Apostolado para promoção e difusão do verdadeiro Catolicismo na periferia
"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica. Um me distingue, o outro me designa. É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos". São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.
Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Ontem, Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a santa Quaresma de 2017, período de 40 dias em que - a exemplo de Nosso Senhor que ficou 40 dias no deserto - os cristãos buscam por meio da oração, do jejum e da caridade, a conversão e a santificação pessoal em preparação para a Grande Páscoa da Ressurreição do Senhor.
Na igreja do Brasil este período também é marcado pelo início da "Campanha da Fraternidade". Mas afinal, o católico é realmente obrigado a "aderir" a essa Campanha em plena Quaresma? Será mesmo tal Campanha necessária ou ao menos útil para vivermos bem a Quaresma?
Abaixo um texto publicado no ano passado onde o Reverendo Padre Cleber Dias nos apresenta algumas reflexões sobre a Campanha da Fraternidade e a Quaresma. Embora escrito em 2016, essas reflexões são plenamente válidas para o ano em que estamos (e para os anos futuros, enquanto houver "Campanhas da Fraternidade" em tempo quaresmal). Boa leitura!
Um texto longo, mas necessário. Peço que ninguém o mutile, nem o altere:Algumas notas sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: “Casa comum nossa responsabilidade”.
Este texto está assegurado pela a Constituição Federal, Artigo 5º ” IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; ” e também pelo Código de Direito Canônico, cânon 212 § 2: “Os fiéis têm o direito de manifestar aos Pastores da Igreja as próprias necessidades, principalmente espirituais, e os próprios anseios.” e § 3: “De acordo com a ciência, a competência e o prestígio de que gozam, tem o direito e, às vezes, até o dever de manifestar aos Pastores sagrados a própria opinião sobre o que afeta o bem da Igreja e, ressalvando a integridade da fé e dos costumes e a reverência para com os Pastores, e levando em conta a utilidade comum e a dignidade das pessoas, dêem a conhecer essa sua opinião também aos outros fiéis.”
Portanto, escrevo aos leitores, certo de que entre eles, alguns de nossos bispos também o lerão. Já aviso de antemão que qualquer comentário pejorativo aos Senhores Bispos será sumariamente apagado, não porque alguns não o mereçam, mas porque o meu perfil não é um lugar para bate-bocas de comadres de vila. Uma coisa é discordar, outra fazer estrepolias de moleques. Quem discorda do que escrevo ou vê de forma diferente tenha a hombridade de o fazê-lo dentro da educação e polidez de gente civilizada e de usar seu nome próprio. Se discorda, coloque seus argumentos e iniciemos um debate.
Centenas de católicos escrevem-me diariamente sobre sua inquietação e perplexidade com mais uma Campanha da Fraternidade (CF). Discutir saneamento básico, esgoto e políticas da água dentro das igrejas parece-lhes – e parece-me – totalmente fora da realidade. Dentre as dezenas de razões para o rechaço a mais ouvida é que a CF tem o intuito de desviar o espírito da Quaresma para ocupar cátedras e púlpitos para uma pregação meramente social e política, quase sempre alinhada ao bom-mocismo do politicamente correto transformando a Igreja Católica em mais um ONG “engajada”. Atitude esta condenada pelo Papa Francisco….
Dizem os perplexos e inquietos que, para os promotores da CF 2016, é mais importante discutir sobre esgoto e água que tratar sobre a proteção da vida nascente e o pecado hediondo do aborto, mais importante cuidar do córrego sujo que do manancial de sangue dos milhares de cristãos, católicos ou não, perseguidos não só na Síria pelos muçulmanos, mais importante que banir e entregar à justiça canônica e civil sacerdotes pedófilos, mais importante que cuidar dos inúmeros casos e denúncias sobre a péssima formação sacerdotal e a corrompida doutrina instilada nalguns seminários e servida à mão-cheia nos púlpitos, mais importante que suspender sacerdotes que não temem desfilar com bandeiras partidárias e bonezinhos de sindicatos, partidos políticos e do MST, mais importante que se levantar contra a eugenia que se instala contra os prováveis e futuros microcéfalos, mais importante que limpar e sanear a PJ de todo a doutrina marxista que está às claras.
Quando um padre se levanta contra estas questões candentes ele é tachado de “não está em comunhão com a Igreja” ou, “não está em comunhão com a Diocese” ou “não está em comunhão com o presbitério”. Conversa fiada de que detêm o poder, mas não detêm a razão. Senhores… o mal e o pecado continuam ser mal e pecado mesmo que todos digam que não.
Cartaz da Campanha de 2017
O que ocorre com tal padre, na melhor das hipóteses é ostracizado pelos colegas, na pior é suspenso do uso de ordens. VEREMOS o que lá vem para mim. Só não sei porque tantas pessoas falam dos padres e bispos bons que se calam… terão medo de quais represálias os assim chamados “bons” bispos? A não promoção à uma diocese “melhor”, à não promoção a algum arcebispado, um título cardinalício? Consultando minha consciência e os ditames da Santa Igreja a quem sirvo vejo-me na obrigação de esclarecer aos fiéis algumas coisas:
– Há uma dezena de anos atrás constatou-se que quem comandava as cordinhas da CNBB eram seus assessores, todos sem exceção alinhados ao socialismo- comuno-psolista-petista.
– Nos dias atuais já não se pode culpar os assessores uma vez que, com a clareza do sol do meio dia, até um cego vê o alinhamento majoritário dos bispos a todo esquerdismo militante. Basta recordar o episódio no ano de 2014 da morte do líder do PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, pranteado na página da CNBB pelo então Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo U. Steiner, como “Exemplo de cristão na política”. Para quem acompanhou o desenrolar do caso nas redes sociais viu as milhares de mensagens condenando tal pranto por defunto tão vil. Era muita vela pra pouco defunto. Plínio de Arruda Sampaio era defensor aguerrido do Aborto, do coletivismo, do estatismo comunista e de todas as mazelas intrínsecas ao comunismo já condenado pela Igreja. Para Dom Steiner era um modelo de cristão. Para os demais bispos… ficaram todos caladinhos e acovardados ou compactuaram com o cristianíssimo Dom Steiner, cuja noção de cristão deve ser algo sui generis. Dom Steiner, como todo bom democrata socialista mandou apagar das redes sociais todos as centenas de comentários que o denunciavam….A título de exemplo, a nota pranteadora de Dom Steiner ainda está lá no site da CNBB, limpinha de comentários (http://www.cnbb.org.br/index.php…).
