"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

sábado, 14 de março de 2015

Mais sobre a PERSEGUIÇÃO COMUNISTA aos católicos na CHINA

Dias atrás publicamos um artigo (AQUI) sobre a perseguição comunista aos católicos na China, assim como sobre a morte de um santo bispo chinês na prisão. Segue abaixo outra notícia sobre o mesmo tema:
 
*                     *                     *                     *                     *                     *                     *
 

 Pequim esconde cadáver de bispo resistente morto na prisão

Dom Cosme Shi Enxiang (com roupa de prisioneiro):
Pequim esconde o cadáver para evitar multitudinário enterro
É muito “perigoso” e “preocupante”, comentam os católicos de Hebei.

Eles se referem às artimanhas de Pequim com o corpo de Dom Cosme Shi Enxiang, dado como certamente morto no dia 30 de janeiro de 2015, escreveu o Pe. Bernardo Cervellera, especialista em assuntos chineses.

Os parentes aguardam a devolução do cadáver, ou pelo menos as cinzas do bispo, que desapareceu pela última vez em 13 de abril de 2001, quando foi levado pela polícia.

Dom Cosme, de 93 anos, é um bispo “subterrâneo” (proibido pelo regime) de Yixian, província de Hebei. Ele foi conduzido numa Sexta-Feira Santa a um local desconhecido, sem processo nem indiciamento.

Os parentes pediram em vão durante anos notícias à polícia, até que em 30 de janeiro um empregado público de Baoding (Shizhuang) comunicou que o prelado estava morto.

A notícia percorreu toda a China e os católicos falam dele como de um “mártir” ou de um “santo” que passou a metade de sua vida em prisões e campos de concentração por causa de sua fidelidade à fé e ao Papa.

Devido à sua avançada idade, Dom Cosme pode ter morrido em decorrência das condições de insalubridade ou de torturas.

Os católicos de Yixian estavam organizando os funerais, dos quais participariam milhares de pessoas.

A perspectiva do multitudinário enterro apavorou o regime.

A prefeitura disse então que o funcionário que vazou a notícia devia estar bêbado, ou que não entendeu a pergunta ou as palavras que pronunciou.

Anteriormente, outros bispos resistentes – ou “subterrâneos” porque não são aceitos pelo comunismo – tiveram a mesma sorte de Dom Cosme.
Dom João Gao Kexian:  a polícia cremou e sepultou o corpo  para não deixar vestígios das torturas
Dom João Gao Kexian:
a polícia cremou e sepultou o corpo
para não deixar vestígios das torturas
Em 2005, Dom João Gao Kexian, bispo de Yantai (Shandong) morreu nas mãos da polícia, após cinco anos de prisão. Os parentes não puderam encomendar autópsia porque o corpo foi logo cremado e sepultado, sem conhecimento da família.

Em 2007, Dom João Han Dingxian, bispo de Yongnian (Hebei), morreu após dois anos de isolamento em cárcere policial. O corpo foi cremado e enterrado sem cerimônia religiosa.

Dom Liu Difen, bispo resistente de Anguo (Hebei), morreu num hospital em 1992. Ele estava preso e a polícia avisou os familiares para que fossem visitá-lo, pois estava “muito doente”. Logo depois da visita, o bispo apareceu morto. Segundo os parentes, no corpo do prelado havia dois furos nos quais se podia enfiar um dedo, sinal de que havia sido torturado.

Dom Giuseppe Fan Xueyan, bispo de Baoding (Hebei), foi preso durante alguns meses em 1992. A polícia comunista devolveu o cadáver, abandonando-o envolto num saco plástico na porta da casa de parentes.

O corpo apresentava sinais de tortura no pescoço (talvez tenha sido enforcado com um fio de ferro) e vários grandes hematomas no peito, na testa e nas pernas.

Dom Fan havia passado quase 30 anos na prisão por se recusar a aderir à Associação Patriótica, autarquia burocrática comunista que mantém boas relações com a Teologia da Libertação e com a CNBB no Brasil. Milhares de fiéis foram ao funeral, apesar da intimidação de muitos soldados.

No dia anterior à morte de Dom Cosme, apareceu em Baoding o “número quatro” do Politburo, Yu Zhengsheng. Ela fora inspecionar a “situação das religiões”, segundo a agência oficial de informações Xinhua.

