"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Descanse em paz, PADRE VALDIR MULLER

Nosso Vigário Paroquial,
 
Requiem aeternam dona eis, Domine

Hoje (11/01/2013) recebi a triste notícia do falecimento do Padre Valdir Muller, Vigário Paroquial da Área Paroquial Santo Antônio no morro do Parque Taipas, Região Episcopal Brasilândia da Arquidiocese de São Paulo.
 
Padre Valdir fez jus ao título recebido após ser consagrado a Deus como sacerdote: Padre... Pai.
Sinto que perdi um verdadeiro Pai, aquele que me deu pela 1ª vez a Sagrada Óstia em minha Primeira Comunhão do Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Aquele que muitas vezes me ouviu em Confissão, fazendo as vezes de Nosso Senhor Jesus Cristo ao me dar a absolvição sacramental.
 
Aquele que a cada Santa Missa renovava o Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo e nos proporcionava a oportunidade de receber o Santíssimo Sacramento.
 
Aquele que em cada Santa Missa em seus sermões nos ensinava a amar a Cristo, a Igreja, os Sacramentos, o Santo Padre, enfim, a anunciarmos Jesus Cristo ao mundo.
 
Aquele que abençoou meu matrimônio nos assistindo ao fazermos, minha esposa e eu, o juramento canônico e prometendo educar nossos futuros filhos na fé católica.
 
Aquele que me deu sábios conselhos e sempre acreditou em mim.
 
Enfim, sinto que perdi, ou melhor, que perdemos um pai. A perda nos dói, dói bastante e é compreensível pois somos apenas homens, pobres homens. Mas se por outro lado sabemos que o perdemos, como cristãos sabemos mais ainda que Padre Valdir neste momento já se apresentou ao Justo Juiz, Justo e Misericordioso Juiz, tão misericordioso que nos permitiu chamá-lO de PAI. PAI NOSSO.
 
Rezemos pela alma de nosso querido Padre Valdir, para que Nosso Senhor o receba e o coroe com a coroa reservada àqueles que o amam e o imitam, assim foi nosso querido Padre Valdir: um verdadeiro imitador de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que esteja na Glória do Reino do Céus Padre Valdir.

 

 
 
Requiem aeternam dona eis, Domine
 
Velório: 11/01/2013: 22h00 no Santuário de São Pio de Pietrelcina (Parque Taipas)
 
Missa de Requiem (Corpo Presente): 12/01/2013: 08h00 no Santuário de São Pio de Pietrelcina (Parque Taipas)
 
Enterro: 12/01/2013: 11h00 22h00 no Cemitério Getsemani (Jaraguá)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Mas afinal, O QUE É A MISSA?

Caros leitores, ¡Que viva Cristo Rey!

Dando continuidade ao tema abordado no artigo anterior (abusos litúrgicos), trago para apreciação de todos o excelente artigo do Padre Marcelo Tenório que fala sobre "O QUE É A MISSA".

Confesso que dentre as diversas descobertas que fiz acerca da Fé Católica, Fé essa que acreditava conhecer, uma das que mais me surpreenderam foi descobrir qual a natureza da Santa Missa. Pude compreender o quão deturpada era a idéia que eu tinha - e que talvez a maioria dos católicos tenha - do que seja a Santa Missa.

Vivemos em tempos de verdadeiras disputas por clientes/fiéis empreendidas por diversas religiões, sobretudo pelas autodenominadas "evangélicas". É culto disso, culto daquilo, "campanha do enriquecimento", "culto da vitória financeira", "culto da cura das 1000 enfermidades", etc. Vale tudo para atrair os espiritualmente menos preparados ou aqueles ávidos por satisfazer seus desejos e aspirações.

Além dos cultos adaptados para atender às necessidades materiais, físicas e emocionais, surgiram também os adaptados às necessidades de grupos específicos. Exemplo disso são as "igrejas" e cultos dos jovens, do surf, do reggae, da balada, rock golpel, samba gospel, funk de "cristo", etc.

Nesse contexto nos encontramos nós, os católicos e, influenciados por esse tipo de comportamento, acabamos acreditando também ser possível aplicar essa noção ao catolicismo e então pensamos:

"vamos atrair o jovem, o funkeiro, o umbandista, o sertanejo, enfim, vamos tornar as celebrações mais alegres e atraentes... se há culto dos jovens, balada de "jesus", rock católico, etc... por que não também na missa?"

