristo, observando COM AMOR e com diligência os Mandamentos, porque é que nós, que temos culpa por nossos atos, mereceríamos algo melhor que o sofrimento e a morte FÍSICA?
Lembra-te de Jób. O Senhor deu, o Senhor tirou. Bendito seja O nome do Senhor.

 Lembre que o rico que explorar e o pobre que for explorado serão iguais diante da MORTE. Então, toda a injustiça neste mundo NÃO FICARÁ SEM RESPOSTA.
 
Nosso Senhor Jesus Cristo disse “Quem quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga”.
 
E essa linguagem que vai de encontro à civilização hedonista de hoje, na verdade causa a mesma reação desde os tempos de São Paulo, porque o que ele disse há quase dois mil anos serve como uma luva para quem está inserido inteiramente no materialismo de hoje:
 
A Cruz, para S. Paulo, há dois milênios atrás era “escândalo para os judeus e loucura para os pagãos”.
Você se escandaliza em negar suas inclinações, suas vontades pessoais, seus impulsos, deixar tudo e tomar a cruz?
 
Sabe porque a fé não elimina as dúvidas e as angústias de quem vê um Deus se fazer homem e ser crucificado? Porque a partir do momento em que se optou por viver de forma contrária aos Mandamentos, se perdeu a fé.

 Então, Cristo na Cruz não pode mais ser entendido pela Fé, porque quem o olha já não olha mais com os olhos da Fé, mas com os olhos do escândalo judaico ou da loucura gentia.

 Quem não entende o sofrimento como remédio provisório para um fim grandioso, quem não entende que a grande Lei da Vida é o sofrimento, porque em algum momento todos sofrerão, tanto os inocentes, já que Cristo mesmo sofreu, como os arrependidos como o bom ladrão Dimas, como os empedernidos como o mau ladrão, todos sofrem.
 
E morrem.

 Portanto, aproveite enquanto está vivo, se for para combater as mazelas, comece pela SUA, porque no Juizo você responderá por sua alma.

A Teologia da Libertação prega o fim da pobreza e tem como objetivo o bem estar (material/financeiro) aqui na terra, o protestantismo prega a satisfação dos desejos àquele que for "fiel" a "cristo". Como vimos, isso em nada se aproxima da FÉ CATÓLICA.

sexta-feira, 8 de março de 2013

A SEITA da Teologia da Libertação ataca novamente! Católico, contra ataque!!

A Seita denominada Teologia da Libertação, embora "respirando por aparelhos", ataca novamente. Diferentemente das milhares de outras seitas que reinvidicam a posição de "igreja de cristo" ou "religião verdadeira", a seita TL reinvidica o título de católica, isto é, não apresenta-se como outra religião mas sim como parte da Religião Católica. Na realidade seus membros dizem formar o grupo que detem a correta interpretação da religião católica, dos evangelhos e de toda a verdade.

Este tipo de comportamento, além de desonesto, é extremamente danoso pois faz com que os católicos pouco esclarecidos sejam levados a crer que a Teologia da Libertação - assim como seus ensinamentos - faça parte da Religião Católica.

Este indigno comportamento - o de não se afastarem de vez do Catolicismo para fundar a própria religião - nos faz tentar entender o porquê de tal atitude. Dentre as possíveis conclusões, há a de que não se afastam justamente porque da maneira que se encontram podem continuar a viver às custas da Igreja, uma vez que os principais consumidores de suas idéias são justamente os católicos desinformados ou inmaturos na fé, pessoas que não compreendem que tais crenças são totalmente contraditórias com a Doutrina Católica e que é impossível ser ao mesmo tempo Católico e adepto da Teologia da Libertação. A outra parcela dos consumidores e apoiadores da Teologia da Libertação são os inimigos da Igreja própriamente ditos, aqueles que a apoiam e torcem por sua introdução no catolicismo para assim minar a resistência dos católicos, dessa forma atingindo o verdadeiro fim a que se dedicam: destruir a Igreja de Cristo.