Em a grande maioria das paróquias os católicos ouvirão disparates na Oração dos Fiéis como: “Rezemos para que o poder público dê os devidos cuidados ao saneamento… etc… etc”. Ora, ora, ora…os dirigentes da CNBB sabem muito bem que os atuais mandatários e a mandatária maior do país só foi eleita com sua ajuda…. se não se recordam, refresco-lhes a memória… quando da necessidade da fundação do partido no poder usou-se o povo católico como massa de manobra para colher assinaturas, sabem muito bem que têm um canal privilegiado junto ao famoso Gilberto de Carvalho direto com a Presidência da República, vulgo “seminarista”. Bastaria agora, na questão do saneamento público, do acesso à agua, da situação calamitosa e indigna dos hospitais e da roubalheira generalizada, colher assinaturas citando e cobrando quais inicitivas e entregar aos poderes públicos. Não creio que um só católico que seja não aceitaria assinar. o próprio volume de assinaturas poderia ser levado ao Congresso para propor e agilizar pautas verdadeiramente sociais.
Quando foi pra conseguir assinaturas para a Reforma Política proposta por entidades de esquerda e ONGS esquerdistas patrocinadas com dinheiro público a CNBB não teve vergonha nenhuma de fazer correr nas paróquias as listas para as assinatura e em quantas missas os senhores párocos fizeram verdadeira campanha pela tal Reforma Política. Baste o gesto lacaio e subserviente da visita da presidência da CNBB à Presidente num sinal de “estamos juntos, companheira!”. Da mesma CNBB não se vê uma linha de apóio explícto ao Judiciário que tenta desmantelar a quadrilha que se instalou e só lá está por apoio implícito e explícito de tal entidade.
Voltemos ao nosso… quais os limites da acção da CNBB e de aceitação da CF?
Recordo a todos que:
1) A CF é uma iniciativa anual da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB).
2) A CNBB como qualquer Conferência de Bispos no mundo inteiro não é orgão da Igreja Católica, não a dirige. Os dirigentes da Igreja Católica são respectivamente cada um dos Bispos diocesanos em suas dioceses. O Arcebispo Primaz do Brasil que é o Arcebispo de São Salvador da Bahia detêm o título honorífico e pode sim convocar um Concílio Plenário para sanar as mazelas, incluindo as da CNBB. Em cada Província Eclesiástica o arcebispo detêm o poder de convocar os bispos das dioceses sufragâneas e presidir o Concílio Regional para sanar as mazelas locais. Por os senhores Primazes e Arcebispos faltarem com seu papel é que a CNBB tomou para si suas funções.
3) A CF é uma proposta, não uma imposição. Para que algo que ela tenha decidido se torne obrigatório a todos os católicos é necessário que todos estes pontos sejam observados: a) Aconteça uma Assembléia Geral na qual a questão é decidida e não seja a decisão de uma comissão delegada, b) haja o consentimento de todos os bispos (não tem nenhum valor a decisão de uma comissão ou de um grupo restrito, c) sejaredigida uma Ata na qual conste o conteúdo e o consentimento de todos os bispos, d) Tal Ata seja enviada ao Papa que a aprova ou não, e) Somente então a decisão passa ter valor de lei.
4) Portanto nenhum presbítero (padre), diácono, leigo e até mesmo bispo, se não concorda, tem de dar seu assentimento e implantação em sua paróquia ou diocese da CF se antes ela não seguiu os trâmites para se tornar lei geral e comum. E isto não significa que não se está em comunhão com a Igreja, apenas que não se concorda com uma proposta da CNBB que é um orgão de reunião de bispos, não da Igreja.
5) Minha opinião particular, resguarda pela Constituição Federal e pelo Código de Direito canônico: Qualquer bispo com o mínimo de noção e conhecimento deveria dizer “aqui em minha diocese não haverá CF este ano”. Qualquer padre, com as mesmas condições, também. Os leigos já não suportam mais tal situação e dizem: “CNBB: Devolva-nos a nossa Quaresma”. Se os pastores não ouvem e não cuidam do rebanho vão acabar por perdê-lo… CNBB..Senhores Bispos, Senhores padres… não dá mais! Até quando irão tapar o sol com a peneira? Até quando iremos fazer de conta que a CF está aí e só afasta cada vez mais os fiéis? Vamos ficar ainda mais em cima do muro? Digamos as coisas às claras, sejamos homens não subservientes e rastejantes ao erro.
6) Os católicos deveriam também pedir uma auditoria de todas as entradas financeiras às coletas nacionais e, maximamente, do chamado Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) cujos próprios relatórios demonstram que o dinheiro dos fiéis, salvo honrosas e diminutas somas, é injetado em ONGs e sindicatos. Não se trata de algo interno, o FNS recebe uma contrapartida do BNDES… portanto passível de uma séria investigação do Ministério Público.
7) Por último, cuidar sim da nossa casa comum, cuidar do meio ambiente, sim, lutar por vida digna e qualidade de vida dos mais pobres, sim; mas não antepôr questões temporais àquelas que dizem respeito à salvação. A figura deste mundo passa (1Cor 7, 31) e o que vale ao homem ganhar o mundo e perder a sua vida? (Marcos 8, 36). Não devemos nos conformar com este mundo, mas renovarmo-nos pela conversão a Deus e não às criaturas (Romanos 12, 2), pois são os pagãos que se preocupam com as coisas deste mundo: ” Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.” (Mateus 6, 31-32)
O site Vatican Insider publicou tempos atrás uma entrevista com D. Flavio Peloso, diretor geral da “Obra Dom Orione”.
O entrevistado reproduziu o texto de uma profecia de Dom Luis Orione, canonizado pelo Papa João Paulo II em 16 de Maio de 2004, sobre a decadência da família.
Em 1920, São Luís Orione escreveu sobre a nova situação social e cultural das mulheres. Nesse texto passou também a se referir ao tema da família:
“O cristão, por caridade, deve ocupar-se da condição da mulher, ou melhor, da família cristã - observa Dom Orione. O ataque, ainda latente, contra a fortaleza social que é família cristã, guardada e mantida pela indissolubilidade do matrimônio, prestem atenção, amanhã se tornará furioso. O feminismo é uma parte importantíssima da questão social, e nossa falha como católicos é não tê-lo compreendido imediatamente. Foi um grande erro. No dia em que a mulher, liberta de tudo aquilo a que chamamos sua "escravidão", se torne Mãe segundo seu desejo, esposa sem marido, sem qualquer dever em relação a ninguém, nesse dia a sociedade se desmoronará espantosamente por meio da anarquia, mais até do que se desmoronou a Rússia pelo bolchevismo”.
Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Inicio esse post com a seguinte pergunta: Como você agiria se Nosso Senhor Jesus Cristo em pessoa descesse do Céu e se colocasse diante de você?
Imagine: Você está na Igreja, rezando, concentrado, e eis que o Céu se abre e desce, na sua frente, o próprio Cristo Jesus. Como você se portaria? Como se colocaria diante da Sua divina presença?
Reflita...
Tenho certeza que você, caro irmão, se lançaria aos pés do Senhor, em atitude de adoração... se ajoelharia para demonstrar-Lhe todo o seu respeito, se inclinaria reconhecendo-Lhe a grandeza, enfim, JAMAIS ficaria indiferente diante de Sua presença.
