"Cristão é meu nome e Católico é meu sobrenome. Um me designa, enquanto o outro me especifica.
Um me distingue, o outro me designa.
É por este sobrenome que nosso povo é distinguido dos que são chamados heréticos".
São Paciano de Barcelona, Carta a Sympronian, ano 375 D.C.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

"Tanto faz a religião, o que importa é o amor" (Relativismo - parte 2)


Falamos sobre a religião como ferramenta de serviço ao homem. Religiões são criadas aos montes para agradar a "gregos e troianos". Doutrinas religiosas são aperfeiçoadas aqui, ajustadas alí, tudo visando se adequar ao gosto do freguês. Deus é lapidado conforme as preferências do "cliente".
A cada minuto um novo "Deus" é fabricado para atender às necessidades de quem o procura - e isso se aplica também ao "Cristianismo" - onde são apresentados diversos "Jesuses": há o Jesus que exige mudança de vida, aquele que dá tudo sem pedir nada em troca, o que abençoa o homosexualismo, o outro que promete enriquecimento, outro ainda que impõe mandamentos e regras de conduta para seus seguidores, o bonachão que pouco se importa com as práticas de seus seguidores e por aí vai...
Essa prática é muito comum no protestantismo, errôneamente chamado de "evangelismo" ou "religião evangélica". Mas afinal, existe "igreja evangélica" ou "religião evangélica"? A resposta é simples e direta: NÃO!
Para que houvesse tal "religião evangélica" deveria haver UNIDADE de governo/instituição ou ao menos UNIDADE de Fé e de doutrina. Ora, dentro do protestantismo não encontramos nenhuma destas 3 unidades, repito:NENHUMA. O que temos então são religiões diferentes originárias da "reforma" protestante, por volta de 35.000 para ser mais exato, porém religiões diferentes.
Deixaremos para iniciar a exposição da incoerência do protestantismo assim como sua refutação em postagens futuras. O foco deste artigo é o que podemos chamar superficialmente de relativismo religioso, algo infelizmente presente (inclusive) em meios "católicos" e em grande parte dos que se denominam "católicos" (as aspas se justificam não porque não queiram ser católicos de fato mas sim porque ao compreenderem o catolicismo como realmente é, consequentemente abandonarão tal postura relativista).
Quem não conhece ou conheceu alguém que, dizendo ser católico, acha normal que em determinadas ocasiões possa frequentar algum culto protestante? Ou ainda ir à sessões espíritas para comunicar-se com um ente querido já falecido? Diversas outras práticas poderíamos citar mas creio que estas 2 são suficientes para ilustrar o problema em questão. O fato é que a mentalidade moderna, subjetivista e "politicamente correta", aliada ao abandono do estudo da religião, as vezes por culpa dos próprios representantes da Igreja (veremos futuramente ao analisarmos a crise pós conciliar) faz com que o "católico" moderno desconheça sua própria religião e desenvolva uma mentalidade relativista. Como exemplo podemos citar os "católicos" que crêem e afirmam "não haver a religião verdadeira", que "todas as religiões são boas", que "não importa se é católico ou evangélico, o que importa é o amor, o coração", etc. Há também aquele que crê que a fé e a moral não pode ser ditada pela religião católica mas que antes  deve ser "adaptada à situação, à sociedade ou à mentalidade da época", ou então que "mudaram, evoluíram conforme o passar do tempo".
Este tipo de comportamento pusilâmine, que evita discussões e conflitos, que prefere fechar os olhos diante das contradições e fingir que está tudo bem NÃO É e NUNCA FOI cristão. A Fé Católica sobreviveu a 2 milênios justamente por mostrar-se VERDADEIRA diante das demais fés que se oporam a ela. E isso SEMPRE se deu mediante a Apologética, o debate, a exposição da contradição presente nas demais religiões e sua consequente refutação, ou seja, destruindo-as e não mascarando-as.
Caros irmãos, FALSA é a noção de que o cristão deve ser um "banana", que deve aceitar ou crer em tudo o que lhe apresentam, que põe a "paz" (falsa paz propagada pela neo sociedade anticristã) acima da verdade, NÃO!
O católico deve saber que a verdadeira postura cristã consiste em APRENDER sobre a Fé verdadeira, DEFENDÊ-LA, DENUNCIAR o erro presente nas demais religiões e COMBATÊ-LOS. O verdadeiro católico não só saberá que foi agraciado com o fato de fazer parte da única Igreja de Cristo e de conhecer a Fé Verdadeira como também sentirá a necessidade de propagá-la aos demais, levá-la aos irmãos, tirá-los do erro, enfim, cumprir o mandamento do Senhor - amai-vos uns aos outros - (São João cap. 15 vers. 12).
Qual maior prova de amor haverá do que preocupar-se com a salvação eterna de seu irmão, mostrando-lhe que se encontra no erro, resgatando-lhe e levando-lhe à Luz?
O cristão deve ser como o próprio Cristo, "pedra de tropeço" (Isaías, cap. 8 vers. 14) para o hostil mundo atual, não compactuando com ele mas sim iluminando-o com a Verdade. Deve ser "Sal da Terra e Luz do Mundo" (São Mateus, cap. 5 vers. 13/14), levando a única Luz que realmente ilumina, a Luz de Cristo - LUMEN CHRISTI