Pois bem, a última desta seita parasita acaba de ser noticiada via Carta Maior.com.br: trata-se de uma carta assinada por diversos "teólogos católicos" a ser enviada para os cardeais que entrarão em conclave. Reproduzimos o artigo (em amarelo) a seguir. Os destaques e os comentários logo em seguida são nossos:

Genésio (Leonardo) Boff
Já chegam a duas mil as adesões de teólogos católicos de todo o mundo ao documento publicado por ocasião dos 50 anos do Concílio Vaticano II e cuja redação final está sendo encaminhada aos 115 cardeais que, a partir de segunda-feira (4), começam a escolher o sucessor do papa Bento XVI.

O manifesto começou a ser elaborado em outubro do ano passado, simultaneamente, na Europa, na América Latina, nos Estados Unidos e no Canadá. Entre os seus autores, estão incluídos Leonardo Boff e o bispo d. Pedro Casaldáliga.

O contexto de sua publicação (concebida em meio a uma grave crise na Igreja, poucos meses antes da renúncia de Bento XVI) reforçou a decisão dos teólogos de enviá-lo aos cardeais eleitores. Esta é a íntegra do documento:

"Muitos ensinamentos do Concílio Vaticano II não foram concretizados ou apenas parcialmente traduzidos na prática. Isto é devido à resistência de alguns ambientes, mas também sobretudo, em certa medida, à não resolvida ambiguidade de alguns documentos conciliares. Uma das principais causas da estagnação moderna depende do não entendimento e dos abusos no exercício da autoridade na nossa Igreja. De modo concreto os seguintes temas exigem uma urgente reformulação.

O papel do Papado necessita de uma clara redefinição baseada nas intenções de Cristo. Como supremo pastor, como elemento unificador e principal testemunha da fé, o Papa contribui de modo essencial para o bem da Igreja Universal. Mas a sua autoridade não deveria obscurecer, diminuir nem suprimir a autentica autoridade que Cristo deu diretamente a todos os membros do Povo de Deus.

Os bispos são vigários de Cristo e não vigários do Papa. Eles possuem a responsabilidade direta sobre o povo de suas dioceses e uma responsabilidade compartilhada com os outros bispos e com o Papa, do âmbito da comunidade universal da fé.

O Sínodo central dos bispos deveria assumir um papel mais decisivo no planejamento, na orientação e no crescimento da fé em nosso mundo tão complexo.

Concilio Vaticano recomendou a colegialidade e a corresponsabilidade em todos os níveis. Isto não foi transformado em ação. Os vários organismos presbiterais e conselhos pastorais previstos pelo Concilio, deveriam envolver os fiéis de modo mais direto nas decisões relativas à doutrina ao exercício do ministério pastoral e à evangelização no âmbito da sociedade secular.

O abuso de preencher os postos de guias da Igreja apenas com candidatos com uma determinada mentalidade é algo que deveria ser eliminado. Em vez disto, deveriam ser formuladas e monitoradas novas normas assegurando que as eleições para estas tarefas sejam conduzidas de modo correto, transparente e o mais democrático possível.

A Cúria Romana necessita de uma reforma mais radical baseada nas instruções e na visão do Vaticano II. A Cúria deveria limitar-se aos seus úteis papéis administrativos e executivos.

A Congregação para a Doutrina da fé deveria ser ajudada por comissões internacionais de peritos escolhidos independentemente em função de sua competência profissional. Essas não são todas as mudanças necessárias. Devemos considerar ainda que a implementação dessas revisões estruturais exigem uma elaboração detalhada e relacionada com as possibilidades e com as limitações das circunstancias presentes e futuras. Destacamos porém que as reformas sintetizadas a cima são urgentes e a sua concretização deveria iniciar-se imediatamente.

O exercício da autoridade na nossa Igreja deveria seguir o padrão de abertura, responsabilidade e democracia encontrados na sociedade moderna. A liderança deveria ser correta e confiável, inspirada na humildade e no serviço, com uma transparente solicitude para com o povo, em vez de se preocupar com as normas e a disciplina; anunciar Jesus Cristo que liberta; ouvir o espirito de Cristo que fala e age por meio de todos e de cada um".