E pela noção errônea que temos do que seja a Santa Missa acabamos trazendo também esse erro para o que deveria ser o momento máximo do respeito e da solenidade e é justamente deste grave erro que surgem aberrações tais como "missa afro", "missa do jovem", danças, luzes e algazarras em meio ao Culto Divino.

O artigo abaixo mostra aquilo que muitos provavelmente desconheçam. Certamente alguns ficarão surpresos ou mesmo chocados com a dureza da Verdade ao apresentar o real significado da Santa Missa em confronto com tudo aquilo que mantinham de opinião e concepção própria sobre a Mesma.

Mas desde já posso adiantar que, assim como aconteceu comigo, o conhecimento do verdadeiro significado da Santa Missa, num primeiro momento impactante, trará para os corações daqueles que buscam a verdade o verdadeiro amor a este santo e augusto Sacrifício, assim como ao Santo Mistério que nele se realiza: O Santíssimo Sacramento que é o Próprio Cristo!

LEIAM ATENTAMENTE!!

(Os destaques são nossos)
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Homilia da Missa do 6º Domingo Após Pentecostes

Pe. Marcelo Tenório

Na Epístola de São Paulo aos Romanos fala-se que o centro teológico é justamente a vida nova em Cristo pelo Batismo. Participamos da morte de Cristo através das águas sagradas do nosso Batismo. E dizem as Santas Escrituras que “se com Ele morremos, com Ele iremos ressuscitar”. Participamos da Sua Paixão, somos mergulhados e lavados no Seu sangue.

No Livro do Apocalipse, quando São João vê aquela grande multidão de branco e indaga: “Quem são estes diante do trono do Cordeiro?”, vem a resposta: “Estes são aqueles que vieram da grande tribulação e lavaram as suas vestes no Sangue do Cordeiro.” Lavamos as nossas vestes, podres pelo pecado original, já na pia de nosso Batismo, no Sangue do Senhor, na Sua redenção. Por isso, nos tornamos homens novos; o homem velho morre, é deixado de lado. Ora, se nos tornamos novos, devemos viver vida nova. E, noutra passagem, encontramos: “Vós estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” E é verdade. Morremos no Batismo: morremos para o mundo, morremos para o pecado. O pecado não pode ter em nós a última palavra. Não vivemos para ele; não pertencemos a ele; morremos para ele e nascemos para Deus.

A nossa grande luta enquanto aqui estivermos é justamente correspondermos à graça de Deus. São Paulo, reconhecendo suas falhas, reconhecendo seus limites, suas fraquezas, pede a Deus três vezes para que retire o espinho de sua carne, e Deus lhe responde: “Basta-te a Minha graça.” O que basta para nós é a graça de Deus no Sacramento do Batismo, e em nenhum momento, e por nada, devemos nos afastar desta vida nova, desta graça santificante.

(Nele vemos) Jesus que tem compaixão, que se compadece; o texto original fala que “as Suas entranhas se contorceram”, “compadeceram-se”, “as entranhas se compadecem”. Deus que se compadece da fome do Seu povo – que não era aquela fome material – multiplica os pães não tendo em vista o bem material, mas para alertá-los, ensiná-los ou atraí-los para algo mais importante. Depois, quando a multidão se volta para Ele, vai lhe dizer:Vocês vieram aqui não pela Minha palavra, mas porque comeram e ficaram saciados. Trabalhai, buscai o Pão que, se vocês comerem dele, terão a vida eterna; Minha carne trará vida ao mundo.

Em todo o Capítulo 6 do Evangelho de São João, Nosso Senhor nos dá a belíssima catequese sobre a Santíssima Eucaristia. Então, o Batismo está ligado perfeitamente à Santíssima Eucaristia. Os pães que servem aqui para alimentar a vida material do povo, saciar sua fome, é a prefiguração do Pão do Céu:Eu sou o pão vivo que desceu do Céu.Os sete cestos que sobraram significam a perfeição deste alimento.Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram; mas aquele que comer deste pão viverá eternamente, porque o pão que darei é a Minha carne para a vida do mundo.

E aí está a Missa. O que é a Missa? A Missa é a renovação do mistério da cruz. E o que aconteceu na cruz, o que aconteceu no Calvário? Morte, paixão [=sofrimento, n.d.r.], dor... E, se participamos desta morte, também participaremos da Sua ressurreição.

