"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.
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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Resistir à iníqua decisão do STF quanto ao aborto

Carlos Nougué

A foto abaixo é de um católico cubano que vai ser fuzilado pelos monstros castristas, em Cuba. Mas a iníqua decisão do STF quanto ao aborto é ainda mais monstruosa que o que mostra a foto: agora os “fuzilados” serão vítimas inocentíssimas e indefesíssimas. Sou um velho doente, talvez no último trecho de minha vida. Mas não me calarei com o que me resta de forças contra tamanha iniquidade e na defesa das leis divinas, da Igreja de sempre, de Cristo nosso Rei. Vamos ver se agora os católicos e os demais homens de algum modo ainda tementes a Deus sacodem o jugo da inércia e da acomodação a TODAS as revoluções e fazem manifestações, lutam legalmente, se negam (no caso dos médicos) a praticar esse homicídio crudelíssimo, usam sinais (botons na roupa, plásticos nos carros, estandartes nas janelas, etc.) de sua indignação e de sua resistência, escrevam em todos os meios a seu alcance sobre o inominável atentado de um tribunal ilegítimo contra o que deveria haver de mais intocável: o embrião humano. Proteger ovos de tartarugas ameaçadas de extinção esses iníquos o fazem, porque sabem que de um ovo de tartaruga nascerá uma tartaruga. Mas o que nascerá de um embrião humano? Fiquem com Deus, que quer de nós não a vitória, mas que combatamos. Lembrem-se do dito por Santo Agostinho: o que é o segundo desta vida diante da eternidade após a morte?




quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Os escritos proféticos de Dom Orione sobre os ataques à família

 
 
O site Vatican Insider publicou tempos atrás uma entrevista com D. Flavio Peloso, diretor geral da “Obra Dom Orione”.
 
O entrevistado reproduziu o texto de uma profecia de Dom Luis Orione, canonizado pelo Papa João Paulo II em 16 de Maio de 2004, sobre a decadência da família.
 
Em 1920, São Luís Orione escreveu sobre a nova situação social e cultural das mulheres. Nesse texto passou também a se referir ao tema da família:
 
“O cristão, por caridade, deve ocupar-se da condição da mulher, ou melhor, da família cristã - observa Dom Orione. O ataque, ainda latente, contra a fortaleza social que é família cristã, guardada e mantida pela indissolubilidade do matrimônio, prestem atenção, amanhã se tornará furioso. O feminismo é uma parte importantíssima da questão social, e nossa falha como católicos é  não tê-lo compreendido imediatamente. Foi um grande erro. No dia em que a mulher, liberta de tudo aquilo a que chamamos sua "escravidão", se torne Mãe segundo seu desejo, esposa sem marido, sem qualquer dever em relação a ninguém, nesse dia a sociedade se desmoronará espantosamente por meio da anarquia, mais até do que se desmoronou a Rússia pelo bolchevismo”.
 
 
TRADUÇÃO: Morro por Cristo
 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"JE SUIS HIPÓCRITAS"



 
Este será apenas um breve comentário sobre o terrível massacre ocorrido na França. Antes de mais nada, quero deixar registrado que condeno os terríveis ataques perpetrados por radicais islâmicos ao pasquim francês "Charlie Hebdo". Faço questão de deixar isso bem claro antes mesmo de comentar, para evitar possíveis problemas ocasionados justamente pelos mesmos motivos que pretendo denunciar em meu comentário a seguir.
 
Pois bem, como sabemos, os líderes (criadores/diretores e cartunistas) de um "jornal" francês foram brutalmente assassinados por radicais islâmicos na última quarta-feira (07 de janeiro), gerando indignação em todo o mundo. Para solidarizar-se com as vítimas da tragédia, uma das principais formas difundidas em todo o mundo é a exibição de cartazes com os dizeres "je suis Charlie" (todos somos Charlie). Após expressar minha tristeza e indignação diante da barbárie em si (o brutal assassinato dos integrantes do Charlie Hebdo), quero também deixar claro que - e penso que todos os católicos deveriam fazer o mesmo - "não sou Charlie Hebdo", isto é, não me identifico, não os represento e tampouco sou representado por eles! O motivo pelo qual digo isso? Simples: o pasquim Charlie Hebdo é, na realidade, um jornaleco que tem como principal "diferencial" atacar gratuitamente aos outros sob pretexto da tal "liberdade de expressão". Seus ataques visam, sobretudo, a religião - e "mais sobretudo ainda" a religião católica". Para eles, quanto mais desrespeitosas fossem suas publicações, mais "engraçadas" elas seriam.
 
Mas o que quero  - ainda que brevemente - comentar é a contradição e a hipocrisia da mídia em geral, a começar pelo próprio Charlie Hebdo. Embora seus líderes - covardemente assassinados - se vangloriassem por exercer a "liberdade de expressão" ridiculariando a fé alheia (algumas vezes o Islã foi vítima de suas charges, embora seu alvo preferencial fosse Cristo e a Igreja Católica), quando um de seus cartunistas fez uma charge brincando com o judaísmo, o mesmo foi sumariamente demitido, tendo inclusive sido acusado de antisemitismo e racismo. Mas não pense você que somente o judaísmo (ou sionismo?) estava protegido contra as "zueiras" do blasfemo jornal: também é certo que as charges do Charlie Hebdo também jamais tratariam de ridicularizar o homossexual e sua causa (por eles defendida, obviamente), mostrando que o "super direito à liberdade de expressão" é bem seletivo.
 
Alguns dirão: "não é verdade, em seu periódico também encontramos charges com judeus". Ora, se é verdade que também há charges envolvendo o Judaísmo, também é certo que nelas não se pode encontrar qualquer coisa verdadeiramente ofensiva à Fé judaica. Mesmo aquelas que retratam o Islamismo - e que geraram as terríveis reações levadas ao extremo no último dia 07 - não podem ser comparadas às ofensas contra o Cristianismo. Há mesmo uma charge expondo a Santíssima Trindade - o que há de mais sagrado para um cristão posto que é Deus mesmo - a uma situação tão degradante que me recuso a descreve-la. Por isso me refiro a esse periódico como jornaleco blasfemo. 
 
Quanto à hipocrisia geral da mídia, meu breve comentário apenas gostaria de lembrar que, quando do grandioso discurso do Papa Bento XVI em Ratisbona (setembro de 2006) no qual o Santo Padre mencionou a relação da expansão da fé islâmica mediante imposição por meio da violência, além da ira dos muçulmanos vimos a mídia realizar seu primeiro "linchamento moral" neste pontífice. Todos criticaram o papa por ter dito "palavras ofensivas" ao Islã, muitos o ofenderam, chamaram-no "irresponsável, imprudente, semeador de discórdia" e alguns até justificaram possíveis ataques terroristas que o papa e a Igreja poderiam sofrer como culpa de Bento XVI, afinal, "quem mandou mexer com a religião alheia", "como ousa falar mal e desrespeitar outra religião?"
 