Foi a primeira vez que um personagem comunista tão graduado foi visto na pequenina Baoding.

Segundo os fiéis, tudo indica que a cúpula do Partido Comunista está preocupada com os abalos sociais que poderiam acontecer quando for anunciada a morte do venerado bispo.

O regime teme sobretudo a publicidade do caso no exterior, no preciso momento em que ele banca de “moralizador” da corrupção em meio a escândalos de membros do partido.
Dom Pedro Fan Xueyan:  a polícia devolveu seu corpo num saco de lixo
Dom Pedro Fan Xueyan:
a polícia devolveu seu corpo num saco de lixo
A entrega do corpo ou de suas cinzas implicaria reconhecer, pela primeira vez em 14 anos, que o regime socialista sequestrou e matou o heroico prelado, após anos dizendo que não sabia nada dele.

Dom Cosme Shi Enxiang nasceu em 17 de abril de 1922 em Shizhuang (Hebei). Ordenado sacerdote em 1947, por não atender às exigências de apostasia de Mao Tsé-Tung e por sua fidelidade ao Papa, foi preso pela primeira vez em 1954.

Em 1957 foi condenado a trabalhos forçados, primeiro na gélida região de Heilonjiang e depois nas minas de carvão de Shanxi.

Foi liberado em 1980, recomeçando seu apostolado. Em 1982, foi sagrado bispo secretamente por Dom Zhou Fangji.

Em 1987 foi posto em prisão domiciliar.

Em 1989, após o massacre da Praça Tiananmen, os bispos “clandestinos” fiéis a Roma foram todos presos, juntamente com muitos sacerdotes.

Em poucas semanas, cinco bispos e 14 sacerdotes “desapareceram” nos cárceres, sendo liberados somente em 1993, após uma campanha internacional de denúncias.

Dom Cosme foi novamente preso em 13 de abril de 2001, não se sabendo desde então mais nada sobre ele, até a dolorosa notícia recente.

Um fiel de Yixian disse à agência AsiaNews: “Nós só queremos seu corpo ou suas cinzas para dar digna sepultura a este mártir da fé”, que passou 54 anos (mais da metade de sua vida) na prisão.

No Vaticano, a Ostpolitik, ou política vaticana de aproximação com os regimes comunistas, tampouco nada sabe a respeito do heroico prelado católico.
 
 
*                  *                   *

segunda-feira, 9 de março de 2015

Filial súplica ao Papa pelo bem da família - ASSINE!

Caríssimos, conforme já publicamos (AQUI) sobre a filial súplica que será encaminhada ao Papa Francisco sobre a defesa da doutrina católica em relação à Família, reproduzimos abaixo o vídeo de divulgação da filial súplica, bem como o link para que o leitor possa assina-la. Não esqueça de assinar!



 
 
...

quarta-feira, 4 de março de 2015

Perseguição aos cristãos na CHINA COMUNISTA

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Enquanto nós, mornos e covardes católicos ocidentais assistimos passivamente à derrocada de nossa sociedade ocidental mediante os inimigos do Cristianismo, nossos irmãos no oriente dão verdadeiro testemunho de coragem e - sobretudo - Fé, mostrando que a fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo deve prevalecer, mesmo ao custo da própria vida.
 
Ultimamente tem sido muito comum assistirmos a perseguições empreendidas por radicais islâmicos aos nossos irmãos. Isso não significa que apenas muçulmanos persigam os cristãos no Oriente. Também os regimes comunistas o fazem! Exemplo disso é a Coreia do Norte, país indicado em diversas pesquisas como aquele em que se é mais difícil professar a fé católica. Não tão diferente é o que vemos na China, conforme artigo (e vídeo) que reproduzimos abaixo.
 
Espero que este pequeno artigo não só nos sirva para que nos compadeçamos da situação de nossos irmãos e, dentro de nossas possibilidades, possamos ajuda-los, como também para que seus exemplos de coragem e fidelidade possam nos fortalecer a Fé, tão "afrouxada" e diluída pelo mundo que nos rodeia.
 
Que viva Cristo Rey!