Agora, após essa reflexão, faço uma nova pergunta, desta vez a mesma do título desta postagem: Como você trata o Corpo de Cristo (a Eucaristia)? Como se porta diante d´Ele?
O que me motiva a fazer essa pergunta, caro irmão, é o fato de observar diariamente a sintomática falta de respeito e indiferença com que tantos irmãos tratam o Santíssimo e Diviníssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo presente nos Sacrários de Nossas Igrejas, quando não durante a celebração da própria Missa. E por que apresentei a "historinha" acima para reflexão?
Porque trata-se da mesma situação! Todo católico deveria saber, embora isso infelizmente seja ignorado, que na Santíssimo Eucaristia temos presente, não de modo simbólico, mas sim de modo REAL, o mesmo Jesus Cristo que está nos céus.
Assim definiu dogmaticamente o Concílio de Trento:
Porque Cristo, nosso Redentor, disse que o que Ele oferecia sob a espécie do pão era verdadeiramente o seu Corpo, sempre na Igreja se teve esta convicção de que o Sagrado Concílio de novo declara : pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na do Sangue ; e esta mudança, a Igreja Católica chama-lhe, com justeza e exactidão, Transubstanciação. (DS 1642).(cf. CIC 1373).
E assim ensina o Catecismo da Igreja Católica:
1374.- O modo da presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz dela "como que a perfeição da vida espiritual e o fim para que tendem todos os sacramentos" (S.Tomás de Aq. Summa Theol. 3,73,3). No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão "contidos, verdadeira, real e substancialmente, o Corpo e o Sangue, conjuntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo total (Conc.de Trento : DS 16511. "Esta presença chama-se real», não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem “reais”, mas por antonomásia, porque é Substancial, quer dizer, por ela está presente Cristo completo, Deus e homem". (MF 39).
Portanto, aquele que queira ser verdadeiramente católico, deve crer firmemente, sem qualquer sombra de dúvidas ou espaços para outras "interpretações", que a Eucaristia É verdadeiramente o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sendo assim, quando diante dEla - seja sobre o altar durante a celebração da Santa Missa, seja no Sacrário - como portar-se diferente daquilo que imaginamos caso estivéssemos diante de Cristo descido do Céu?
Como é triste ver pessoas indiferentes ou mesmo com posturas desrespeitosas diante do Senhor Eucarístico, através de trajes indecentes, falta de atenção ou mesmo conversas paralelas e pouco apropriadas para tão importante ambiente. Como é doloroso ver pessoas que se somam à "fila da comunhão" para receber o Santíssimo como se estivessem recebendo um "biscoitinho" qualquer, muitas vezes cometendo sacrilégio por não se encontrarem em estado de graça, recebendo assim a própria condenação (como nos ensina São Paulo). Quantos religiosos, padres e mesmo membros da alta hierarquia que tratam o Santíssimo como se eles mesmos não acreditassem em sua Presença Real, manuseando-O sem qualquer cuidado ou reverência. Quantos católicos que, embora digam crer, minutos depois estão "batendo papo" às gargalhadas enquanto a alguns passos se encontra o Rei dos Reis, ali, esquecido, como se nada fosse.
Enfim, finalizo este pequeno desabafo cujo objetivo principal é provocar uma reflexão, trazendo um pequeno artigo que mostra como nossos irmãos católicos do Oriente, perseguidos pela Fé que muitas vezes desdenhamos, tratam o Corpo de Cristo.
Escritor, jornalista, conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs
Dom Francesco Cavina, bispo de Carpi, Itália, visitou o Curdistão iraquiano, no norte de Bagdá.
Ele ficou impressionado com a gratidão dos cristãos pela proteção divina, “sobretudo por terem conservado a fé pela qual estão dispostos a morrer, pois não querem perder o verdadeiro tesouro da vida que é Cristo e a pertencença ao seu Corpo Místico que é a Igreja”, segundo narrou o bispo no seu retorno, informou o jornal italiano “Il Foglio”.
“Os cristãos experimentaram uma profunda sensação de solidão enquanto as milícias jihadistas avançavam. Sentiam-se traídos pelas instituições do governo e, mais dolorosamente ainda, por aqueles que julgavam serem amigos e que não somente os abandonavam, mas os denunciavam” aos fanáticos islâmicos. Após os cristãos abandonarem suas casas, os seguidores de Maomé as invadiram e pilharam todos os seus haveres.
O bispo de Carpi sublinhou “que o Estado islâmico procura eliminar a presença dos cristãos do país constrangendo-os a emigrar. Os cristãos, de fato, não aceitam serem definidos como uma minoria religiosa que no máximo pode ser tolerada”, como impõe o Corão.
O bispo italiano assistiu a cenas de crianças que tendo perdido tudo participavam de Adorações do Santíssimo Sacramento, uma devoção nobilíssima que parece incrível no Ocidente, onde a fé está cada vez mais entibiada.
“O Santíssimo estava exposto sobre um altar e as crianças estavam dispostas em volta d’Ele formando círculos, com as mãos juntas e ajoelhadas no estilo oriental. Rezavam, cantavam, ficavam em silêncio. Fiquei impressionado com sua compostura e atenção. Muitos rezavam e cantavam com os olhos fechados”, completou Dom Cavina.
O arcebispo católico-siríaco de Mosul, Mons. Yohanna Petros Mouche, pediu “pessoalmente ao governo italiano um reconhecimento oficial do genocídio para nos ajudar a retornar às nossas terras e continuar a viver em nosso país”.
O cardeal Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo interreligioso, acrescentou: “Os cristãos estão sendo mortos, ameaçados, reduzidos ao silêncio ou expulsos; suas igrejas estão sendo destruídas ou correm o risco de virarem museus. O cristianismo arrisca desaparecer precisamente na terra em que se expandiu inicialmente a fé de Cristo.
“Em 1910, 20% da população do Oriente Médio eram cristãos. Agora eles são menos de 4%. Evidentemente há um plano de ação para apagar o Cristianismo do Oriente Médio e isso bem pode ser chamado de genocídio.”
Procissão de Nossa Senhora de Lourdes, na Damasco bombardeada, Síria
O prelado, porém, nada disse se está cobrando dos islâmicos a indispensável reciprocidade, sem a qual o ecumenismo vira palhaçada, exigência esta que teria efeitos salvadores para as vidas de católicos e para a presença católica no Oriente Médio.
O emocionante relato do bispo de Carpi como que impõe algumas reflexões. Antes de tudo a respeito da fé ardente desses católicos martirizados.
Hoje, nas cátedras eclesiásticas, nas Missas, na mídia, nas pregações ou nos encontros diocesanos nacionais e internacionais, bispos e sacerdotes podem falar dos sofrimentos materiais e corporais dos nossos irmãos na Fé perseguidos e mortos.