Padre Pio dizia:A Missa é uma eterna agonia, e a minha responsabilidade é única no mundo.A Missa é isto: uma eterna agonia. É o sofrimento de Deus que se humilhou por nós e que foi elevado na cruz, no martírio, na ignomínia, pois a cruz era sinal de maldição para os romanos.

A Missa não é um palco para apresentações, onde há“fãs e ídolos”. Isso não é Missa! A Missa é o Calvário; nela não há palcos, há o altar da cruz. A Igreja não vive de fãs, a Igreja vive de fiéis, fiéis que esperam aos pés do Calvário o sangue redentor que se renova neste mistério da Paixão e do sacrifício da cruz. Aqui não há ídolos, aqui não há fãs, aqui não há animação!

O grande sinal de que não se entende a Missa é a busca por Missas“animadas”. “Missas animadas” não existem, porque não existe um Calvário animado! Você ficaria tão animado assim na morte do seu pai, ou do seu irmão de forma tão trágica? Você pularia de alegria? Você dançaria rodopiando ao redor do caixão? Não existe Missa animada, porque a Missa é o sacrifício da cruz: Cristo que padece, Cristo que sofre, Cristo que está só, Cristo que morre para a salvação da humanidade inteira.

“Mas Ele ressuscitou!”, dizem. Sim! Ressuscitou... Mas o que se espera de Deus, que é a vida? Que esteja vivo! A Teologia Católica não se fundamenta na Ressurreição. São os protestantes que nela se fundamentam e por isso suas cantigas cantaroladas falam muito de que Cristo está vivo, de que Cristo vive... Mas a Teologia Católica é da cruz. Diz São Paulo: Eu vos prego Cristo, Cristo crucificado.Por quê? Porque o grande mistério não é o de Deus vivo. É óbvio que se esperaria isso Deus! O grande mistério, na verdade, é um Deus que é vivo, que é a própria vida, que é essencialmente vida, que não pode morrer e que não pode sofrer, mas que sofreu verdadeiramente e morreu por nós, assumindo as nossas dores, assumindo a nossa humanidade. Este é o grande mistério! E é este mistério que renovamos na Missa, onde é dada para nós a Eucaristia: o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Eucaristia que permanece para nossa adoração escondida no silêncio do sacrário.

Então, isto é a Missa... A Missa nada mais é do que o sacrifício da cruz. Por isso não nos cabe dizer: “Vou àquela Missa porque gosto disso”, ou “Gosto de Missa assim e assado...”. Ora, a Missa não é para ti! A Missa é o culto supremo que a Igreja, por mandato de Jesus, presta a Deus. A Missa não é para ti, nem para os outros; a Missa é para Deus. E nesta Missa, o que acontece? Nesta Missa, Cristo Se oferece ao Pai destruído, partido, por nós homens, e pela nossa salvação. Isto é Missa.

Logo, não existe Missa animada ou Missa alegre, assim como não deve existir um velório alegre. Existe, sim, uma alegria cristã profunda. Podemos afirmar que Nossa Senhora estava no Calvário profundamente alegre, por quê? Porque Ela sabia que ali acontecia a redenção da humanidade. Mas a alegria dEla não era eufórica. Há uma alegria extrema, interior, profunda, que se sente mesmo na dor. O resto é periférico; são euforias passageiras; sentimentalismos etéreos que mais atrapalham do que ajudam a compreender o que realmente é a Missa. E como devemos estar na cruz? Como os outros estavam, diz Padre Pio: 

Como estava a Virgem Maria, como estava São João, como estavam os Apóstolos, como estavam as Santas mulheres”: aos pés da cruz olhando para o Crucificado. Ele mesmo falou: “Quando Eu for elevado, atrairei todos a Mim.” Isto é a Missa, nada mais que isto.

FONTE

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

ABUSOS LITÚRGICOS - Introdução

Um novo ano se inicia e para nós que nesse mundo continuamos, Deus nos dá nova oportunidade para mudarmos, para corrigirmos as falhas, para que busquemos corresponder cada vez mais ao Seu chamado, ao Seu convite à santidade, enfim, à uma vida mais alinhada aos Seus desígnios.
 