José Santiago Lima

*                        *                       *                       *                        *                        *


Fonte: LA VANGUARDIA internacional
Tradução: Morro por Cristo

Morre Bispo chinês mantido no cárcere há 14 anos

No último dia 30 de janeiro as autoridades chinesas notificaram à família o falecimento de Cosmas Shi Enxiang, de 94 anos, porém sem informar a data e nem a causa da morte

Internacional | 06/02/2015 - 13:36h | Última atualização: 06/02/2015 - 14:23h
 
Fiel segura cartaz com a foto de Dom Enxiang
 
PEQUIM. (Ap).- Um sacerdote católico chinês, nomeado secretamente Bispo pelo Vaticano, morreu na prisão (onde estava preso há 14 anos), conforme noticiou o portal católico asiático Uca News. No último dia 30 de janeiro as autoridades chinesas notificaram a família de Dom Cosmas Shi Enxiang, de 94 anos, que ele havia falecido, porém, sem mencionar a data e a causa da morte.

Shi foi ordenado em 1947, dois anos antes de que a China se declarasse oficialmente um estado ateu. Pouco tempo depois, Mao (n.d.t. Mao Tse Tung, ditador comunista) ordenou aos católicos chineses que rompessem seus vínculos com o Vaticano e que as igrejas fossem fechadas. Numerosos sacerdotes foram enviados às prisões ou a campos de trabalho forçado entre 1957 e 1980.

Foi quando em 1982 o Vaticano nomeou secretamente ao padre Cosmas Shi Enxiang como Bispo da cidade de Yixian, no norte da China. Dom Enxiang havia sido detido e enviado para uma prisão cujo local nunca foi revelado.

Ainda que os doze milhões de católicos chineses agora possam praticar abertamente sua religião, a relação com o Vaticano continua proibida, sendo que somente a "oficial Associação Patriótica Católica Chinesa (n.d.t. espécie de "igreja católica" sob autoridade do governo) possui potestade para nomear bispos.

Segundo Uca News, após a morte de Shi resta apenas um Bispo, Dom James Su Zhimin, também mantido preso em local secreto. No entanto, o Bispo de Shangai, Dom Thaddeus Ma Daqin, há anos nunca mais foi visto em público. Acredita-se que está confinado em um seminário, onde teria sido levado em 2012, horas despois de sua sagração episcopal por haver afirmado que renunciava à instituição "oficial" católica (mantida pelo governo) para manter-se em comunhão com o Papa.

FONTE

*                *                *                *                *                *                *                *               

Dom Cosmas Shi Enxiang, que certamente se encontra junto a Deus Nosso Senhor,
olhai por vossos irmãos e pela Igreja que sofre duros ataques de fora (mas também de dentro)
ASSISTA ABAIXO ao emocionante vídeo que mostra como nossos irmãos chineses sofrem - escondendo-se e professando a Fé nas catacumbas e esconderijos - para se manter unidos a Nosso Senhor Jesus Cristo e à Igreja.
 
ASSISTA AO VÍDEO

 
 
. . .

segunda-feira, 2 de março de 2015

38º PAPA: São Sirício - ano 384 a 399

Papa São Sirício (38º Papa)
Pontificado:  17 de dezembro do ano 384 a 26 de novembro de 399
 
 
Nascido em Roma, Sirício (em latim Sicirius) foi o 38º papa da Igreja de Cristo. Eleito em 15 de dezembro de 384, seu pontificado durou até 26 de novembro de 399. Sirício foi eleito bispo de Roma por unanimidade, apesar das tentativas de autopromoção do antipapa Ursino. Foi o primeiro bispo de Roma depois de São Padro a adotar o título de Papa.
 
Após sua eleição, deu continuidade à política religiosa de Dâmaso I e empenhou-se em reafirmar a autoridade papal sobre todos os bispos. Seus predecessores haviam deflagrado rigorosa luta e resistência contra as heresias ariana e donatista, além das heresias levantadas por Macedônio e Apolinaris. As duas primeiras foram reprimidas através dos Concílios de Nicéia e Arles, durante o pontificado do papa Silvestre I, enquanto que as duas últimas foram condenadas pelo Concílio de Constantinopla, no pontificado de Dâmaso I. Assim, seu pontificado foi pacífico em decorrência da paz implantada nos dois pontificados anteriores, depois da conversão do imperador Constantino ao catolicismo, que deu plena liberdade aos cristãos, marcando o fim da perseguição à Igreja.
 