Mas quantas vezes falam da religião católica atacada com sanha islâmica, que é feroz senão satânica?
Peguemos a Internet ou a mídia convencional. Onde estão os líderes religiosos católicos denunciando o ódio religioso desencadeado contra Cristo, sua Igreja e seus fiéis seguidores pelos discípulos de Maomé?
Onde estão os convites para Adorações do Santíssimo Sacramento, reza do Terço e outras formas de piedade em união de intenções com aquelas crianças, que talvez tenham perdido parte de suas famílias, cruelmente assassinadas por causa de sua Fé e sujeitas elas próprias a sádicos martírios?
Elas lá, adorando Jesus Sacramentado no que pode ser um dos derradeiros atos de sua curta existência, e nós aqui: o que ouvimos pregar em nossas igrejas?
Mais triste ainda é considerar que multidões de sequazes da furiosa religião de Maomé são acolhidas em nossos países com argumentos humanitários, enquanto esses argumentos de nada valem para as vítimas quando estas são cristãs.
Adoração do Santíssimo Sacramento, no mês de Maria, na catedral de Aleppo, cidade pesadamente bombardeada
E não é só a mídia convencional ou a Internet, mas são também sacerdotes, bispos – e ficamos por aqui por respeito – que apelam para receber as hostes invasoras do Islã.
E, mais lancinante do que tudo, Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiramente presente na Hóstia consagrada com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, é devidamente adorado no Oriente Médio por possíveis futuros mártires de poucos anos de idade.
Entrementes, reúne-se em Roma um Sínodo com representantes de todos os episcopados do mundo, cujas mãos consagram a Hóstia todos os dias na Missa.
Muitos deles postularam nada menos do que a entrega do Santíssimo Sacramento à profanação, pela sua distribuição àqueles em situação matrimonial escandalosa: os “divorciados recasados” e outros estados pecaminosos vituperados pela Escritura e pelo Magistério de dois mil anos da Igreja.
Entramos no centenário de Fátima. Não é bem verdade que os terríveis anúncios de Nossa Senhora para a humanidade pecadora, sensual e orgulhosa, não ficam inteiramente explicáveis e inevitáveis à luz dos fatos descritos?
É de se temer mais pelo Ocidente, onde os muçulmanos ainda não andam chacinando todo o mundo pelas ruas – embora já existam atentados espantosos –, do que pelos heroicos católicos resistentes no Oriente Médio.
Estes últimos estão mais próximos da misericórdia divina, do amparo de Nossa Senhora e do próprio Céu, do que as línguas farisaicas de nossos países, igrejas e mídias.
Caros leitores, Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Estou lendo o excelente livro "A CONJURAÇÃO ANTI-CRISTÃ - o Templo maçônico que quer se erguer sobre as ruínas da Igreja Católica", de Monsenhor Henri Delassus. Recomendo este livro a todos aqueles que queiram compreender o porquê da atual situação, não só da Igreja Católica, mas também da atual civilização ocidental. Neste sentido, este livro é verdadeiramente profético. E por falar em profecia, eis que justifico o motivo pelo qual menciono no título desta postagem uma "profecia sobre a batina":
No sétimo capítulo do mencionado livro, que trata "do que faz e diz a revolução nos dias atuais", Monsenhor Delassus cita diversos trechos de discursos onde líderes maçons, humanistas e revolucionários justificam seus planos de perseguição à Igreja e tudo aquilo que a ela faça menção. Com o objetivo de se fazer uma "revolução social" fomentam-se leis que visam a destruição das congregações religiosas como "ponto de partida" nessa guerra travada para a substituição da Igreja pelo pensamento moderno.
Então Monsenhor Delassus explica o porquê de se destruir as congregações religiosas:
... "a simples presença dos religiosos no meio do povo cristão é um sermão contínuo, que não o deixa perder de vista o fim último do homem...". "Vestidos com um hábito especial que marca o que eles são e o que eles pretendem neste mundo, eles dizem às multidões em meio às quais circulam, que somos todos feitos para o Céu e que devemos tender a ele." (DELASSUS, H. (1910). A Conjuração Anti-cristã (o Templo maçônico que quer se erguer sobre as ruínas da Igreja Católica). Castela, 2015. 57 p.)
Antes de qualquer coisa, o trecho acima é uma simples - porém claríssima - explicação sobre a finalidade do uso do hábito eclesiástico. No entanto, ao nos referirmos a uma "profecia sobre a batina" queremos demonstrar o seguinte:
1º A explicação da finalidade do uso do hábito eclesiástico dada por Monsenhor Delassus é assim compreendida tanto pela Igreja como por seus inimigos, isto é, aqueles que a querem destruir. Essa explicação demonstra justamente o porquê de os inimigos da Igreja trabalharem por eliminar a imagem destes "homens vestidos de maneira distinta".
2º Este livro foi escrito em 1910, período em que TODOS os clérigos usavam o hábito eclesiástico (a batina ou o hábito no caso dos religiosos) e mostra que os inimigos da Igreja visavam destruí-lo justamente por conta do seu significado. Ora, e o que podemos dizer atualmente, senão que eles conseguiram? E o que é pior, tal atitude parte daqueles mesmos que mais deveriam valorizá-lo.
O que foi escrito em 1910 como uma intenção dos inimigos da Igreja se concretiza nos dias atuais. Não foram necessárias legislações por parte dos governos proibindo sua utilização. Os próprios membros da Igreja (sacerdotes e religiosos) acabaram por realizar exatamente aquilo que planejavam os inimigos da Religião de Cristo. Ainda que o façam dando das mais convincentes às mais esfarrapadas desculpas, o FATO é que se concretizou o desejo da Seita anti-cristã.
Como não associar este empreendimento aos demais cujo objetivo é a eliminação de símbolos cristãos da vida pública (retirada de crucifixos de orgãos públicos, proibição de qualquer menção ao nome de Deus, da Virgem e dos Santos nas constituições, supressão de qualquer influência da Lei Divina sobre as novas legislações, etc.)?
Triste constatar que hoje tantos e tantos membros da Igreja - ainda que inconscientemente ou alegando outros motivos - aderiram exatamente àquilo que os inimigos da Igreja planejaram para atacá-la: desprezar a batina e o hábito, sinais da presença divina em meio aos homens e recordação do destino final para o qual devemos nos preparar.
Termino fazendo um pedido aos sacerdotes e religiosos que porventura possam vir a ler este pequeno artigo: Abandone todos os pré conceitos referentes ao uso do hábito clerical, verifique os motivos pelos quais seu uso foi abandonado e comprove os benefícios decorrentes de sua utilização.