Um dos motivos que me fez criar este pequeno blog foi a possibilidade de re-transmitir o conhecimento que venho adquirindo nestes últimos anos, conhecimento este derivado do estudo da história, doutrina e documentos relacionados à Santa Religião de Cristo Jesus.
 
Este período de estudos vem para mim, de forma tão concreta como que se utilizasse as mãos, retirando uma imensa sombra que estava a ocultar o riquíssimo tesouro escondido que é a Religião Católica.
 
Se por um lado a sensação é de encantamento por descobrir o que antes desconhecia, por outro lado por vezes tive (e continuo a ter) de exercitar a virtude da humildade ao perceber que muito do que eu achava e acreditava não correspondia ao que a Igreja professa e transmite.
 
Tenho aprendido que para sermos católicos de fato devemos muitas vezes abrir mão de nossos achismos, paixões e preferências pessoais para, fazendo uso da razão e da inteligência que nos foram dadas por Deus, humildemente acolhermos o ensinamente daquela que nos foi deixada por Nosso Senhor Jesus Cristo para nos instruir nos caminhos do Senhor, daquela que é a "coluna e sustentáculo da verdade" (1 Timóteo, cap 3 vers. 15), daquela que é mãe e mestra: a Santa Igreja Católica.
 
Abaixo trago um artigo introdutório que nos faz tomar conhecimento de um gravíssimo problema, desconhecido por grande parte dos católicos: os abusos litúrgicos. Que neste ano que se inicia busquemos aceitar o chamado de Deus e viver segundo Sua vontade, inclusive honrando-O e cultuando-O também segundo Sua vontade, mesmo que isso implique em abandonar certas práticas que nos pareçam agradáveis mas que vão em contra à aquilo que a Santa Igreja de Deus ensina e que portanto corresponde à vontade do próprio Deus.

¡Viva Cristo Rey!

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Cardeais: abusos litúrgicos enfraquecem a fé



O sacrílego abuso litúrgico durante uma Missa...
Por Cindy Wooden

Tradução: Fabiano Rollim



Um enfraquecimento da fé em Deus, um aumento no egoísmo e uma queda no número de pessoas que vão à Missa podem ser rastreados até abusos litúrgicos ou Missas que não são reverentes. É o que dizem dois cardeais e um consultor do Vaticano.
 
O Cardeal americano Raymond Burke, chefe da suprema corte do Vaticano disse:
 
“se cometemos o erro de pensar que somos o centro da Liturgia, a Missa levará a uma perda de fé”.

O Cardeal Burke e o espanhol Cardeal Antonio Cañizares Llovera, prefeito da Congregação para o Culto Divino e os Sacramentos, falaram em 2 de março no lançamento de um livro em Roma.

O livro, publicado apenas em Italiano, foi escrito pelo Pe. Nicola Bux, que trabalha como consultor para as congregações para a doutrina da fé e para a causa dos santos e para o escritório responsável pelas liturgias papais.
 
...em contraste com a sacralidade do Santo Sacríficio da Missa Católica.


A tradução do título do livro do Pe. Bux para o português seria “Como Ir à Missa e Não Perder Sua Fé”.

O Cardeal Burke disse aos presentes no lançamento do livro que concorda com o Pe. Bux quando este diz que “abusos litúrgicos trazem sérios danos à fé dos católicos”.

Infelizmente, disse ele, muitos padres e bispos tratam violações de normas litúrgicas como algo não importante quando, de fato, são “abusos sérios”.

O Cardeal Cañizares disse que ainda que o título do livro seja provocativo, demonstra algo em que ele mesmo acredita. “A participação na Eucaristia pode nos enfraquecer ou fazer com que percamos nossa fé se não entrarmos nela corretamente,” e se a Liturgia não é celebrada de acordo com as normas, disse ele.

“Isso vale tanto para a forma Ordinária como para a forma Extraordinária do mesmo rito Romano,” disse o cardeal.

O Cardeal Cañizares disse que num tempo onde tantos vivem como se Deus não existisse, as pessoas precisam de uma verdadeira celebração Eucarística para lembrá-las de que somente Deus deve ser adorado e de que o verdadeiro significado da vida humana vem apenas do fato de que Jesus deu Sua vida para salvar o mundo.

Pe. Bux disse que muitos católicos modernos pensam que a Missa é realizada pelo padre e pela assembleia quando, de fato, é Jesus que a realiza.