Pois bem, estes mesmos são os que hoje apresentam os cartunistas mortos como "mártires da liberdade de expressão", que aplaudem todo e qualquer achincalhamento da religião (principalmente cristã) sob a bandeira dessa tal liberdade. "Je suis Charlie Hebdo"! "Todos somos Charlie Hebdo"! Todos temos o direito à Liberdade de Expressão! Quer dizer, todos.... menos Bento XVI! Menos o católico! Este deve ficar quieto e apanhar calado!
 
Enquanto isso, em terras como as do Estado Islâmico milhares de católicos são perseguidos, explorados, escravisados, mortos, decapitados, sem que ninguém da grande mídia exerça sua liberdade de expressão para denunciar tais atrocidades. Isso não tem importância. Segundo a lógica desses "paladinos da liberdade de expressão", somente se você ofender publicamente a fé alheia e por isso acabar sendo vítima de algum maluco fanático é que poderá ser levado em conta devido ao desrespeito à liberdade de expressão. Agora, ter sua cabeça arrancada apenas por querer exercer seu direito à "liberdade de crença", isso nada tem de importante que mereça ser defendido.
 
Falando em hipocrisia, muito "humoristas" (do tipo "porta do fundos") e demais defensores da "liberdade de expressão" pretendem responder aos ataques contra sua amada liberdade fazendo mais vídeos, charges e textos contra aquilo que eles chamam de fanatismo. Para isso, novas "obras" serão lançadas ridicularizando a fé alheia. Qual o alvo escolhido de suas "zueiras"? Jesus Cristo! Ou será que vocês esperavam mesmo que eles teriam coragem para "aloprar" a Maomé e o Islã? Não mesmo!
Como se os cristãos fossem os responsáveis pelos ataques...
 
O que nos resta? Rezar, rezar pela conversão dos pecadores, rezar para que tenham tempo de se converter. E rezar pelos pobres coitados do Charlie Hebdo, para que o senhor tenha piedade de suas pobres almas.
 
Viva Cristo Rey!
 
José Santiago Lima

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"PADRE COM SOGRA?" Reflexão contra os promotores do fim do celibato sacerdotal

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
Dom Claudio Hummes e "Lula"
Nos dias atuais, onde a Igreja se vê submersa naquela que pode ser considerada a sua pior crise em dois mil anos, não faltam aqueles que vislumbram uma oportunidade para atacar ainda mais todo o edifício da Fé Católica, seja em seus dogmas como também em suas práticas, costumes e tradições.
 
Depois dos dias sombrios do chamado "Sínodo da Família" em que se lançaram para discussão pontos básicos e até então intocáveis da Doutrina Católica, eis que agora trazem à tona novamente o tema do celibato sacerdotal. Seu proponente: ninguém menos que um CARDEAL brasileiro: o Arcebispo emérito de São Paulo, Dom Cláudio Hummes.
 
Chegaram ao nosso blog alguns questionamentos sobre o quê se pensar sobre tal proposta, uma vez que não se trata propriamente de um Dogma de Fé, mas sim de uma disciplina da Igreja. Melhor do que tentar eu mesmo responde-los, é reproduzir uma resposta escrita pelo saudoso Professor Orlando Fedeli* a um sacerdote que lhe fez o mesmo questionamento.
 
Viva Cristo Rey!
 
José Santiago Lima 
 
*                        *                        *                        *                        *                        *                        * 
 
Faltam padres?
 
“Hoje, querem que os padres se casem;
 
mas que os casados tenham o direito de se divorciar;
 
que os noivos se juntem, sem casar na Igreja;
 
mas que os homossexuais se casem na Igreja.
 
NA REALIDADE, SE QUER SÓ VIOLAR A LEI DE DEUS E PROFANAR OS SACRAMENTOS
 
Quem será que dirige essa campanha contra a Igreja, contra Deus e sua santa lei?
 
Não tendo conseguido abolir o celibato, mas insistindo na propaganda da igualdade entre sacerdote e leigo – o que nega o Sacramento da Ordem e destrói a Hierarquia eclesiática — os modernistas fizeram difundir a distribuição da comunhão por leigos e leigas.
 
Introduziu-se e entronizou-se o abuso dos Ministros Extraordinários da Eucaristia. Título que o Papa João Paulo II acaba de abolir em boa hora.
 
No projeto original do Decreto Redemptionis Sacramentum, esse abuso era completamente abolido e proscrito.
 
Conta-se que foi a intervenção do Cardeal Kasper*, — modernista, portanto herege, pois ele nega que Cristo ressuscitou ou que fez milagres —  e de seus seguidores modernistas, que exigiu e conseguiu a manutenção dos Ministros Extraordinários da Eucaristia com outro nome: o de Ministro Extraordinários da Comunhão.
 
Evitou-se o erro doutrinário maior, graças a Deus, mas se manteve o abuso prático de igualar as mãos de um leigo às mãos consagradas de um sacerdote.
 
Claro que a desculpa é a falta de sacerdotes para atender às numerosíssimas comunhões atuais.
 
Hoje, pouca gente vai à Missa.
 
Mas todo o mundo que vai a Missa, comunga.
 
Isso, de si, seria muito bom.
 
O problema é que quase todo o mundo comunga sem se confessar, sem estar em jejum eucarístico, em muitos casos sem saber sequer a Quem se recebe na hóstia consagrada.
 
Nas igrejas, quase ninguém se confessa.
 
O Papa mandou recolocar os confessionários.
 
Pouquíssimos padres o obedeceram.
 
Cada um faz o que quer.
 
Ninguém obedece ao Papa, pois se acredita na igualdade.
 
Quando falei com um padre, numa cidadezinha do interior paulista, de que o Papa mandara repor os confessionários, e proibir a absolvição coletiva — “comunitária” — o padre me respondeu que quem mandava na Igreja, no Brasil, era a CNBB, e não o Papa. Disse eu a ele que a Igreja era monárquica, e que Papa era a suprema autoridade da Igreja. Ele me contestou que a Igreja não era monárquica coisa nenhuma.
 
Para esse Padre, a Igreja seria democrática. O Papa não precisava ser obedecido. Mas, ái de quem não acatasse o seu palpite!
 
Ái de quem desobedeça à CNBB, que não recebeu as chaves do Reino dos Céus!
 