¡Qué viva Cristo Rey!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Morre o grande Dom Luiz Gonzaga Bergonzini

Faleceu Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, grande defensor da vida. + RIP .


É com extrema tristeza que comunicamos o falecimento de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, grande Bispo de Guarulhos, defensor da Vida, Inimigo dos abortistas e assassinos de inocentes, verdadeiro Bispo da Santa Igreja de Deus.
Para quem não conhecia este Grande Bispo, segue abaixo o link de seu site onde podemos acompanhar um pouco de sua trajetória em defesa das Leis de Deus contra as iníquas leis do homem:


Neste momento Dom Luiz já deve estar nos braços de Nosso Senhor Jesus Cristo gozando a Eterna Glória, assim que pedimos que interceda pelos inocentes e pela Santa Igreja.

REQUIEM aeternam dona ei (eis), Domine, et lux perpetua luceat ei (eis). Requiescat (-ant) in pace. Amen.

domingo, 10 de junho de 2012

Vídeo bárbaro de martírio real - e a pergunta: Qual o lugar ocupado por Deus e a Fé em nossas vidas?

Caros leitores, interrompo a sequência de postagens sobre Deus e ateísmo ou a importância de Deus e do estudo da Religião em nossas vidas para postar algo chocante, porém verdadeiro e que, embora extremamente impactante não deixa de estar relacionado às postagens anteriores:
O martírio de um jovem convertido da falsa religião islâmica para o Cristianismo. Esta postagem está intimamente relacionada com o objetivo deste apostolado virtual ( http://morroporcristo.blogspot.com.br/2012/04/o-porque-de-tal-iniciativa-explicando-o.html ) que recordo abaixo de forma resumida:

1º divulgar o Catolicismo Tradicional demonstrando ser a verdadeira e única religião de Cristo Nosso Senhor, tanto aos seguidores de outras religiões para que se convertam como para os católicos que se encontram privados do conhecimento de sua religião, infelizmente tendo em prática uma espécie de "caricatura" da Religião Católica.

2º Como o próprio nome do blog evidencia (Morro por Cristo), queremos contribuir para que o seguidor de Cristo tenha sua Fé firme e impregnada em seu ser ao ponto de colocar os bens espirituais (a salvação de sua alma e a felicidade eterna) acima dos bens e felicidades terrenas. Essa fé deve ser fortalecida por meio do estudo e do exemplo de vida, complementados pelos auxílios da Graça Divina. Outro exemplo que deve fortalecer a nossa fé são os testemunhos de nossos irmãos, que possuindo tal convicção da Fé em Jesus Cristo chegam ao ponto de entregar suas vidas para não renunciá-la.

Pela segunda vez estou lendo o livro Perseguidores e Mártires de Tito Casini, românce histórico com mais de 700 páginas que nos leva aos 3 primeiros séculos da Igreja, partindo do martírio do diácono Santo Estevão após a Ascensão de Nosso Senhor e terminando com o Édito de Milão do Imperador Constantino, documento este que permitiu que a fé católica fosse professada publicamente. Nessa leitura somos levados ao período onde crer em Jesus Cristo e renegar aos ídolos romanos era considerado crime da pior espécie, punido com torturas as mais atrozes e mortes inimagináveis até mesmo para os mais selvagens. Por outro lado também nos faz sentir a glória dos mártires de Cristo e sua fé inabalável, pois sentenciados às torturas mais grotescas e às mortes mais cruéis não as temiam, caminhavam rumo ao martírio com o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo aos lábios e padeciam sofrimentos momentâneos para em seguida gozarem da Glória Eterna.