Convocou um Sínodo em Roma (no ano 386), em que tomou providências canônicas a respeito do episcopado africano. Interveio junto ao imperador Máximo em favor de Prisciliano e consolidou a supremacia papal sobre a Igreja da Ilíria. O celibato, prescrito inicialmente para o clero da Espanha, foi estendido por ele para os sacerdotes e diáconos da Igreja do Ocidente. Durante o Sínodo romano, no entanto, foi parcialmente aceito pelos bispos do Oriente: para os orientais, vigorou apenas a proibição de núpcias para os que recebiam solteiros as sagradas ordenações. Foi nessa época que São Jerônimo partiu para Jerusalém, a fim de traduzir a Bíblia para o Latim.
Transformou em Basílica a cripta do cemitério de Comodila, na via das Sete Igrejas, próximo à Basílica de São Paulo "Extra Muros", onde estavam sepultados dois santos martirizados, Félix e Adauto, que, sucessivamente, foi ampliada e de afrescos pelos Papas João I e Leão III, tornando-se meta de peregrinações e de devotos até além da Idade Média, quando catacumbas e santuários caíram no esquecimento ou foram devastados.
 
O papa São Sirício faleceu no dia 26 de novembro de 399, em Roma. Sua festa litúrgica é comemorada nos dias 26 de novembro de cada ano.
 
 
 
 
São Sirício Papa, rogai por nós! Rogai pela Igreja da qual fostes o Pastor!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

ASSINE a súplica ao PAPA pelo bem da família e da Igreja!

Caros amigos, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
Estamos diante daquela que pode ser considerada a pior crise na Igreja desde sua fundação por Nosso Senhor Jesus Cristo há 2.000 anos. Estamos presenciando não apenas HEREGES públicos proferindo heresias "intra muros", ou seja, dentro da Igreja (vide os cardeais alemães Walter Kasper e Reinhard Marx, "escolhidos a dedo" pelo próprio Papa Francisco para integrarem a "linha de frente" dos atuais rumos que a Igreja está tomando). Na verdade, estamos presenciando o próprio Papa a deixar-nos perplexos quase que diariamente.
 
Ainda assim, algumas vozes começaram a clamar em meio ao deserto, alguns Cardeais e Bispos a se manifestar diante dos ataques contra o Edifício da Fé Católica, alguns grupos e leigos se unirem em prol da Igreja de Cristo e de sua doutrina. Dentre essas manifestações em defesa da Fé venho divulgar em meu humilde blog a iniciativa "Filial Súplica", pedindo que nossos leitores A LEIAM, ASSINEM e DIVULGUEM!
 
Segue abaixo um texto introdutório com um breve explicação sobre essa iniciativa seguido da imagem que encaminhará o leitor para o link onde poderá assinar a filial súplica direcionada ao Papa.
 
A Igreja conta com seus filhos! Conta com VOCÊ!
 
Viva Cristo Rei!
 
José Santiago Lima

*              *              *              *              *              *              *              *

Com vistas ao Sínodo sobre a Família a realizar-se em outubro de 2015 em Roma, um grupo de leigos católicos e de associações pró-vida preocupados se reuniram, para pedir filialmente ao Papa Francisco que reafirme de modo categórico o ensinamento tradicional da Igreja segundo o qual os católicos divorciados e recasados civilmente não podem receber a Sagrada Comunhão, e de que as uniões homossexuais são contrárias às leis divina e natural.
 
A iniciativa já conta com mais de 100.000 assinaturas, entre as quais estão personalidades eclesiásticas como o Cardeal Raymond Leo Burke, Cardeal Walter Brandmüller, Cardeal Jorge Arturo Medina Estevez, Dom Athanasius Schneider, Dom Aldo Pagotto (arcebispo da Paraíba), Dom Milton Kenan Junior (bispo de Barretos), Dom Alano Maria Pena (arcebispo emérito de Niterói).
 
Clique na imagem abaixo para assinar e não deixe de divulgar!
 
http://www.filialsuplica.org/
 
 
 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

SÃO TORÍBIO ROMO GONZÁLEZ, rogai por nós!

Hoje é dia de São Toríbio Romo González


Nasceu em 16 de abril de 1900, em Santa Ana de Guadalupe, um povoado rural (atualmente, com 390 habitantes) que pertence ao município de Jalostotitlán, na zona de "Los Altos de Jalisco". Filho de Patrício Romo Pérez e de Juana González Romo, que o levaram para ser batizado já no dia seguinte ao seu nascimento, na paróquia de Nossa Senhora da Assunção.
 