Em nome da democracia, se desobedece rotundamente ao Papa, mas se impõe a tirania de um simples padre, ou da quase anônima CNBB (quando não se impõe a ditadura de uma senhora “gerente de paróquia!”)
 
A prova mais flagrante da desobediência total ao Papa se vê, hoje, na absoluta indiferença dos Bispos e dos Padres em não acatar, em não dar a mínima importância ao que o Papa João Paulo II decretou na Redemptionis Sacramentum.
 
As escandalosas Show-Missas foram condenadas e proibidas, mas continuam por toda a parte, no Brasil, e no mundo.
 
Vivemos num clima de Cisma Silencioso, pois que — perdoe-me a expressão vulgar – ninguém praticamente “dá a menor bola” ao que o Papa manda.
 
Cisma Silencioso, sim.
 
Silencioso, porque ninguém proclama que se deva desobedecer ao Papa.
 
Cisma, sim, porque, na prática, não se obedece em nada ao Papa, e se vive como se ele não existisse, ou como se seus decretos não precisassem ser obedecidos.
 
Claro, dir-me-á você, os Ministros Extraordinários da Comunhão — nome que não foi dado por mim. Bem longe disso. — seriam necessários, porque há falta de sacerdotes.
 
Os vigários estão muito ocupados…
 
Mas, tempo para assistir a novela das oito, eles o têm.
 
Tempo para ir à praia, muitos o têm.
 
Numa cidade de Minas, contaram-me, que alguns padres, às vésperas do carnaval, avisaram o povo de que, durante o tempo da fuzarca, a igreja estaria fechada, porque eles iam aos bailes de Poços de Caldas, que eram mais animados.
 
E os doentes nos hospitais?
 
Poucos hospitais vêem algum padre
 
E o ensino de religião nas escolas estaduais?
 
Não existe.
 
Praticamente não existem aulas de Catecismo nem em numerosíssimas paróquias. E como existir catecismo paroquial, se se nega qualquer valor à doutrina?
 
Um padre de São Paulo contou-me que há padres, aqui, que nem sabem a fórmula da absolvição sacramental, e que se não tiverem o folhetinho de Missa — esses horrendos folhetinhos dominicais — eles não sabem rezar a Missa.
 
Dei aula quase por 40 anos em Colégios estaduais. Só duas vezes vi padres irem dar aulas de religião.
Antes não tivessem ido.
 
Graças a Deus, as deram bem poucas.
 
Desistiram rapidamente de suas aulas falsamente joviais, cheias de gírias, de piadinhas repetidas, velhas e sem graça, de suas aulas sem Deus e sem Fé.
 
Um desses padres projetava slides pornográficos, à guisa de educação sexual, para os alunos…
 
Esse pobre padre acabou fugindo com uma moçoila de sua paróquia. O que não o impediu de — depois que retornou da …”lua de mel” — continuar a ser Ministro da Eucaristia, aos domingos, em sua ex paróquia, apesar de estar amasiado e de ter largado a batina.
 
O segundo padre que deu — uma ou duas — aulas de religião, logo desapareceu. Não sem antes aconselhar mal, num caso de roubo.
 
Os padres não têm tempo…
 
Os padres são poucos…
 
Os padres santos é que são poucos!
 
Infelizmente, bem poucos.
 
Anchieta e Nóbrega eram poucos, para tantos índios, numa terra imensa. Mas Anchieta os converteu.
E ainda teve tempo de escrever autos para os índios representarem; teve tempo de organizar a luta contra os protestantes que haviam invadido o Rio de Janeiro; teve tempo de escrever uma Gramática da Língua Tupi; teve tempo, quando era refém dos tamoios, de escrever um Poema à Virgem Maria!
 
E note que Anchieta não ia de avião de Santos a São Paulo, de São Paulo ao Rio, e ao Espírito Santo. Ia a pé. Ele que tinha uma grave torção na coluna vertebral. Nem INSS ele tinha. Ia a pé, no meio das matas, das feras e dos antropófagos…
 
Anchieta era um só, aqui, no sul.
 
Mas fazia milagres.
 
Havia falta de padres, também no Brasil, daquele tempo.
 
Mas Anchieta era um padre santo.
 
O que nos falta são padres santos, e não simplesmente padres.
 
O diabo declarou que se houvesse dois padres como São João Maria Vianney, no século XIX, o reino dele estaria perdido.
 
Por isso, São João Maria Vianney foi posto, pela Igreja, como modelo dos sacerdotes…
 
Quem o imita?
 
São João Maria Vianney confessava o povo até durante 20 horas por dia. No confessionário.
 
Quem o imita?
 
São João Maria Vianney comia 3 batatas a cada 15 dias.
 
Quem o imita?
 
São João Maria Vianney se flagelava até o sangue.
 
Quem o imita?
 
Realmente, hoje, faltam padres.
 
Desgraçadamente, nos faltam padres.
 
Padres como Anchieta, como São João Bosco, e como São João Maria Vianney.
 
Hoje, infelizmente, temos padres conhecidos por nomes em diminutivo (padres em diminutivo).
 
Padres que em vez de carregarem a cruz de Cristo, portam a tiracolo, — E na igreja! E na Missa!! — uma guitarra. E cantam cançõezinhas ridículas e profanas. E ainda se julgam artistas!!!
 
Desgraçadamente.
 
Hoje temos padres que gostam de estar sob os holofotes e câmeras de TV…
 
Faltam padres.
 
De fato, faltam padres de verdade.
 
Não que esses padres em diminutivo, de bermudas e de guitarra a tiracolo, e mascando chicletes, não sejam padres realmente ordenados. A desgraça é que eles são padres mesmo.
 
Mas não são santos.
 
Nem sequer piedosos.
 
Você me diz que coordena “a formação para Ministros em toda a minha diocese (Londrina)fazendo parte da coordenação Arquidiocesana dos Ministros da Eucaristia”.
 
Acredito em sua boa intenção, e lhe desejo graças de Deus, em seu esforço.
 
Mas, peço-lhe que note quantas equipes, coordenadorias, comissões, conferências, planos, pastorais, projetos, reuniões do Regional do Leste 2, do Norte 3, quantas animações, TVs, quanta burocracia, quanta papelada, quanta verborréia, quantos manifestos longos, chatos e indigestos, escritos em eclesialês, editados pelas Vozes, Paulinas, Paulus etc, há, por aí, com resultado menos que nulos, mas negativos.
 
Quem se lembra da Campanha da Fraternidade de 1998 ou de não sei quanto?
 
E que significa para Deus, a Campanha da Fraternidade pelas Águas ?
 
Nada.
 
Que significa ela, para o povo?
 
Nada.
 
Amanhã, ela estará esquecida.
 