"O hábito não faz o monge, mas o bom monge zela por seu hábito"
Muito tempo faz que não publicávamos qualquer coisa aqui no blog, principalmente por conta de problemas relacionados ao notebook que dispúnhamos para realizar tal trabalho. No entanto, cremos que um recente acontecimento nos obriga a escrever - ainda que poucas - palavras aqui no blog, assim como a reimpulsionar nosso pequeno e insignificante apostolado:
O FALECIMENTO, NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA 14 DE AGOSTO, DO SANTO BISPO DOM ROGELIO LIVIERES PLANO
Mas afinal, quem foi Mons. Rogelio Livieres?
Rogelio Ricardo Livieres Plano nasceu em Corrientes (Argentina), em 30 de agosto de 1945. Ainda pequeno mudou-se para Asunción (Paraguay), onde cresceu física e intelectualmente: aí cursou seu Bacharelado no Colegio San José de Asunción. Formou-se como advogado, notário e escrivão público na Universidade Católica "Nossa Senhora da Assunção".
Tornou-se especialista em Direito Administrativo pela Escola Nacional de Administração Pública de Madrid (Espanha) e Doutor em Direito Canônico pela Universidade de Navarra (Espanha).
Foi ordenado sacerdote em 15 de agosto de 1978, pertencendo ao clero da Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei.
Desenvolveu seu serviço sacerdotal em atividades pastorais diretas como Capelão do Centro Universitário CUDES, da Universidade Austral em Buenos Aires e do Centro Universitário Ycuá, além da Escola de Formação para assistentes de Empresas de Serviços (EFAES) de Asunción, logo após haver sido instituído Vigário da prelatura da Santa Cruz e Opus Dei em Buenos Aires.
Avançou em seu trabalho acadêmico como professor de Introdução ao Direito na Faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade Católica de Assunção, professor de Direito Administrativo na Faculdade de Direito da Universidade de Navarra (Espanha), professor de Direito Canônico no Seminário Internacional da Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei em Roma, além de professor de Teologia na Faculdade de Direito da Universidade Austral de Buenos Aires.
Foi nomeado Bispo de Ciudad del Este (Paraguay) pelo Papa João Paulo II, em 12 de julho de 2004, tomando posse do cargo em 3 de outubro do mesmo ano.
Lema episcopal: "Santifica-nos na Verdade"
Seu lema episcopal é inspirado naquelas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo na última ceia, quando se dirige a Deus Pai e, referindo-se a nós, diz:
“Santifica-os na Verdade; tua palavra é a Verdade” (São João, cap. 17,vers. 17).
Conhecendo a mensagem de Cristo, conhecendo a Cristo e identificando-nos com Ele, somos santos, alcançamos o fim de nossa vocação cristã e o objeto de nossa vida terrena. Esse será o norte de sua função de Bispo: animar os cristãos no caminho da santidade.
A restauração do Catolicismo promovida pelo Bispo Livieres em Ciudade del Este
Monsenhor Rogelio Livieres fez uma verdadeira transformação na Igreja de Ciudad del Este. Encontrou uma diocese em frangalhos, com uma vida católica abandonada, falta de padres, raras vocações, enfim, nada muito diferente da situação da maior parte das dioceses em todo o mundo. Mas eis que o trabalho de um verdadeiro sucessor dos Apóstolos começa a produzir frutos: Dom Rogelio abre um seminário em sua própria Diocese para formar seus sacerdotes conforme manda a Igreja (até então havia apenas um único seminário "central" para onde todos os seminaristas do paraguay deveriam ir), implementa o verdadeiro e tradicional Catolicismo, visita e instrui na Fé Católica todos seus diocesanos, desde aqueles que lhe são vizinhos até os dos lugares mais afastados, incentiva instituições e movimentos verdadeiramente católicos e, anos depois, consegue transformar a Diocese de Ciudad del Este em uma verdadeira diocese modelo, onde a Fé católica cresce sobremaneira, as vocações sacerdotais pululam e a vida sacramental florece.
Reproduzimos agora um artigo nosso publicado em 20 de julho de 2014, artigo este que mostra um pouco do pequeno milagre realizado em Ciudad del Este por intermédio de Dom Livieres:
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CIUDAD DEL ESTE: Os frutos de uma Diocese que busca viver a Fé Católica
Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Reproduzo abaixo um artigo publicado no site da Diocese de Ciudad del Este - Paraguay. Para quem não sabe, a Diocese de Ciudad del Este vem experimentando nos últimos anos um crescimento - talvez o maior que se tem notícia na Igreja atual - em todos os níveis: ordenações, vocações sacerdotais e religiosas, paróquias, batizados e conversões, participação dos leigos, etc.
Imploro a Deus Nosso Senhor que não permita que ocorra com essa Diocese o mesmo que vem acontecendo com a Congregação dos Franciscanos da Imaculada. Para aqueles que estão familiarizados com os recentes acontecimentos que envolvem tanto essa congregação religiosa (F.I.) quanto a Diocese de Ciudad del Este, certamente compreenderão o que quero dizer. Por ora, prefiro não escrever nada sobre, deixando para fazê-lo futuramente.
Quanto ao artigo que dá o título à nossa postagem - Ciudad del Este: Os frutos de uma Diocese que busca viver a Fé Católica - ele traz algumas informações sobre o crescimento dessa Diocese sob o pastoreio de Dom Rogelio Livieres. Enquanto tantos estudam soluções para conter a evasão de católicos para as seitas, enquanto são criadas tantas comissões e planos pastorais para tentar manter os fiéis na Igreja (já que atrair e converter ovelhas de fora do rebanho no momento é sequer cogitado) o pastor Dom Livieres e seu rebanho, a Diocese de Ciudad del Este, nos mostram como a solução para esses problemas é simples: basta viver a Fé Católica em sua integridade, sem invencionices nem traições.
Dom Rogelio Livieres em cerimônia de ordenação sacerdotal na forma extraordinária do Rito Romano
Vemos na prática, como um Bispo e uma Diocese que procuram viver um catolicismo sério e autêntico, sendo fiéis à Doutrina e à disciplina da Igreja em sua liturgia, na formação sacerdotal, nas práticas piedosas e devocionais, conseguem transforma-la em uma das mais florescentes Dioceses de nosso tempo, isso em poucos anos. Vemos que a melhor forma de realizar a nova evangelização é através da "velha evangelização", isto é, da evangelização de sempre.
“As vocações são a comprovação da vitalidade da Igreja. A vida gera vida...; são também condição de vitalidade da Igreja...”, dizia o Papa São João Pablo II. Em nossa Diocese, atualmente, isso pode ser comprovado de maneira sensível. Estamos diante do milagre vocacional conseguido por Monsenhor Rogelio Livieres na Diocese de Ciudad del Este.