Como todas as crianças, Toríbio foi enviado à escola paroquial de seu povoado e na idade de doze anos, aconselhado por sua irmã (e com apoio de seus pais), ingressou no Seminário auxiliar de São João dos Lagos. Sua irmã Maria foi a principal promotora e incentivadora da educação de Toríbio. Isso contrariava um pouco a seus pais, pois ao estudar Toríbio seria "uma mão a menos" para as tarefas próprias do trabalho no campo. "Quica", como Maria era chamada por seus parentes mais próximos, contribuiu inclusive  para infundir em Toríbio a vocação religiosa, tendo sempre o acompanhado para auxiliá-lo no que fosse necessário.

SACERDÓCIO
         
Após passar oito anos no Seminário de Guadalajara. aos 21 anos de idade solicitou dispensa de idade junto à Santa Sé antes de proceder à recepção da ordem presbiteral. O Arcebispo Dom Francisco Orozco y Jiménez lhe conferiu o diaconato em 22 de setembro de 1922, e em 23 de dezembro do mesmo ano administrou sua ordenação sacerdotal. Toríbio prestou seus serviços ministeriais em Sayula, Tuxpan, Yahualica e Cuquío. Na paróquia de Cuquío conheceu ao bondoso Padre Justino Orona, que lhe brindou com sua amizade.
 
A perseguição "callista" (perpetrada pelo então presidente do México Plutarco Elias Calles) movida contra a Igreja Católica exaltou os ânimos dos habitantes de Cuquío e em 9 de novembro de 1926, se levantaram em armas cerca de trezentos homens, com o intuito de repelir a opressão do Governo que perseguia o pároco e os sacerdotes, os quais passavam de um lugar a outro escondendo-se em casas e mesmo na mata, fugindo ao passo que sabiam que de um momento para outro poderiam ser mortos. O Padre Toribio escreveu em seu diário:
 
..."Peço ao Deus verdadeiro para que termine este tempo de perseguição. Vejam que nem a Missa podemos celebrar à Cristo; Tirai-nos desta dura provação: viverem os sacerdotes sem celebrar a Santa Missa... Ainda assim, quão doce é ser perseguido por causa da justiça. Tormenta de duras perseguições me tem permitido Deus vir sobre a minha alma pecadora. Bendito seja o Senhor! Até a presente data, 24 de junho, por dez vezes tive que fugir, me escondendo dos perseguidores, algumas fugas duraram quinze dias, outras oito... em algumas tive de ficar sepultado por até quatro longos dias em uma estreita e fedorenta cova; outras me fizeram passar oito dias no alto das montanhas sujeito a toda sorte de intempéries; sol, água e sereno. A tempestade que nos encharcou, teve o gosto de ver outra que veio para não nos permitir secar, e assim passamos molhados os dez dias..."
 
Seu grande amor pela Eucaristia o fazia frequentemente repetir esta oração:
 
"Senhor, perdoai-me se sou atrevido, mas lhE rogo que me concedas este favor: não me deixeis nem um único dia de minha vida sem dizer a Missa, sem vOs abraçar na Comunhão... dai-me muita fome de Ti, uma sede de receber-tE que me atormente por todo o dia enquanto não houver bebido dessa água que brota até a Vida Eterna, da rocha bendita de Vosso corpo ferido. Meu Bom Jesus, tE rogo que me concedas morrer sem deixar de rezar Missa nem um só dia".
 
Em setembro de 1927, o padre Toríbio teve que se retirar e desde o morro de Cristo Rey chorou afligido por ter de deixar o povoado, dizendo adeus a seu querido pároco; Os superiores lhe ordenaram que fosse o responsável pela paróquia de Tequila, Jalisco, o que não era necessariamente uma missão animadora, uma vez que o município era então um dos lugares onde as autoridades civis e militares mais perseguiam aos sacerdotes.
 
Mesmo assim, não se intimidou por isso. Tendo encontrado uma antigua fábrica de tequila que estava abandonada, próxima ao rancho Água Caliente, a utilizou como refúgio e lugar para seguir celebrando Missas.; pressentiu que ali se daria sua morte inevitável, e disse:
 
"Tequila, vós me ofereceis um túmulo, eu vos dou meu coração".
 