Meu caro, as águas passam e as Campanhas da Fraternidade passam e são esquecidas mais depressa que as águas e que as brisas, que não deixam rastro.
 
Tudo isso se esvai como fumo.
 
Para quê, então, Ministros Extraordinários da Comunhão ?
 
Para o padre ficar sentado, enquanto leigos e moçoilas distribuem a hóstia consagrada?
 
Para que uma “gerente da paróquia” ler a Epístola de São Paulo aos Gálatas?
 
Para o padre ficar sentado, assistindo, enquanto propicia um momento de vaidade a uma paroquiana que mal sabe ler, e que julga compreender a teologia paulina, que o própio Padre não entende, porque nunca a estudou, no seminário?
 
E lá vai a “gerente da paróquia”, ufana, proclamando:
 
“Epístola de São Paulo aos Gálatas! Irmãos, …”
 
Enquanto os Gálatas, no céu, clamam a Deus por vingança:
 
Amen! Amen! Veni, domine!
 
Para que falar em “realidade da comunidade” se uma paróquia não é, e nem nunca foi, e nem pode ser uma “comunidade”, em sentido próprio?
 
Comunidade existe num convento, ou num mosteiro, onde haja voto de pobreza.
 
Estarei enganado?
 
Nos conventos e mosteiros, não existe mais o voto de pobreza?
 
Numa paróquia não há voto de pobreza. Numa paróquia as coisas não são postas em comum, graças a Deus, e nem devem ser postas em comum.
 
Há um abuso, hoje, da palavra comunidade, e, quando se abusam das palavras, elas se vingam de nós com a realidade.
 
Precisamos de padres realmente dedicados, sacrificados. Como Nosso Senhor.
 
Ele não organizou nenhuma Regional do Leste 2, nenhuma Comissão para a Conversão dos Gentios.
 
Quando Ele foi levantado, atraiu tudo a Si.
 
Jamais os santos se preocuparam com planos e burocracias, como se a vida da Igreja fosse possível de ser planificada como um programa de governo, ou a produção de uma fábrica.
 
Claro que a ação dos santos seguia um plano racional, mas o fundamental não são os planos — muito naturalistas — mas a graça sobrenatural, a oração.
 
Faltam padres, sim.
 
Faltam padres de Fé e de oração.
 
Faltam padres que saibam que 12 Apóstolos conquistaram o mundo. Com Fé, oração e o sangue do martírio.
 
Faltam santos.
 
Faltam mártires.
 
Que Deus o faça um deles.
 
 
 
In Corde Jesu, semper,
 
Orlando Fedeli


*                        *                        *                        *                        *                        *                        * 

Notas do Blog Morro por Cristo
 
*Orlando Fedeli foi o fundador e presidente da Associação Cultural Montfort, entidade composta por leigos católicos. O principal apostolado realizado pelo Prof.º Fedeli era promover cursos e palestras Brasil (e mundo) afora, além de manter um site de apologética (defesa da Fé) onde se dedicava a escrever artigos e responder a cartas contendo dúvidas ou desafios de leitores. Embora não o tenha conhecido pessoalmente - apenas estive próximo a ele por duas vezes em Missas Tridentinas celebradas no Mosteiro de São Bento em São Paulo - lhe serei eternamente grato por ter contribuído para a minha conversão à verdadeira Fé. Essa contribuição se deu através da leitura de seus artigos, cartas e debates onde defendia a Religião Católica com paixão e maestria. Através de seus escritos pude conhecer o verdadeiro catolicismo, ao passo que a obra do professor Fedeli também tinha a característica de desmascarar e denunciar as "caricaturas" e "simulacros" que se nos apresentam como católicas.
Descanse em Paz caro professor. Requiem aeternam dona ei domine
 
 
 
*Cardeal Walter Kasper, o mesmo cardeal que propôs durante o consistório realizado em fevereiro de 2014 a comunhão aos "recasados" ou "casais em segunda união" (divorciados), o mesmo que trouxe escândalo ao propor no último Sínodo a discussão e aceitação de temas até então já definidos pelo Magistério da Igreja, o mesmo acusado de diversas heresias (negação da Ressureição de Cristo, da existência do inferno, etc.).

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

"A FÉ NÃO SE DECIDE POR VOTOS"

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
Para aqueles que queiram compreender melhor tanto o que foi o "Sínodo da Família" e os "problemas" que nele ocorreram, assim para aqueles que queiram compreender O QUE É a Fé Católica e o porquê de ela não pode ser modificada, ainda que sob pretexto de usar "misericórdia" ou de se "adaptar" aos nossos dias, segue a entrevista com o Cardeal Raymond Leo Burke, verdadeiro Gigante da Fé.
 
Viva Cristo Rey!
 
José Santiago Lima
 
*                *                *                *                *                *                *                *                *
 
Cardeal Burke contra a “manipulação” informativa do Sínodo. E muito claro sobre todo o resto.

Por Alessandro Gnocchi, Il Foglio, 13 de outubro de 2014 | Tradução: Gercione Lima – Fratres in Unum.com – O Cardeal Raymond Leo Burke agrada pouco ou nada ao mundo. E, se possível, ainda menos à Igreja que agrada ao mundo. Por outro lado, este americano de 66 anos natural de Richland Center, Wisconsin, faz todo o possível para ser catolicamente bem sucedido em sua tentativa de incendiar as consciências cristãs muito propensas à apatia. Participa nas marchas pela vida, diz que não dará a Comunhão a políticos que apoiam leis a favor do aborto, denuncia o rápido avanço da agenda homossexual, deixa claro ao Papa Francisco que a defesa de princípios não-negociáveis não é uma moda sujeita aos caprichos dos pontífices e apoia a missa no rito tradicional. Recentemente, assinou o livro coletivo “Permanecer na verdade de Cristo. Casamento e comunhão na Igreja Católica”, escrito em conflito aberto com as misericordiosas aberturas do Cardeal Walter Kasper sobre a família e comunhão para divorciados recasados. Não é de se estranhar então, que a remodelação da Cúria pensada por Bergoglio prevê que o Prefeito da Assinatura Apostólica venha agora a ser exilado como o Cardeal encarregado da Ordem Soberana de Malta. Mas, enquanto isso, no Sínodo sobre a família, esse finíssimo canonista, filho da América rural, assumiu o papel de opositor diante da revolução atribuída sem desmentidos à homens de confiança do Papa. Como se recita na antiga “bíblia poliglota” aberta sobre a estante de seu escritório na página do Eclesiastes: “Cada coisa tem o seu tempo (…) há um tempo para calar e um tempo para falar.”
 
 
 
Alessandro Gnocchi: O que se pode ver além da cortina midiática que envolve o Sínodo?
 