Alguns dos seminaristas da Diocese de Ciudad del Este
Há algum tempo atrás, havia um sacerdote para cada 10.000 pessoas, um grande problema para a Diocese, porque um sacerdote para tamanha quantidade de fiéis não podia fazer muita coisa. Mons. Rogelio então iniciou uma ação pastoral quase insólita de se ver na atualidade: ele mesmo, foi de paróquia em paróquia a buscar jovens que estivessem dispostos a ir para o Seminário. Os frutos da procura mar adentro realizada por nosso Bispo, conseguiu que inicialmente 30 jovens ingressassem no Seminário diocesano.
Antes que os candidatos com inquietudes vocacionais ingressem no Seminário, passam pela Pastoral Vocacional, um espaço onde os jovens são plenamente assistidos pelos sacerdotes e diáconos, e em particular, pelo próprio Bispo, o qual entrevista os candidatos para conhece-los de maneira mais ampla.
Mons. Rogelio designou o Presbítero Edelio Fariña, como Diretor da Pastoral Vocacional da Diocese de Ciudad del Este, onde assiste aos jovens maiores de 17 anos assim como aqueles que tenham terminado o 3º ano do Ensino Médio, nos encontros vocacionais que são realizados aos sábados das 14:30 às 18:00 horas na sede do Bispado.
No ano de 2006, Mons. Rogelio criou o Seminário Maior São José, onde iniciaram 35 alunos. Atualmente (2014) o Seminário conta com 200 seminaristas, além de 4 gerações de sacerdotes ordenados. Em média, são ordenados aproximadamente 15 sacerdotes por ano. Tudo isso, obviamente, tem suas consequências e justamente por isso que o Santo já mencionado dizia que a vida engendra vida… Quanto mais sacerdotes, mais paróquias, mais facilidade na hora de acudir aos sacramentos, e consequentemente mais facilidade para se levar uma vida na graça de Deus. Essa é nossa vitalidade, a vitalidade da Igreja.
Alguns dos números que demonstram o impressionante crescimento vocacional da Diocese em menos de 10 anos
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A FÉ EUCARÍSTICA DE DOM ROGELIO LIVIERES
Os extraordinários resultados obtidos por Monsenhor Rogelio Livieres podem ser bem compreendidos pela Fé católica que professava e imprimia em sua Diocese. Está Fé era expressada, dentre outras situações, em sua relação para com o Santíssimo Sacramento da Eucaristia. É o que se observa na Carta Aberta de Dom Rogelio Livieres à toda a Igreja do Paraguay, por nós reproduzida em um artigo publicado em 30 de agosto de 2014:
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Carta aberta de Monsenhor Livieres à Igreja no Paraguai. O mundo sofre uma verdadeira dessacralização e, em nosso país, isso tem forma de Teologia da Libertação. Deve-se buscar e encontrar a comunhão na Igreja pela Eucaristia, único e verdadeiro sinal de unidade.
Dom Livieres e o Sancta Sanctorum
Nós, Bispos e Sacerdotes, não somos apenas as testemunhas de profundas mudanças, como também somos os atores comprometidos nestes processos de transformação que afetam os diferentes ambientes de nossa Igreja. E, como já sucedeu por muitas vezes através de tantas épocas e lugares, também a atual crise da Igreja é radicada principalmente na ferida Eucarística, na irreverência e na falta de cuidado no trato para com Jesus Eucarístico.
O mundo sofre uma profunda dessacralização. No Paraguai, isso tem forma de Teologia da Libertação, no entanto, suas ideias devastadoras tiveram origem em aceitações anteriores. Ideias e percepções que conseguiram alterar o paradigma original da relação do homem para com Deus, até então, de filial correspondência. A pretensão de substituir o sobrenatural pelo natural, a Verdade que nos torna livres por uma falsa libertação socioeconômica, como se essa pudesse realizar-se de maneira efetiva sem sacudir previamente a escravidão do pecado. Uma hecatombe que acabou por despir os altares da Europa, substituindo Deus e erigindo o homem como falso criador de um mundo cada vez mais oposto às coisas sagradas.
Agora, após anos de constantes insinuações, a crise (os problemas) na Igreja se faz cada vez mais visível. Uma crise (problemas) que não poderá ser resolvida através de um consenso generalizado sobre um cúmulo de ideias, nascidas justamente em um âmbito de crescente perda de respeito ao mais sagrado de nossa Fé, a Eucaristia. Por isso, é necessário regressar a um dos conceitos fundamentais deste Sacramento, definido pelo Concílio Vaticano II como “…signo de unidade…” (SC47).
O Catecismo nos recorda que a “comunhão de vida divina e a unidade do Povo de Deus, sobre os que a própria Igreja subsiste, se correspondem adequadamente e se realizam de maneira admirável na Eucaristia” (1325). A comunhão se encontra neste Sacramento e não em frágeis acordos sobre ideias.
A comunhão na Igreja deve ser procurada e encontrada através deste excelso “signo de unidade”, portanto na Eucaristia. Lamentavelmente, temos percorrido o caminho inverso, cometendo graves agravamentos, verdadeiras “feridas eucarísticas”.
Deixemos de maltratar a DEUS em nossa própria Igreja. Devemos advertir sobre as graves consequências de se receber a Eucaristia em situações de imoralidade ou de se recebê-lA na mão, facilitando assim o roubo do Santo dos Santos. Se continuarmos assim, faremos perder a Fé Católica na presença real de Jesus na Eucaristia.
Na Igreja, muitos são indiferentes em seu trato para com Jesus Eucaristia. Não podemos tomar por bons ou inofensivos abusos que por si só são destrutivos. Não devemos continuar em silêncio:
Elevemos nossas vozes e defendamos o mais divino e concreto nesta terra.
Não esqueçamos as advertências de Deus por meio de seu Profeta aos que temos responsabilidade sobre o povo:
“A vós, homem, Eu vos coloquei como sentinela do povo de Israel. Pois bem, se vós não advertis ao malvado para que mude de vida, e ele de fato não o fizer, este morrerá por seu pecado, porém Eu pedirei contas a ti de sua morte. Do contrário, si vós o advertis para que mude de vida, e ele não o fizer, ele morrerá por seu pecado, mas vós salvareis a vossa vida”, (Ez. 33: 7-9).
"SEREIS ODIADOS POR TODOS POR TODOS POR CAUSA DE MEU NOME"
O último ano da vida de Dom Rogelio Livieres é, sem sobra de dúvida, o mais triste, olhando sob perspectiva humana. Sim, pois se olharmos com os olhos voltados ao sobrenatural, talvez possamos enxergar em seu último ano de vida a confirmação de sua bem-aventurança, conforme palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo:
"Bem aventurados os que sofrem perseguição por amor à justiça, porque deles é o reino dos céus." (Mt. V, 1-10).
Ainda diante dos excelentes frutos produzidos por seu árduo trabalho apostólico, Dom Livieres passou a sofrer todo tipo de pressão, calúnias e golpes por parte dos inimigos da Igreja, ainda que muitos deles se encontrassem oficialmente dentro da própria Igreja. Em contrapartida, o santo e valente Bispo continuou sua obra sempre fazendo jus ao seu lema episcopal:
"Santifica-os na Verdade".