Devido aos graves perigos, o padre Toríbio não podia viver no vicariato de Tequila, tendo por isso se hospedado em Água Caliente na casa do senhor León Aguirre. Em dezembro de 1927, o irmão caçula de Toríbio foi ordenado sacerdote e enviado também a Tequila como vigário cooperador; pouco tempo depois chegou também sua irmã Maria para ajuda-los.

MARTÍRIO


 
Padre Toríbio havia oferecido seu sangue pela paz da Igreja e logo o Senhor aceitou seu sacrifício. Sobre isso, disse Padre Toríbio:
 
“Aceitarias Senhor o meu sangue, que Vos ofereço pela paz da Igreja?”
 
Na Quarta-feira de Cinzas, 22 de fevereiro, padre Toríbio pediu ao padre Román (seu irmão) que lhe ouvisse em confissão sacramental e lhe desse uma benção especial; antes de partir, lhe entregou uma carta com o compromisso de que não a abriria sem ordens expressas para isso. Também passou a quinta e a sexta-feira acertando todos os assuntos paroquiais para deixar tudo em ordem. Às 4 da manhã do sábado, dia 25, tendo acabado de escrever, recostou-se em sua pobre cama de bambus e adormeceu.
 
De repente, uma tropa composta por soldados federais e fazendeiros, avisados por um delator, cercou o lugar, pularam o muro e invadiram a residência do senhor León Aguirre. Um fazendeiro então gritou:
 
"Este é o padre, matem-no!"
 
O grito despertou o padre e sua irmã, e ele assustado respondeu:
 
"Sim, sou eu o padre... mas não me matem"...
 
Não lhe permitiram dizer mais nada, disparando contra ele; com passos vacilantes e sangrando muito, dirigiu-se até a porta do quarto, porém uma nova rajada de tiros o derrubou. Sua irmã Maria o tomou nos braços e lhe gritou ao ouvido:
 
"Coragem, padre Toríbio... Jesus misericordioso, recebei-o! e que ¡Viva Cristo Rey!"
 
Padre Toríbio lhe dirigiu um olhar fixo e sereno e em seguida entregou seu espírito.
 
Estando já morto seu irmão, a amarraram "costas com costas" ao cadáver, enquanto faziam uma espécie de maca feita de ramos, folhas e cordas para transportar o corpo de Padre Toríbio.
 
Os carrascos o despojaram de suas vestes e saquearam a casa para só depois levarem o corpo de São Toríbio assim como sua irmã Maria até o povoado de “La Quemada”, sem permitir que sepultassem a seu irmão. Um pouco antes haviam passado diante da prefeitura municipal com o cadáver do          Mártir Toríbio sobre a maca improvisada com paus que o transportava. Enquanto as pessoas que carregavam o corpo seguiam rezando, os soldados os acompanhavam assoviando e cantando obscenidades como forma de zombaria e escárnio.
 
Maria, já liberta de sua breve prisão, descalça, assim como estava, viajou a pé até Guadalajara, para a casa de seus pais, onde pôde afastar-se do ódio, sob o amor paterno e assim juntamente com os seus chorar a perda de seu «querido menino».
          
A família Plascencia conseguiu permissão para velá-lo em sua casa e no dia seguinte, domingo 26 de fevereiro, diante de uma multidão que rezava e chorava, o sepultaram no cemitério municipal.
 
Passados alguns dias, seu irmão - Padre Román - obediente, abriu a carta em Guadalajara, onde se deu conta de esta carta se tratar do que era o testamento do Padre Toríbio. Então leu seu conteúdo:
 
"Padre Román, deixo-vos encarregado de nossos pais já velhinhos, faça o quanto puder para evitar-lhes sofrimentos. Também vos deixo responsável por nossa irmã Quica que tem sido para nós uma verdadeira mãe... a todos, a todos peço que os cuideis. Aplica duas Missas que devo em intenção das Almas do Purgatório, e paga três pesos, cinquenta centavos que fiquei devendo ao senhor cura de Yahualica..."

RELÍQUIAS

Santuário dedicado a São Toríbio Romo González, onde estão seus restos mortais

O Padre Toríbio Romo González morreu como mártir da Fé cristã no dia 25 de fevereiro de 1928. Vinte anos depois de seu sacrifício por Cristo, os restos mortais do mártir Toríbio Romo regressaram a seu lugar de origem e foram depositados na Capela construída por ele, em Jalostotitlán. No dia 22 de novembro de 1992, foi beatificado, e em 21 de maio de 2000 foi canonizado pelo Papa João Paulo II, junto com 24 companheiros.