Cardeal R. L. Burke: Emerge uma tendência preocupante porque alguns defendem a possibilidade de se adotar uma prática que desvia da verdade da fé. Ainda que seja evidente que não se pode proceder desta forma, muitos encorajam perigosas aberturas sobre essas questões, como a concessão da comunhão a divorciados novamente casados. Eu não vejo como se pode conciliar o conceito irreformável da indissolubilidade do matrimônio com a possibilidade de se admitir à comunhão quem vive em situação irregular. Aqui se põe diretamente em discussão aquilo que já nos disse Nosso Senhor quando ensinava que aquele que se divorcia de sua mulher e se casa com outra comete adultério.
 
 
De acordo com os reformadores esse ensinamento se tornou duro demais.
 
Esquecem-se de que o Senhor assegura o auxílio da graça àqueles que são chamados a viver o Sacramento do matrimônio. Isso não significa que não terão dificuldades e sofrimento, mas sempre haverá uma ajuda divina para resolvê-los e ser fiel até o fim.
 
 
Parece que a sua é uma posição minoritária…
 
Há alguns dias atrás eu assisti um programa em que o Cardeal Kasper disse que se está caminhando na direção certa para a abertura. Em poucas palavras, 5.700.000 italianos que acompanharam a transmissão, assumiram a idéia de que todo o Sínodo marcha nessa linha, que a Igreja está prestes a mudar a sua doutrina sobre o matrimônio. Mas isso simplesmente não é possível. Muitos bispos estão intervindo para dizer que não se pode admitir mudanças.
 
 
Mas, não é isso que emerge da conferência de imprensa diária da sala de imprensa do Vaticano e isso foi algo lamentado até pelo Cardeal Müller.
 
Eu não sei como é concebida a conferência de imprensa, mas parece-me que algo não funciona bem se a informação é manipulada de modo a dar destaque apenas a uma tese ao invés de divulgar fielmente as várias posições expostas. E isso muito me preocupa, porque um número consistente de bispos não aceita a idéia de abertura e poucos sabem disso. Só se fala sobre a necessidade da Igreja se abrir às instâncias do mundo conforme anunciado em fevereiro pelo cardeal Kasper. Na verdade, a sua tese sobre os temas da família e uma nova disciplina para a comunhão aos divorciados recasados não é nova, ela já havia sido discutida há trinta anos. A partir de fevereiro, recuperou força e foi culposamente permitida que voltasse a crescer. Mas, tudo isso tem que parar porque provoca sérios danos à fé. Bispos e sacerdotes vêm me dizer que agora muitos divorciados recasados estão pedindo que sejam admitidos à comunhão porque assim o quer Papa Francisco. Na realidade, vejo que até agora ele não se pronunciou sobre o assunto.
 
 
Mas parece evidente que o cardeal Kasper e todos aqueles que seguem sua linha dizem que eles têm o apoio do Papa.
 
Isso sim. O Santo Padre nomeou o Cardeal Kasper para o Sínodo e deixou que o debate seguisse sobre esse trilho. Mas, como disse um outro cardeal, o papa ainda não se pronunciou. Eu estou esperando por um pronunciamento dele, que só pode ser em continuidade com o ensinamento dado pela Igreja ao longo de toda a sua história. Um ensinamento que nunca mudou porque não pode mudar.
 
 
Alguns prelados que apóiam a doutrina tradicional dizem que se o Papa resolvesse fazer mudanças, eles iriam aceitá-las. Isso não é uma contradição?
 
Sim, é uma contradição, porque o Pontífice é o Vigário de Cristo na terra e, portanto, o primeiro servidor da verdade da fé. Conhecendo o ensinamento de Cristo, eu não vejo como se possa desviar daquele ensinamento com uma declaração doutrinal ou práticas pastorais que ignoram a verdade.
 
 
A ênfase colocada por esse Pontífice na misericórdia como sendo a mais importante, senão a única idéia de orientação da Igreja, não contribui para sustentar a ilusão de que podemos praticar uma pastoral divorciada da doutrina?
 
É difundida a idéia de que pode existir uma Igreja misericordiosa que não respeita a verdade. Mas, o que me ofende profundamente é a idéia de que até agora bispos e sacerdotes não tenham sido misericordiosos. Eu cresci em uma área rural dos Estados Unidos, e eu me lembro bem que quando eu era menino, na nossa paróquia, havia um casal de uma fazenda vizinha que vinha sempre à missa em nossa igreja, mas nunca recebiam a comunhão. Na medida que fui crescendo perguntei ao meu pai o porque e meu pai com muita naturalidade me explicou que eles viviam em situação irregular e aceitavam não terem acesso à Comunhão. O pároco era muito gentil com eles, muito misericordioso e aplicava a sua misericórdia em fazer de tudo para que o casal voltasse a ter uma vida de acordo com a fé católica. Sem a verdade não pode haver verdadeira misericórdia. Meus pais sempre me ensinaram que se amamos o pecador, devemos odiar o pecado e fazer de tudo para arrancar os pecadores do mal em que vivem.
 
 
Em seu escritório, há uma estátua do Sagrado Coração, em sua capela, acima do altar, há uma outra imagem do Coração de Jesus, o seu lema episcopal é “Secundum Cor Tuum”. Então, um bispo pode manter unidas misericórdia e doutrina…
 
Sim, é junto à fonte incessante e inesgotável da verdade e da caridade, isto é, a partir do glorioso Coração trespassado de Jesus, que o sacerdote encontra a sabedoria e força para conduzir o rebanho na verdade e na caridade. O Cura d’Ars definia o sacerdote como o amor do Sagrado Coração de Jesus. O sacerdote que está unido ao Sagrado Coração de Jesus não sucumbirá à tentação de dizer ao rebanho palavras diferentes daquelas que Cristo infalivelmente transmitiu à sua Igreja, não cairá na tentação de substituir as palavras da sã doutrina com uma linguagem confusa e facilmente errônea.
 
 
Mas os reformistas argumentam que a caridade, para a Igreja, consiste em seguir o mundo.
 
Esta é a pedra angular dos argumentos daqueles que querem mudar a doutrina ou a disciplina. Isso muito me preocupa. Se diz que os tempos estão muito mudados, que já não se pode falar da lei natural, da indissolubilidade do matrimônio… Mas, o homem não mudou, continua a ser como Deus planejou. Claro, o mundo tornou-se secularizado, mas este é mais um motivo para se dizer a verdade de forma alta e clara. É nosso dever, mas para fazê-lo, como nos ensinou São João Paulo II na Evangelium Vitae, é preciso chamar as coisas pelo seu nome, não podemos usar uma linguagem ambígua para agradar o mundo.
 