 
Dom Pedro Casaldáliga
Pois bem, estes senhores que - embora hajam como hereges - se proclamam católicos, propoem uma série de "mudanças" para "solucionar os problemas da Igreja" (desde quando destruir e desfigurar podem ser entendidos como "mudança" e "solução"?).

Dessa vez os senhores TL´s se superaram: Em uma única carta conseguiram dizer aos cardeais que se reunirão em conclave:
  • Que a Igreja comete abuso de poder por defender certas verdades e impô-las a todo aquele que queira abraçar a Fé Católica. (Segundo eles, qualquer "católico" pode crer e transmitir aos demais todos os disparates que lhe "der na telha". Ora, então qual o sentido de se abraçar a Fé Católica, que deve ser a mesma independente de época ou localização geográfica, por isso mesmo dita Católica, isto é, Universal? Não são no mínimo contraditórios?)
 
 
  • Que Cristo transmitiu a mesma autoridade a Pedro e aos demais Apóstolos, discípulos, seguidores e simpatizantes e que portanto que não deve haver hierarquia. ¡Viva la Revolución!)
 
 
  • Que o Papa não é o Vigário de Cristo, mas todos os bispos. (Ora, que todos os bispos - e mesmo qualquer cristão batizado - deve ser um outro Cristo, um representante de Cristo em meio ao mundo, isso todos sabemos. Que os bispos são sucessores dos Apóstolos, pastores do rebanho de Cristo e que portanto são maiores representantes de Cristo diante do mundo, também o sabemos. Agora que o Papa não é o Vigário de Cristo mas sim todos os bispos, essa é novidade. Grande descoberta dos "teólogos do novo milênio"! ¡Viva la Revolución! 2)
 
 
  • Que não só o Papa ou os Bispos, mas sim todos os fiéis devem estar envolvidos nas decisões relativas à Doutrina. (ora, mas isso já existe, os protestantes não dependem de papa ou bispo para decidir sobre doutrina, cada um decide sobre isso, não é por menos que existem mais de 50.000 denominações protestantes em todo o mundo, cada uma com doutrinas que contradizem as das outras. Sinto lhes dizer, caros TeóLogo´s que dessa vez vocês não foram muito originais. ¡Viva la Revolución! 3)
 
 
  • Que deveriam ser adotadas novas normas referentes à eleição das lideranças da Igreja, sendo o processo mais democrático possível. (Alguém precisa explicar a estes senhores que a Igreja NÃO É e NUNCA FOI uma democracia! Mas como é evidente que eles já sabem disso, podemos deduzir quais seriam suas reais intenções... ¡Viva la Revolución! 4)
 
 
  • Que a autoridade da Igreja deve ser exercida segundo o democrático padrão da sociedade moderna. (Além da Igreja NÃO SER uma democracia, recomendar que ela deve acompanhar o padrão da sociedade moderna é o fim da picada! ¡Viva la Revolución! 5)
 
 
  • Que a Igreja deve "largar de mão" as normas e disciplinas e anunciar "jesus cristo" que liberta, além de ouvir o "espírito de cristo" que fala e age por meio de todos". (1º - segundo estes senhores as normas e disciplinas são erros, problemas, males. Ok, ok, então tente administrar uma sala de aula ou mesmo seus filhos pequenos sem normas e disciplinas... Imaginou o resultado? E outra coisa, não seriam os 10 Mandamentos dados pelo próprio Deus, normas e disciplinas? 2º - Quem seria este tal "cristo que liberta" - contrário a normas e disciplinas - mencionado por estes senhores? Seguramente não é o mesmo Cristo dos Evangelhos e da Religião Católica. 3º - O "espírito de cristo" que fala e age por meio de todos ao que tudo indica não é o espírito do mesmo Cristo da Fé Católica e dos evangelhos. Basta ver o que "todos" andam falando e agindo e o resultado dessa intervenção de "todos" no mundo. Ou estes senhores vivem em outro mundo onde todos são porta-vozes de Cristo ou o mundo terrível em que vivemos não é real. ¡Viva la Revolución!6)