 
Crianças diante das relíquias de São Toríbio sob o altar de seu Santuário
 
 
SÃO TORÍBIO ROMO GONZÁLEZ, rogai por nós!
 
 
Tradução: Morro por Cristo
 
...

domingo, 22 de fevereiro de 2015

O heroismo dos mártires cristãos e as misérias dos mornos ocidentais

Caros leitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
 
Após o martírio dos 21 coptas pelas mãos do ISIS, o "Estado Islâmico", reproduzimos abaixo o texto de Antônio Socci que faz uma grave análise entre o heroísmo destes nossos irmãos e a vergonhosa atuação da Igreja devido à crise em que se encontra atualmente. Embora sejam duras as palavras empregadas no artigo, elas ilustram fielmente a  situação atual e podem ser aplicadas não apenas aos membros do clero atual, mas também à nós simples cristãos ocidentais, mornos e acomodados.


 

O heroísmo dos mártires cristãos e as misérias do Vaticano.


Que o Papa faça evacuar os 300 cristãos de Trípoli, juntamente com seu bispo, para salvá-los do massacre

Por Antonio Socci (18.02.2015) | Tradução: Fratres in Unum.com É preciso olhar de frente aqueles 21 jovens cristãos que, na Líbia, sofreram o martírio por não renegarem Cristo, e que antes de serem degolados pelo ISIS – segundo a leitura labial que foi feita – clamaram continuamente o nome de Jesus. Como os antigos mártires.
 
O NOME DE JESUS
 
O bispo deles disse:“Aquele nome sussurrado no último instante foi como que o selo do seu martírio”. Os cristãos coptas são gente forte, temperada por quatorze séculos de perseguição islâmica. São herdeiros daquele Santo Atanásio de Alexandria que salvou a verdadeira fé católica da heresia ariana, na qual tinha caído a maior parte dos bispos. São cristãos rijos, não uns invertebrados, como nós, católicos tíbios do Ocidente.
 
Eis aqui a verdadeira força: não aquela de quem odeia e mata os inermes (também as crianças), e crucifica quem tem uma fé diferente, e violenta as mulheres, desfraldando a bandeira negra e escondendo o próprio rosto.
 
A verdadeira força é a dos inermes que aceitam até o martírio para não renegarem a própria dignidade, isto é, a sua fé, para testemunharem a maravilha do “Belo Amor”, como diz uma antiga definição do Filho de Deus.
 
Um grande testemunho. Estes são os verdadeiros mártires: os cristãos. Não aqueles que massacram os inocentes inertes.
 
E esta é a glória dos cristãos: seguir um Deus que salvou o mundo fazendo-se matar e não matando os outros, como fazem todos os déspotas, agitadores e ideólogos (ou revolucionários) deste mundo, que são aclamados nos livros de história.
 
A LIÇÃO
 
Uma grande lição para um Ocidente embriagado do “politicamente correto”, que, como o desastroso Obama, se auto-impôs nem sequer pronunciar a palavra“islã” e “muçulmanos” quando fala dos massacres destes meses, desde o Norte do Iraque até Paris e Líbia. Um Ocidente nihilista, que se envergonha de suas raízes cristãs e não perde nenhuma ocasião para as cobrir de desprezo.
 
É uma dolorosa lição, enfim, sobretudo para a Igreja. Para uma Igreja que não testemunha mais o fogo ardente da fé.
 
Para a Igreja de Bergoglio que, enquanto existem homens e mulheres que dão a vida por Cristo, define como “uma solene besteira” o anúncio cristão e o proselitismo; para aquela Igreja de Bergoglio que, enquanto os cristãos são perseguidos e massacrados em todo o mundo muçulmano, faz um ato de adoração numa Mesquita, que vai atrás da ideologia obamiana dominante, evitando cuidadosamente pronunciar a palavra “Islã”, a não ser para louvá-lo (a propósito, o seu porta-voz em Buenos Aires atacou Bento XVI por causa de seu discurso em Ratisbona, sobre o Islã).
 