Se você vai à Missa em um lugar e depois em outro, não encontrará a mesma Missa. Isso significa que aquela não é a Missa da Igreja Católica, a que o povo tem direito, mas apenas a Missa dessa paróquia ou daquele padre,” disse ele.
 
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 Continuaremos com outras postagens referentes a este tema de SUMA IMPORTÂNCIA!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Viva San Juan Diego y La VIRGEN DE GUADALUPE!!!!!!

Caros leitores, com alguns dias de atraso posto a 1º de uma série de postagens que farei sobre Nossa Senhora de Guadalupe, assim como sobre o escolhido por Deus para receber a visita da Santíssima Virgem, San Juan Diego. Segue abaixo um resumo do filme GUADALUPE que conta a história da extraordinária aparição de Nuestra Señora de Guadalupe. Está em espanhol porém creio que o leitor não terá grandes dificuldades para compreendê-lo, até porque só as imagens já seriam suficientes.

¡Viva Cristo Rey!
 
 Parte 1

 
Parte 2
 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Morre Oscar Niemeyer, o arquiteto das "belas" catedrais...

Caros leitores, embora planejasse postar outro texto, acabei mudando a ordem das postagens devido à enxurrada de referências ao falecimento de Oscar Niemeyer, o grande arquiteto brasileiro, em todos os veículos de mídia.
 
Por mais que conhecesse a admiração da sociedade brasileira por este senhor, confesso que me surpreendi com a mídia praticamente "endeusando" a Niemeyer que, por ironia, não acreditava na  existência de Deus.
 
Abaixo reproduzo o excelente artigo do site Ecclesia Una sobre o falecimento deste grande arquiteto que, desgraçadamente, projetou algumas catedrais católicas.

¡Viva Cristo Rey!
 
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De mortuis nihil nisi bonum… Não desta vez.
 
 
Não se pode dizer com certeza onde alguém que acaba de morrer foi passar a eternidade. É certo que, imediatamente após a sua morte, vem o julgamento particular, e ali é decidido o destino da pessoa: se a glória no Céu, ou a infâmia, no inferno. Mas da sentença, dada em um plano que ainda não nos é acessível, só Deus e o julgado têm plena consciência.
 
Por isso, é um erro afirmar categoricamente que o arquiteto Oscar Niemeyer, que faleceu no último dia 5, foi para o inferno. É possível dizer que, por sua obstinação ateísta e sua militância no comunismo, o seu destino bastante provável seria este, a perdição eterna. Mas a certeza absoluta deste fato só Deus possui. Além disto, embora raros, arrependimentos e conversões em leito de morte acontecem. Resta confiar a alma de Niemeyer à justiça e à misericórdia de Deus, como recomenda o Catecismo:
“O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.”

À parte isto, é preciso deplorar o grande mal feito por Niemeyer ao pensamento e à arquitetura sacra brasileira. Como “humanista” – que foi o adjetivo usado pela Unesco para homenagear Niemeyer -, foi entusiasta dos grandes regimes socialistas, repressores e genocidas. Em entrevista concedida, em 2007, ao Diário do Nordeste, declarou:

Stalin era fantástico. A Alemanha acabou por fazer dele uma imagem de que era um monstro, um bandido. Ele não mandou matar os militares soviéticos na guerra. Eles foram julgados, tinham lutado pelos alemães. Era preciso. Estava defendendo a revolução, que é mais importante. Os homens passam, a revolução está aí.”
“Em 1994, Michael Ignatieff – então jornalista político, mas depois presidente do Partido Liberal do Canadá – entrevistou Hobsbawm para a BBC. Segundo o historiador, o Grande Terror de Stalin teria valido a pena caso tivesse resultado na revolução mundial. Ignatieff replicou essa afirmação com a seguinte pergunta: ‘Então a morte de 15, 20 milhões de pessoas estaria justificada caso fizesse nascer o amanhã radiante?’ Hobsbawm respondeu com uma só palavra: ‘Sim’.”
Tanto para Hobsbawm quanto para Niemeyer, “a revolução (…) é mais importante”. Que a própria humanidade inclusive! Porque, em nome daquela, esta foi terrivelmente sacrificada, e não se ouviu da boca destes dois pensadores uma palavra de protesto sequer. Resta perguntar, com Reinaldo Azevedo, que humanismo é este, que descaracteriza a dignidade da vida humana e age com indiferença – ou mesmo com elogios – diante das imensas crueldades perpetradas pelos líderes comunistas para implantar suas fantasias tirânicas e virulentas. Definitivamente, não dá pra exaltar o adepto de uma ideologia dessas.
 