 
A clareza não parece ser uma prioridade para os reformadores, se por exemplo, não veêm contradição quando sustentam que os divorciados recasados podem receber a comunhão, contanto que reconheçam a indissolubilidade do matrimônio.
 
Se alguém sinceramente reitera a indissolubilidade do matrimônio só pode corrigir a condição irregular em que se encontra ou abster-se da comunhão. Não há meio termo.
 
 
Nem mesmo o chamado “divórcio ortodoxo”?
 
A praxis ortodoxa da economia ou do segundo ou terceiro matrimônio penitencial é historicamente e atualmente muito complexa. De qualquer modo, a Igreja Católica, que sabe dessa prática há séculos, nunca a adotou, em virtude das palavras de Nosso senhor recordadas no Evangelho segundo São Mateus (19, 9).
 
Você não acha que, se devessem conceder esta abertura, seria criado precedente para muitas outras?
 
Certamente. Agora se diz que isso só será concedido em alguns casos. Mas quem conhece um pouco os homens sabe que quando se cede em um caso, se cede em todos os outros. Se for admitida como lícita a união entre divorciados recasados, se abrirá então as portas a todo tipo de união que não está em conformidade com a lei de Deus, porque será eliminado o baluarte conceitual que protege a boa doutrina e a boa pastoral que daí deriva.
 
 
Os reformadores frequentemente falam de um Jesus disposto a tolerar o pecado, para caminhar ao encontro dos homens. Mas era assim?
 
Um tal Jesus é uma invenção que não tem respaldo algum nos Evangelhos. Basta pensar no confronto com o mundo no Evangelho de São João. Jesus foi o maior opositor do seu tempo e ainda o é também nos tempos de hoje. Pense no que Ele disse à mulher flagrada em adultério: “Nem eu te condeno, vá e de agora em diante não peques mais “(Jo 8, 11).
 
 
Admitir à comunhão divorciados recasados mina Sacramento do Matrimônio, mas também o Sacramento da Eucaristia. Não lhe parece uma consequência que toca o próprio coração da igreja?
 
Na Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 11, São Paulo ensina que aqueles que recebem a Eucaristia em estado de pecado comem sua própria condenação. Acesso à Eucaristia significa estar em comunhão com Cristo, ou seja, se conformar a Ele. Muitos se opõem à idéia de que a Eucaristia não é o Sacramento dos perfeitos, mas este é um argumento falso. Nenhum homem é perfeito e a Eucaristia é o sacramento daqueles que estão lutando para se tornarem perfeitos, segundo ordenou o próprio Jesus: ser como nosso Pai que está nos céus (Mt 5, 48). Mesmo aqueles que lutam para alcançar a perfeição pecam, é claro, e se eles se encontram em um estado de pecado mortal não podem comungar. Para fazê-lo devem confessar o seu pecado com arrependimento e com a intenção de não o cometer mais: isso se aplica a todos, incluindo aos divorciados que voltaram a se casar.
 
 
Hoje, a participação na Eucaristia quase não é vista mais como um ato sacramental, mas como uma prática social. Já não significa comunhão com Deus, mas aceitação por parte de uma comunidade. Não está aí a raiz do problema?
 
É verdade, está se tornando cada vez mais difusa essa idéia protestante. E não se aplica somente aos divorciados que voltaram a se casar. Frequentemente se ouve dizer que, em momentos especiais como primeira comunhão, confirmação dos filhos ou em casamentos, até mesmo os não-católicos podem ser admitidos à Eucaristia. Mas isso, novamente é contra a fé, é contra a própria verdade da Eucaristia.
 
 
Em vez de um debate sobre estas questões, o que um Sínodo deveria produzir?
 
O Sínodo não é uma assembléia democrática, onde os bispos se reúnem para mudar a doutrina católica segundo o voto da maioria. Eu gostaria que ele se tornasse uma oportunidade para dar o apoio aos pastores e todas as famílias que querem vivenciar melhor a sua fé e sua vocação, para apoiar aqueles homens e mulheres que, apesar das muitas dificuldades, não querem romper com o que ensina o Evangelho. É isso que deveria fazer um Sínodo sobre a família, ao invés de se perder em discussões inúteis sobre questões que não podem ser discutidas, numa tentativa de mudar verdades que não podem ser mudadas. Na minha opinião, teria sido melhor que tivessem removido estes temas da mesa porque não estão disponíveis. Que se fale em como ajudar os fiéis a viver a verdade do matrimônio. Que se fale da formação das crianças e jovens que chegam ao casamento sem conhecer os elementos fundamentais da fé e depois caem diante das primeiras dificuldades.
 
 
Os reformadores não pensam naqueles Católicos que mantiveram a sua família unida, mesmo diante de situações dramáticas renunciando à reconstruir as suas vidas?
 
Muitas pessoas que fizeram esse esforço agora me perguntam se eles fizeram tudo errado. Eles se perguntam se jogaram fora suas vidas em sacrifícios inúteis. Não é aceitável tudo isso, é uma traição.
 
 
O senhor não acha que a crise moral está ligada à crise litúrgica?
 
Certamente. No pós Concílio se verificou uma queda na vida da fé e da disciplina eclesiástica, evidenciada especialmente pela crise da liturgia. A liturgia tornou-se uma atividade antropocêntrica, acabou por refletir as idéias do homem ao invés do direito de Deus ser adorado como Ele mesmo pede. A partir daqui, segue-se também no campo moral a atenção quase exclusiva às necessidades e desejos dos homens, ao invés daquilo que o próprio Criador inscreveu nos corações de todas as criaturas. A lex orandi está sempre vinculada à lex credendi. Se o homem não reza direito, então também não crê corretamente e portanto não se comporta bem. Quando vou celebrar a missa tradicional, por exemplo, eu vejo tantas belas jovens famílias com muitos filhos. Eu não acho que essas famílias não têm problemas, mas é claro que têm mais força pra enfrentá-los. Tudo isso deve significar alguma coisa. A liturgia é a expressão mais perfeita, mais completa da nossa vida em Cristo e quando tudo isso diminui ou é traído todos os aspectos da vida dos fiéis são feridos.
 
 
O que pode dizer um pastor ao Católico que se sente perdido diante desses ventos de mudança?
 
Os fiéis devem ter coragem, porque o Senhor nunca vai abandonar a sua igreja. Pense em como o Senhor acalmou o mar tempestuoso e as suas palavras aos seus discípulos: ” Por que temeis, homens de pouca fé?” (Mt 8, 26). Se este período de confusão parece colocar em risco a sua fé, devem se empenhar com mais vigor em levar uma vida verdadeiramente Católica. Mas eu me dou por conta que viver nestes tempos comporta um grande sofrimento.
 