Caros leitores, depois de analisarmos todos os pontos acima, podemos chegar à seguinte conclusão:
 
A seita da Teologia da Libertação é PIOR do que as milhares de seitas protestantes! Explico:
Assim como os protestantes, a TL nutre verdadeira ojeriza pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Também compartilha diversas doutrinas, noções e opiniões relativas à autoridade da Igreja com as seitas protestantes. Somente um ponto os diferencia:

Os protestantes aos menos foram honestos ao se apartarem da Igreja de Cristo para fundarem suas próprias seitas baseadas nas crenças e opiniões que possuem.

Já os mestres da Teologia da Libertação... bem, oxalá tenham ao menos caráter para deixar de sugar a Igreja, assim deixando de arrastar milhares de almas de católicos em potencial para a perdição eterna.

Aproveito para pedir aos irmãos católicos que lêem este pequeno site, que entrem no link abaixo. Trata-se de uma ótima iniciativa que visa direcionar uma súplica dos católicos do mundo inteiro ao novo Sumo Pontífice que será eleito nos próximos dias. CATÓLICO, CONTRA ATAQUE!

POR FAVOR, LEIA E ASSINE:


http://www.papadesconhecido.com/?lang=pt


¡Viva Cristo Rey!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

40 anos de rebelião: Aniversário da "TEOLOGIA" DA LIBERTAÇÃO

Nosso Senhor Jesus Cristo prometeu assistência perpétua à Sua Santa Igreja. No entanto, em sua história de 2 mil anos a Igreja Católica sempre sofreu investidas por parte de seus inimigos, tanto investidas externas como internas, sendo essas últimas por parte daqueles que conseguiram nela se infiltrar buscando destruí-la de dentro para fora.
Nos últimos séculos, um dos maiores responsáveis por essa tentativa de destruição da Santa Igreja, sobretudo na América Latina, é a chamada "Teologia" da Libertação. Embora a Igreja de Cristo já a tenha condenado, muitos ainda a defendem, seja entre os leigos como também entre membros do clero.
Grande parte destes que a defendem não o fazem tendo consciência de estar andando em contramão do Ensino da Igreja,  mas sim devido à sua formação embebida dos escritos e ensinamentos desta condenada "teologia". Sabe-se que até hoje ainda se utilizam diversos textos e autores desta anti católica teologia na formação sacerdotal oferecida em muitos seminários brasileiros.
Abaixo reproduzo um texto do Professor Felipe Aquino, texto este que além de comentar sobre os 40 anos deste movimento que - graças a Deus - vem dando lugar ao retorno do verdadeiro catolicismo em terras brasileiras também demonstra, de maneira clara e objetiva, alguns dos diversos erros propagados por tal movimento ideológico.
Aproveitamos para desejar a todos os católicos que, neste Ano da Fé proclamado pelo Santo Padre Bento XVI, busquemos aprender mais sobre o que a Santa Igreja de Deus nos quer ensinar, deixando de lado nossos caprichos, opiniões pessoais ou de "gurus iluminados" e passemos a ser mais fiéis ao Santo Padre e aos ensinamentos da Esposa de Cristo, Una, Santa, Católica e Apostólica.

¡Viva Cristo Rey!
 
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Leonardo Boff, escreveu um artigo publicado na internet falando dos 40 anos da TL de cunho marxista, com orgulho e satisfação, mesmo com as reincidentes condenações da mesma pelos papas João Paulo II e Bento XVI.

Leonardo (Genésio) Boff
O teólogo da TL fala com euforia que entre os dias 7-10 de outubro aconteceu em São Leopoldo, RS, junto ao Instituto Humanitas, da Unisinos dos Jesuitas - infelizmente dominado pela TL - , a celebração dos 40 anos do surgimento da Teologia da Libertação, onde estiveram os principais representantes da América Latina, seu primeiro formulador, o peruano Gustavo Gutiérrez, Hugo Assman (Bolívia), Juan Luiz Segundo (Uruguai) e outros.