 Ao citar o livro que estou lendo, sobretudo frisando que tal perseguição ocorreu entre os séculos I e IV, quero demonstrar o que muitos, senão todos somos levados a pensar: que isso não acontece mais, que se trata de algo distante na história da Igreja. Sendo assim, acabamos por levar uma vida tranquila e despreocupada, com a espiritualidade e a fé em 2º plano, enfim, uma fé morna.

Mas, como és morno, nem frio nem quente, vomitar-te-ei. (Apocalipse cap. 3, vers. 16)
ENGANO, caríssimos leitores, as perserguições aos seguidores de Cristo ocorreram ao longo dos 2 milênios de sua Igreja e CONTINUAM OCORRENDO. Apenas como exemplo, cito o caso do assassínio de 2 sacerdotes e dezenas de fiéis (incluindo crianças) cruelmente metralhados durante Santa Missa no Iraque em 10 de novembro de 2010. Também o exemplo do único ministro católico paquistanês: Shahbaz Bhatti, assassinado pela fé em 02 de março de 2011. Ou então os casos de explosões de bombas durante as celebrações de Missas na Nigéria: uma durante a Missa de Natal onde 44 morreram, outra agora em junho onde 10 morreram. Todos mártires que, direta ou indiretamente morreram por professarem sua fé em Cristo Jesus. Uns diretamente, entregando seu pescoço para não renegar a Cristo, outros indiretamente ao professar públicamente sua fé mesmo sabendo do risco de ser assassinado por isso, algo que de fato ocorreu.
E NÓS, AQUI CONFORTAVELMENTE, SEM PERSEGUIÇÕES, NÃO NOS "DAMOS AO TRABALHO" SEQUER DE ESTUDAR SOBRE A FÉ, DE DESCOBRIR ONDE ESTÁ DEUS E COMO ELE QUER SER ADORADO, DE TESTEMUNHARMOS E DEFENDERMOS NOSSA FÉ DIANTE DA SOCIEDADE ATUAL QUE TANTO A RIDICULARIZA.
REFLITA:
Enquanto uns dão a vida pela Fé, você O QUE FAZ POR ELA?
É justo, inclusive diante de Deus o Supremo Juiz, que uns morram pela mesma Fé que outros ignoram?
PENSE NISSO CARO LEITOR!!!!

OBS: As imagens são chocantes, confesso que só consegui assistir por pensar neste mártir de Cristo da mesma forma que os irmãos assistiam ao martírio de seus irmãos de fé diante dos romanos, ou seja, como forma de fortalecimento da FÉ. No entanto recomendo àqueles que possuam problemas de saúde ou que possam se impressionar que NÃO assistam por ser algo fortemente traumático.
Segue abaixo a matéria:

Escrito por Daniel Hamiche
Tradução Montfort






Perdoe-me. Eu sou um jornalista muito ruim, porque eu vou falar sobre algo que eu li, mas eu não vi. Exatamente que eu não quis ver pois este vídeo que está na Internet e que foi transmitido na televisão egípcia no show “Egypt Today “, apresentado pelo jornalista egípcio Tawfiq Okasha visivelmente desconfortável com a ideia ter que difundir este documento abominável. Tawfiq Okasha é considerado por Raymond Ibrahim, do Gatestone Institute, como um jornalista liberal. Ele está revoltado por este documento e pergunta aos telespectadores: “É isto o Islã? “. Mas a resposta é: sim! Isso também é o Islã… O degolamento metódico de um jovem tunisino muçulmano convertido ao cristianismo por “apostasia” não é uma abominação raríssima nos países muçulmanos. Nós já noticiamos muitos neste blog e no meu post anterior de hoje eu já relatei vários degolamentos de cristãos por militantes islâmicos em Homs (Síria). Aqueles que consideram que devem assistir a este horror podem simplesmente se conectar à fonte indicada abaixo, mas não vou colocá-lo on-line e parei de ver este vídeo em menos de um minuto. Para aqueles que não suportarão ver o insuportável, eis a descrição dada por Raymond Ibrahim:

“Um jovem é mantido no chão por homens mascarados. Sua cabeça é puxada para trás e ele tem uma faca na garganta. Ele não se debate e parece resignado a sua sorte. Falando em árabe, um locutor ou “narrador”, que não aparece na tela, canta várias orações e súplicas muçulmanas, a maioria condenando o cristianismo por causa da Trindade, é chamado de fé politeísta: ” Que Allah esteja vingado do apóstata politeísta “,” Deus, faz triunfar tua religião, torna-a vitoriosa sobre os politeístas”,” Allah, desfaz os infiéis pelas mãos de muçulmanos “,” Não há outro deus senão Alá e Maomé é seu mensageiro “. Então, com gritos de “Allahu Akbar!” – que significa “Deus é grande” – o homem segurando a faca na garganta do apóstata começa a corta-la, enquanto a vítima parece calmamente sussurrar uma oração. São necessários quase dois minutos cortando com a faca para separar a cabeça do cristão de seu tronco, cabeça que é então levantada em meio a gritos e slogans de vitória.”
O jornalista Tawfiq Okasha pergunta a seus espectadores se isso é o Islã? Minha resposta eu já dei. Você deve fazer o mesmo – e divulga-lo.
Oremos por este mártir que foi degolado por se recusar a negar a Cristo. Oremos também – eu sei que vai ser mais difícil – por seus carrascos.

domingo, 3 de junho de 2012

Qual o papel de Deus em nossas vidas?

Nas postagens anteriores tratamos da existência de Deus. Quem assistiu à vídeo aula e principalmente leu o livro indicado pôde chegar à conclusão de que a existência de Deus pode ser provada pela lógica e pela razão. Estes e outros estudos somados à Revelação Divina por meio das Sagradas Escrituras e da Sagrada Tradição fundamentam a crença na existência do Deus único.
Valendo-se desta conclusão, de início já podemos excluir centenas (ou milhares) de religiões politeístas (que crêem na existência de vários deuses) do objeto de nosso artigo. Nos sobra então as 3 grandes religiões abraâmicas (com origem comum, partindo da revelação à Abraão) e monoteístas, isto é, que crêem na existência de um único Deus. São elas: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo.
Partindo do princípio de que este é um apostolado de estudo cristão, que os leitores em sua maioria consideram-se cristãos e levando em conta que o judaísmo e o islamismo ignoram ou negam a divindade de Jesus Cristo, deixaremos para refutar tais religiões em postagens futuras. O nosso foco será no cristianismo e em nós, os cristãos.

Qual o papel de Deus em nossas vidas?

Essa pergunta além de permitir uma série de reflexões é bastante complexa, principalmente na época em que vivemos onde as pessoas não crêem em Deus ou vivem como se ele não existisse, ou então, buscam a Deus somente em situações difíceis, se deparando com um "grande cardápio" de "igrejas" prontas a atender suas necessidades. Antes de continuar, vejamos o video abaixo:

O vídeo, apesar de curto, nos apresenta 2 características a se observar:
1ª a resposta da atriz Camila Pitanga: ao dizer que não tem religião, que nunca estudou sobre, etc, a atriz demonstra o chamado ateísmo prático: não nega a existência de Deus nem se mostra contrária a ela. Simplesmente vive como se Deus não existisse, não estuda sobre Deus e religião e tampouco se preocupa com isso, como se tal negligência não tenha importância nem possa trazer consequências futuras.
2ª o questionamento da apresentadora "Xuxa":  surpresa com a resposta da atriz, a apresentadora não compreende como é possível "não ter a quem recorrer", por exemplo, quando se está dentro dum avião em turbulência. Tal questionamento representa a mentalidade moderna com relação à crença em Deus e à sua procura: Deus é um simples ajudante, uma espécie de "quebra-galho", aquele que deve atender às nossas necessidades. Quando tudo vai bem pouco importa quem é Deus, qual é sua vontade, se Ele deixou ou não um caminho (e uma religião) a ser seguido, se podemos ou não ofendê-lo, etc...
Deus é visto como alguem que deve ficar "quietinho" em seu lugar esperando ser solicitado, só então deve manifestar-se atendendo às necessidades de seu senhor (o homem).
Esse tipo de mentalidade também explica o crescimento do número de seitas pentecostais e neopentecostais, principalmente no Brasil. Quem não conhece alguém que sempre viveu uma vida "liberal" e errônea (muitas vezes dizendo-se "católico) e quando se encontrou diante de algum problema grave só então resolveu procurar Deus, no intuito de que Deus resolvesse seu problema? Daí é fácil visualizarmos a consequência: é só escolher uma das milhares de seitas que prometem sanar os problemas do indivíduo, sejam problemas de saúde, de ordem financeira, sentimental ou qualquer outra. Não se busca a Deus para adorá-lO mas para cobrar-lhE favores.