 
Acha difícil não pensar em um castigo?
 
Isso eu penso antes de tudo pra mim mesmo. Se eu estou sofrendo agora pela situação da igreja, acho que o Senhor está me dizendo que eu preciso de uma purificação. E penso também que se o sofrimento está tão generalizado, isso significa que há uma purificação da qual toda a igreja tem necessidade. Mas isso não depende de um Deus que só está esperando para nos punir, depende de nossos pecados. Se de alguma forma traímos a doutrina, a moral ou liturgia, inevitavelmente segue-se um sofrimento que nos purifica para trazer-nos de volta ao caminho reto.
 
Fonte da entrevista: Fratres in Unum

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Em quem votar? Dicas para o eleitor de São Paulo

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
As eleições se aproximam e, com elas, as dúvidas. Provavelmente, estamos diante de uma das eleições mais difíceis de todos os tempos, onde as opções estão entre as piores possíveis e a completa falta de opções.
 
Nas eleições do próximo domingo o eleitor deverá votar para os cargos de deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente. Não pretendemos dar indicações quanto às possíveis opções para os cargos de presidente, governador ou mesmo senador. Para estes, basta recordarmos a doutrina da Igreja que, dentre outras determinações, nos ensina ser impossível a um Católico se associar, defender ou colaborar com o comunismo e sua doutrina
 
Outra informação importante, sobretudo para os cargos centrais (presidente / governador): não é somente o candidato que deve ser analisado, mas sobretudo o partido ao qual representa, assim como o plano de governo elaborado segundo as diretrizes deste partido (e sua ideologia).
 
Sendo assim, como católico, o eleitor deve prestar atenção ao partido (e programa de governo) a fim de observar se este não contraria as Leis de Deus (ex: "legalização" do aborto, "casamento" homossexual, etc...).
 
Agora, "sem mais delongas", vamos às nossas chamadas "Dicas", ou seria mais adequado dizermos indicações. Queremos indicar duas opções para o eleitor católico que reside no Estado de São Paulo. Alguns provavelmente nos questionariam: "Como assim, um blog religioso fazendo política? Vocês estão pedindo votos? Quanto estão recebendo por isso"
 
Gostaríamos de esclarecer ao leitor, antes que possa formar um juízo negativo sobre nosso blog, que nos parece até um dever de justiça indicar aos confrades católicos uma opção de voto que represente suas convicções políticas e religiosas. Dever de justiça tanto por parte destes católicos que muitas vezes se encontram sem opção de voto (quando na verdade há opção) ou são ludibriados por lobos em pele de cordeiro quanto por parte daqueles candidatos merecedores e que na maior parte das vezes são desconhecidos.
 
Por fim, deixamos aqui as nossas indicações:

Professor Hermes Rodrigues Nery (Deputado Federal)


O professor Hermes Nery é um velho conhecido dos católicos, sobretudo da chamada Igreja Militante. Há anos acompanho a luta do Professor Hermes Nery contra as manobras que visam implantar a agenda anticristã na legislação brasileira (ideologia de gênero, liberação do aborto, etc).
Além de defensor da Igreja e de sua doutrina, o Professor está sempre presente em ações que visam defender a Igreja e os direitos de Deus. Abaixo, dois exemplos de sua atuação (somente em 2014):
 
 
 
Para deputado estadual indicamos a candidata Flavia Camargo, que tomamos conhecimento por sua candidatura estar associada à campanha do Professor Hermes Nery. Abaixo, segue link de uma ação onde participaram estes dois candidatos católicos:
 


Flávia Camargo (Deputada Estadual)


Caros leitores, antes que possam surgir dúvidas com relação ao que nos motivou a fazer esta postagem, de antemão afirmamos não termos qualquer relação com os candidatos acima indicados (exceto convicções religiosas/políticas), ou seja, não apenas não recebemos qualquer apoio/orientação deles (ou de quem quer que seja) como eles sequer sabem da  nossa existência. Finalizamos, portanto, este post com a intenção de havermos colaborado para que o católico ajude a eleger pessoas comprometidas com o bem, não com ideologias que tem a Cristo como inimigo.
 
Bom Voto!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

GRUPO SANTO AGOSTINHO - auxílio para libertar-se da pornografia

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Em um mundo cada vez mais afastado de Deus e de suas leis, onde diversos males são aceitos e mesmo difundidos como "benéficos", talvez dos mais presentes estejam aqueles que atacam a virtude da pureza. Sobretudo um deles: a pornografia.

Abaixo, divulgamos o site de uma excelente iniciativa: o GRUPO SANTO AGOSTINHO, cuja apresentação deixaremos por conta do próprio grupo, segundo o texto que nos deixaram em nossa caixa de comentários.
 
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Prezados senhores,

PAX!

Nós solicitamos aos senhores a divulgação, por favor, do nosso grupo de apoio. Trata-se de uma iniciativa para auxiliar na libertação de católicos viciados em pornografia.

Tal pecado tornou-se epidêmico em nossa sociedade, por todo o mundo. Basta uma simples conversa com um católico, com um sacerdote — claro, sem que ele rompa o segredo da Confissão — para se ter uma ideia do quão extenso e do quão grave tornou-se o vício à pornografia, especialmente via internet.

Estejam à vontade para ler o nosso material. Nós pertencemos à corrente conservadora da Igreja Católica. Os posts são baseados em fontes de excelente procedência, de fundamento acadêmico e científico. Aos poucos vamos traduzindo livros, trechos de sites, materiais de grandes nomes do campo da pesquisa e do tratamento da compulsão sexual, como o norte-americano, Dr. Patrick Carnes, PhD.

Ao ler os links à esquerda, em formato de retângulo, os senhores terão uma melhor noção do que se trata o “Grupo Santo Agostinho”, que se reunirá, se Deus quiser, e debaixo do Manto de Maria, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

A tradução de um livro que é citado no blog já está em andamento. Mas as atividades do grupo ainda não principiaram, pois necessitamos muito dessa divulgação dos amigos e de encontrar uma paróquia na qual possamos nos reunir.

Se os senhores puderem fazer esta divulgação em um post do blog "'Morro' por Cristo", ficaremos imensamente gratos!

Agradecemos aos senhores por tudo.

O endereço do nosso blog é:


Atenciosamente,

Grupo Santo Agostinho

segunda-feira, 24 de março de 2014

Breve reflexão sobre a masculinidade e a feminilidade

Excelente - embora como o próprio título informa: breve - reflexão sobre "masculinidade e feminilidade", onde são expostas as contradições do feminismo. Ah, e antes que acusem a mim ou à Igreja de machista, leia nossa postagem "O papel da Igreja, esposa de Cristo, na valorização da MULHER!".