Em 1971 Boff teve seu livro "Jesus Cristo Libertador" condenado pela Congregação da Fé do Vaticano. Intimado a modificar as heresias que apareciam no livro, sobre Jesus, não aceitou mudar nada; acabou sendo punido em 1984 com "silencio obsequioso" e proibido de ensinar como teólogo católico. Tinha escrito um livro, "Igreja carisma e poder", que muda todas as bases da Igreja conforme Jesus a instituiu, e relativiza os dogmas, a hierarquia sagrada, etc. Uma lástima!

Mas como acontece com os hereges recalcitrantes, não mudou em nada e acabou deixando o ministério sacerdotal. Uma pena, pois é um homem inteligente e bom escritor; mas, infelizmente orgulhoso e desobediente à Igreja que o formou e nele investiu tantos anos e tantos recursos. Infelizmente Boff assumiu a direção da Editora Vozes e a destruiu como editora católica.

Há muitos anos essa triste teologia da libertação, hoje anêmica e se apagando cada vez mais, quis criar um novo Cristianismo, revirou a fé no avesso, fez uma releitura política e esvaziante do Evangelho e espalhou o joio no meio do trigo. Como disse Clodovis Boff, fracassou porque "colocou o pobre no lugar de Jesus Cristo" na teologia. O irmão de Leonardo, embora tardiamente, identificou o veneno na raiz da TL.

Em 1984 o cardeal Ratzinger, hoje Bento XVI escreveu o célebre artigo que foi publicado também no livro de entrevista que deu a Vitório Messsori "A fé em crise?"; o artigo foi: "Eu vos explico o que é a teologia da libertação", nele o Papa desvenda, magistralmente, toda a sutileza, erros e o perigo da TL. Entre as afirmações, o então Cardeal Prefeito diz: "A gravidade da teologia da libertação não é avaliada de modo suficiente; não entra em nenhum esquema de heresia até hoje existente; é a subversão radical do Cristianismo, que torna urgente o problema do que se possa e se deva fazer frente a ela".

"A teologia da libertação é uma nova versão do Cristianismo, segundo o racionalismo do teólogo protestante Rudolf Bultmann, e do marxismo, usando "a seu modo", uma linguagem teológica e até dogmática, pertencente ao patrimônio da Igreja, revestindo-se até de uma certa mística, para disfarçar os seus erros". "Com a análise do fenômeno da teologia da libertação torna-se manifesto um perigo fundamental para a fé da Igreja. Sem dúvida, é preciso ter presente que um erro não pode existir se não contém um núcleo de verdade. De fato, um erro é tanto mais perigoso quanto maior for a proporção do núcleo de verdade assumida".

"Essa teologia não pretende constituir-se como um novo tratado teológico ao lado dos outros já existentes; não pretende, por exemplo, elaborar novos aspectos da ética social da Igreja. Ela se concebe, antes, como uma nova hermenêutica da fé cristã, quer dizer, como nova forma de compreensão do Cristianismo na sua totalidade. Por isso mesmo muda todas as formas da vida eclesial; a constituição eclesiástica, a Liturgia, a catequese, as opções morais..."

"A teologia da libertação pretende dar nova interpretação global do Cristianismo; explica o Cristianismo como uma práxis de libertação e pretende constituir-se, ela mesma, um guia para tal práxis. Mas, assim como, segundo essa teologia, toda realidade é política, também a libertação é um conceito político e o guia rumo à libertação deve ser um guia para a ação política".

Mais uma vez, em 2010, o Papa Bento XVI advertiu sobre os perigos da teologia marxista da libertação e pediu aos bispos e aos fiéis a superarem suas graves consequências. Falando aos Bispos do Brasil da região Sul 3 e Sul 4 em visita ad limina, o Santo Padre disse: "Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas sequelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas.

Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que "a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente" (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55)".