Pela verdade Dom Livieres lutou e, pela verdade, passou a colecionar inimigos, tanto de fora como de dentro da Igreja. Pela verdade Dom Livieres passou a ser odiado. E, pela verdade, passou a ser perseguido. O ápice de sua perseguição se deu quando, sob intenções "misericordiosas", sua Diocese passou por uma "visita Apostólica" (procedimento realizado quando uma Diocese ou Ordem religiosa apresenta problemas, o que nos dias atuais, significaria que faltariam visitadores apostólicos). Embora a visita tenha transcorrido em clima alegre e fraterno, com muito elogios por parte do visitador (Cardeal Santos Abril), o resultado de tal visita foi catastrófico (há quem acredite que tal visita foi apenas "um teatro" já que o que estaria por vir fora anteriormente decidido). Falamos sobre isso em um artigo nosso sobre a terrível crise que se abate sobre a Igreja, publicado em 10 de outubro de 2014 e que reproduzimos agora:
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Terrível sintoma do agravamento da Crise na Igreja: o caso LIVIERES
ou ainda: "A noite escura da Igreja" - parte 2
Para a maior parte dos católicos, desde os chamados "católicos de IBGE" (ou "católicos de nome") aos ditos "católicos praticantes", não há nada de errado com a Igreja nos tempos em que vivemos. O próprio Papa Francisco chegou a dizer que:
"a Igreja nunca esteve tão bem como hoje"(Papa Francisco, 16 de setembro de 2013)
No entanto, é de conhecimento geral que os últimos papas, predecessores de Francisco, discordavam totalmente desse seu comentário:
“por alguma fissura a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus.”(Papa Paulo VI, 29 de junho de 1972)
"Temos que admitir realisticamente e com sentimentos de intensa dor que hoje os Cristãos, na sua grande parte, sentem-se perdidos, confusos, perplexos e mesmo desapontados; abundantemente se espalham ideias contrárias à verdade que foi revelada e que sempre foi ensinada; heresias, no sentido lato e próprio da palavra, propagaram-se na área do dogma e da moral, criando dúvidas, confusões e rebelião; a liturgia foi adulterada. Imersos num relativismo intelectual e moral e, portanto, no permissivismo, os Cristãos são tentados pelo ateísmo, pelo agnosticismo, por um iluminismo vagamente moral e por um Cristianismo sociológico desprovido de dogmas definidos ou de uma moralidade objetiva"
(Papa João Paulo II, 07 de fevereiro de 1981)
"vivemos uma apostasia silenciosa" (Papa João Paulo II, 28 de junho de 2003)
"A Igreja está desfigurada" (Papa Bento XVI, 13 de fevereiro de 2013)
Se já nos pontificados anteriores a crise na Igreja se tornara evidente a tal ponto de os Papas sobre ela se pronunciarem, no pontificado de Francisco - ainda que alguns a neguem ou a ignorem - ela atinge seu ápice. Um brevíssimo resumo do que nos motiva a chegar a essa conclusão deveria conter - além da dúvida, perplexidade e confusão dos tempos atuais - os seguintes episódios:
Deposição de cardeais ortodoxos (o caso mais recente seria o do exemplar cadeal Burke) e a reabilitação ou promoção de clérigos de reputação e doutrina duvidosa.
A escandalosa, injustíssima e incompreensível perseguição à congregação mais frutuosa da Igreja nas últimas décadas: Os Franciscanos da Imaculada. Vale lembrar, não sem lamentar, que tal perseguição vergonhosa é conduzida pelo ditador, digo, padre Fidenzio Volpi e o não menos vergonhoso cardeal brasileiro Braz de Aviz.
A defenestração do Bispo da Diocese modelo de Ciudad del Este, Dom Rogelio Livieres.
Embora pudéssemos discorrer sobre cada um dos acontecimentos acima apresentados, comentaremos apenas sobre o caso de Dom Livieres, ex Bispo de Ciudad del Este. Já havíamos mencionado em nosso blog este Bispo e sua frutuosa diocese AQUI. Mons. Rogelio Livieres em 10 anos conseguiu fazer um verdadeiro milagre na Diocese de Ciudad del Este, transformando-a de uma diocese quase insignificante em um dos maiores celeiros de vocações da América Latina. Não somente as vocações cresceram, mas toda a vida da Diocese foi verdadeiramente transformada: população presente nas Missas e demais celebrações litúrgicas, nascimento e crescimento de congregações religiosas, comunidades, cursos de formação em todos os âmbitos, criação de capelas de adoração perpétua ao Santíssimo por toda a Diocese, enfim, consequente e visível crescimento em todas as práticas eclesiais e maior participação dos diocesanos na vida sacramental (aumento de conversões, batismos, matrimônios, etc...). Como não poderia ser diferente, Dom Rogelio mostrou-se amigo da Tradição, fomentando o amor, respeito e instrução nas práticas tradicionais e piedosas (inclusive a Missa Tradicional que também ele celebrava).
Como pastor amante da Verdade Católica, defensor da Fé e do Santíssimo Sacramento (basta ler o artigo onde publicamos a carta de Mons. Livieres sobre a Santíssima Eucaristia AQUI), combateu a "Teologia da Libertação" até então seguida de maneira explícita ou velada por grande parte de seus pares (bispos paraguayos), o que lhe rendeu inimizade e diversos inimigos. Além disso, seu modo "tradicionalista" e sua decisão de criar o seminário de sua própria diocese (o que o direito da Igreja lhe permite) enquanto todas as dioceses paraguayas enviavam seus jovens para serem formados em um único seminário nacional fez com que ele fosse verdadeiramente odiado.
Poderíamos dar uma série de outros detalhes que completariam os relatos sobre o porquê de Dom Livieres ter se tornado o "bispo odiado" por parte de muitos dos responsáveis pela arrasada Igreja Paraguaya, mas, por ora, ficaremos por aqui. Basta concluirmos com o que aconteceu recentemente: Dom Livieres e sua Diocese foram alvos de uma Visita Apostólica (e isso enquanto centenas de Dioceses clamam por uma intervenção da Santa Sé) que, conforme relatos do próprio site da Diocese (diocesiscde.info), serviria apenas para comprovar o Êxito da vida diocesana e dirimir possíveis dúvidas.