Boa leitura.

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Breve reflexão sobre a masculinidade e a feminilidade


 
Hoje assisti um interessante comercial da Old Spice, enaltecendo a masculinidade (publicado no facebook.com, 17/03/2014, Old Spice Brasil). No momento em que escrevo o vídeo foi divulgado há pouco menos de uma hora, mas já tem cerca de 4,5 mil compartilhamentos e 21,5 mil "curtidas" no facebook.com. Isso revela que há um colossal número de homens incomodados com os discursos "politicamente corretos" de nossos dias, simplesmente esperando alguém aparecer com uma mensagem corajosa e motivadora. Você pode vislumbrar tal comercial clicando -> aqui <-. Ocorre que, como toda a publicação que valoriza o homem, diversos indivíduos logo apareceram para alegar que o mesmo se trata de "apologia ao machismo", levando-me a desferir o seguinte comentário:

- Falar que tem orgulho de ser mulher? "Tudo bem". Orgulho de ser gay? "Parabéns". Mas falar que tem orgulho de ser homem heterossexual virou crime. Com base nisso, pergunto eu: qual é o problema de alguém estar totalmente bem resolvido com a sua sexualidade, com a sua natureza, sua condição de gênero? Qual é o problema em ter alguém realmente feliz e realizado com sua configuração física e mental? Há algum problema na atitude do homem de considerar que a sua condição masculina é a melhor condição na qual ele poderia estar? Por qual motivo o homem não pode se considerar o mais feliz possível ao viver dentro da sua natureza masculina? Não acho que isso seja machismo! Para mim, isso é CONTENTAMENTO.

- Depois de comentar, segui refletindo sobre o que se passa na mente de uma feminista - por qual motivo elas tentam se assemelhar aos homens? Que pensamento as leva ao enfrentamento do indivíduo masculino, promovendo competição e desejo por superá-lo? As minhas conclusões foram as que seguem, publicadas há pouco tempo no facebook.com:

- Homens e mulheres são biologicamente diferentes, pensam de modo diferente, funcionam e reagem de maneiras diferentes e possuem habilidades e capacitações especiais para coisas diferentes. Penso eu que quando as feministas pregam o contrário, bradando que “as mulheres são idênticas aos homens”, estão tanto desprezando a sexualidade feminina, quanto elevando a sexualidade masculina como um ideal a ser alcançado. Fica claro que o que a feminista quer ao negar a maternidade, desvalorizar o seu corpo (além de exigir que o homem não se atraia por ele) e se caracterizar de modo masculinizado é, simplesmente, ser como o homem, ocupar o seu lugar, substituí-lo em sua natureza e função. -

Em momento algum apoiei a desigualdade de gênero - é lógico que defendo a consolidação de direitos iguais. Porém o feminismo há muito desviou-se do caminho da coerência, uma vez que a sua luta por igualdade de direitos já foi devidamente vencida. Hoje as feministas se ocupam em idolatrar a masculinidade e na tentativa de incorporar o masculino aos seus corpos.


Natanael Pedro Castoldi
 
Fonte: Entre o Malho e a Bigorna
 

Acho que essa imagem ilustra bem o que o autor do artigo quis dizer

domingo, 16 de março de 2014

Sociedade atual É MAIS PECADORA que as anteriores, afirma exorcista

Caros leitores, reproduzo um artigo publicado pelo site ACIdigital onde o famoso sacerdote exorcista, Reverendo Padre Antonio Fortea, afirma ser a sociedade atual mais pecadora que as sociedades anteriores. Para qualquer cidadão minimamente instruído em assuntos de fé/moral, assim como para aqueles não manipulados pela ideias da mídia/governantes/sociedade moderna, é EVIDENTE a degradação da sociedade de nossa época. Mesmo assim, torna-se importante a afirmação por conta de quem a expressou assim como os argumentos que a acompanham. Boa leitura.
 
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Sociedade atual é mais pecadora que anteriores, afirma exorcista
MADRI, 07 Dez. 12 / 10:47 am (ACI/EWTN Noticias).
 

O Pe. Antonio Fortea, exorcista espanhol e autor de livros como a Summa Daemoniaca, advertiu que estamos vivendo “o crepúsculo da sociedade cristã e o raiar de uma mais maligna e mais afastada de Deus, pois os homens de hoje são mais pecadores que no passado.
 
Pe. José Antonio Fortea
Os Santos que nos advertiram do pecado na Idade Média, nos séculos posteriores, no século XIX, teriam ficado desolados ante o panorama atual. Sempre houve pecado, mas nem sempre houve a mesma quantidade de pecado”, expressou o sacerdote em declarações ao grupo ACI.

Pe. Fortea assinalou que isto é a consequência de ter deixado Deus de lado e deixar-se convencer “que a vida sob a Igreja nos séculos passados, foram pouco pior que um inferno”.

A vida nos séculos passados não foi idília, pelo menos não sempre. Mas agora somos iguais aos nossos antepassados, mas sem Deus. Temos as mesmas debilidades, mas agora carecemos da ajuda dos sacramentos, das predicações, da fé. Vemos o resultado disto diariamente”, indicou.

A Mãe de Jesus mostrou a uns pobres pastorinhos uma visão do inferno, isso aconteceu na Fátima.
Beata Jacinta, Irmã Lúcia e Beato Francisco
"Pastorinhos de Fátima"
A pastorinha mais velha manifestou que só puderam resistir essa visão, porque a Virgem lhes disse que eles não iriam para lá”, recordou.

O Pe. Fortea advertiu que esta visão não foi para essas crianças bondosas”, mas para o século XX. Entretanto, cem anos depois destas visões os males se acrescentaram, multiplicaram e intensificaram. Quantas novas perversões germinaram na Cidade dos Homens.

O exorcista advertiu que “se os homens não mudarem nem sequer ao ver o inferno, compreendendo-o, sendo capazes de espionar o que se sente lá, então não resta mais solução que uma purificação decretada do alto. Não é isto acaso a mensagem da Fátima? Não é isto acaso a mensagem da Palavra de Deus?”.

O Pe. Fortea disse que embora tenha escrito seu livro Summa Demoniaca pensando nos exorcistas, este tem sido lido por religiosos, leigos e fiéis de outras confissões, “provavelmente já (alcançou) mais de cem mil pessoas em todo o planeta”.

Não estava nos meus planos, mas nos de Deus. Que assim seja. Que os filhos de Deus possam inundar seus intelectos no fogo do ódio a Deus durante sua leitura, para que assim evitem ser lançados lá com sua alma depois da morte. Melhor conhecer esse ódio a Deus só com o intelecto, para que nossa vontade se refugie correndo no amor a Deus”, expressou.
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