Apesar de tudo isso Boff e seus asseclas insistem no erro, fazem-se surdos ao Vigário de Cristo na terra e continuam a disseminar o joio no meio do trigo. Por fim, como toda heresia que já houve na história da Igreja, será vencida, mas como sempre, deixando um rastro de erros, divisão e enfraquecimento da Igreja. Sem obediência não há humildade, sem humildade não há santidade, sem santidade não há salvação.


Prof. Felipe Aquino

Título Original: Quarenta anos de Teologia da Libertação e desobediência

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Já na UTI, querem manter ligada aos aparelhos a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Se a Igreja de Cristo é atacada ou tem seu lugar usurpado por diversos inimigos externos, dentre os quais podemos destacar a heresia protestante, não menos sofre a Santa Igreja por conta de seus inimigos internos. Dentre estes inimigos internos travestidos de católicos podemos mencionar uma heresia que encontra destaque principalmente em nosso continente Latino: A Heresia, digo, Teologia da Libertação.
 
Embora já tenha sido condenada pela Santa Igreja, ainda desperta o interesse de muitos católicos pouco esclarecidos, além dos católicos de má fé e mesmo de membros do clero (religiosos(as), padres e - infelizmente - até mesmo bispos).
 
Já ouvi de meu velho pai, um homem de fé, bastante religioso e de extrema boa vontade quando o assunto trata das "coisas de Deus", que - com suas melhores intenções e sem muito conhecimento de causa - a "Igreja deveria compreender mais a Teologia da Libertação". Claro que sua opinião é compreensível pois o disse devido à sua vontade de ajudar o próximo, sobretudo os mais pobres, aliada à sua ignorância sobre o tema e à grande influência que provavelmente tenha recebido sobre este assunto.
 
Noutra ocasião, minha mãe após participar de um encontro de formação para leigos (creio que encontro setorial dos "Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão") disse ter me trazido um livro de presente. Após a felicidade de saber que seria presenteado com um livro católico, sobreveio a decepção ao constatar que tratava-se de um livro da Teologia da Libertação.
 
Tanto minha mãe como a grande maioria dos presentes em tal encontro desconhecem o que seria Teologia da Libertação, estando portanto, expostos a esse tipo de literatura como se ela fosse fiel transmissora da doutrina e moral católica.
 
Eu mesmo em meus tempos de adolescente/jovem idealista e "revolucionário", quando admirava o comunismo, revolucionários (dentre meus heróis estavam Che e Fidel, sem contar minha grande simpatia por Hugo Chávez), partidos de esquerda e todos os "defensores da classe pobre e trabalhadora". Pois é, também eu estava me simpatizando pela Teologia da Libertação - já que acreditava ser essa uma maneira possível de ser católico e esquerdista ao mesmo tempo - quando pela graça de Deus fui apresentado à Verdadeira Religião de Cristo Nosso Senhor.
 
Por fim, trago abaixo a notícia publicada no Fratres que trata deste problema. Futuramente citarei bons artigos que apresentam a Teologia da Libertação para aqueles que ainda não a conhecem (ou que lidam com ela diariamente mas pensam tratar-se de Catolicismo.

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Teologia da Libertação: o congresso no Brasil que preocupa o Vaticano. 
 
Será de 7 a 11 de outubro, com o pretexto de recordar o Concílio Vaticano II. Embora, na realidade, será uma oportunidade para afinar a agenda do “progressismo católico”.
 