Neste ponto, uma pergunta deve ser feita a todo aquele que realmente deseja ser Cristão: Devo buscar a Deus para fazer a vontade Dele ou para que Ele faça a minha vontade? 
"...seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no Céu..." (Mateus, cap. 6 vers. 10)

"...não seja feita a minha vontade, mas a tua!” (Lucas, cap. 22, vers. 42)

Caríssimos, deve ficar claro portanto a TODOS os que de fato queiram ser cristãos que o homem deve fazer a VONTADE DE DEUS e não Deus a vontade do homem!
E como podemos fazer a vontade de Deus? Conhecendo-O e adorando-O verdadeiramente!
Mas será possível fazê-lo? Com certeza e para tanto, disponibilizaremos para todo leitor que acesse  nosso modesto blog e que procure a verdade e como agradar a Deus, artigos que demontram, provam e comprovam que Deus Nosso Senhor não somente se revelou ao gênero humano como também disponibilizou ao homem um meio para que ele possa adorá-lO, unir-se a Ele e conseguir salvar-se. Este meio é a Única Religião do Deus Verdadeiro e Único: a Religião Católica!

¡Qué viva Cristo Rey!

domingo, 27 de maio de 2012

Relativismo (parte 1) e uma dica de livro

A época em que vivemos atualmente é aclamada como a era das "mentes evoluídas", da "tolerância", da quebra de paradigmas e blá blá blás do gênero.
Neste interím, todas as ações humanas são tomadas sob o "poder" do politicamente correto, do "é melhor mentir para agradar ao próximo do que ofendê-lo" e assim vivemos num verdadeiro mundo de "faz de contas".
Infelizmente isso se reflete também no âmbito religioso: atualmente as pessoas desconhecem verdades fundamentais e cada um vai adquirindo "verdades" ao longo de sua vida. Quando confrontadas, basta um "respeito a sua e você respeita a minha" e está tudo bem, pouco importando se este ou aquele vive no erro. Como vimos, é possível crer na existência de Deus porque há como prová-la. E existindo este único Deus, a conclusão lógica é que também haja uma verdade objetiva, uma única forma de conhecê-lO e agradá-lO.
No próximo artigo, tratarei deste tema com mais profundidade, porém vos trago a indicação do livro "A Religião Demonstrada" do Padre A. Hillaire, publicado em 1900, ano em que este tipo de pensamento moderno começava a manifestar-se, porém nada comparado ao que vemos hoje.
O livro trata de provar de forma demosntrativa algumas verdades não mais conhecidas ou ignoradas:

  1. Que Deus existe e há como provar sua existência.
  2. Que há um único Deus.
  3. Que assim como  há um único Deus, há uma única verdade, uma única fé e uma única religião.
  4. Que dentre todas as religiões existentes, somente a religião cristã é a verdadeira.
  5. Que dentre todas religiões ditas cristãs, somente uma é de fato cristã e consequentemente uma é a religião verdadeira: a religião Católica.
Talvez tais afirmações possam soar um tanto "duras" até para católicos. Isso é compreensível devido à influência do pensamento moderno descrito no início do artigo, porém é conveniente explicar ao católico e pessoas de boa vontade que buscam a verdade, que sempre existiu no meio religioso e acadêmico a chamada Apologética que nada mais é que a ciência cuja finalidade é a Defesa da Fé. Enquanto hoje discute-se futebol e carnaval, nos 2 milênios da Igreja Católica sempre se discutiu a Fé, com estudos e debates inclusive públicos entre apologetas visando comprovar as verdades da Fé assim como refutar argumentos errôneos e heréticos.
O livro comprova por meio de sólidos argumentos tais verdades importantíssimas e infelizmente desconhecidas.
Como não o encontrei em português, iniciei o processo de tradução deste livro, algo que deve demorar alguns meses. Deixo, no entanto, o link abaixo para leitura (em español):



http://www.docstoc.com/docs/108808933/La-Religion-Demostrada-o-Los-fundamentos-de-la-fe-catolica-ante-la-razon-y-la-ciencia


iQué viva Cristo Rey!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

É razoável crer em Deus?