E sobretudo para aquele Papa Bergoglio que diz que a grande emergência atual da Igreja não é a fé, mas o meio-ambiente, e, depois, a acolhida aos novos tipos de casal e a comunhão para os divorciados recasados. Parece com o filme de Benigni, onde se dizia que o verdadeiro, o grande problema de Palermo é… “o trânsito!”.
 
É tanto assim que logo mais teremos a encíclica bergogliana sobre a ecologia e sobre as vantagens da coleta seletiva de lixo, ao invés de termos um grito de amor a Deus, neste mundo sem fé e sem esperança. Teremos um apelo contra a erosão, ao invés da denúncia do ódio anticristão em todo o planeta (pelo resto, já sabemos que em sua missa de entronização falou sobre o meio-ambiente, assim como no discurso à Expo, ao invés de falar de Cristo).
 
É o Papa Bergoglio que recebe e comove os centros sociais, tipo Leoncavallo, mas não os cristãos que heroica e pacificamente lutam para testemunhar a salvação, sofrendo o desprezo e as acusações do mundo.
 
É Bergoglio que escolhe os novos cardeais baseado em sua própria ideologia pessoal (deixando ver que, se quiser, pode inclusive decidir nomear o bispo de Ancona para o cardinalato), ao invés de conceder a púrpura, sinal do martírio, àqueles bispos que, justo nestes dias, concreta e heroicamente, vivem com as suas comunidades ameaçadas e, verdadeiramente, arriscam a sua vida com elas.
 
SALVAR AQUELES CRISTÃOS
 
Este é o caso do bispo de Tripoli, D. Martinelli, o mesmo bispo que, em 2011, quase sozinho (apenas com o apoio de Bento XVI), gritava todos os dias contra a guerra [liderada pela OTAN, no contexto do que se chamou de “Primavera Árabe”, que culminou com a queda de Muammar al-Gaddafi], explicando que aquilo abriria a“Caixa de Pandora”, exatamente como aconteceu depois.
 
Uma tragédia que devemos agradecer aos “Prêmios Nobel da Paz”, Obama e Sarkozy.
 
Hoje, na Itália e no exterior, aqueles que aclamaram a guerra se fazem de desentendidos. Enquanto nestes dias a Líbia corre o risco de se tornar uma base do Isis, o Bispo Martinelli decidiu permanecer ali, expondo-se à morte:
 
“Vi tantas cabeças cortadas – conta – e pensei que eu também poderia acabar assim. E se Deus quiser que meu fim seja ter a cabeça cortada, assim será […]. Poder dar testemunho é uma coisa preciosa. Eu agradeço ao Senhor que me permite fazê-lo, também com o martírio. Não sei até onde vai dar este caminho. Se me levar à morte, isso quer dizer que Deus quis assim… E eu não saio daqui. Eu não tenho medo”.
 
Ele não quer abandonar a sua pequena comunidade, constituída por cerca de trezentos trabalhadores filipinos, que estão compreensivelmente aterrorizados. O bispo é o único italiano que ficou em Trípoli, com alguns religiosos e religiosas não italianos.
 
Até ontem, não recebeu nenhuma ligação do Papa Bergoglio, habitualmente muito pródigo com os telefonemas (ligou até para Pannella [jornalista italiano de extrema-esquerda], além de ligar diversas vezes ao seu amigo Scalfari). Talvez, graças à pressão midiática, vai lhe telefonar uma hora destas…
 
Todavia, mais que de palavras, precisamos de fatos.
 
Eu queria propor uma coisa ao Papa. O Vaticano, também com a ajuda do governo italiano, poderia pedir um auxílio humanitário, uma operação relâmpago de socorro aos cristãos que ficaram lá, com o seu bispo. São apenas trezentos e arriscam a sua vida pela fé. O Vaticano poderia hospedá-los e, depois, eles decidiriam se é o caso de voltar às Filipinas.
 
A coisa é possível. Por que não fazê-la? Esta é a minha oração ao Papa Bergoglio: que salve do massacre toda uma comunidade cristã e o seu pastor.
 
Esta seria, realmente, uma coisa digna da Santa Sé. Não esse clima de caça às bruxas e de apuração, que desde alguns dias circula no establishment Vaticano, contra aqueles “grandes cardeais” (Ratzinger) que, fiéis à Igreja, ousaram se opor a Kasper no Sínodo de outubro.
 
Seria absurdo que o Vaticano se dedicasse às purgas, enquanto os cristãos são martirizados no mundo.