Por Andrés Beltramo Álvarez | Tradução: Fratres in Unum.com
 
O teólogo "Leonardo" (Genésio) Boff
A Teologia da Libertação de corte marxista não está morta na América Latina. Embora suas teses e slogans tenham evoluído, escondem os mesmos objetivos de sempre: demolir o “pensamento único romano” e propor “outra igreja possível”. Seus expoentes mais polêmicos se reunirão de 7 a 11 de outubro no Brasil com o pretexto de recordar o Concílio Vaticano II. Embora, na realidade, será uma oportunidade para afinar a agenda do “progressismo católico”.
Acendeu-se o sinal de alerta na Santa Sé, e não é para menos. O Congresso Continental de Teologia, que será acolhido pelo Instituto Humanitas Unisinos, da Companhia de Jesus, na cidade brasileira de São Leopoldo, pretende também celebrar os 40 anos do livro de Gustavo Gutiérrez “Teologia da Libertação. Perspectivas”. Um texto que foi corrigido em muitas passagens a pedido da Congregação para a Doutrina da Fé.
Entre os oradores se destacam Jon Sobrino e Leonardo Boff, sobre os quais se mantêm vigentes as sanções eclesiásticas por difundir doutrinas contrárias ao magistério da Igreja. Mas também outros teólogos de duvidosa ortodoxia como Andrés Torres Queiruga, quem — no último mês de março — foi convidado pelos bispos espanhóis a esclarecer o seu pensamento que, em vários aspectos, não pode ser considerado católico.
Embora os organizadores tenham se empenhado em afirmar que o congresso não busca provocar um “duelo teológico” com o Vaticano, na prática será assim. Porque ele terá início no mesmo dia da abertura do Sínodo dos Bispos, em Roma, sobre a Nova Evangelização, durante o qual Bento XVI abrirá o Ano da Fé, em uma cerimônia pelos 50 anos do Concílio.
Neste contexto, o encontro da Unisinos reforçará ainda mais o seu caráter dissidente. Não só por uma questão de datas coincidentes, mas, especialmente, pelos assuntos sobre os quais girarão as discussões desses dias.
A Fundação Amerindia, entidade organizadora, incluiu na programação os temas mais defendidos pelos movimentos radicais da esquerda: desde a ideologia de gênero até os direitos humanos, da justiça à migração, da miscigenação até a “releitura libertadora da história latino-americana”, da economia e ecologia até os sistemas políticos emergentes.
Em que pese o discreto número de sacerdotes que assistirão aos trabalhos, não está programada nenhuma celebração religiosa. Não há previsão de missa, nem sequer ao domingo. Tampouco foi considerada uma cerimônia ecumênica. Apenas se reservou meia hora a um “momento de espiritualidade” dedicado, a cada dia, a uma situação distinta: a “entronização da Bíblia”, “o ecumenismo”, o “testemunho dos mártires”, e a “questão indígena”.
O movimento teológico que dará vida ao congresso continental é discreto em seus números e aguerrido em seus postulados. Nenhuma das quatro reuniões preparatórias ao congresso, realizadas em 2011 na Guatemala, México, Chile e Colombia superou a cifra de 300 assistentes. O resultado das mesmas é uma prova das idéias que irão se impor em São Leopoldo.
Por exemplo, na Guatemala, o sacerdote brasileiro Ermanno Alegri, coordenador da agência Adital, defendeu “a necessidade de elaborar uma agenda teológica para o futuro que leve a nos abrirmos a um Deus vivo e livre, contrário à visão de um Deus preso a dogmas, ritos, normas morais e patriarcalismos”. O jesuíta Sobrino esclareceu: “fora dos pobres não há salvação” e “a Igreja traiu Jesus Cristo”.
Em suma: o encontro do Brasil será uma mescla entre algumas idéias teológicas, pensamentos ecléticos diversos e propostas culturais heterogêneas com uma forte matriz política. Tudo acolhido por uma instituição católica, administrada por uma congregação religiosa cujo quarto voto é o de fidelidade ao Papa (os jesuítas).
Uma situação que preocupa a Cúria Romana. Como confirmou Boff através de sua conta no Twitter, em 14 de setembro: “Vejam a vontade persecutória do Vaticano: pressionam para queo Congresso sobre a Teol.da Lib.a se realizar em outubro no Sul não se realize. O Vaticano pensa que com os dois documentos(ruins)que escreveram sobre aTeol da Libertação a mataram e enterraram.Mas os oprimidos continuam. Enquanto houver um oprimido gritando vale se engajar por sua libertação,inspirados pelo Cristo Libertador.Só uma Igreja cínica se faz surda” [sic].