Quanto à obra arquitetônica de Niemeyer, limito-me a reproduzir os comentários de Dom Antônio Rossi Keller, bispo de Frederico Westphalen, Rio Grande do Sul, em seu blog “Encontro com o bispo”:
“A meu ver, a intenção do marxista Niemeyer era clara: a ressignificação do sagrado… golpe do marxismo soviético, com seus imensos prédios cheios de… vazio. Expressão de uma alma sem fé: vazio, espaços vazios. Na verdade, a meu ver, era como que um grito de uma alma que teve na infância marcas católicas, mas que, infelizmente perdeu-se em uma ideologia falida. A arquitetura sagrada cristã tem alma, tem quem a habite: é casa de Deus e casa do homem. É lugar de encontro: vê-se, toca-se, sente-se o odor do eterno. Tem Presença, é habitada. Tudo aponta para a eternidade, de certa forma, já presente. A torre é como um dedo apontado para cima, para lembrar o homem que há um Deus e um céu. A abóbada é representativa do céu definitivo. O Átrio representa as portas da eternidade, acolhedoras, abertas. A nave mostra a necessidade do caminho, do estar no mundo, etc. Niemeyer nunca poderia expressar isto em sua arquitetura, não porque não fosse capaz. Mas porque não tinha o dom da fé. Portanto sua arquitetura, a meu ver é cheia de… vazio: bonita, elegante, até digna. Mas, infelizmente, vazia.
 
É isto o que produziu Niemeyer: uma arquitetura sacra “vazia”, porque produzida sem “o dom da fé” e contaminada por “uma ideologia falida”.

E a você caro leitor, qual das duas lhe parece uma CATEDRAL CATÓLICA?

Igitur ex fructibus eorum cognoscetis eos – “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7, 20), diz Jesus. Os frutos, aqui, não são dos melhores… Que Deus tenha misericórdia de sua alma. Requiescat in pace.

 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O PURGATÓRIO: o quarto Novíssimo - parte 2


O PURGATÓRIO NAS SAGRADAS ESCRITURAS

A Palavra de Deus nos ensina que somente aqueles que estão puros, ou seja justificados, podem herdar a vida eterna e consequentemente terem acesso à visão beatífica de Deus (Sl 14; Hb 12,22-23; Mt 5,8). Infelizmente, também é verdade, pouquíssimos cristãos partem desta vida totalmente reconciliados com Deus e com os irmãos. O Senhor vem então, em socorro de nossas fraquezas, com sua misericórdia, permitindo que aqueles que estão destinados ao céu, ou seja que procuraram pautar suas vidas pela mensagem e vivência evangélica, mas que ainda carregam em si algumas imperfeições e pecados, possam ser purificados, de algum modo, após a morte. O purgatório é portanto, uma exigência da razão e mesmo de caridade de Deus por nós. Hoje, infelizmente, muitos negam a realidade do purgatório, afirmando que o mesmo não se encontra na Bíblia. O termo "purgatório" não existe na Bíblia, mas a realidade, o conceito doutrinário deste lugar de purificação existe. Examinemos:
 
"Todo o que tiver falado contra o Filho do homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não alcançará perdão nem neste mundo, nem no mundo vindouro." (Mt 12,32). O pecado contra o Espírito Santo, ou seja a pessoa que recusa de todas as maneiras os caminhos da salvação, não será perdoado nem neste mundo, nem no mundo futuro. Acena o Senhor Jesus neste trecho implicitamente, que há pecados que serão perdoados no mundo futuro, i.é, após a morte. Ver também Mc 3,29.
 