No último post propomos uma reflexão sobre a necessidade de se estudar Religião. Sobretudo nos tempos em que vivemos grande parte da sociedade moderna vive numa espécie de ateísmo prático onde não se nega a existência de Deus, mas se vive como se Ele não existisse. A maior parte das pessoas refere-se a Ele como um “tipo figurativo” (por exemplo, quando repete expressões do tipo “graças a Deus”, “se Deus quiser”, “vai com Deus”, “fé em Deus” etc.) sem necessariamente refletir sobre o significado de tais expressões. A relação homem x Deus se resume apenas a mencioná-lo quando for conveniente ou por mero costume. Na teoria evita-se dizer que Deus não existe, mas na prática sua existência acaba não influenciando em nada a vida das pessoas.
Outro tipo de comportamento atualmente em moda e inclusive bem aceito nos meios de grande influência social como a mídia e o ambiente universitário é o ateísmo propriamente dito. Negar que Deus existe é visto como demonstração de intelectualismo, de se ter a “mente mais esclarecida”. A crença em Deus e o professar uma religião constantemente é associado a falta de cultura e ignorância ou então é vinculado à superstições e pressões morais ultrapassadas.
Prova disso é o vídeo abaixo onde o falecido (e aclamado) escritor português José Saramago, que após vomitar blasfêmias com aroma de "intelectualidade apurada" ridiculariza a crença em Deus dando como justificativa, entre outras, o fato de não O podermos ver  nem tocá-lo.
Ora, se só pudéssemos crer na existência daquilo que vemos ou tocamos concluiríamos que o ar, as ondas sonoras, micro-ondas, sinal telefônico, radiação dentre tantas outras coisas não existem. Mas é fato que EXISTEM, podendo-se provar sua existência por outros meios, demonstrando que não crer na existência de Deus porque não o vemos não pode ser aceito como justificativa a ser levada em conta.
Mesmo assim, fica a questão: é possível afirmar que Deus existe?
Diante dessa dúvida, trouxe para apreciação dos leitores do blog a vídeo-aula sobre as provas da existência de Deus. A história deste vídeo é interessante: surgiu duma polêmica entre o saudoso professor Orlando Fedeli* da Associação Cultural Montfort e o famoso Padre Fábio de Mello (padre este famoso não por sua ortodoxia mas por ser um “padre artista”). No livro de pe. Fábio escrito em parceria com Gabriel Chalita e intitulado “Carta entre Amigos”, em certa página há a afirmação de que não há como provar que Deus existe. Segundo ele, Deus deve ser sentido e só podemos crer em sua existência pelo sentir, pelo sentimento. Na época, a Montfort planejava iniciar a gravação de uma série de vídeo-aulas com temas importantes para a formação católica e para refutar tal afirmação contida no livro, foi escolhido como tema da primeira vídeo-aula “As provas da existência de Deus”. Nesta aula o professor Orlando Fedeli expõe as chamadas 5 vias para se chegar ao conhecimento da existência de Deus, mostrando que é possível tomar conhecimento da existência de Deus através da razão, de forma objetiva, algo que faz parte da doutrina católica, que todo sacerdote deveria saber (e mesmo nós leigos) mas que infelizmente é ignorado.
Em tempos onde as crenças e religiões humanas são baseadas apenas em sentimentalismo (algo falho que pode facilmente nos enganar) este vídeo nos ajuda a descobrir quão verdadeira é a revelação divina contida na Doutrina Católica, partindo de seu ponto inicial, que é a crença em um Deus que realmente existe.
Você que é católico mas que pensava não poder provar que Deus existe, fortaleça sua fé aliando a ela a razão.
Você que é ateu, assista ao vídeo com o coração desejoso por descobrir a verdade e ajudado com o auxílio da Graça Divina sua inteligência compreenderá que DEUS EXISTE.
Boa aula:

iQué viva Cristo Rey!

*O falecido Professor Orlando Fedeli foi um dos responsáveis por minha conversão. Esta se deu quando diante de uma “crise de fé e busca pela verdade” acabei conhecendo seus escritos em favor do catolicismo e contra as falsas religiões.

domingo, 6 de maio de 2012

Devemos estudar religião? Por que? Para que?

Em nossos dias, é cada vez mais comum presenciarmos pessoas expressando opiniões e pontos de vista até então considerados indiscutíveis, assim como debates cujos temas sempre foram tidos como "tabus". Hoje em dia, pode-se discutir sobre tudo! Claro que SEMPRE respeitando a corrente de pensamento que estiver em moda, geralmente sob influência da mídia e do atual "politicamente correto" (e ai de quem fizer, dizer ou pensar o contrário!).
 
Discute-se sobre temas os mais variados: política, crise financeira, sexo, aborto, homossexualidade, ecologia, a calça extremamente chamativa da apresentora B, a amante do cantor Y, o rolex do político recém-eleito, etc, etc e intermináveis etc´s. enfim... Discute-se sobre tudo! Ou quase tudo... Geralmente, tais discussões são travadas em diversos meios: desde o círculo de intelectuais em uma convenção sobre física quântica até a roda onde amigos - que após um "racha" no futebol - tomam suas "geladas" enquanto degustam um churrascão composto de carne mal passada e linguiça de segunda. Mas ainda assim penso haver um tema que, quando proposto para discussão, continua a despertar certo receio ou constrangimento entre as pessoas: RELIGIÃO.
 