Pois bem, Mons. Livieres foi chamado à Roma, lá foi sumariamente "despedido" sem que sequer pudesse se defender. Pediu que lhe apresentassem ao menos os relatórios da Visita Apostólica para que pudesse saber o porquê de sua demissão, sobre o que estava sendo acusado e assim pudesse preparar sua defesa. Isso também lhe foi negado. Por fim pediu para ser recebido pelo Santo Padre para que pudesse lhe esclarecer qualquer coisa ou ao menos receber uma orientação paterna mas, ao que parece, o Papa não quis recebê-lo. Toda a situação pode ser melhor compreendida ao se ler a explêndida e comovente carta escrita por Dom Livieres ao Cardeal Ouellet (AQUI). Enfim, como se já não bastasse a cadeia de injustiças que terminaram pela ainda mais injusta deposição deste grande bispo católico, nem ao menos foi digno de ser recebido pelo Papa (que curiosamente recebe ateus, protestantes, judeus, muçulmanos, amancebados públicos e promotores de erotismo na Argentina).
Embora alguns digam que, justo ou não, é o Papa e pode fazer o que quiser, perguntamos: Mas, e quanto aos padres rebeldes que desafiam a doutrina católica? Nem uma chamadazinha de atenção? E às freiras abortistas norteamericanas que se rebelaram contra a Igreja? Nada?
Para finalizar: nós católicos não são somos anglicanos ("igreja" da Inglaterra), não somos luteranos ou pentecostas, enfim, não somos protestantes! Não somos independentes! Não seguimos a "igrejas" nacionais! O catolicismo é universal, até porque é isso o que significa a palabra católico.
As conferências episcopais não são de direito Divino! De certa forma, as conferências episcopais usurpam a autoridade do Papa, assim como também a autoridade que possui o Bispo sobre sua diocese.
Segundo o que foi informado pela nota do Vaticano, a razão da destituição de Dom Livieres foi "falta de comunhão" com os bispos paraguayos, ou seja, falta de comunhão com a conferência episcopal. Tal razão é profundamente anticatólica, uma vez que a comunhão do Bispo não é com nenhuma Igreja nacional, a comunhão do Bispo deve ser com o Romano Pontífice e, através e juntamente com ele, com a Igreja Universal.
Dom Livieres não é hereje, não é cismático, não é um imoral indigno de ser Bispo! É simplesmente um Bispo que exercia sua potestade na sua própria diocese, potestade para ter seu próprio seminário.
Se não havia "entendimento"entre ele e outros bispos de seu país, isso não seria razão para destituí-lo. Outra prova da injustiça dessa destituição. Outra prova da crise na Igreja.
Virgem Santíssima, rogai pela Igreja de Vosso Filho!
José Santiago Lima
O grande "pecado" de Dom Livieres. Transformar uma pequena diocese em um reduto do catolicismo verdadeiro e frutuoso.
Acima, imagem dos seminaristas da Diocese. Por que se dá um escorpião a quem merecia ser congratulado?
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Após o triste episódio da perseguição da Dom Rogelio Livieres, retratado acima, o Santo Bispo - perseguido, injustiçado e humilhado - resignou-se com a condição a qual lhe haviam imposto e, como cristão e santo Bispo sucessor dos Apóstolos, teve ainda nobres atitudes dignas de quem era: Grava e escreve mensagens a seus antigos fiéis da Diocese de Ciudad del Este para que se mantenham fieis ao novo Bispo e às autoridades legitimamente instituídas. Outros, por se tratar de flagrante injustiça, teriam facilmente incitado os seus a se rebelarem ou não reconhecerem as novas autoridades. Dom Livieres, no entanto, com sua atitude nos deu uma aula de VERDADEIRA HUMILDADE. Dom Livieres ainda teve a nobre ação de ter saído em defesa do Padre Rodrigo Maria, sacerdote brasileiro que também vinha sendo perseguido por não se enquadrar no padrão sacerdotal "misericordioso" atual, posto que denuncia erros, prega sobre pecado, inferno, arrependimento e conversão, temas meio ultrapassados para os tempos em que vivemos atualmente. Padre Rodrigo Maria havia sido suspenso de ordens em processo claramente injusto e Dom Livieres, mesmo tendo o próprio nome e reputação atirados na lama, saiu em defesa de Padre, conseguindo que este sacerdote recebesse novamente o pleno uso de ordens.Por fim, Dom Rogelio Livieres ainda em seus últimos dias, grava mensagem de filial acolhida ao Papa Francisco por conta de sua visita ao Paraguay.
Em seus últimos tempos, perseguido, injustiçado e humilhado, abandonado por todos e lançado ao ostracismo até pelo grupo a que pertenceu, Dom Rogelio Livieres teve sua saúde deteriorada a olhos vistos, passando por internações e procedimentos dolorosos, tudo isso menos de 1 (UM) ano após sua destituição. Da mesma forma, menos 1 (UM) ano após os eventos acima relatado, recebemos a triste notícia:
É sexta-feira, 14 de agosto do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2015, as 8 (oito) horas da manhã: FALECEU MONSENHOR ROGELIO RICARDO LIVIERES PLANO.
Nós do inignificante apostolado virtual "Morro por Cristo" gostaríamos de finalizar esta pequena homenagem a este grande Bispo e Confessor da Fé Católica, Dom Rogelio Livieres, com as seguintes passagens das Escrituras Sagradas:
"Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim." (São Mateus, cap. 5, vers. 10 e 11)
Não há como não enxergar a vida de Monsenhor Livieres, sobretudo seus últimos anos, intimamente relacionada a essa afirmação vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo. Perseguido foi por causa da verdade e por amor à justiça, caluniado por causa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Certamente, estará no Reino dos Céus conforme a promessa de Cristo.
"Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós. Sereis odiados por todos por causa do meu nome. Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação." (São Lucas, cap. 21, vers. 16 a 19)
Não há como não ver em Monsenhor Livieres o cumprimento dessas palavras de Nosso Senhor: Entregue por seus irmãos no episcopado, abandonado por seus parentes e amigos (a prelatura da qual fazia parte) e mesmo injustamete punido e abandonado por seu pai - o Papa - manteve a constância em sua Fé e fidelidade a Cristo e à Igreja, alcançando assim a salvação.
Dom Rogelio Livieres foi verdadeiramente fiel a Seu Senhor e Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo: perseguido, humilhado, injustiçado, abandonado pelos seus... ainda assim, fiel e perseverante na Fé e na fidelidade. O Deus justícimo lhe dará a recompensa por tantas injustiças aqui sofridas.
Finalizo reproduzindo um comentário que li em outro site por conta do falemento de Dom Livieres. Também dedico o vídeo da Missa de Requien - celebrada pelo próprio dom Rogelio Livieres - a sua alma, para que descanse e encontre face a face o Senhor e Redentor Jesus Cristo, para o qual viveu.
"D. Rogelio viveu seu pequeno (grande) martírio: foi perseguido pelos irmãos do episcopado, injustiçado pelo seu superior na Terra, abandonado pelo seu grupo… O mundo não foi digno da presença de D. Rogelio, e Deus rapidamente o levou ao Céu."
REQUIEM aeternam dona ei, Domine, et lux perpetua luceat ei. Requiescat in pace. Amen.