"Mas, se o tal administrador imaginar consigo: 'Meu senhor tardará a vir'. E começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar (...) e o mandará ao destino dos infiéis. O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, mais se há de exigir." (Lc 12,45-48). Nesta parábola, o administrador é o ministro da Igreja (quatro versículos acima Pedro pergunta ao mestre: "Senhor é para nós que estás contando esta parábola?", ao que Jesus responde: "Qual é então Pedro, o administrador fiel que o Senhor constituirá sobre todo o seu pessoal?"). Pois bem, o ministro de Deus que for infiel, receberá a visita do seu Senhor "no dia em que não o esperar" (dia de sua morte). E o Senhor o "mandará ao destino dos infiéis" (Inferno). Porém a parábola acena que haverá outros tipos de administradores, e outros tipos de destino. Aquele que conhece a vontade de Deus mas não se preparou como convinha para a sua volta, será açoitado "com numerosos golpes". Aquele que ignora a vontade de seu Senhor e fizer coisas repreensíveis, será açoitado com "poucos golpes". Portanto após a morte dos administradores da casa de Deus, uns serão condenados ao inferno, outros serão punidos, uns mais, outros menos, conforme o merecimento de cada um, mas não compartilharão o "destino dos infiéis". Após a morte, portanto, haverá de haver algum lugar ou "estado" onde os administradores pouco fiéis haverão de ser purificados.
 
"Ora, quando fores com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para entrar em acordo com ele pelo caminho, a fim de que ele não te arraste ao juiz, e o juiz te entregue ao executor, e o executor te ponha na prisão. Digo-te: não sairás dali, até pagares o último centavo." (Lc 12,58-59). Nesta parábola, o Senhor Jesus ensina que, enquanto estivermos nesta vida, devemos ter sempre uma atitude de reconciliação com os nossos irmãos de caminhada. Devemos sempre entrar "em acordo" com o próximo, pois caso contrário, ao fim da vida seremos entregues ao juiz (Deus), que por sua vez nos entregará ao executor (seu anjo) e este nos colocará na prisão (purgatório); dali não sairemos até termos pago à justiça divina toda nossa dívida, "até o último centavo". Mas um dia haveremos de sair. A condenação neste caso não é eterna. Ver também Mt 5,21-26 e 18,23-35.
 
"Eu porém vos digo: todo aquele que se encolerizar contra o seu irmão terá de responder no tribunal. Aquele que chamar a seu irmão: 'cretino', estará sujeito ao julgamento do Sinédrio. Aquele que lhe chamar: 'louco', terá de responder na geena de fogo (...) Assume logo uma atitude reconciliadora com o teu adversário, enquanto estás a caminho, para não acontecer que o adversário te entregue ao juiz e o juiz ao oficial de justiça e, assim, sejas lançado na prisão. Em verdade te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo" (Mt 5,22.25-26). Jesus nos ensina que a ira contra nossos irmãos e as ofensas que a eles fizermos, merecem toda a reprovação por parte do Pai celeste. Ao chamarmos nosso irmão de "louco" teremos de responder na geena de fogo. O fogo sempre foi, em todos os tempos, e também na Bíblia um símbolo de purificação. Evidente que ninguém é condenado ao inferno para todo o sempre, somente porque chamou o seu próximo de "louco" (senão todos estaríamos condenados). A chave deste ensinamento se encontra na conclusão deste discurso de Jesus: serás lançado na prisão (nesta "geena de fogo"), e dali não se sai "enquanto não pagar o último centavo".
 
"Quanto ao fundamento, ninguém, pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo. Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha, a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstra-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo" (1Cor 3,10-15). Paulo fala dos pregadores do Evangelho, que haveriam de edificar a Igreja sobre os alicerces lançados por ele durante suas viagens missionárias. Uns edificariam com muito zêlo (com ouro, prata e pedras preciosas), outros seriam porém, pouco zelosos (edificando com madeira), outros seriam negligentes (edificando a Igreja com feno ou palha). De qualquer forma o "dia do Julgamento" demonstraria o que "vale o trabalho de cada um". Se a construção resistir, isto é se o ministro edificou com amor, "o construtor receberá a recompensa". Se o ministro foi pouco zeloso pela Igreja, "arcará com os danos". Porém ele será salvo apesar de tudo. Como? Sendo purificado, ou seja, "passando de alguma maneira através do fogo", isto é, após o dia do julgamento particular, alguns ministros de Deus deverão ser purificados devido ao pouco zêlo para com as coisas da Igreja de Deus.