Para evitar discussões sobre este tema, muitas pessoas se utilizam do famoso e não muito moderno bordão "religião não se discute, cada um tem a sua" ou "politica, religião e futebol não se discutem".
 
Quer dizer, é bem verdade que as vezes só aparece um "corajoso" quando é para dar uma alfinetada na Igreja Católica (ou o que as pessoas pensam ser a Igreja Católica). Nessa hora, sempre aparecem  "teólogos de botequim" pra dar pitaco sobre algo que desconhece mas que pensa compreender.
 
O termo "teólogo de botequim" não usei por acaso, na verdade me baseei em uma situação presenciada por mim há alguns anos e que contarei brevemente para ilustrar melhor o problema:

"Conclusões teológicas de boteco "
 
 
Certo dia, após retornar do trabalho resolvi passar na casa de minha noiva (hoje esposa) para vê-la. Enquanto esperava alguém abrir o portão, presenciei "a discussão teológica" entre dois senhores que se encontravam no boteco ao lado. A tv estava ligada e acabara de passar uma reportagem sobre o Papa Bento XVI. Logo, um dos senhores que ali se encontrava fez um comentário um pouco desrespeitoso sobre o Papa. O outro o tentou repreender, este porém, irritado, começou a "ensinar" aos demais:
 
"Que respeitá qui nada, o papa é só mais um comedor de feijão igual a nóis tudo aqui. E pior, purque ele e us católico num sabe é nada. Num sei porque todo mundo obedéce esse homi... Vo te explicá como funciona a igreija católica: Todo começo de ano o papa senta e escreve como ele qué a igreja durante esse ano, que qué isso, que qué aquilo, que qué assim, que qué assado, que os padre num deve casar, e por aí vai. Daí os padre faiz tudo o que ele manda, e é por isso que eu dô valô ao pastô, porque ele só faiz o que a bibra manda, tudo que ele faiz tá na bibra!"

O outro senhor achou por bem ficar quieto, assim como os demais. Ao ouvir aquelas bobagens fiquei irritado, pensei em explicar-lhes algumas coisas, mas devido ao estado alcoólico de grande parte dos ali presentes, conclui que seria perda de tempo e acabei "deixando pra lá".

Incrível como de uma só vez o senhor "explicou tudo" sobre a Igreja Católica: como é governada, qual a correta interpretação bíblica e outros temas tão complexos e profundos. Incrível! Usei este exemplo um tanto exdrúxulo - porém verídico - para melhor exemplificar o que acontece no dia a dia, nas tais rodas de discussão, afinal, embora no exemplo o "professor" era um pobre amante do alcool, quantas e quantas vezes não vemos pessoas exteriorizando conceitos, opiniões formadas, emitindo juízos e sentenças sem nunca sequer ter  pesquisado, estudado ou lido sobre o que falam.

Geralmente, as pessoas ou evitam discutir sobre religião ou acabam cometendo o mesmo erro do pobre alcoólico citado acima, isto é, repetindo - tal como papagaios - erros grosseiros como se fossem suas próprias opiniões. Em ambos os casos o motivo ou a causa é a mesma: IGNORÂNCIA. Por desconhecimento, alguns se abstem de falar sobre este assunto ou mesmo o ignoram no sentido de não lhe dar importância. Outros, pela mesma ignorância, acabam por inventar, mentir e caluniar, na tentativa de convencer.

Mas afinal, por que devemos estudar RELIGIÃO?

Para responder a esse questionamento, usarei o seguinte trecho que traduzi do excelente livro do Padre A. Hillaire, A Religião Demonstrada:

 
"Sua finalidade é fazer compreender aos jovens de ambos os sexos que a religião não é um problema de ordem sentimental, mas sim uma imposição da razão e da consciência. Hoje, mais do que nunca se deve conhecer a fundo os verdadeiros motivos da crença, para afirmar-se mais em sua fé, consequentemente estando melhor disposto a defendê-la e propagá-la devidamente.
Atualmente, grande é a busca pelo domínio das ciências profanas, seja no âmbito teórico ou prático; porém existe um abandono quase que completo do estudo da Religião, que ironicamente é a única ciência que pode fazer felizes aos homens nesta vida e na outra." (P.A.Hillaire, La Religión Demostrada, ano 1900, os destaques em negrito são meus). 