 
 
"Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados (...) padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos na prisão, aqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes (...) Por isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito." (1Ped 3,18-19; 4,6). Esta "prisão" ou "limbo dos antepassados", onde os espíritos dos antigos estavam presos, e onde Jesus Cristo foi pregar durante o Sábado Santo, é figura do purgatório. Com efeito, o texto menciona que Cristo foi pregar "àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes". Temos, portanto, um lugar onde as almas dos antepassados aguardavam a salvação. Não é um lugar de tormento eterno, portanto não é o inferno. Não é um lugar de alegria eterna na presença de Deus, portanto ainda não é o céu. Mas é um lugar onde os espíritos aguardavam a salvação. Salvação e purificação comunicada pelo próprio Cristo. Por isto, declara o apóstolo, foi o "Evangelho pregado também aos mortos(...) para que vivam segundo Deus quanto ao espírito".
 
"Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados [dos soldados mortos em batalha]: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis porque ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas" (2Mac 12,43-46). O general Judas Macabeu (160 aC), herói do povo judeu, faz uma grande coleta e a envia para Jerusalém, para que os sacerdotes ofereçam um sacrifício de expiação pelos pecados de alguns soldados mortos. Fica claro no texto que os judeus oravam pelos seus mortos e por eles ofereciam sacrifícios. Fica claro também que os sacerdotes hebreus já naquele tempo aceitavam e ofereciam sacrifícios em expiação dos pecados dos falecidos e que esta prática estava apoiada sobre a crença na ressurreição dos mortos. Subentende este texto que as almas dos soldados mortos estavam em algum local ou "estado" de purificação, pois se estivessem nos céus, as oração dos vivos eram desnecessárias, e se, por outro lado estivessem no inferno, toda oração seria inútil. E como o livro dos Macabeus pertence ao cânon dos livros inspirados, aqui também está uma base bíblica para a oração em favor dos falecidos.
 
"De outra maneira, que intentam aqueles que se batizam em favor dos mortos? Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?" (1Cor 15,29). Paulo cita aqui, uma prática cuja índole na verdade desconhecemos. Segundo alguns estudiosos, os primeiros cristãos preocupados com a sorte eterna de seus pais ou avós que não haviam conhecido o Evangelho e, consequentemente, não puderam ser batizados, praticavam algum rito ou oração para que seus parentes ganhassem de alguma forma a salvação, "batizando-se" no lugar deles. O apóstolo Paulo não condena este "batismo" pelos falecidos, antes, lança mão justamente dele como argumento precioso da fé dos cristãos na ressurreição geral dos mortos. De fato, esta prática demonstra a preocupação dos primeiros cristãos com relação à salvação de seus pais, antepassados e amigos, traduzida em algum rito ou oração pelos mortos, por nós hoje desconhecida.
 
A oração pelos mortos aliás, era uma prática constante entre os primeiros cristãos, como atestam ainda hoje inscrições em numerosos túmulos e arcas funerárias cristãs daqueles primeiros tempos, bem como em textos dos primórdios que chegaram até nós. Eis alguns exemplos:
 
"Oferecei também a régia Eucaristia (...) oferecei-a orando pelos mortos" (Didascalía dos Apóstolos [meados do séc. III]).
 
"Caso (na Eucaristia) se faça a memória em favor daqueles que faleceram..." (Cânones de Hipólito [séc. III]).
 
"Por todos os defuntos dos quais fazemos comemoração, assim oramos: Santifica estas almas ..." (Serapião de Tmuis [meados do séc. IV]).
 
"Oremos pelo repouso de ... a fim de que Deus bom, recebendo a sua alma, lhe perdoe todas as suas faltas" (Constituições Apostólicas [séc. IV]).
 
"Os apóstolos instituíram a oração pelos mortos..." (S. João Crisóstomo [+407], In Philipp. III, 4).
 
"Desta afirmação (Mt 12,31), podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras no século futuro" (S. Gregório Magno [séc. V], Dial. 4,39).
 
"O irmão que as compreender, queira orar por Abércio" (inscrição funerária cristã [séc. II]).
 
"Este túmulo, Iperéquio preparou-o para a sua benemérita esposa Albínula. Deus alivie o teu espírito" (inscrição funerária cristã [ano 268]).
 
"Jejuai todos por mim, a fim de que Deus seja misericordioso para com minha alma" (inscrição funerária cristã [séc. IV]). etc... etc...
 
Conclusão: o cristão, que não ora pelos seus mortos, comete pecado contra a caridade que devemos ter para com os nossos irmãos falecidos, conforme o ensino bíblico: "Dá de boa vontade a todos os vivos, e não recuses este benefício a um morto" (Eclo 7,37).

FONTE: Veritatis Splendor

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