Em primeira análise, podemos aproveitar o início da afirmação em destaque para chegarmos também a uma primeira conclusão: "a religião não é um problema de ordem sentimental, mas sim uma imposição da razão". O primeiro equívoco de nosso tempo é o fato de a religião estar fundamentada puramente em sentimentalismos, em sensações, "no  que eu sinto", no "sentir bem". Ora, se tal raciocínio fosse verdadeiro, isto é, se pudéssemos descobrir a verdade beseando-nos em sensações, no "sentir bem", poderíamos aplicar tal método a tudo aquilo que nos faz "sentir bem" (desde o chocolate, o sexo até mesmo ao alcool e as drogas), e tudo seria motivo para a criação de "novas religiões" e doutrinas religiosas. Ora, todos sabemos como os sentimentos e as sensações podem nos trair. Quantas vezes não somos "enganados pelo coração"? Quantas vezes não nos confundimos pelo que sentimos? Logo, deve ficar claro que "o sentir bem" não pode ser critério para o reconhecimento da verdade, tampouco da Fé e Religião verdadeira. Consequentemente, também podemos concluir ao estudar religião que a Religião verdadeira pode e deve ser conhecida através da razão. Caso exista, pode ser conhecida através da razão. Confirmada sua existência, deve ser conhecida!

Outra conclusão a qual podemos chegar é derivada da segunda afirmação: "Atualmente,grande é a busca pelo domínio das ciências profanas, seja no âmbito teórico ou prático; porém existe um abandono quase que completo do estudo da Religião, que ironicamente é a única ciência que pode fazer felizes aos homens nesta vida e na outra". De fato, percebemos que nos dias atuais as pessoas procuram instruir-se em todas as áreas possíveis, menos "nas coisas do Alto". Passam longos anos a especializar-se em diversas áreas do conhecimento, enquanto totalmente alheios ao estudo da Religião. Então, quando se encontram diante de algum problema que não esteja sujeito ao seu controle e às suas vontades, somente aí buscam desesperadamente uma solução rápida e prática, o que os tornam presas fáceis das diversas seitas que pululam na sociedade moderna. Não raramente, encontramos pessoas com alta formação acadêmica e visivelmente cultas em meio aos mais "exóticos" grupos religiosos. Tudo isso devido à ignorância em matéria religiosa.
 
Ao lermos "que ironicamente é a única ciência que pode fazer felizes aos homens nesta vida e na outra", somando-se a tudo o que foi exemplificado até então, e valendo-se da lógica e da razão, somos levados a ao menos três questionamentos e posteriores conclusões às quais ninguém pode fugir e que só corroboram para a importância de se estudar religião. São elas:

  • Se Deus não existe, devo estudar para chegar a essa conclusão, uma vez que se pratico uma religião, posso passar toda minha vida empregando tempo, dinheiro, esforço físico e mental em pról de uma "causa perdida", de algo que não existe, dando total comprovante de minha estupidez.


  • Por outro lado, havendo a possibilidade da existência de Deus, no entanto sou ateu ou vivo como se Deus não existisse e se - de acordo com o apresentado no texto acima - o estudo da religião me fará feliz em uma vida futura que existe mas que ignoro, o que acontecerá comigo quando venha a falecer? De acordo com o apresentado, serei infeliz nessa vida futura pagando por minha indiferença e imprudência.

  • Por por fim, chegando a conclusão de que Deus existe, devo estudar religião posto que existem milhares de religiões que reinvindicam o possuir o conhecimento de Deus e seus caminhos, no entanto todas em algum ponto se contradizem, o que mostra ser impossível que todas estejam certas. Isso é lógico. Consequentemente, devo estudar religião a fim de descobrir qual a religião verdadeira, para poder praticá-la, abandonando assim o erro e aderindo à Verdade.

Sendo assim, caro leitor, creio que este artigo - ainda que breve e modesto - consegue apresentar alguns argumentos convincentes que demonstram a necessidade e a importância de se estudar religião. Espero que sirva para despertar em quem o ler este desejo tão importante, tendo em vista que o que está em jogo pode ser tanto o nosso bem estar aqui na terra, mas principalmente - conforme descobrirá aquele que buscar com sinceridade - o bem estar na vida que há de vir, na vida eterna. Pense nisso!

 Instaurare omnia in Christo